BOB WOLFENSON
Somos fãs desse cara. O fotógrafo é um dos poucos que consegue encaixar seu olhar dramático dentro de uma matéria erótica, sendo o autor dos mais sensacionais ensaios da revista. E seu ensaio com Cleo Pires tem todas as características que esperávamos: naturalidade, sorrisos largos, luz dramática, muito preto e branco, figurantes e sua composição meticulosa de sempre. Aqui Cleo é menos posada, mais delicada e brejeira, mas não menos exibicionista. A escolha das fotos foi muito feliz, assim como a de Jacques, e acredito que ninguém ficará insatisfeito com as poses, ângulos e facetas mostradas de Cleo.
COMPARAÇÕES
Não que eu queira adotar uma postura polida e imparcial, mas acho desnecessário comparar os dois trabalhos assinados por Jacques Dequeker e Bob Wolfenson, compostos por equipes totalmente diferentes, e não só os fotógrafos. O que pode haver é uma identificação a mais com um ou outro, mas que, no meu caso, fica difícil, já que gosto demais das propostas apresentadas. Mas devo destacar que o ensaio de Dequeker, já no primeiro momento, parece mais expressivo por conta do ineditismo de seu olhar na revista. Mas ambos se complementam e fazem desta edição digna dos 35 anos de PLAYBOY.
UM CLÁSSICO
Toleram analogia barata? Alguns ensaios da PLAYBOY são como vinhos: ficam melhores e costumamos dar mais valor a eles com o tempo. A expectativa criada e toda a ansiedade despejada sobre um trabalho, muitas vezes, o prejudica. Não enxergamos que, muitas vezes, a simplicidade apresentada era justamente o que se buscava. Ou que, ainda, a estrela tinha dado o seu melhor. Então, a pergunta: como encararemos o ensaio de Cleo Pires a, sei lá, dez anos? Um clássico? Sou capaz de responder neste momento: este trabalho dispensa o reconhecimento obtido com o tempo. É um clássico instantâneo.
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