terça-feira, 24 de agosto de 2010

SÃO PAULO NO CENTRO DA CAMPANHA

Por Carlos Chagas.
Com todo o respeito, mas o Brasil é maior do que São Paulo. Apesar de seu peso eleitoral, noves fora o econômico e o intelectual, o estado não pode ser tido como o fator decisivo para as eleições de outubro. Os candidatos, no entanto, comportam-se como se fosse assim. Os dias de permanência e de campanha em São Paulo suplantam o período de cada um dos principais candidatos no restante do país. Tome-se ontem, por exemplo: a vigília na porta de fábricas, para Dilma, acompanhada pelo Lula, foi em São Paulo. Serra e Plínio também permanecerem em sua base, aspirando Marina para lá.
Faltam fábricas em Pernambuco? Avenidas em Minas ou no Piauí, para passeatas? Redes de televisão e de rádio no Sul, para entrevistas e debates? O argumento varia: Dilma e Lula querem virar o jogo da sucessão no estado, de Alckmin para Mercadante. Serra teria desistido de conquistar o Nordeste. Marina levaria para o asfalto a disputa ambientalista.
E Plínio identificaria nos trabalhadores paulistas o público alvo de sua pregação revolucionária.

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