AiG Esporte - Mundo do Vôlei, por Aretha Martins.
Foto: Reuters
Brasil fatura 9º título e supremacia na Liga MundialA seleção brasileira masculina conquistou mais um título da Liga Mundial com a vitória por 3 sets a 1 (25/22, 25/22, 16/25 e 25/23) sobre a Rússia na final deste domingo. Com mais esse ouro, o Brasil é supremo no torneio, deixando Itália para trás e sendo o único país eneacampeão. Somos campeões mais uma vez!
Théo, boa surpresa da final.
O time brasileiro não estava bem nas finais, teve altos e baixos em todas as partidas, mas deixou isso para trás para a decisão. Começou com Marlon, que conquistou a posição de levantador titular, e Théo, substituto de Leandro Vissotto, vetado pela comissão depois de ter torcido o tornozelo na semifinal.
Para o bem do Brasil, os “novatos” foram uma surpresa para a Rússia, e o time impôs velocidade no ataque e mostrou eficiência em todos os fundamentos. Foram dois belos sets e também alguns altos e baixos, mas o time se recuperou. E quem diria que um saque flutuante faria toda a diferença na final contra os gigantes e fortes russos? Pois foi assim que o Brasil fechou e ficou com mais um título.
Mais uma vez a seleção foi um belo conjunto. Todos juntos fizeram o time eneacampeão: jogadores em quadra e o técnico Bernardinho. O único que destoou do elenco em toda a competição, como disse diversas vezes por aqui, teve seu merecido prêmio. Murilo, o cara do Brasil e sempre no auge, foi o melhor jogador da Liga Mundial. E para coroar os novatos, Mario Jr foi o melhor líbero.
Os brasileiros podem não ter sido impecáveis ao longo do torneio, mas usaram a inteligência para se adaptar aos jogos, desde o primeiro contra a Bulgária até hoje, vendo que o caminho era aliviar o braço e acreditar no nosso bloqueio. E também tiveram força no peito para, até na Argentina, cantar o hino nacional até o final e fazer a cerimônia de premiação esperar. Isso é Brasil!
Saiba como foi o jogo set a set:
Primeiro set.
Bernardinho cumpriu a palavra e começou o jogo com o time que terminou a vitória contra Cuba, com Marlon e Théo como titulares. Em quadra, o Brasil se mostrou solto, jogando com passe na mão, usando ...
bem a força no saque e alerta na defesa. O bloqueio nacional marcou presença e ajudou nos pontos de contra-ataques, 10 a 2 para o Brasil. A Rússia ainda tentou reagir com a boa entrada de Krasikov, mas a seleção fechou em 25 a 22
bem a força no saque e alerta na defesa. O bloqueio nacional marcou presença e ajudou nos pontos de contra-ataques, 10 a 2 para o Brasil. A Rússia ainda tentou reagir com a boa entrada de Krasikov, mas a seleção fechou em 25 a 22
Segundo set
O Brasil seguiu embalado, com Marlon impondo velocidade nas bolas de ponta. Até o momento, os centrais de ambos os lados estavam sendo pouco utilizados. Muserkiy, gigante russo, só fez o seu primeiro ponto depois da primeira parada técnica. Já do lado brasileiro, Marlon não acertou o tempo com Rodrigão e princpipalmete com Lucão e o ataque de meio do Brasil passou quase em branco. Mas, como o bloqueio russo estava aceitando os ataques de ponta, a seleção seguiu variando com Théo, Dante e Murilo e dominou o set, com mais um 25 a 22 no placar
Terceiro set.
Era o tudo ou nada para a Rússia e os europeus passaram a fazer o que sabem de melhor: ataque pelo meio e bloqueio. Musersky passou com facilidade pela rede brasileira. Já a seleção perdeu a qualidade na recepção e, com bolas coladas na rede e pouco uso do meio, ficou presa fácil no bloqueio. Levou, apenas nessa parcial, oito pontos neste fundamento e marcou só um. Bernardinho mexeu no time, tirando Lucão e Dante e colocando Sidão e Giba. Ainda assim, sem a eficiência do saque do começo do jogo e falhas na recepção, o Brasil deixou a Rússia com passe na mão. Marlon não conseguiu acertar a primeira bola. Os europeus fecharam com facilidade, em 25 a 16.
Quarto set.
Das mudanças de Bernardinho, apenas Sidão seguiu em quadra e o jogo se iniciou como na parcial anterior, com o Brasil falhando na recepção e a Rússia usando bem os meios. A seleção voltou para a partida na passagem de Dante pelo saque, acertando o tempo e propciando o contra-ataque, e virou no 13 a 14. Os russos reassumiram a liderança, aproveitando-se da desatenção brasileira no contra-ataque e do levantamento, mais uma vez, colado de Marlon, que deixou os atacantes na parede russa. Foram dois pontos na sequência em bloqueio. Logo depois, o troco. A seleção, que não bloqueava desde o começo do terceiro set, fez três pontos na rede passou à frente no 21 a 20. Sidão, no 19º ponto, parou Muserskiy pela primeira vez no jogo. Na sequência, mais um bloqueio com Théo. O Brasil segurou a vantagem e fechou o jogo no erro de saque de Krasikov em 25 a 23



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