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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

JOEL SANTANA ESTÁ SENDO AVALIADO

 BLOG DO DENI MENEZES - O repórter de oito Copas do Mundo.

A derrota na estreia para o River Plate, campeão de Sergipe, e a obrigação de ganhar o jogo de volta no Rio por diferença de dois gols para continuar na Copa do Brasil, deixou o ambiente no Botafogo sob tensão.
O presidente Maurício Assumpção negou que Joel Santana esteja sob ameaça de demissão e pouco quis falar sobre a derrota: “Eu poderia até dizer muita coisa, mas prefiro ficar com o que disse o nosso gerente de futebol Anderson Barros: “atitude inadmissível”.
Não só a derrota, mas, principalmente, a atuação do time causou muito mal-estar entre os dirigentes, sobretudo pelo pouco empenho de alguns jogadores. A maioria deles preferiu ficar em silêncio.
O lateral Alessandro foi dos poucos a falar: “É natural que todos estejam descontentes, inclusive nós, jogadores, que sentimos muito a derrota, em parte causada pela ausência do Joel na beira do campo. Pode não parecer, mas isso influi muito”.
O retorno de Marcelo Matos, ainda com dores no pé, e de Arévalo, com estiramento muscular, ainda vai demorar pelo menos uma semana. O mais provável é que ambos só voltem ao time na segunda rodada da Taça Rio, dia 9, quarta-feira de Cinzas, no jogo com o Nova Iguaçu.
O Botafogo está finalizando negociações com um anunciante, que terá a marca em grande exposição, dentro e fora do Engenhão, além de aparecer também na manga da camisa. O clube vai negociar diretamente com as TVs os valores que receberá nos  três próximos Campeonatos Brasileiros.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

JOEL SANTANA SERÁ COBRADO

Blog do Deni Menezes - Repórter de oito Copas do Mundo.


Não só pela derrota, mas, principalmente, pelo desempenho do time, o técnico Joel Santana será cobrado pelo Botafogo, após a estreia desastrosa na Copa do Brasil em que perdeu (1 a 0), ontem, à noite, em Arcaju, para o River Plate, campeão de Sergipe.
O presidente Maurício Assumpção, embora mais preocupado com as negociações para o acerto dos contratos com as TVs das transmissões do Campeonato Brasileiro de 2012, 2013 e 2014, revelou hoje, no início da tarde, em intervalo da reunião com os demais presidentes dos quatro grandes do Rio, que o resultado de ontem foi um balde de água fria.
“Eu poderia até falar muito, mas prefiro ficar com as palavras do nosso gerente de futebol Anderson Barros, que foi feliz e resumiu tudo em duas palavras: atitude inadmissível” - disse o presidente Maurício Assumpção, muito contrariado com a derrota e revelando a insatisfação com o desempenho do time.
Na reunião, os presidentes dos quatro grandes – Patrícia Amorim (Flamengo), Peter Siemsen (Fluminense), Roberto Dinamite (Vasco) e Maurício Assumpção (Botafogo) – reafirmaram que vão negociar em separado com as TVs sobre as condições que seus clubes querem para o contrato de transmissão dos três próximos campeonatos.
Maurício Assumpção disse que “foi feito um gatilho” para oferecer um bônus à Rede Globo. Ele comentou que “pelas exposições feitas, fiquei impressionado com o nível de qualidade de uns veículos e surpreso com o de outros”.
Peter Siemsen minizou o 0 a 0 de ontem à noite e disse que “até agora na Libertadores os resultados não foram favoráveis, mas o trabalho continua sendo muito bem feito. Futebol é assim mesmo: o Vasco, por exemplo, já oscilou muito e agora voltou ao caminho das vitórias”.
Patrícia Amorim disse que “a fase do Flamengo é muito calma e o trabalho continua com acerteza de que o clube alcançará cada vez mais os objetivos. O pensamento está voltado para domingo, com muito respeito ao adversário. O Boavista não chegou na decisão à toa”.
Roberto Dinamite confirmou o interesse no meio-campo Diego Souza: “É um bom jogador, o treinador gosta e existe também o interesse dele de voltar ao Rio, o que também ajuda e pode facilitar”. O presidente elogiou a postura do time e o trabalho do técnico: “O Ricardo Gomes mostrou desde que chegou que tem comando”.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O RECORDE DO TÉCNICO MAIS BEM PAGO

BLOG DO DENI MENEZES- O repórter de oito Copas do Mundo.



O técnico do Botafogo não revela abertamente, mas fazem parte de seus planos especiais para o jogo de hoje as contenções dos avanços do lateral Leonardo Moura e a marcação mais de perto em Tiago Neves e Ronaldinho. Ele dirá também ao grupo, antes de sair da concentração para o estádio, que é importante evitar as faltas perto da área.
Joel Santana sabe que os avanços de Leonardo Moura quase sempre terminam em cruzamentos sob medida para quem está na área. Entende que evitar a chegada da bola a Tiago Neves e Ronaldinho é impedir que as jogadas mais perigosas sejam criadas. Não esconde que as faltas mais perto da área podem ser meio nas cobranças de Renato, que chuta forte, e de Ronaldinho, que coloca.
Mesmo afeito a jogos importantes e decisivos, como o de hoje, o técnico do Botafogo não esconde a ansiedade e o nervosismo: “É muito natural, comigo e com qualquer outro colega. É um jogo que vale vaga na final. Para nós, é um jogo que vale a metade do caminho para um bicampeonato que o clube não conquista há mais de dez anos”.
Sem Marcelo Matos, há 13 dias sem treinar, em virtude de problema no pé, Joel deverá determinar que o uruguaio Arévalo encoste mais em Ronaldinho e Somália vigie Tiago Neves. A escalação só será anunciada no estádio, mas a mais provável é Jeferson, João Felipe, Antonio Carlos e Marcio Rosário; Alessandro, Arévalo, Somália, Cajá e Marcio Azevedo; Herrera e Loco Abreu.
Jeferson, único jogador do futebol carioca que tem sido convocado para a seleção, sente-se ainda mais motivado para hoje com a presença do técnico Mano Menezes no Engenhão: “Sem dúvida, é um estímulo porque de corpo presente ele pode me ver melhor e me proporcionar novas oportunidades na seleção”.
Loco Abreu entrará em campo com os filhos, que vão tirar foto com ele e com Ronaldinho: “Fizemos uma amizade muito boa no pouco tempo em que estivemos no Grêmio. É uma pessoa simples e que merece todo o sucesso que tem conseguido”.

JOEL: EU SOU A HISTÓRIA DESTE ESTADO

Técnico do Botafogo abre o coração e deixa a modéstia de lado.

Joel Santana exibe quadro com a montagem feita pelo LANCE! com seu rosto no pôster do filme "Eu sou a lenda" Foto: Ricardo Ramos.
Por Marcelo Benevides, Nathan de Lima e Thiago Bokel.No caminho até a sala de imprensa do Engenhão, o suor cai do rosto após ficar mais de uma hora orientando os jogadores debaixo do sol. O joelho já dá sinais de cansaço. O andar é manco. Antes de abrir a porta, uma respirada profunda. Já não é mais Joel Santana que está ao lado da equipe de reportagem do LANCENET!, é a lenda, o maior vencedor da História do futebol carioca.
Um guerreiro que sofre com o peso do tempo, mas que se mantém de pé, pronto para mais uma batalha. Vencendo o Flamengo neste domingo, dará um passo importante para bater o recorde de conquistas da Taça Guanabara. No momento, está empatado com Zagallo – seis títulos. Nessa entrevista exclusiva, Joel não se esquivou, abriu seu coração. Confira!
Marcelo Benevides: Você pediu mesmo uma reunião para maio com a diretoria?
Vamos fazer uma avaliação. Se tiver agradado, continuo. Não tem nada de não estar satisfeito. Ao fim do Carioca nos reuniremos. Vocês ficarão sabendo. Sabe como é a imprensa. "Deu uma notícia importante para um e não deu para outro?". Não tenho motivo para sair do Botafogo, já provei isso.
M.B.: Você hoje se vê fora do Rio de Janeiro?
Já recebi tanta proposta de fora, mas não tenho dado nem resposta. Tive uma da Arábia Saudita para ser técnico por três anos e meio da seleção. Nem quis ouvir. Viajei muito nos últimos anos. De repente, poderia até fechar meu caixa. Mas e a minha vida, como fica? Tenho de pensar um pouco mais em mim, não sou mais criança. Se fosse há dez, 15 anos, poderia pensar, mas não ouvi por causa disso, para não balançar. Já trabalhei em quatro clubes de lá, sei como as coisas se determinam. Posso ouvir, mas não penso em sair hoje. Se viesse uma proposta da Europa seria uma outra história. O Roberto Carlos que tem muito mais dinheiro do que eu está indo para a Rússia, Lituânia, Letônia, sei lá onde.
M.B: Mas você já está com o boi na sombra...
Não, meu boi não está na sombra, está caminhando. Se tivesse com o boi na sombra estaria na praia.
Thiago Bokel: Após o Carioca, você recebeu proposta de Flamengo e Cruzeiro. Teve mais alguma?
Deixa pra lá, teve um outro time de ponta, mas não entramos em detalhes. Naquela hora, por todo respeito que tenho pela Patricia (Amorim) e pelo Flamengo, não dava para sair do Botafogo. Toda aquela festa bonita no Engenhão e cadê o treinador, o melhor convidado? Não veio. Não está certo. Mas a Patricia entendeu. Quando eu estiver disponível nós conversamos. Um dia o Flamengo vai me querer. Meu nome ainda é bem visto por lá. Mas isso fica para o futuro. Meu momento é o Botafogo, hora da decisão, diante da equipe da moda. Vai ser dificílimo.
T.B.: Só você mesmo para dar fim àquele jejum do Botafogo contra o Flamengo?
Às vezes cai na minha mão. Aí a magia começa.
M.B.: O que você tem a falar sobre o Caio?
É um jogador veloz, goleador. Estava num momento bom, entrava e resolvia. Agora não quer mais fazer isso. Descobriu a galinha dos ovos de ouro e agora quer começar tudo de novo. Coisa de garoto. Ele tem de entender que estou nessa há 30 anos. Acerto e erro, mas com ele vou acertar.
M.B.: Você gosta de dialogar com seus jogadores. Com o Jobson, conversou muito?
Conversei umas duas ou três vezes. Quando eu vi que ele estava mentindo muito para mim, aí não tinha mais condição de trabalhar. É um profissional que merece ajuda. Mas quando começa a errar muito, aí sinto que não precisa mais do meu apoio.
T.B.: Quando sentiu isso dele?
Ele começou a mentir demais. Eu trabalho para o Botafogo e quando começam a surgir notícias ruins não fica bem para o clube. Dizem que não tem direção. E muitas vezes nem é minha área. A minha é dentro de campo. Mas acaba sobrando para o treinador.
M.B.: O Dorival poderá dar jeito?
Não sei. Condição tem, mas a pessoa tem de querer. Ninguém gosta de sofrer a vida toda. Está faltando alguma coisa, mas não posso dizer porque não sou psicólogo. Mas que está, está.
Nathan de Lima.: E o Loco?
Loco Abreu tem 34 anos, não é mais filho. Como darei um conselho a um pai de quatro filhos? Ele tem o jeito dele e eu tenho o meu. Temos personalidades diferentes.
N.L.: E como tratar isso?
É fácil. Se tiver certo eu elogio, se estiver errado, chamo a atenção. Aqui não tem privilégio. Trabalho para o Botafogo, temos uma disciplina. Mas tudo bem, ele faz do jeito dele e eu, do meu.
T.B.: Quando ele errou o primeiro pênalti contra o Fluminense, qual foi sua reação?
A responsabilidade é dele. Loco tem sorte. Sorte de o Herrera ter deixado ele bater. Os dois conversaram, não me meti. Quero ver o gol. Não interessa quem vai bater.
N.L.: O que planeja para o futuro?
Só olho para o presente, não planejo o futuro. Não é fácil se manter com essa cobrança, sobrevivendo numa equipe de ponta. Ano passado foi excelente profissionalmente. Se ficar uma semana em casa, já sinto vontade de ir à boca do túnel reclamar, xingar o cara que bateu uma foto minha na hora do pênalti. Isso é a minha vida.
T.B.: Luxemburgo pensa em ser presidente do Flamengo, deve virar manager. Pensa nisso também?
Sou feliz o bastante no que faço. Não sei como me sentiria numgabinete. Meu negócio é no sol, conversando com jogadores, imprensa. Não tenho muito jeito para isso. Sou mais operário, feijão com arroz.
T.B.: Aquela passagem pelo Flamengo em 2005 significou uma grande mudança na sua carreira. Sua imagem mudou, você começou a evitar de ser fotografado com um copo na mão...
Nunca tirei foto assim. As pessoas criam coisas. Não gosto de chope, só bebo muito de vez em quando, no calor. Adoro tomar vinho e champanhe, mas nem gosto de caipirinha, tomo raramente. Aqui, quando você fica experiente, torna-se ultrapassado. Você acha que uma companhia que comprou um avião novo, um boeing, vai dá-lo na mão de um piloto com mais rodagem ou na de um garoto que acabou de se formar? Não é só no futebol, é no Brasil. Não estou dizendo que sou o melhor, mas alguma coisa eu tenho. Hoje eu reprimi mais meu ciclo de amizades. Se o cara diz que me viu bebendo em um bar, está mentindo. Tenho convites todo dia para almoçar, jantar, mas não vou. Meu grupo de amigos é pequeno. Outro dia fui na casa de uma pessoa, numa cobertura, e tomei um banho de piscina. Um dos meninos lá bateu uma fotografia. Hoje é um perigo você sair na rua.
N.L.: A associação com a bebida incomoda muito?
Eu tenho uma filha de 30 anos que está morando em Moçambique, fazendo um trabalho comunitário. Meu filho tem 28 e é advogado. Você gosta que levante uma suspeita para dentro da sua casa? Hoje, se levantar uma suspeita, terá de provar. E se eu bebesse? Quem tem a ver com isso? O cara fala sem nunca ter bebido comigo. E se ficar prestando atenção em mim eu não vou sair com ele. Não é minha mulher! Recebo vocês com alegria. porque sei que vocês vivem disso. Vocês vêm cedo, fazem o script bonitinho e eu vou recebê-los de mau humor?
T.B.: Você passou a usar a imprensa a seu favor. Virou a maior personalidade de frases folclóricas do futebol no Brasil. Viu a necessidade de mudar?
Em 2005, arrisquei a minha carreira toda. Não por ser o Flamengo, mas pelo momento que o clube passava, ninguém queria assumir. Saí do cinema para me encontrar com dirigentes em Ipanema. Eles falaram: "Nós estamos na sua mão". Mas já passei por situações semelhantes. Em 87, no Vasco, ganhamos em Belém e tomamos champanhe no vestiário. Vencemos sete e empatamos uma. Em 2004, também no Vasco, tínhamos dois jogos contra Atlético-PR e Santos, primeiro e segundo colocados, e precisávamos ganhar um. Dei um título ao Vanderlei e ele não me deu uma champanhe por isso. Vou cobrar dele um dia desses.
N.L.: Ser rotulado por estar em evidência incomoda?
As coisas que não quero ouvir, ignoro. Viajei o mundo, vi guerra. Não vi espoletinha na TV. Quem não gosta de mim precisa me rotular. Não pode dizer que sou feio, precisam me chamar de alguma coisa.
T.B.: Você é um cara vaidoso.
Um pouco, nem tanto.
T.B.: A partir do momento que viu deva certo a fórmula das frases de efeito, resolveu investir nelas?
Precisava mudar um pouco, estava muita mesmice. É legal resenhar fora do futebol. Dizer que essa barba que você está usando está mal aparada. Antigamente se descontraía muito mais.
T.B.: O futebol está chato?
Não é que esteja chato. As pessoas se preocupam muito mais com sua vida particular. Adoro usar bermuda, chinelo de dedo, mas não dá para usar em todas as situações. Isso irrita.
T.B.: Sente falta da época na qual Túlio, Romário e Renato disputavam o trono de Rei do Rio?
Rei do Rio só tem um, príncipe tem vários, para com isso. Já chega o Renato, que vem com essa viadagem. Ainda bem que ele foi para o Sul usar bombachas e bota e parou com essa frescura. E vocês alimentam. Já era para ter parado com isso há tempos. Eu tenho oito estaduais. Não ganhou nenhum e quer se comparar?
M.B.: Você se sente injustiçado?
Injustiçado não, mal aproveitado. Minhas conquistas são feitas no suor. Nunca com o melhor time. Trabalhei o bolo até sair. Quase todas as vezes foram assim.
T.B.: Como o Vanderlei, você se acha bom pra cacete?
Não me acho bom pra cacete. Sou um estrategista, que acerta e erra. Acho que estou entre os dez do país. Só fui mal aproveitado.
N.L.: Acha que foi mal aproveitado na África do Sul?
Eles andaram para trás depois que me tiraram. Jogamos de peito aberto contra Espanha e Brasil.
T.B.: Você transformou aquilo numa fase final de Taça GB...
Se vai para prorrogação contra o Brasil, ganhávamos. Ia colocar duas perninhas nervosas, que iam me ajeitar o jogo.
N.L.: Sente falta no seu currículo de um trabalho na Europa?
Sinto. Lá eu vejo respeito ao trabalho. Treinador é o mister. Não tem essa de tchá tchá tchá, ti ti ti, faz o que quer. Acha que isso pode acontecer no Brasil? É ruim, hem. Ainda bem que tenho muitos amigos aqui no Botafogo.
T.B.: Qual a grande decepção, não ter treinado a Seleção ou não ter trabalhado na Europa?
Não é decepção. Se me dão uma Seleção com Ronaldo, Ronaldinho e Roberto Carlos, acham que eu faria o quê? Pudim? Ia fazer um castelo.
M.B.: Não ficou decepcionado deixar a África tão perto da Copa?
Eu ganhei uma carta de agradecimento pelo que eu fiz lá. Mas eles são malucos, fazer o quê?
T.B.: Puxaram seu tapete?
Nada, trocaram o presidente da federação. Assumiu um cara que era o presidente de arbitragem. Aí todo mundo o manipulou. E quem era a meu favor, como o Danny Jordaan (presidente do comitê organizador da Copa), ficou sem voz.
N.L.: Está na hora da estátua...
Estátua não, que o homem lá de cima chama o curinga e é fogo. Vocês (imprensa) têm de cobrar. Tenho de ser imortalizado no Maracanã. Ninguém ganhou mais do que eu lá. Já colocaram tanto pé, por que não posso colocar minha prancheta? Eu sou a história desse estado, uma lenda, aproveitem. Não é todo dia que se conversa com uma lenda e se consegue uma entrevista boa dessas. Vocês vão ver como vai vender e vida de vocês vai mudar.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

JOEL E O SUCESSO DE 1995

BLOG DO DENI MENEZES - O Repórter de Oito copas do Mundo.
Joel Santana pode repetir sucesso de 16 anos.

Joel Santana evita o alarde, mas pensa muito na repetição, domingo, do grande sucesso de 1995 quando venceu Vanderlei Luxemburgo na decisão do Campeonato Carioca. O Fluminense não era campeão desde 1985, ano em que se sagrou, pela primeira vez, tricampeão no Maracanã, quebrando jejum de dez anos e conquistando seu 28º título.
O Flamengo, que até então tinha 24 títulos – hoje tem 31 – fez o maior investimento do ano trazendo Romário da Espanha, seis meses depois de o atacante ter sido o destaque da seleção na conquista da Copa do Mundo de 94, e contratou também Vanderlei Luxemburgo, que era o técnico bicampeão brasileiro.
Com time bem mais modesto, Joel Santana ganhou seu quarto título de campeão carioca – hoje tem o dobro e pode passar a ser em 2011, no Botafogo, o recordista dos treinadores campeões -, em final emocionante que o Fluminense ganhava (2 a 0, gols de Renato e Leonardo) no primeiro tempo e o Flamengo empatou com os gols de Romário e Fabinho.
Joel Santana, segurando a prancheta que o acompanha até hoje à beira do campo, venceu Luxemburgo quando só faltavam quatro minutos para o apito final de Leo Feldman. Uma jogada de dribles sucessivos de Ailton em Charles Guerreiro e o chute que Renato Gaúcho desviou, na pequena área, aos 41 minutos. Foi o primeiro e único título, até hoje, com um gol de barriga na história do Maracanã.
Recordações à parte, Joel Santana segue armando o Botafogo para jogar com a habitual disciplina tática a semifinal de domingo em que ele insiste: “O Flamengo é o time da moda. O Flamengo tem Ronaldinho”.
O Botafogo está empenhado na recuperação de Marcelo Matos, hoje uma espécie de talismã de um time que não consegue se livrar da superstição. Com ele, o Botafogo ainda não perdeu: são dezessete vitórias e três empates. Só que Marcelo Matos, com dores no pé, não treina há onze dias e o técnico já analisa como o meio-campo ficará melhor sem ele.
Arévalo, com sua raça uruguaia a transmitir, junto com Loco Abreu e Herrera, mais energia ao grupo, é um dos cotados para a vaga. Fahel e Mancha são outros nomes falados, mas com a cotação mais baixa. É a única dúvida no time, que prega raça e determinação para ser finalista. O zagueiro Antonio Carlos garante que poucas vezes viu a equipe tão consciente e motivada.
O goleiro Jeferson, considerado o jogador mais regular do elenco, diz estar pronto para a decisão extra nos pênaltis: “Temos um estudo bem feito de todos os cobradores adversários, o que pode ajudar muito na hora”.
Botafogo x Flamengo será apitado por Luis Antonio Silva Santos. O outro nome do sorteio era o de Rodrigo Nunes de Sá.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

MAIS PERTO DE REPETIR 2010

O Botafogo ficou mais perto de repetir 2010 ao ganhar (3 a 2) do Fluminense, que perdeu também invencibilidade de 14 jogos, ontem à noite, no Engenhão, diante de um dos menores públicos da história do clássico mais antigo do Campeonato Carioca: 13.912 pagantes e 16.759 presentes, com renda de R$389.735,00.
O Botafogo começou ganhando com o gol de Renato Cajá, de falta, em bela cobrança no ângulo direito, aos 23 minutos. Mas, o estreante Rafael Moura, surpresa na escalação, empatou de cabeça aos 34 e fez a virada aos 44, depois que o goleiro Jeferson rebateu falta cobrada por Souza. O árbitro Gutemberg de Paula Fonseca expulsou Valencia aos 41 e Marcelo Matos aos 46 minutos.
O árbitro marcou (bem) dois pênaltis logo no início do segundo tempo. Diego Cavalieri defendeu o primeiro, que Loco Abreu cobrou com cavadinha no meio do gol, aos nove, mas não conseguiu evitar que Loco Abreu empatasse aos 11, com chute forte. O Botafogo ganhou ânimo e chegou à vitória, com justiça, aos 19, em contra-ataque veloz, concluído com chute forte de Herrera.
Joel Santana, mais aliviado, depois de ter passado por momentos de tensão, disse:
“Fomos bem no primeiro clássico, mas ainda falta muita coisa, não podemos nos deixar levar pela empolgação”.
“Vários jogadores estiveram muito bem, mas não gosto de análise individual. Jeferson, Herrera, Alessandro, Cajá, Antonio Carlos, enfim, todos jogaram muito bem e prevaleceu a força do conjunto”.
“Ninguém ganha do Fluminense, que considero o melhor time do Brasil, independente de ser o campeão, sem ter méritos. O Botafogo teve e mereceu ganhar, sem deixar dúvida”.
“Respeito o Macaé e não posso pensar em semifinal antes do jogo de domingo, mesmo sendo em nossa casa. O futebol tem mistérios que às vezes nenhum de nós tem paciência para explicar”.
“Sofremos uma pane geral no jogo com o Bangu e não perdemos porque o Jeferson estava em noite inspirada e até pênalti defendeu. O Bangu fez um grande jogo e no entanto sábado quase perdeu em casa da Cabofriense. É o que penso sempre sobre os mistérios do futebol, uma história bem diferente a cada jogo”.
Jeferson, resumindo o desempenho do time: “Fizemos um segundo tempo excepcional”.



Loco Abreu, os pênaltis e a vitória: “Perdi o primeiro, mas não tive medo de cobrar o segundo.
O importante foi o Botafogo ganhar. Vitória no primeiro clássico aumenta sempre o ânimo do time”.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ESTÃO QUERENDO CRIAR UMA TEMPESTADE


Foi o que disse Joel Santana, após o treino final de ontem para o jogo de hoje, às 22 horas, com o Madureira, no Engenhão, em que o Botafogo tentará manter os 100% de aproveitamento para continuar na liderança. O técnico falou mais:
“É muito difícil de acreditar no que estou vendo e ouvindo. O Botafogo é líder, ganhou os dois jogos, está crescendo de rendimento e ninguém fala dos jogadores e do time. Só se fala de polêmica, fofoca, discussão, briga. Incrível. Será que não existe coisa boa, favorável, aqui no nosso ambiente? O nosso céu é de brigadeiro, mas estão querendo criar uma tempestade. E olha que o Botafogo é líder e ganhou os dois jogos”.
O técnico pediu para que fique bem claro que não há problema entre ele e Loco Abreu: “O jogador fez uma crítica em público e foi advertido de que no Botafogo a diretoria manda, o Joel escala e o jogador cumpre. Estou no meu segundo ano nesta volta ao Botafogo e até hoje nunca foi diferente do que é hoje. Quando me perguntam se converso com o Loco Abreu, respondo sempre e não é diferente agora, que converso com ele e todos do grupo. É minha obrigação, eu sou o comandante, tenho que falar com todos”.
Loco Abreu não concedeu entrevista ontem, mas retirou de seu site a nota que havia postado em que destacava sua personalidade. O Botafogo recebeu a iniciativa espontânea do jogador como o final do assunto, encerrado da melhor maneira, segundo os dirigentes. Joel Santana voltou à cena para fazer um resumo: “Não li nem vou ler. Considero o assunto encerrado. O que me preocupa é a sequência da campanha do time, que deve melhorar e precisa continuar vencendo. Nada é mais importante”.
O Botafogo ainda não poderá contar hoje com o lateral-esquerdo Marcio Azevedo, cuja situação não foi regularizada. O time começa com Jeferson, João Felipe, Antonio Carlos e Marcio Rosário; Lucas, Marcelo Matos, Bruno, Renato Cajá e Somália; Herrera e Loco Abreu. O Madureira, mesmo tendo perdido os dois jogos, estando com a pior defesa – oito gols – e ainda não tenha marcado, merece: “Nada disso impede que o adversário melhore e surpreenda” – disse o zagueiro Antonio Carlos.
Marcelo Matos, em nome do grupo, disse ontem como capitão do time: “O noticiário em torno do Joel e do Loco não afeta em nada a nossa equipe. Estamos pensando exclusivamente em seguir com a boa campanha, acumulando vitórias e com o objetivo de levar o Botafogo à decisão da Taça Guanabara”.
Antes do clássico com o Fluminense, na penúltima rodada – domingo 6 de fevereiro -, o Botafogo jogará com Olaria e Bangu e na última rodada com o Macaé. No Grupo B, só Botafogo e Fluminense estão invictos, bem diferente do Grupo A em que cinco times ainda não perderam: Flamengo, Nova Iguaçu, Boavista, Resende e Americano.
O Botafogo mandou ofício ontem à Federação de Futebol do Rio de Janeiro solicitando que não programe mais jogos para o Engenhão, a fim de que possa continuar mantendo em bom estado as condições do gramado que têm sido elogiadas por todos os jogadores. O jogo de amanhã Boavista x Vasco deverá ser o último, que não estava na tabela, marcado para o estádio.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

SHOW ! !

Botafogo abre temporada 2011!


A diretoria do Botafogo preparou uma grande festa para a abertura da temporada 2011 do futebol alvinegro: show de samba, sorteio de brindes, ingressos promocionais, apresentação dos novos reforços e, de quebra, um amistoso nacional para abrilhantar a tarde de festa! Não faltava nada, certo? Na verdade, faltou o principal: a torcida! O exigente torcedor botafoguense preferiu ficar em casa e acompanhar a pelada do time da Gávea, este sim transmitido pela Rede Globo para todo o país.
Joel Santana escalou o time que treinou durante a pré-temporada já com os novos contratados. Márcio Azevedo assumiu a lateral-esquerda, Lucas ficou na direita e João Filipe fez a zaga ao lado de Antônio Carlos e Márcio Rozário – não sei por que, mas me dá um frio na espinha escrever e falar esse nome… Claro que o adversário não representava nenhuma ameaça ao atual Campeão Carioca, mas quem viu o time da Colina sofrer para bater o Cerro Porteño, por 1 a 0, em São Januário, sabe que vencer bem sempre é importante. Joel elogiou os estreantes da tarde:
- Foi bom porque estiveram desinibidos. Jogaram com tranquilidade, como se conhecessem o grupo há bastante tempo. Se tivesse que dar uma nota, seria 7,5 para todos eles. Foram bem.
Everton, Arévalo e Rodrigo Mancha: três bons nomes para 2011!
A escalação ideal do Botafogo 2011, planejada pelo Papai Joel e esperada pelo torcedor, ainda deverá ficar só na prancheta, já que Everton e Arévalo Ríos ainda não têm condições de jogo. É preciso lembrar que Maicosuel e Fábio Ferreira, duas peças fundamentais no esquema, só retornam ao time em meados de maio, mas mesmo assim podemos dizer que o Botafogo está sim na briga pelo título da Taça Guanabara!
- A festa foi boa do princípio ao fim, e o time se movimentou com qualidade e competência. Mas não vamos achar que já estamos 100%, pois ainda estamos no início do trabalho. De qualquer maneira, o rendimento foi bom, principalmente porque tivemos poucos dias de treino – disse Joel ao site oficial do Botafogo.
A contratação de Arévalo Ríos foi um presente para a torcida que esperava um nome de peso desde as saídas de Edno, Marcelo Cordeiro, Danny Moraes, Lucio Flavio e Leandro Guerreiro. Ríos foi titular em todos os jogos da Seleção Uruguaia na Copa do Mundo da África do Sul, Campeão Uruguaio 2009/2010 com o Peñarol e eleito para a Equipe Ideal da América em 2010! Com a chegada de Arévalo Ríos, o meio campo botafoguense pode formar um quadrado de respeito: Ríos, Marcelo Mattos, Everton e Maicosuel! É para animar até o desanimado e exigente torcedor alvinegro!
Marcelo Mattos continua invicto pelo Botafogo: 15 jogos sem derrota!
Ficha Técnica:
Amistoso Nacional: Botafogo 5 x 1 Democrata-GV (16/01/2011)
Botafogo: Jefferson (Renan), João Filipe, Antônio Carlos e Márcio Rosário (Alex); Lucas (Alessandro), Marcelo Mattos (Fahel), Somália (Bruno), Renato Cajá (Lucas Zen) e Márcio Azevedo (Guilherme); Caio (Araruama) e Loco Abreu (Herrera)
Técnico: Joel Santana
Democrata-GV: Vilar; Taércio (Jorge Luiz), Lucio, Matheus e Emerson (Vini); Marcinho (Nathan), Vinícius Colombiano (Flávio), Ely Thadeu (William Matheus) e Vander (Renê); Léo Guerreiro (Henrique) e Fernandão (Laio)
Técnico: Anthoni Santoro
Gols do Botafogo: Caio, aos 20, Renato Cajá, aos 31, e Márcio Azevedo, aos 33 da etapa inicial. Herrera, aos 24, e Alex, aos 36 minutos do segundo tempo
Gol do Democrata: Renê, aos 41 minutos da etapa final
Local: Engenhão (RJ)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Cartão Amarelo: Marcinho, Vinícius Colombiano (Democrata)
A torcida esqueceu de comparecer ao Engenhão... Uma pena!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A PREVISÃO DE JOEL SANTANA

Motivado pelo objetivo de ganhar o bicampeonato e passar a ser o técnico com mais mais títulos de campeão carioca, Joel Santana faz previsão otimista para o campeonato que começará dia 19 de janeiro e em que o Botafogo estreará jogando no Engenhão com o Duque de Caxias, único time do estado na Série B do Campeonato Brasileiro.
”Claro que a infraestrutura é importante para o desempenho de uma equipe, mas nestes dois últimos anos o futebol do Rio mostrou força ao ganhar o Campeonato Brasileiro com as campanhas do Flamengo e do Fluminense, enquanto outros times com mais estrutura, inclusive com centro de treinamento, não conseguiram cumprir bom papel. Por isso, o futebol do Rio está de parabéns e o Campeonato Carioca, motivado por mais um título brasileiro, deverá ser ainda mais empolgante”.
”É natural que os times que ficaram devendo no Campeonato Brasileiro, principalmente o Vasco e o Flamengo, abaixo da metade da tabela, vão brigar pela reabilitação ampla no início da nova temporada. O Fluminense está motivado pelo título, mas há de querer voltar a ser campeão carioca depois de tanto tempo (2005) e o Vasco (2003) mais ainda. O Flamengo é sempre outra grande força e nós do Botafogo queremos o bi de todas as maneiras. E vamos trabalhar muito para isso”.
Curtindo alguns dias de descanso, o técnico terá novos encontros, a partir de amanhã, com os dirigentes para prosseguir na análise das necessidades do elenco para a campanha de 2011. O Botafogo tem uma base, mas vai precisar se reforçar em alguns setores. Está indefinida a permanência do lateral Marcelo Cordeiro e do zagueiro Antonio Carlos, cujos empréstimos estão terminando; o meio-campo perdeu Lucio Flavio, que foi para o Club Atlas de Guadalajara, e Edno, que volta ao Corinthians.
O interesse em reforço estrangeiro se restringe a um jogador, de vez que só três podem ser escalados e o Botafogo já conta com Herrera e Loco Abreu. A recuperação de Maicosuel se processa em ritmo favorável e a situação de Jobson, fora dos planos do clube, poderá render com a venda ou troca por valores iguais e uma compensação financeira, embora a segunda hipótese seja a que menos agrade. O zagueiro Fabio Ferreira, em recuperação de cirurgia no joelho, é outro reforço aguardado com expectativa.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Joel Santana fala que Engenhão é do Bota, mas clássico vale a raça.
Técnico avalia que fator campo não é tão importante em um jogo entre rivais.
No primeiro turno do Campeonato Brasileiro, deu empate por 1 a 1.
LANCEPRESS!
Com o fechamento do Maracanã para as obras da Copa do Mundo de 2014, o Engenhão tornou-se o principal estádio do Rio de Janeiro e o Botafogo já começa a colher os frutos de administrar a instalação. Além das vantagens fora de campo, como receber o pagamento de aluguel dos rivais Fluminense e Flamengo, o Glorioso vai receber o Vasco na própria casa e pode tirar vantagens por conhecer o terreno.
O técnico Joel Santana admitiu o trunfo para o confronto desta quarta, mas minimizou a situação e pregou vontade para sair de campo com os três pontos.
- O Engenhão é a nossa casa. Dizer que não seria a mesma coisa que eu chegar a São Januário e afirmar que não é o lar do Vasco. Mas em clássico a gente não escolhe onde vai jogar, em qual estádio vai ser. Da nossa parte, a missão é entrar para vencer em qualquer lugar - disse.
Vale lembrar que o duelo desta quarta-feira tem o mando de campo vascaíno, mas o jogo será no Engenhão por determinação da CBF. Os rivais se enfrentaram três vezes no estádio somente nesta temporada, contra apenas uma ocasião em que o Maracanã foi palco do confronto.
Além disso, o jogo fará com que o Glorioso atue por três vezes seguidas em casa no Brasileiro, pois enfrentou o Cruzeiro no último sábado e vai pegar também o Atlético-PR, no próximo domingo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

BOTAFOGO PODE TER MOTIVAÇÃO EXTRA

BLOG DO DENI MENEZES - O repórter de oito copas do mundo.
Enquanto finaliza hoje a preparação para o jogo de amanhã, às 21 horas, com o Santos, no Pacaembu, o Botafogo – entre o Cruzeiro e o Internacional – torce para que haja empate entre ambos no jogo que disputarão hoje, em Uberlândia, no interior mineiro. Seria um resultado a beneficiá-lo e a oferecer motivação extra ao time, que se vencer o Santos voltaria ao terceiro lugar. Santos (3º), Internacional (4º), Botafogo (5º) e Cruzeiro (6º) estão com 31 pontos numa das disputas mais equilibradas pela vaga no G4.
Consciente de que o segundo turno será ainda mais difícil, o técnico Joel Santana mostra-se otimista: “O Botafogo só precisa corrigir os erros que teve em alguns jogos para fazer uma campanha melhor. Por falta de atenção, deixamos escapar pontos no empate com o Corinthians, em casa. e nas derrotas para o Cruzeiro e o Internacional, fora. O Botafogo tem tudo para melhorar a posição pela qualidade do elenco.”
Francisco Fonseca, vice-presidente de Patrimônio, disse ontem que o Engenhão está em condições de receber até quatro jogos por semana: “O Botafogo aproveitou a pausa da Copa do Mundo para fazer o nivelamento do gramado. A partir de agora, o time não treina mais no campo de jogo e o Duque de Caxias passa a mandar seus jogos da Série B em São Januário. Com isso, não haverá problema para que Botafogo, Fluminense e Flamengo utilizem o gramado do Engenhão.”
O time que vai jogar amanhã com o Santos, no Pacaembu, deverá ter Fahel no meio-campo no lugar de Somalia, que a exemplo de Jobson não tem previsão de retorno. No ataque, Herrera e Loco Abreu também deverão ser confirmados no treino final de hoje. A escalação mais provável: Jeferson, Antonio Carlos, Leandro Guerreiro e Fabio Ferreira; Alessandro, Fahel, Lucio Flavio ou Edno e Maicosuel; Herrera e Loco Abreu.

sábado, 4 de setembro de 2010

O REI E PRÍNCIPE

Joel faz o duelo dos Reis do Rio com Renato Gaúcho, hoje
Por Marcia Vieira
O duelo de hoje entre Botafogo e Grêmio, às 18h30, no Engenhão, pela 19ª rodada do Brasileirão, colocará frente a frente dois treinadores que se autoproclamam os ‘Reis do Rio’. Mas, para o técnico alvinegro, Joel Santana, será apenas o reencontro do rei com o príncipe.
provocou Joel, que elogiou o seu adversário no banco de reserva. A se julgar pela quantidade de títulos dos dois, o discurso de Joel não é exagerado. O técnico alvinegro ganhou sete Campeonatos Carioca como treinador — 1992 e 1993, no Vasco; 1995, no Fluminense; 1996 e 2008, no Flamengo; e 1997 e 2010, no Botafogo — e um como jogador, o Estadual de 1970, pelo Vasco.
“O Renato sempre diz que é o Rei do Rio, mas eu digo que é o príncipe, porque rei só existe um. Ele foi um atleta meu que entrou para essa vida de treinador. Ele criou essa situação, mas é mais um seguidor”,
“Renato tem saídas rápidas, bem pensadas. É um treinador que está mandando bem, mas não é para ser ainda o Rei do Rio, há uma distância grande. Príncipe está de bom tamanho”.
Na função de treinador, Renato Gaúcho tem uma Copa do Brasil pelo Fluminense, em 2007. Ele ainda não conquistou um título estadual no Rio, mas, como jogador, justamente sob o comando de Joel Santana, levou o Tricolor à conquista do Campeonato Carioca de 1995, com o seu famoso gol de barriga contra o Flamengo de Romário. Como, na época, o Baixinho era o melhor do mundo, Renato passou a tirar onda de que era o Rei do Rio.
Hoje, o seu maior desafio é fazer o Grêmio subir na tabela do Brasileirão e se distanciar da zona de rebaixamento. “Eu pedi a ele para ter calma que o momento era difícil, mas que ia sair dessa, porque o Grêmio é uma grande equipe”, revelou Joel, que encontrou Renato em Porto Alegre, no último fim de semana.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

MAIS RESPEITO

Gostaria de começa  pedindo ao inventor da expressão “maldição das estátuas” um passeio lá pela zona da "puta que pariu". Pois nem Garrincha, Nilton Santos nem o emocionadíssimo Jairzinho (que figuraça!) mereciam mais essa tentativa de colar um rótulo negativo na nossa história.
Pronto. Após o desabafo, o analise do jogo. A retranca armada pelo delegado Lopes foi tão eficiente que Maicosuel não rendeu o que esperávamos. Somada à ausência de Somália no meio e à atuação discreta do Cajá na armação, o Botafogo voltou a ter problemas sérios de criação no meio de campo. Voltamos, portanto, aos tempos de Campeonato Carioca – a novidade era o Jobson, que teve alguns lampejos mas se perdeu em outros tantos (queria impressionar o Mano?). A má notícia, porém, era o Herrera brigando – e perdendo a luta – com a bola.
E, se voltamos aos tempos de Carioca, teríamos que confiar na defesa para ganhar a partida. Graças às excelentes atuações de Jefferson, António Carlos e Fábio Ferreira, conseguimos a segurança necessária para a vitória.
Ainda nesse inesperado flashback, tivemos que recorrer à bola aérea para abrir o marcador. E coube a Fábio Ferreira voltar a fazer um gol decisivo em momento igualmente decisivo, quando o Botafogo parecia asfixiado e sem alternativas para furar a retranca bolada pelo Lopes.
No segundo tempo, passamos um pouco de sufoco porque o sistema defensivo cansou e os atacantes não se mostraram capazes de matar a partida. Mas Joel mexeu bem para tentar garantir o resultado – em vez de enfiar Fahel ou Lúcio Flávio, colocou os três atacantes do banco. Edno teve a manha de ajudar a prender a bola no ataque. Loco (pouquíssimo tempo em campo, mesmo assim parecendo fora de tempo da bola) e Caio (melhor do que o Loco, mas sem nenhuma jogada notável).
No final, confesso que tudo que eu queria era não tomar um gol do Sávio, para não pintar aquelas reportagens emocionantes de superação, pois o ex-jogador em atividade está há uns 2.457 anos sem fazer gol e nossa especialidade é ressuscitar defuntos. Mas o ex-rubro-negro deu uma furada tão bisonha que, juro, até me deu pena.
Finda a partida, podemos dizer que o resultado foi melhor do que o jogo – pois dá confiança à torcida, ainda mais quando os torcedores retribuíram ao apelo do confronto e, mesmo com o aumento do ingresso, constituíram um público superior a 30 mil pagantes – mais de 35 mil presentes.
Sem contar que essa vitória – mesmo magra, mesmo não inteiramente convincente nos permite uma posição mais confortável na tabela, ainda mais com a chance de pegar já na quarta-feira o Ceará, nosso adversário direto na briga pelo terceiro lugar.
Melhor em campo? Fábio Ferreira. Mas não podemos deixar de registrar a dupla defesa do Jefferson, mais o corte do Marcelo Cordeiro: simplesmente espetaculares e garantiram os três pontos.
Pior? Infelizmente, Herrera. Acho que chegou a hora de um banquinho para o argentino. E, da forma que ele jogou hoje, era melhor ter entrado com o Loco desde o início da partida.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

ESTÁVEL

Joel espera Botafogo "estável" para sair da zona de rebaixamento.
Rodrigo Viga, Portal Terra.
O técnico do Botafogo, Joel Santana, afirmou que seu time sairá da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro da Série A caso mantenha o nível de atuação dos últimos três jogos. Neste momento, o clube alvinegro ocupa o 17º lugar na competição, com 12 pontos.
Curiosamente, a equipe carioca não venceu nenhum de seus últimos três compromissos no torneio: empatou com Guarani, por 1 a 1, no Engenhão; com Palmeiras, por 2 a 2, no Pacaembu; e com o Fluminense, por 1 a 1, novamente em seu estádio.
"Se o time jogar o normal, não tenho medo", disse Joel, em referência ao próximo confronto do Botafogo, contra o Vitória, no Barradão. O time baiano está em 9º lugar no torneio, e disputa a segunda partida final da Copa do Brasil contra o Santos, na próxima semana.
"Conseguimos um belo empate com o Palmeiras. Tivemos uma atuação quase perfeita no clássico, quando erramos apenas um tiro de meta que resultou no gol do Fluminense. O time vem jogando em um bom nível", afirmou o treinador da equipe alvinegra.
O Botafogo vai ter o reforço de Maicosuel para a partida do próximo domingo, contra o Vitória, mas Loco Abreu só deve retornar ao time na partida contra o Atlético-MG, no dia 7 de agosto, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Provável escalação da equipe alvinegra para a próxima partida: Jefferson; Fahel, Antonio Carlos e Fabio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Lúcio Flávio, Maicosuel e Marcelo Cordeiro; Herrera e Jobson.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A LUZ TÁ ACESSA

Joel: "A luz vermelha está acesa, temos de mudá-la"

JB Online
Projetando o jogo contra o Vitória, o técnico Joel Santana realizou testes no coletivo desta quarta-feira, no Engenhão, no qual o time titular ficou escalado com: Jefferson, Fahel, Antônio Carlos e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Lucio Flavio, Maicosuel e Marcelo Cordeiro; Jobson e Herrera.
Jogando de maneira ofensiva, a os titulares venceram por 2 a 1, com dois gols de Jobson. O meia Maicosuel, que já foi inscrito na CBF, teve boa atuação, com bons passes e dribles em seu primeiro coletivo como titular, desde a sua volta:
- Posso dizer que ainda tenho mais dois dias para achar a formação ideal, procurar dar conjunto. Ainda não consolidei, a solução pode ser uma formação mais ofensiva - disse Joel.
O treinador explicou que está incomodado com a atual situação do Botafogo:
- Estamos em uma posição incômoda e não estamos satisfeitos. Somos os campeões cariocas, deveríamos estar em uma condição melhor. A luz vermelha está acesa, temos de mudá-la para amarela e, depois, para verde - disse.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

SÓ DÁ 4-4-2, ESQUECE 3-5-2


Fora das quatro linhas, Joel Santana e Muricy sofrem.
Foto: Cleber Mendes - Gilvan de Souza LANCE!
Não sei como, mas consegui reunir forças para escrever sobre o jogo.
Joguei a toalha, não suporto mais o 3-5-2!!!
O Botafogo não empatou porque o Lucio Flavio saiu de campo, o Botafogo empatou porque voltou a jogar no 4-4-2!!!
Botafogo contra o Fluminense: “3-5-2″ e 1 a 0 para a Unimed!
Jefferson; Antônio Carlos, Fahel e Danny Morais; Alessandro, Leandro Guerreiro, Somália, Lucio Flavio e Marcelo Cordeiro; Herrera e Edno
Botafogo no 4-4-2: empate de 1 a 1 e quase virada no fim da partida.
Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Danny Morais e Marcelo Cordeiro; Leandro Guerreiro, Somália, Lucio Flavio (Renato Cajá) e Caio; Herrera e Edno (Edson)
Com a expulsão do Danny Moraes o Joel teve que sacar o Edno e botar o Edson.
Botafogo contra o Palmeiras: “3-5-2″ e 2 a 0 para o Scolari!
Jefferson; Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Fahel; Alessandro, Leandro Guerreiro, Somália, Lucio Flavio e Marcelo Cordeiro; Caio e Jóbson
Botafogo no 4-4-2: empate em 2 a 2 e virada no fim impedida por defesa salvadora de Marcos!
Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Marcelo Cordeiro; Leandro Guerreiro, Somália, Renato Cajá e Edno; Caio (Túlio Souza) e Jóbson

sexta-feira, 23 de julho de 2010

PODIA SER PIOR

Permitam-me falar especificamente de um gesto e de um lance de um jogador alvinegro antes de comentar um pouco sobre o empate arrancado no Pacaembu nessa quinta-feira.
Primeiro, o gesto: Ao marcar seu primeiro gol depois de voltar ao Botafogo, Jobson se ajoelhou, fechou os olhos e apontou em direção aos céus. A cena demorou poucos segundos, mas para o atacante deve ter demorado uma eternidade. Pois certamente foi esse instante que ele ficou esperando nos seis meses que teve de amargar fora dos gramados, por conta da suspensão, e que ficava em casa vendo suas jogadas no YouTube, sem perspectiva de voltar ao futebol profissional. E, vejam só!, o último jogo em alto rendimento do Jobson tinha sido justamente contra o Palmeiras, quando teve uma grande atuação, decisiva para nos salvar do rebaixamento. Daí a importância desse gol para o jogador – e, claro, para o Botafogo, que investiu nele.
“A antecipação do Jobson no primeiro gol foi muito interessante, foi muito boa”, elogiou Luiz Felipe Scolari. Há dois meses, só quem falava do Jobson era outro Luiz, o Estevão, presidente e dono do Brasiliense. Agora ele tem o nome falado por um dos melhores técnicos do mundo, campeão mundial com o Brasil. Não é pouco.
E ele fez por merecer o elogio de Felipão. Afinal, Jobson fez a melhor atuação individual de um jogador alvinegro no Brasileirão de 2010.
Quase fez um golaço com um tirambaço de fora da área que Marcos salvou com a ponta dos dedos. Fez o primeiro gol, num belo cabeceio. Iniciou a jogada do gol do empate, driblando dois até servir Marcelo Cordeiro que acertou o cruzamento na cabeça de Antonio Carlos. Foi incisivo o tempo inteiro. Partiu pra cima dos adversários com destemor, mesmo sem auxílio do meio-de-campo e tendo Caio ao seu lado novamente como uma figura apagada.
Agora, o lance. Jobson fez a grande jogada da partida, no dia da confirmação da volta de Maicosuel, homenageou o Mago ao humilhar – com drible, não com pancadaria – o Edinho, só que Marcos Assunção deu uma de Juanita Chiliquenta e tomou as dores do companheiro, e aí, na decisão mais absurda da arbitragem em 2010, os dois foram expulsos – sendo que, EM NENHUM MOMENTO, Jobson chegou sequer a ameaçar agredir o adversário.
Jobson foi tremendamente injustiçado, e o Glorioso também por perder um jogador tão importante para o clássico contra um rival que tem o melhor treinador brasileiro e, por isso, é líder do campeonato.
Sobre o jogo dessa quinta, pouco a comentar, precisamos repetir que Lucio Flavio novamente sumiu e que o time melhorou depois que ele foi substituído? Que Fahel voltou a fazer burrada atrás de burrada, sendo responsável direto pelos dois gols do Palmeiras? Que Marcelo Cordeiro foi muito bem nos cruzamentos que geraram o empate mas que pelo seu lado o Palmeiras deitou e rolou? Que Caio não conseguiu ganhar nenhuma no mano a mano e que o Somália ainda vai morrer de exaustão por ter que assumir a responsabilidade do meio de campo, inclusive a parte da criação? Que não adianta jogar com três zagueiros e um volante se eles não tÊm (é maisculo mesmo, porque?) qualidade para enfrentar marcadores habilidosos?
Não, não vale a pena repetir, apenas torcer para que Joel perceba que Jobson terá que ser titular, e jogar ao lado de Maicosuel.
Enfim, poderemos ver os dois partindo pra cima dos adversários, sem medo, sem se esconder, é o que precisamos para melhorar no campeonato e ter um pouco de sossego na tabela: Maicosuel-Jobson-Herrera-Loco.
Agora, se o Joel achar que o Jobson será seu novo talismã, estamos fritos, (há segundona nos espera) ele só vai se tornar titular contra a Cabofriense. Na primeira rodada do Carioca 2011.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

SURPRESA - COM AUDIO

Joel diz que sabe quem assumirá Seleção Brasileira e dá dicas.
O assunto dos brasileiros nos últimos dias tem se pautado na dúvida de quem será o novo técnico da Seleção Brasileira.
Joel aposta em técnico com experiência e diz que o escolhido não está no Brasil.
Foto: Agência Lance - Ouvir audio ESPN.
Porém, o técnico Joel Santana afirmou nesta quinta que o povo brasileiro será surpreendido com a escolha feita pela CBF.
"É difícil. Mas acho que já deve estar escolhido. Parece que vai ser anunciado no domingo. Eu sei quem é, mas não posso dizer. E eu acho que vocês vão ficar surpresos. Os dois treinadores que eram os mais cotados, que era o Felipão e o Mano, disseram que não são eles. Acho que vocês vão ter surpresa", disse, brincando ainda com o fato de a imprensa ainda não ter o nome do novo treinador da Seleção.
"Eu sei quem é, mas não posso dizer. Não é possível que até agora vocês não saibam. Tem um monte de espião. Autuori? Quase. Abelão? Quase".
Dando "dicas" do novo comandante do Brasil, Joel disse ainda que ele não está no País, mas ressaltou ainda que para assumir o cargo, terá de ser um treinador com bagagem.
"Acho que ele não está no Brasil. Leonardo?. Fala sério! Tem de ter bagagem", concluiu.

DUELO DE BOLA E NO INGLÊS

Globoesporte.com
Felipão prevê 'duelo' em inglês com Joel Santana no Pacaembu.
Treinadores de Palmeiras e Botafogo podem protagonizar diálogo inusitado na beira do gramado antes de partida.
Joel Santana x Felipão: duelo na bola e no inglês.
A partida entre Palmeiras e Botafogo, marcada para as 21h desta quinta-feira, no Pacaembu, pode ter um idioma diferente na beira do gramado por alguns minutos. Técnicos com passagens pelo futebol internacional, o palmeirense Luiz Felipe Scolari e o botafoguense Joel Santana podem protagonizar um diálogo na língua estrangeira quando se encontrarem.
- Meu filho Fabrício adora o jeito dele comandar, vou dar um abraço no Joel por ele. Sei que vou ter que enfrentar a prancheta, ele arma direitinho suas equipes. Será uma briga feia (no inglês). Pelo o que eu vi, acho que falo um pouquinho melhor do que ele. Vamos nos comunicar em inglês antes do jogo. Imagina - brincou o treinador palmeirense.
Depois que deixou o Brasil, Felipão comandou a seleção portuguesa, entre os anos de 2003 e 2008, até se transferir para o Chelsea, da Inglaterra. No clube britânico, Scolari ficou somente por uma temporada. Mas o tempo foi suficiente para se virar bem no inglês e garantir uma vaguinha como comentarista em uma emissora de televisão sul-africana, durante a Copa do Mundo.
Enquanto Felipão se aventurava pelo Chealsea e o Bunyodkor, do Uzbequistão, seu último time antes de voltar para o Brasil, Joel Santana passou pela seleção da África do Sul. O atual treinador do Botafogo ficou entre 2008 e 2009 no país e sempre procurava falar em inglês nas suas entrevistas.
Pronto para encarar o debate em inglês e as armações feitas na prancheta, Felipão não deixou de elogiar Joel e sua equipe. E se mostrou preocupado com os artifícios que o rival pode apresentar no Pacaembu.
- O Botafogo usa muito as passagens pelas laterais. O time concentra parte das jogadas no meio-campo, pois tem um dos jogadores que melhor bate na bola (Lucio Flavio). E como todos sabem, um lance de bola parada pode decidir uma partida - disse Felipão.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

BOTAFOGO VOLTA AO 3-5-2

A ousadia vai dar lugar à cautela. Domingo, jogando em casa, o Botafogo precisava se expor mais para tentar ganhar do Guarani; amanhã, nem tanto, ao enfrentar o Palmeiras fora de casa. Por isso, Joel Santana decidiu ter um time mais cauteloso no Pacaembu e o Botafogo voltará ao 3-5-2, esperando com equilíbrio e inteligência surpreender o Palmeiras.
“Nós estamos precisando ganhar faz tempo e o Palmeiras está vindo de derrota fora de casa para o Avaí. É natural que voltando a ter o apoio de sua torcida no Pacaembu o time se lance mais. Vamos adotar cautela, sem arriscar tanto, mas isso não significa que jogaremos com medo. Com cautela, sim. Com medo, nunca” – disse Joel, que hoje ainda orienta um treino, antes da viagem para São Paulo.
O zagueiro Antonio Carlos cumpriu suspensão e reaparece amanhã, liderando a zaga com Fahel e Fabio Ferreira. Os alas Alessandro e Marcelo Cordeiro terão a cobertura de Leandro Guerreiro, Somália e Lúcio Flávio para avançarem em apoio ao ataque. Sem Herrera, suspenso, Jobson volta ao ataque com Caio, que espera ser mais feliz nas finalizações amanhã.
Maicosuel vive a expectativa de estrear domingo no jogo com o Fluminense. Os dirigentes ficaram de efetuar hoje o restante do pagamento ao Hoffenheim para que o clube alemão libere o atacante, concedendo logo a transferência.
Loco Abreu só se reapresentará segunda-feira, depois de ter integrado a seleção do Uruguai na Copa do Mundo