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segunda-feira, 11 de julho de 2011

BOLSAS DESABAM

Segunda-feira de fúria: bolsas desabam.
CRISE MUNDIAL SE AGRAVA: GOVERNO DILMA DEVE AGIR - Balanço da OCDE divulgado nesta 2º feira indica desaceleração e perda de fôlego das 30 maiores economias do mundo. Mesmo a solitária pujança alemã ensombreceu.. O colapso fiscal de várias economias na zona do euro -a Itália é a bola da vez desta 2º feira, conforme mostra matéria nesta pag-- e as incertezas emitidas pela medíocre condução do governo Obama, cada vez mais emparedado entre os mercados e a direita republicana, contaminaram os ânimos e os indicadores mundiais. A paralisia reflete, no fundo, a impossibilidade estrutural de digerir o colapso dos mercados desregulados dentro dos seus próprios termos, politicamente ainda não superados. É dessa tensão entre o velho e o novo que avultam manifestações mórbidas, como o enjaulamento da Grécia e a imolação de seu povo para saciar credores, num mergulho recessivo que impede ao invés de favorecer a superação dos graves desequilíbrios fiscais do país. Mas não só. Quando a maior economia do planeta, os EUA, cria apenas 18 mil vagas de trabalho em um mês, como aconteceu em junho, fica evidente que a receita ortodoxa não tem mais nada a oferecer, exceto recessão e instabilidade. Não foi um ponto fora da curva. A revisão oficial dos dados referentes ao bimestre abril/maio mostra que o mercado de trabalho dos EUA patina, apesar do imenso sacrifício que a terapia da superliquidez impôs ao planeta. O cenário internacional reforça a percepção insistentemente repetida por diferentes analistas nesta página, como Amir Khair, economista da FGV. Eles evocam a necessidade de medidas mais contundentes que protejam o desenvolvimento brasileiro num horizonte de longa instabilidade externa e redobrada exasperação dos capitais especulativos. A timidez das medidas gradualistas na área cambial deve ceder lugar a um controle explícito dos fluxos parasitários. A política monetária deve liberar fundos públicos hoje sacrificados ao pagamento de juros da dívida interna para uma efetiva mobilização de investimentos em infraestrutura que redundem em maior competitividade industrial, vagas de trabalho, exportações e demanda interna. O governo Dilma tem dispersado energias e recursos em agendas colaterais irrelevantes diante das urgências estratégicas reiteradas pela crise mundial caso da fusão Pão de Açúcar/Carrefour, por exemplo; que relevância tem isso para o país? Na semana passada, operários do ABC paralisaram as máquinas e foram às ruas exigir medidas contra a desindustrialização que desloca empregos e produção para o exterior. O governo deve fazer a leitura correta desse momento: o tempo das hesitações esgotou. (Carta Maior; 2º feira 11/07/ 2011)

domingo, 12 de setembro de 2010

SIM !! MAS CADÊ O BIFE ?!

Pobreza diminuiu mesmo na crise.
A crise global atrapalhou o crescimento econômico e elevou o desemprego, porém, não interrompeu o combate à miséria no Brasil. Cerca de um milhão de pessoas atravessaram a linha da pobreza entre 2008 e 2009, afirma Marcelo Neri, chefe do Centro de Estudos Sociais da Fundação Getúlio Vargas. O número representa uma diminuição de 4,3% da pobreza neste período. O dado, calculado a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domícílio (Pnad) mostra que mesmo com a crise e o aumento do desemprego revelado pela Pnad, a participação de pobres na população brasileira diminuiu de 16,02% em 2008 para 15,32% em 2009. Neri explica que o segredo da redução da pobreza no Brasil tem sido a combinação de crescimento com redução de desigualdade social. A renda média dos 40% mais pobres do País avançou 3,15%, enquanto a dos 10% mais ricos cresceu 1,09%. Uma das explicações, segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a queda pode estar na eficácia dos programas sociais do governo, inclusive o Bolsa-Família.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

LULA, LUTA CONTA A MISÉRIA

O real da miséria e a miséria do Real.
Na trajetória dos últimos 18 anos, só o governo Lula reduziu a pobreza de forma contínua e acentuada. Itamar e FHC tiveram, cada qual, apenas 1 ano de efetiva redução da pobreza: Itamar (que teve pouco mais de 2 anos de governo), em seu último ano (1994), e FHC, em seu primeiro ano (1995). Os números desmentem categoricamente a afirmação de que a miséria e as desigualdades no Brasil vêm caindo “desde o Plano Real”, como é comum encontrar inclusive entre analistas econômicos. O artigo é de Antônio Lassance: é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política.

Antônio Lassance.
O gráfico acima merece ser emoldurado. Ele representa os avanços que o Brasil alcançou até o momento na luta pela redução da miséria.
Antes de mais nada, é preciso dar os devidos créditos. O gráfico tem como base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), colhidos, organizados e divulgados pelo IBGE. São sistematicamente trabalhados pelo IPEA, que tem grandes estudiosos sobre o tema da pobreza, assim como pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas-RJ.
Graças a esses estudos se pode, hoje, visualizar se estamos avançando ou retrocedendo; se o Brasil está resgatando seus pobres ou produzindo quantidades cada vez maiores de pessoas que ganham menos que o estritamente necessário para sobreviver; gente que se encontra sob situação de insegurança e vulnerabilidade.
Os números e a trajetória que os liga permitem não só uma fotografia da miséria, mas também um retrato do que os governos fizeram a esse respeito. Serve até de exame para um diagnóstico do bem estar ou do mal estar que as políticas econômicas podem causar à nossa sociedade.
Descritivamente: esta linha sinuosa decresce em ritmo forte em 1994 e 1995, quando estaciona. Depois de 1995, a queda deixa de ter continuidade e, salvo pequenas oscilações, os patamares de miséria ficam estáveis pelos sete anos seguintes, até 2002. Depois de 2003, ocorre uma nova trajetória descendente e,  ....