quarta-feira, 16 de junho de 2010

É AINDA SÓ O INÍCIO

TOSTÃO.
A seleção brasileira não jogou bem, mas a única seleção que jogou melhor foi a Alemanha.
CHEGAMOS BEM cedo ao antigo estádio Ellis Park. É o templo do rúgbi, reformulado para o Mundial. Como os jogadores de futebol estão cada vez mais fortes e truculentos, imagino que, em um futuro ainda distante, o futebol e o rúgbi vão virar um só esporte, jogado com os pés e com as mãos.
Para chegar ao centro de imprensa, ao lado do estádio, passamos por um detector de metais. Apitou e, mesmo assim, a mulher, sorridente e educada, mandou todos passarem. Espero que nenhum terrorista passe por esse lugar.
No centro de imprensa, sinto-me um dinossauro. Enquanto dezenas de jornalistas estão agarrados a seus computadores, eu, em meu canto, escrevo com uma caneta em uma folha de papel. Deram-me um moderno celular, desses que fazem tudo, mas só o uso para receber e fazer ligações. É a minha salvação. Como alguns historiadores acreditam que possa ter havido civilizações mais adiantadas que a atual que desapareceram com o tempo, imagino que um dia vai implodir toda a tecnologia e que tudo voltará ao papel e à caneta.
O estádio está lotado. Faz um frio intenso. Mais ou menos 5C. Vai começar o jogo. Todos os jogadores brasileiros cantam o hino nacional. Eu também gostava de cantar. Jogador de seleção, em uma Copa, tem de ficar arrepiado.
A bola vai rolar. Imediatamente, a maioria dos jornalistas começa a digitar em seus computadores. Alguns nem olham para o campo. O jogo é um detalhe.
O primeiro tempo foi mais frio que a temperatura. Com exceção de alguns dribles de Robinho, não aconteceu nada. O Brasil não tomou uma única bola no campo da Coreia do Norte. A bola demorava 500 anos para passar da defesa para o ataque.
Começa o segundo tempo. Está muito frio. Espero que o jogo esquente. Logo no início, Maicon recebe de Elano e, quase sem ângulo, solta um petardo, e a bola entra. Agora, vai ficar fácil. Em um belo passe de Robinho, Elano faz o segundo. Está com cara de goleada. Entra Nilmar, no lugar de Kaká, que foi muito discreto. Robinho passa a fazer a função de Kaká. E o que parece impossível acontece. A Coreia do Norte faz um gol. Acaba o jogo.
Muitos dirão que qualquer time da segunda divisão do Brasileiro venceria a Coreia do Norte. É possível. O Brasil jogou mal, mas o único time que, até agora, jogou melhor foi a Alemanha. Hoje veremos a Espanha, uma das favoritas, contra a Suíça.

Nenhum comentário: