segunda-feira, 18 de outubro de 2010

CUBA - OLHOS E OS OUVIDOS DA REVOLUÇÃO

Cubana na entrada de sua casa durante as celebrações do 50º aniversário dos Comitês para a Defesa da Revolução. Considerados os "olhos e os ouvidos da revolução", os CDR são a maior organização popular da ilha comunista e estão integrados por 8,4 milhões de cubanos maiores de 14 anos, de uma população de 11,2 milhões.
Foto; Desmond Boylan - Reuters - Havana, setembro de 2010.
A história das nações é feita de ciclos e Cuba chega ao final de mais um, provavelmente o melhor de toda sua existência. Se não fosse a Revolução, certamente a Ilha seria hoje mais um daqueles “paraísos” do Caribe que servem tão somente para o deleite dos americanos em busca de turismo sexual e alcool etílico em grande quantidade.
A Revolução e tudo aquilo que veio com ela, como o apoio econômico soviético, possibilitou que duas ou três gerações de cubanos tivesse acesso a educação de qualidade, a justiça social e a serviços de Estado que não chegam a grande maioria da população mundial. Uma caminhada pelas ruas de Havana possibilita ver o orgulho dos velhos cubanos com aqueles tempos que não voltam mais, bradam suas bandeiras e comemoram a Revolução como se tivesse sido ontem, apesar de todas as mazelas e dificuldades do hoje.
Por outro lado, os jovens, que não viveram a bonança do período, exigem acesso aos meios de consumo, desejam telefones celulares, computadores, internet e, sobre tudo, informação do mundo além mar.
O ciclo foi completado e a Ilha ira abrir seus portos e aeroportos e, diferente dos vizinhos que nada tem a oferecer a não ser música e tequila, Cuba ofertará mão de obra qualificada e barata, além de prováveis incentivos para empreendedores que desejem trazê-la para o século XXI. Tudo isso virá em breve e só espero que as mudanças não mude o povo que por lá vive e a Ilha continue formada por pessoas alegres e com um calor humano inigualável.

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