terça-feira, 31 de maio de 2011

JOALHERIA: A GALINHA - 1885

BLOG DO NOBLAT.
Os ovos sempre foram símbolos da criação e de uma nova vida. Na Páscoa de muitos países, até hoje, é uma tradição a troca de ovos de Páscoa entre parentes e amigos.
Na Rússia, onde a Páscoa é a mais alegre celebração religiosa do ano, não era diferente, e assim como outros povos da Europa Oriental, ao regressar das cerimônias religiosas às quais não faltavam, fossem ricos ou pobres, trocavam delicados ovos de galinha pintados à mão.
Essa tradição não se perdeu de todo e temos também aqui no Brasil comunidades de origem eslava que continuam a fazer como seus avós. E pintam peças lindas.
Os nobres, no entanto, foram sofisticando cada vez mais o presente e criando ovos de madeira, papier machê, porcelana, cristal.
Mas os Romanov sendo os Romanov, e tendo a ventura de contar com um brilhante artesão joalheiro trabalhando para a corte, surgiu, em 1885, o primeiro Ovo de Páscoa que é uma joia.
Peter Carl Fabergé era seu nome. Entre 1885 e 1917, ele e seus assistentes criaram 105 objetos luxuosíssimos, em forma de Ovos de Páscoa. O termo Oeuf Fabergé tornou-se sinônimo de requinte e beleza e essas peças são cobiçadas por museus do mundo inteiro, como as obras-primas que são.
Tudo começou quando o czar Alexandre III encomendou ao ourives Fabergé um ovo para dar de presente à sua mulher, Maria Fyodorovna. De dentro de uma caixa toda forrada em camurça, a czarina retirou um ovo esmaltado em branco, de 6.5 cm de altura.
Acompanhava um cartão ensinando a apertar um minúsculo botãozinho que faz o ovo se abrir em dois: dentro dele uma gema de ouro polido que também se abre. E lá dentro a pequenina galinha em ouro de quatro cores, com olhos de rubi.
Vendido pelos soviéticos na década de 20 do século XX, passou por muitos leilões e coleções, até ser comprado por um colecionador russo. Está de volta à Mãe Rússia.

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