sexta-feira, 25 de março de 2011

Ontem, com a finalidade de tirar a prova dos nove nessa questão da relação entre Lula e Dilma e a continuidade, ipsis litteris, do modelo de governo anterior, enviei e-mails a pessoas que sei que mantêm interlocução com o ex-presidente.
São pessoas com as quais jamais troquei palavra – ou mensagem eletrônica –, mas cujas respostas sabia que, se viessem, dar-me-iam condição de garantir aos leitores que o que relatassem poderia ser considerado como expressão da verdade.
Surpreendentemente, recebi duas respostas. Esperava não receber resposta alguma. Em tom amistoso e até próximo, reproduziram-me palavras fiéis de Lula sobre as intrigas da mídia relativas à sua relação com a presidenta Dilma:
1 – Eles conversam, pelo menos, uma vez a cada quinze dias.
2 – A mídia está decidida a desconstruir o ex-presidente, segundo ele mesmo.
3 – Lula acha que seus adversários midiáticos estão certos de que Dilma só estaria “esquentando” o lugar para ele voltar em 2014 e por isso querem descontruí-lo.
4 – O ex-presidente também acredita que a mídia considera a desconstrução de sua imagem vital para ela reafirmar seu poder.
5 – Não haveria diferenças programáticas ou ideológicas da mídia e, sim, medo que ela teria de perder o poder de negociação com a classe política se não conseguir destruir um simples homem.
6 – Lula não pretende se candidatar a nada nunca mais.

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