Impossível conter a perplexidade verificada no próprio Supremo Tribunal Federal diante da singular condição do ministro Joaquim Barbosa. Doente, ele multiplica os pedidos de licença médica enquanto se avolumam os processos que deveria apreciar. São perto de 13 mil. Solidarizam-se os colegas com seu estado de saúde, impossibilitado de permanecer sentado por mais de alguns minutos, mas a situação de fato exige uma solução. Ou encontra meios de reassumir ou, com todo o respeito e lamentação geral, melhor que se vá. Em especial porque em suas mãos repousa um dos mais agudos e prolongados processos da História da República: o mensalão. Estica-se o julgamento dos quarenta réus de crimes de corrupção explícita, envolvendo altas figuras do poder. Do jeito que as coisas vão, logo haverá a prescrição para todos. A voz rouca das ruas começa a ser ouvida na mais alta corte nacional de justiça.
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