Do Paulo Preto a Erenice Guerra, das privatizações ao abandono das rodovias, do aborto à insegurança publica, não dá mais para agüentar. E ainda faltam dois. Falamos dos debates entre Dilma Rousseff e José Serra. Depois da Bandeirantes e da Rede TV, vem por aí a Record, no domingo, 24, e a Globo, na sexta-feira, 29. Submeteram-se, os candidatos, à ditadura das redes de televisão. Por isso, bem feito para eles, candidatos e redes, pela falta de coragem para programarem um único entrevero, e sem as regras restritivas que vem impedindo o livre curso de suas propostas de governo. Um único vídeotape teria bastado para demonstrar a inocuidade desse tipo de expediente eleitoral. Bem fez o SBT por não mergulhar no novo abismo de mediocridade revelado pela sucessão presidencial.
As grandes redes vangloriam-se de altos índices de audiência, mas é mentira. Depois de cada debate as assessorias de tucanos e de companheiros apregoam a vitória de seu candidato. Mera ilusão, para dizer o mínimo. Domingo, Serra e Dilma forneceram mais uma oportunidade para o cidadão comum perceber como são parecidos. Pela impossibilidade de desenvolver projetos com começo, meio e fim, dada a exigüidade de tempo, passam por despreparados, que certamente não são.
Tempos atrás ainda cabia a associações de classe e entidades do meio civil abrir oportunidade aos candidatos para a apresentação de seus planos. A imprensa escrita, no dia seguinte, divulgava em detalhes a fala de cada um. É claro que em meio a comícios, carreatas e passeatas onde os chavões tinham seu lugar. Sem esquecer as entrevistas, geralmente coletivas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário