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domingo, 12 de junho de 2011

A METRÓPOLE ENTREGUE À MEDIOCRIDADE

Às vésperas de um ano eleitoral, o caixa da prefeitura demotucana de São Paulo está recheado. Cerca de R$ 7 bilhões em recursos não investidos nas urgências da população foram reservados pelo alcaide Gilberto Kassab para maquiar o medíocre desempenho de sua gestão nos últimos anos, que se manteve assim em fina sintonia com a de seu criador, José Serra. A arquiteta Raquel Rolnik, em seu blog, dá a medida dos valores estocados. O superávit recorde da administração municipal equivale ao orçamento anual de uma cidade como Belo Horizonte (R$ 7,5 bi). Aproxima-se do investimentos total previsto  pela prefeitura para 2011 (R$ 8,5 bi). Ou seja, Kassab tem dois anos de inversões nas mãos graças, em parte, a aumentos de até 60% do IPTU e ao reajuste superlativo das passagens de ônibus nos últimos 18 meses. Elas saltaram de R$ 2,30 em janeiro de 2010 para R$ 3 reais. Um aumento superior a 30% para uma inflação acumulada inferior a 10%. Se os sofres estão firmes, a cidade aderna. Não é preciso ser oposicionista, basta ser transeunte para constata-lo. Com a cobertura complacente da mídia sem a qual Kassab não teria sido eleito, São Paulo vive um ciclo de decadência de irretocável coerência. Ruas sujas, abrigos de ônibus caindo aos pedaços, inundações sem planos equivalentes à gravidade alcançada pelo problema, flacidez administrativa, saúde sem investimento, o trânsito deixado à própria sorte e o sentimento mais ou menos disseminado de que vivemos numa cápsula de concreto e fumaça onde o interesse público foi asfixiado. De novo, é Raquel Rolnik quem resume o vale-tudo urbano reafirmado diariamente nas artérias necrosadas da metrópole: "a cada mês, o paulistano passa dois dias e seis horas no carro ou no transporte público para se locomover. Os paulistanos perdem, em média, 27 dias por ano  presos no congestionamento". Só a aposta numa cumplicidade  orgânica da mídia explica a desenvoltura do prefeito que agora regurgita planos e ações, com promessas de fazer nos próximos 12 meses tudo o que ele e seu padrinho não cogitaram em seis anos: hospitais, parques, escolas, mais ônibus, ciclovias etc etc etc. São Paulo é a quarta maior mancha urbana do planeta. Conecta uma população da ordem de 19 milhões de pessoas (quase um Portugal e uma Suíças juntos)  interligando cerca de 39  municípios. O político em cujas mãos o PSDB depositou o destino desse emaranhado humano tem a seguinte opinião sobre planejamento e metas: "Poderíamos não atender [as metas], porque meta é meta. Meta não é compromisso"(Folha 10-06). A esquerda de São Paulo não pode ter outra meta para 2012 a não ser a inovação do planejamento e a mobilização da cidadania para derrotar a desfaçatez  política e o acinte administrativo.
(Carta Maior; Domingo,12/06/ 2011)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

QUEM DÁ MAIS ! ? ! ?

Alguém poderia explicar porque a exploração do transporte tem que ser feita por uma única empresa? Está na lei? Que se mude a lei. É inconcebível que as coisas funcionem da forma que estão. Os empresários/consórcios assumiram um poder econômico inimaginável e prestando um serviço da pior qualidade, bem ao gosto de um país com história de escravagismo ao povo, qualquer coisa, já que a elite não anda de ônibus, por isso quanto mais gente, mais lucro (ar condicionado? Nem pensar, mesmo num país tropical). E com tanto poder, são eles que financiam as campanhas dos políticos que são obrigados a devolver os favores. Tal situação se acha em qualquer setor do transporte coletivo: local, interestadual, etc. Uma desgraça que tem que ser desmontada, se se quer um país democrático. A dinâmica é essa, só não vê quem não quer, ou estou errado? Uma desgraça a corroer as bases de uma sociedade longe da justiça social.
O valor anterior era de R$ 2,30 reajustado para R$ 2,60, um valor altíssimo para uma cidade que não possui integração nenhuma entre as linhas de ônibus, além de que a prefeitura não realiza licitações para as empresas que farão o transporte. É uma cidade de porte médio (PORTO VELHO), com grande parte da população carente vivendo em bairros periféricos e que, muitas vezes, necessita pegar 2 linhas diferentes para ir ao serviço, pagando 4 vezes este valor para o seu transporte diário. Um absurdo!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

EXPORTAÇÃO DE ÔNIBUS.

BNDES financia exportação de ônibus para a Copa do Mundo.
O BNDES financiou a exportação de 143 ônibus brasileiros para a cidade de Johannesburgo, na África do Sul, como parte de projeto do Comitê Organizador da Copa do Mundo de implantação de um sistema de transporte de massa rápido, o Bus Rapid Transit (BRT).
O financiamento foi de cerca de US$ 40 milhões, tendo sido exportados ônibus fabricados pela Marcopolo e pela Scania. Durante a Copa do Mundo, os automóveis estão atendendo estações no centro de Johannesburgo e em dois estádios de futebol da cidade que participam da competição —  o Ellis Park e o Soccer City.
A operação é importante para o BNDES porque dá visibilidade a um produto brasileiro de alta qualidade, mas o objetivo do Banco é maior e vai além da Copa. Operações semelhantes ainda poderão ser realizadas. Existem projetos de implantação de BRTs em várias cidades da África do Sul, e o financiamento fechado para a Copa do Mundo pode mais que dobrar, já que deverá ser vendida uma grande quantidade ônibus.
Além da exportação de ônibus, o BNDES poderá financiar serviços destinados à implantação do sistema em outras cidades. No pacote de financiamento do Banco, podem ser incluídos projetos de engenharia de tráfego desenvolvidos por universidades brasileiras e equipamentos de bilhetagem eletrônica e sinalização. O BRT opera com ônibus comuns e articulados (usados em horários de pico), bilhetagem eletrônica e estações pré-definidas.
O BNDES tem tradição em financiamentos para projetos semelhantes em países da América Latina, como Colômbia, Guatemala, Chile, El Salvador e Panamá. O primeiro financiamento foi concedido em 1999 e teve como objetivo a exportação de 2.000 ônibus fabricados no Brasil destinados ao BRT de Bogotá, o Transmilenium.
No pacote, estava a exportação de todo o projeto de engenharia do empreendimento. O Banco financiou US$ 17 milhões e abriu importante porta, tanto que todos os ônibus comprados depois foram importados do Brasil. O Transmilenium foi a primeira experiência internacional e um caso de sucesso, tornando-se referência para a implantação de BRTs.
Posteriormente, o BNDES financiou o sistema Transantiago, na capital chilena, em valor superior a US$ 200 milhões. Para a segunda etapa, já estão aprovados US$ 100 milhões, podendo haver aportes adicionais. O Banco pode financiar, também, a exportação de ônibus e, em alguns casos, serviços destinados à implantação de BRTs na Guatemala, em El Salvador e no Panamá.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

MERCEDES BENS

CHUPADO DO O GLOBO.
Brasil lidera vendas de caminhões da Mercedes.
País desbanca Alemanha pelo segundo ano seguido. Empresa prevê ampliar produção em 2011 em Juiz de Fora.
Danielle Nogueira.
Pelo segundo ano seguido, o Brasil será o principal mercado de caminhões para a Mercedes Benz, à frente da Alemanha, que perdeu a liderança nas vendas mundiais em 2009 com a crise econômica global. A empresa prevê que suas vendas no mercado interno cheguem a 40 mil unidades, ou 30% do total de 135 mil caminhões que deverão ser comercializados no Brasil em 2010. Para atender à forte demanda, a unidade de Juiz de Fora (MG), que hoje só produz carros de passeio, também vai fabricar caminhões a partir de meados de 2011.
— É fenomenal o que está acontecendo no Brasil. Tradicionalmente, a Alemanha é nosso principal mercado. Mas o Brasil será o número um em nível mundial mais uma vez. Saímos da crise aqui maiores do que entramos — diz Hubertus Troska, vice-presidente-executivo para Europa e América Latina da divisão de caminhões da Mercedes, que esteve ontem no Challenge Bibendum, evento de mobilidade sustentável patrocinado pela Michelin, no Rio.
Mineração e siderurgia puxam as vendas Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas de caminhões e ônibus da Mercedes no Brasil cresceram 70% ante igual período de 2009, para 18 mil e 7.200 unidades, respectivamente.
Os números já garantiram à empresa um pequeno avanço de sua participação no mercado.
Entre janeiro e maio, a Mercedes alcançou parcela de 29% no mercado doméstico de caminhões e de 54% no de ônibus.
Em 2009, a fatia era de 28,5% e 48,5%, respectivamente.
Embora a companhia aposte na alta da demanda por ônibus — especialmente com a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o segmento de caminhões é visto como o vetor de seu crescimento no país. A grande aposta é nos setores de mineração, siderurgia, agricultura e eletrificação, que já vêm puxando as vendas.
— Acreditamos no desenvolvimento da economia brasileira e vemos sinais de recuperação na América Latina como um todo, isso nos dá o conforto para acreditar no mercado — afirma o presidente da Mercedes-Benz no Brasil, Jürgen Ziegler, que prevê alta anual de 4% das vendas de caminhões no país nos próximos dez anos. — Por isso, vamos investir mais no Brasil.
Unidade de Juiz de Fora receberá mais investimento Atualmente, a Mercedes concentra sua produção de caminhões em sua unidade de São Bernardo do Campo (SP), onde o presidente Lula fez carreira como metalúrgico. A fábrica receberá investimentos de R$ 1,5 bilhão para expansão e adaptação dos veículos a novas normas ambientais. Desse montante, R$ 1,2 bilhão será financiado pelo BNDES. Os R$ 300 milhões restantes virão do caixa da montadora.
O investimento elevará a atual capacidade de produção de 65 mil caminhões para 75 mil no fim do próximo ano.
Em meados de 2011, a fábrica de Juiz de Fora também produzirá caminhões. Para isso, haverá adaptações na linha de montagem, desenhada originalmente para carros de luxo. A Mercedes não revela quanto vai investir ou qual modelo será produzido lá. Limita-se a informar que um grupo de trabalho foi formado para desenvolver o projeto de engenharia da fábrica.
Com base nele serão determinados o volume de produção e os recursos necessários.
A companhia também se prepara para se adaptar às novas normas de emissões de gases poluentes que passam a vigorar no Brasil em 2012. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabeleceu que os veículos terão de reduzir em 80% o material particulado que emitem — incluindo o CO2 — e em 60% o óxido de nitrogênio. Parte do investimento na fábrica de São Bernardo do Campo visa à adaptação dos motores.

terça-feira, 18 de maio de 2010

JUDÔ DE BUSÃO.

A exemplo do time de Dunga, Confederação de Judô apresenta ônibus personalizado.
Foi apresentado, nesta terça, o novo ônibus da seleção brasileira de judô. O “palco”, ou melhor, o asfalto escolhido foi o dos arredores do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Na segunda-feira, a CBF divulgou detalhes do ônibus que vai transportar a seleção brasileira de futebol na África do Sul. A inscrição é “Lotado! O Brasil inteiro está aqui dentro”. Mais humilde, o automóvel do esporte olímpico carrega a mensagem “Fábrica de campeões”.
Uma das atrações do veículo é a sala de reuniões, localizada no segundo andar, onde há também um local para refeições.