quarta-feira, 11 de agosto de 2010

RIGOR POSTO A PROVA

Por Carlos Chagas.
É conhecida a história do cidadão parado defronte a um dos portões da estação rodoviária, contando os ônibus que saíam. Depois de horas nessa atividade, aproximou-se um malandro, fardado de policial, que o interpelou gritando ser proibido contar ônibus. A lei estabelecia multa para cada unidade. Quantos ônibus ele tinha contado? O plácido indivíduo escondeu a cadernetinha onde anotava os veículos que saíam e, humilde, revelou terem sido vinte. Sem reagir, pagou dez reais de multa por cada um. Quando um amigo se aproximou, censurando-o por ter sido ingênuo, até bobo, ele fez cara de inteligente e respondeu que havia contado mais de quinhentos ônibus e, assim, conseguira burlar a receita federal...
Mais ou menos nessa situação encontra-se o eleitor quando informado das negativas de pedido de registro de candidatos com ficha suja pelos tribunais regionais eleitorais. Como os ônibus da piada, deveriam ser mais de quinhentos, mas a justiça parece contentar-se com vinte.

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