segunda-feira, 13 de setembro de 2010

PREOCUPAÇÕES SUPER-DIMENSIONADAS

Por Carlos Chagas
As pesquisas mais recentes revelam o crescimento dos candidatos ligados ao presidente Lula que disputam o Senado. Não necessariamente todos do PT, mas de partidos afins. Pelo jeito, depois de esboçada a vitória de Dilma Rousseff na presidência da República, concentra-se o primeiro-companheiro na conquista de maioria entre os senadores, cuja instabilidade prejudicou sua administração até menos do que ele pensa. Porque derrotas, mesmo, daquelas fundamentais, o governo sofreu apenas uma, a revogação da CPMF. A impressão é de que o Lula agastou-se mais com os virulentos pronunciamentos de seus adversários senadores do que propriamente com seus votos. Alguma coisa que beira as raias do particular, sobrepujando o público.
Mesmo assim, pesquisas são pesquisas. Três oposicionistas que disputam a reeleição encontram-se na alça de mira do presidente da República, que tudo tem feito e mais fará para derrotá-los: Tasso Jereissatti, do PSDB do Ceará, José Agripino, do DEM do Rio Grande do Norte, e Arthur Virgílio, do PSDB do Amazonas. Os três vão muito bem de perspectivas, considerando-se vitoriosos se as eleições fossem hoje. Acresce que o PMDB, agora integrado por inteiro no governo e na candidatura Dilma, será sempre uma garantia de sólida maioria governamental, exceção, talvez, de Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos e Roberto Requião, refratários ao alinhamento automático.

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