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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

ONDE VÊM O DINHEIRO ?!

Quem paga as campanhas milionárias?
Candidatos a vereador em São Paulo têm campanhas orçadas em até R$ 5 milhões. A pergunta a ser feita é não apenas de onde vêm os financiamentos, mas como serão pagos depois. Em quatro anos de mandato, um vereador recebe R$ 624 mil. Mesmo que não gaste um centavo, ele não tem como retribuir a gentileza. Como fechar a conta?
Por Gilberto na Carta Maior.
A Folha de S. Paulo do último domingo (26 de agosto) publicou interessante matéria intitulada “Ex-ministros, Orlando Silva e Andrea Matarazzo disputam vaga de vereador em SP”. O primeiro personagem milita no PCdoB e teve um início de vida pobre. O segundo é filiado ao PSDB e exibe origem aristocrática. A reportagem descreve as iniciativas de ambos para atrair o eleitorado e ganhar votos.
O trecho mais importante da nota está no final:
“Matarazzo, que tem cerca de 200 funcionários, pretende investir até R$ 5 milhões. Ele calcula precisar de 40 mil votos. Silva contratou 100 pessoas e fixou o teto de gastos em R$ 3,5 milhões”. 
As afirmações não foram desmentidas. Logo, não há porque duvidar delas. Não se coloca aqui em dúvida a honestidade e a lisura dos candidatos.
As campanhas eleitorais duram três meses. Mesmo que haja investimentos preliminares – aluguel de sede para comitê, de carros e compra de equipamentos – o grosso do dinheiro é gasto entre julho e outubro. Na média, um milhão por mês.
Doações e retribuições.
Essas quantias provêm das chamadas “doações” de campanha. É um dinheiro fornecido em sua maior parte por grandes empresas. Nada indica que os candidatos façam algo contrário à lei. As entradas e saídas são anotadas pelos comitês de cada um e submetidas ao escrutínio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Doações de campanha não costumam ser doações de verdade. O eleito deve de alguma maneira retribuir o que foi investido em sua postulação. “Não existe almoço grátis”, dizia Milton Friedman (1912-2006), o guru dos economistas ortodoxos.
Em tese, o futuro parlamentar deveria pagar seus patrocinadores com o próprio dinheiro, para que não ficasse caracterizado algum tipo de troca de favores entre o eleito e o poder econômico.
No caso da Câmara de São Paulo, vale pensar como um vereador retribuiria tamanho aporte de recursos.
A partir de janeiro de 2013, o salário de um vereador paulistano chegará a R$ 15.031,76. É muito em relação ao que ganha a maioria da população, mas é pouco se comparado a salários de executivos de grandes corporações, que podem chegar a R$ 200 mil por mês. Em termos líquidos, o vencimento do parlamentar deve ficar em torno de R$ 12 mil, pagos 13 vezes ao ano.
Se multiplicarmos esses 13 salários ano por quatro anos de mandato, teremos um total líquido de cerca de R$ 624 mil reais. É todo o ganho salarial do parlamentar.
Assim, mesmo que o vereador não coma, não saia de casa, não gaste com energia, água, luz e telefone domésticos, não há como ele pagar – com recursos do mandato – “doações” de campanha entre R$ 3 milhões ou mais.
Como a oferenda é retribuida?
Candidatos majoritárias.
No caso das candidaturas a prefeito, as verbas oriundas de empresas que servem a Prefeitura são maiores ainda.
No sábado (25), a mesma Folha de S. Paulo relatou o seguinte:
“Dados entregues pelos candidatos à Justiça Eleitoral mostram que, dos cerca de R$ 2,4 milhões arrecadados por Fernando Haddad (PT), R$ 950 mil foram repassados por duas empreiteiras: Carioca Engenharia e OAS. (...) José Serra (PSDB) foi o segundo que mais recebeu na cidade em julho e início de agosto. Além da direção estadual, que repassou por meio de doação oculta R$ 1,2 milhão ao tucano, a incorporadora JHS F pagou R$ 500 mil. Uma pessoa ligada ao grupo Zogbi, que atua na área financeira, repassou R$ 250 mil”.
Até agora as informações não foram desmentidas pelos citados.
Por que motivo uma empresa que presta serviços ao Estado - como empreiteiras, bancos, companhias telefônicas, elétricas, de transportes e outras – dariam dinheiro a candidatos sem exigir contrapartida?
Essa é a raiz da maior parte dos casos de corrupção entre poder público e iniciativa privada. Não se trata de um problema moral, mas essencialmente político.
Disputa assimétrica.
Tais montantes desequilibram totalmente a disputa eleitoral e selam compromissos entre candidatos e empresas que, na maior parte das vezes, ficam ocultos dos olhos dos eleitores. Somente o financiamento público poderá trazer mais clareza e simetria entre as candidaturas.
Os grandes partidos não querem aprovar o financiamento público. Ao contrário do que se difunde, não haverá mais gastos do erário. Haverá menos. Hoje, as contrapartidas feitas pelos eleitos em favor dos financiadores – alguns casos estão vindo à luz na CPI do Cachoeira – são mais lesivos aos cofres de municípios, estados e união do que uma quantia determinada, cujos pagamentos seriam feitos de forma transparente e com mais equilíbrio entre partidos e coligações.
Caso os interesses existentes no Congresso impeçam a adoção do financiamento público, uma medida alternativa poderia ser implantada. Seria a obrigação das campanhas de todos os partidos apresentarem os nomes e logomarcas de seus financiadores.
Nada a estranhar. Qualquer programa de televisão, rádio, filme, jornal, revista, site, e produto editorial exibe publicidade e logomarca de seus patrocinadores. Por que as peças eleitorais deveriam ser diferentes?
Assim, não seria surpresa que um financiador de campanha fosse depois agraciado com a contratação para a realização de vultosas obras ou serviços públicos.
Quer dizer, não seria surpresa. Mas a esquisitice ficaria bem clara...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

PRA ONTEM

Renovar é preciso!
A eleição para prefeitos e vereadores está próxima. Depois da Lei da Ficha Limpa, do atrasado julgamento do mensalão pelo STF, será que ainda vamos ver os eleitores insistirem em votar em candidatos que já mostraram as suas credenciais de corruptos, irresponsáveis e incompetentes?
Faz-se necessário que haja uma grande reflexão dos eleitores, a fim de que, nas urnas, cassem-se aqueles candidatos que se tornaram profissionais da política. 
Renovar é preciso! 
Assim, aproveitem para cassar nas urnas, os candidatos de partidos que apoiam o governo, considerando que esses, são os inimigos dos aposentados e pensionistas. 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

DECEPÇÃO

BUFFET FARTO, ORQUESTRA AFINADA E PISTA VAZIA.
Há certo gosto de decepção no ar. 
O conservadorismo que durante meses, anos, cultivou o julgamento do chamado mensalão como uma espécie de terceiro turno sanitário, capaz de redimir revezes acumulados desde 2002 no ambiente hostil do voto, percebe-se agora algo solitário na festa marcada para arrebanhar multidões. Como assim se os melhores buffets da praça foram contratados; a orquestra ensaiou cinco anos a fio e o repertório foi escolhido a dedo? Por que então a pista está vazia? Falta apenas o essencial: a alegria do povo. 
A pouca ou nenhuma influência desse engenhoso ardil nas intenções de voto diz o bastante sobre a frágil hipocrisia vendida como marco zero da moralidade pública pelos seus vulgarizadores midiáticos. 
Não é esse porém o acerto de contas com o qual terá que se enfrentar o PT.

NÃO FECHA . . .

Gilberto Maringoni, da Carta Maior.
Quem paga as campanhas milionárias?
Candidatos a vereador em São Paulo têm campanhas orçadas em até R$ 5 milhões. A pergunta a ser feita é não apenas de onde vêm os financiamentos, mas como serão pagos depois. Em quatro anos de mandato, um vereador recebe R$ 624 mil. Mesmo que não gaste um centavo, ele não tem como retribuir a gentileza. Como fechar a conta?

GULUDICES

Eleições e votos...
Exagero e guludices divirtuam e fantasmas surgem. 
Nas ultimas eleições o percentual de abstençoes cravou 21%, índice próximo dos paises com votos não obrigatório, constam nestes os contrarios a abrigatoriedade; Os que sustentam que a "Politica" é estupidez; Quem no cotidiano não há exigencias do titulo "em dia" e uns poucos que não conseguiram deslocar-se. 
Tenho posições e não me afasto dos que lutaram com oligarquias e aristocratas para terem "também" o direito de votar/opinar e candidatar-se. Falo de comunidades/povoados, sertanejos, mulheres, negros e até indios; Queriam opinar, lutaram e conseguiram; Optaram, anularam ou em branco, votaram, podem reclamar, ou simplesmente justifique somando a quem interessa o ato furtuito.

TÁ FORA . . .

João Paulo Cunha pretende retirar ainda hoje sua candidatura a prefeito.

Após ser condenado pelos crimes de corrupção e peculato no julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) avisou a amigos que anunciará, ainda nesta quinta-feira (30), a retirada de sua candidatura a prefeito de Osasco (SP). O parlamentar afirmou que não resistirá à pressão para que seja substituído pelo vice de sua chapa, o também petista Jorge Lapas. Em uma reunião na noite de ontem (29), o núcleo de sua campanha concluiu que João Paulo deve ser poupado de constrangimento público. 
O mandato de deputado depende agora dos seus colegas da Casa, que podem, ou não, votar pela sua cassação.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O CAPRILES TUCANO E O SERRA VENEZUELANO

Faltam dois meses para as eleições venezuelanas de sete de outubro e o assunto 'Chávez' hibernou na pauta do dispositivo midiático conservador. O eclipse reflete uma ressaca precoce. Tudo indica que houve abuso na beberagem conservadora em brindes que se reveleram duplamente indigestos, a saber: a) ao contrário do que previam os colunistas isentos, Chávez não morreu em decorrência de um câncer que o levou seguidas vezes a Cuba, para cirurgias e tratamento; b) ancorada no jovem candidato Capriles,a oposição não viabilizou uma agenda alternativa a que condena e pretende substituir. Seu bumbo mais sonoro é a promessa de um 'Hambre Cero' para 4 milhões de famílias. Quem não se lembra de Serra? Em 6 de julho de 2010, no primeiro dia da sua campanha presidencial, o candidato da sigla que acusa o Bolsa Família de bolsa esmola, prometeu duplicar o programa; na reta do desespero, em outubro,  já oferecia 10% de reajuste aos aposentados, 13ª para o Bolsa Família e suculenta correção do salário mínimo. Capriles segue a mesma receita que fez de Serra o paradigma do político cuja matéria-prima é a falsidade.

domingo, 15 de julho de 2012

É POR AÍ . . .

Por isso temos que discutir urgentemente o financiamento público das campanhas eleitorais, senão sempre teremos um Estado privado.

UM COLOSSO

** Bobagens na pista: SP tem um déficit habitacional de 800 mil moradias.
** no horário de pico os ônibus trafegam a 12 kms/h; velocidade equivalente a de uma galinha.
** condomínio Serra/Kassab não construiu um palmo de faixa exclusiva para ônibus nos últimos 4 anos.
** neste domingo, tão à vontade quanto um lagarto de fraque, Serra pedalava  para os fotógrafos, alardeava recordes de ciclovias e prometia 'a bicicleta de bambu'. 
Um colosso.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

ESQUISAS INDUZIDAS E TRINCAS NO MANIQUEÍSMO


O Datafolha entregou os números que as manchetes da Folha, sobre a aliança PT/Maluf, cuidaram de induzir cuidadosamente durante os sete dias que antecederam a sondagem. O intervalo cobre o período que vai da publicação da polêmica foto do encontro entre Lula, Haddad e Maluf, selando o apoio do PP ao candidato petista, e a ida à campo dos pesquisadores. Aos resultados: "64% dos petistas rejeitam apoio de Maluf", diz, cheio de gula, o jornal da família Frias, em título de seis colunas, da edição desta 4ª feira. Mas a pesquisa revela também nuances não previstas e pouco destacadas pelo jornal. Em parte, porque sujam a narrativa maniqueísta da 'desilusão petista' mas, sobretudo, pelo que revelam da correnteza submersa, a comprimir o favoristimo quebradiço e engessado de Serra. (Carta Maior

sexta-feira, 15 de junho de 2012

UMA ALIANÇA COM A DIGNIDADE

Uma grande frente da direita brasileira se move na ansiosa tentativa de preservar o comando da maior capital do país. O comboio transporta  interesses pesados: não perder sua maior vitrine política é um deles; propiciar ao candidato da derrota conservadora em 2002 e 2010 um holofote de sobrevida até 2014, outro Há também o orçamento: R$ 40 bilhões, maior que o de vários Estados. Serra teria hoje 30% das intenções de votos na corrida pela prefeitura de São Paulo; seu principal oponente, Fernando Haddad, 3%. Lula adoeceu no meio do caminho e já se recuperou. Mas a convalescença pode reduzir a decisiva participação em uma disputa com DNA  nacional. O conservadorismo atrelava vagões ao comboio e exultava a cada tropeço do outro lado. A frustrada tentativa de cooptar Kassab parecia ter subtraído ao PT até mesmo o discurso da polaridade ideológica. Com Marta ressentida e afastada, Serra chocava  a serpente ao abrigo de confrontos constrangedores. A incubação conservadora ia bem até que uma palavra que desequilibra o lado contra o qual ela se volta entrou no jogo: dignidade, ou Luiza Erundina. Essa mulher nordestina e socialista, que alguns criticam por excesso de zelo e ética com a causa popular, será a parceira de Haddad para devolver a São Paulo algo de  inestimável valor: o resgate do voto como um engajamento que faz sentido outra vez, ao anseio de construir e viver numa cidade melhor. Bem-vinda (Carta Maior; 6ª feira 15/06/2012)

ELEIÇÕES

DA COLUNA DO CLAÚDIO HUMBERTO.
Braga pode deixar liderança do governo.

O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) poderá deixar a liderança do governo no Senado para disputar a prefeitura de Manaus, em outubro. Escolhido pela presidenta Dilma Rousseff, o parlamentar permaneceu apenas três meses no cargo sem apoio do próprio partido. Braga conversou com Dilma sobre a saída dele da liderança na última terça, quando prometeu uma resposta até 30 de junho, data que termina o prazo para convenções partidárias: “Conversei com a presidente (sobre a saída), e só no dia 30 tomaremos a decisão”, afirmou. Se confirmada a candidatura, será a segunda vez que a presidenta trocará o líder do governo. O Planalto nega a saída de Braga.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

NO CEARÁ . . .

PT rebate Luizianne e se nega a fazer oposição a Cid Gomes.

Os deputados petistas do Ceará, Camilo Santana e Nelson Martins - ex-secretários do governo de Cid Gomes (PSB-CE) - rebateram as declarações da prefeita Luizianne Lins, presidente estadual do PT, sobre a sigla fazer oposição ao governador, caso houvesse rompimento da aliança para a sucessão em Fortaleza. "A prefeita não decide nada só. Existe um partido para discutir. Se ela deu essa declaração, é um equívoco dela. Não podemos olhar só para Fortaleza", disse Camilo Santana. "Mesmo que saiam duas candidaturas no primeiro turno (uma do PT e outra do PSB), podemos ter aliança no segundo turno", acrescenta Nelson Martins. 
Os dois ex-secretários destacaram que PT e PSB têm alianças formadas e a caminho da formalização em diversos municípios cearenses, como Sobral e Juazeiro do Norte, além de integrarem a coligação que detém o poder estadual e federal.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

PRÊVIA

Isso é que é 'democracia'
O PT realizou ontem em Recife prévias para escolha do candidato à prefeitura, mas como o vitorioso foi o atual prefeito João da Costa, que levou 51,9% dos votos, e não o Dep. Maurício Rands, o secretário-geral do PT, Eloy Pietá, informou que o resultado só será proclamado no próximo dia 28, depois que o processo for submetido à Executiva Nacional e à Comissão de Ética do partido. 

terça-feira, 3 de abril de 2012

O SEU VALE ISSO TAMBÉM ???

2014 SEM DEFINIÇÕES FUNDAMENTAIS


Por Carlos Chagas.
Aceita-se como regra o raciocínio de que eleições municipais  decidem-se em função de reivindicações e de queixas do eleitor relacionadas com o seu dia-a-dia. Rua esburacada,  sem asfalto, abastecimento de água precário, má escola   para os filhos, posto de saúde com falta de  médicos, ausência  de policiamento, cabine policial abandonada, transporte insuficiente e quanta coisa a mais  a infernizar a vida do cidadão comum levam-no a selecionar o candidato a prefeito e a vereador que mais prometa corrigir tais deficiências. Claro que nas capitais dos estados e em grandes cidades pesam outros fatores, aqui e ali até ideológicos e partidários, mas,  no geral, vota-se no candidato  diretamente disposto a superar a agruras de  cada um.   Admita-se que assim transcorrerão as eleições de outubro, na maioria do país.
Bem diferente  é o processo de escolha quando se trata de eleger o presidente da República, os governadores, deputados e senadores. Outros valores entram em consideração, não raro envolvendo diretrizes mais profundas. O eleitor é chamado a optar por políticas distintas, sejam nacionalistas,   neoliberais, socialistas ou puritanas. Sempre haverá a hipótese de se municipalizarem  as eleições nacionais, mas o normal é transcorrerem conforme debates distintos.
No passado o Brasil já apresentou lutas emocionados entre propostas de esquerda e de direita, reformismo ou conservadorismo, anti-comunismo e socialismo, economia de mercado ou estatizante, ditadura e democracia, tudo, evidentemente, sob lances de demagogia, histrionismo e corrupção, mas sempre sob inspirações maiores. Claro que com o personalismo dos candidatos minimizando  doutrinas ou, pelo menos, dando a elas cores populares.
Estamos a um passo das eleições gerais de 2014, e a pergunta que se faz é em torno de que postulados ou princípios maiores elas  irão se ferir.  O Lula elegeu-se sob a égide de o poder transferir-se para o andar de baixo. Um operário na presidência da República significava,  ao menos na teoria, conquistas  mais acordes com as necessidades das massas, acima e além da política anterior de Fernando Henrique, favorável às elites.    Dilma veio na esteira da mesma aspiração majoritária,  ainda que oriunda da tecnocracia.
E em 2014? Qual o debate capaz de sensibilizar e polarizar o eleitorado?  Em condições normais de temperatura e pressão já era para as diversas correntes políticas   estarem definidas, fosse com a manutenção das mensagens do PT, fosse com o plano de vôo dos tucanos ou outras correntes. O diabo é que até agora, nada. A única tendência captada na opinião pública até agora parece a rejeição à corrupção e à impunidade, mas os companheiros, por razões óbvias,  fogem da hipótese de fazê-la o divisor de águas nacional. Estão governando há nove anos e se progrediram essas pragas, deve-se também a eles.  Só que o PSDB não se anima, no Congresso e fora dele, a fazer da luta contra a roubalheira sua bandeira eleitoral. Pode ser por conta de o governo Fernando Henrique haver contribuído com sua parcela de culpa para o desenvolvimento da impunidade e da corrupção.
Sendo assim, caso não se inverta a equação, as duas maiores forças em condições de empolgar o eleitor mantém-se de braços cruzados. Perdem tempo e não encontram rumos para disputar as preferências populares, exceto uns prometendo continuar as coisas como estão e outros sem saber onde nem o que mudar. Pobres prenúncios...
EXPIROU O PRAZO.
Termina hoje o prazo para o senador Demóstenes Torres defender-se das graves acusações que o envolvem no relacionamento com o bicheiro Carlos Cachoeira. Missão impossível ou quase. Nesta semana de baixa freqüência parlamentar, e com a falta de uma possível reação factual de sua parte, o parlamentar goiano permanecia até ontem em cone de sombra, aconselhado por seu advogado a permanecer onde e como está, ou seja, na pior. Em política  inexiste o impossível, certeza não há de que conseguirá  manter o seu mandato, mas condenado ainda não está. De qualquer forma,   esvaem-se as hipóteses dele ficar ileso.

domingo, 11 de março de 2012

SP: FHC é a solução uma sugestão à classe política paulista que preza e confirma suas origens quatrocentonas (presos, exilados e degredados de Portugal) de quando exagera ao apresentar ao distinto público uma pleiade de grotescos e inviáveis candidatos à prefeitura de São Paulo. 
No considerar a tal ameaça a 'governabilidade' (continuarem a mamar...) que daí surge, sugiro que todos os atuais candidatos a tão honroso cargo, após rendosas tratativas, claro, altruisticamente ($) renunciem para apoiar ao candidato único, ícone da 'inteligência' e do charme paulistano, ou seja, nada mais, nada menos que o "príncipe" (sic) dos sociólogos de Jaçanã, protetor dos banqueiros e dos aposentados, pai dos servidores públicos, o inesquecível - lá por eles - FHC. 
São Paulo, atentem, não pode parar...

quinta-feira, 8 de março de 2012

Por Carlos Chagas.
Blindou-se a presidente Dilma ao dizer que não é candidata a prefeita de São Paulo. A tradução surge linear: caso Fernando Haddad não passe dos 3% nas preferências do eleitorado, o problema não é dela. Correto? Não. Falso, porque quem lançou o candidato foi o Lula e todos os problemas do Lula são necessariamente problemas da Dilma.  
Uma derrota na maior cidade do país, mesmo não sendo vergonhosa, refletirá nas relações do governo com o Congresso, para não falar nas eleições de 2014.
O PMDB já se encontra agastado com a presidente, por conta de nomeações não concretizadas.  Diante de um hipotético fiasco do PT em outubro, e não apenas em São Paulo, para que partido o governo se voltará em busca de segurança parlamentar? Haverá um preço a pagar, é claro. Daí o conselho  de peemedebistas mais experientes aos afoitos signatários do manifesto de protesto enviado ao palácio do Planalto: “tenham calma pois o tempo funciona a nosso favor...”  Para enfrentar os tucanos pretensamente vitoriosos em diversas capitais, só mesmo o PMDB.
Em termos de sucessão presidencial a equação continua a mesma. Sozinha, a popularidade de Dilma Rousseff bastará para reelegê-la?  Há controvérsias, em   especial se o PT malograr nas eleições municipais. Torna-se imprescindível que ela disponha de uma estrutura sólida, ramificada no país inteiro, não havendo outra alternativa. Sendo assim, caso não faça bobagens, o PMDB tem garantido o seu lugar nas projeções futuras.

VOLTAR ELE NÃO VOLTA.
Apesar de constituir-se no melhor ministro dos Transportes que freqüentou a Esplanada dos Ministérios nos últimos dez anos, Paulo Passos tem engolido sapos como poucos. De capacidade comprovada desde os tempos de secretário-executivo,  e Dilma, chefe da Casa Civil, era o “Paulinho” que tocava o ministério ao tempo em que Alfredo  Nascimento cuidava da  política amazonense e dos pleitos do PR. 
Primeiro como interino, depois confirmado, o novo ministro é das poucas escolhas pessoais da presidente, mas tem sofrido com as especulações de que o partido reivindica seu lugar sob pena de prejudicar o governo.  
Até do lançamento do Tiririca para prefeito de São Paulo esses peculiares republicanos cogitam.
Mil versões  correram Brasília nos últimos dias. “Dilma teria avisado Paulo Passos de que precisa do lugar dele.”  “O ministro teria sido convidado para voltar  à  secretaria-executiva dos Transportes.”  “Conversa definitiva entre a presidente e o ministro favorece o PR.”  “Paulo Passos já limpou as gavetas”.
Nenhum desses balões de ensaio foi confirmado por Dilma, mas uma coisa é certa: se tiver de entregar o cargo, Paulo Passos não aceitará retornar à cadeira antiga.

SUCESSÃO.
O general João Figueiredo ficou conhecido pelas respostas originais que dava às perguntas dos jornalistas, não raro  grossas, como a de que “daria um tiro na cuca se ganhasse o salário mínimo” ou que “preferia cheiro de cavalo a cheiro de povo”.
Certa tarde, antes de tomar posse, mas já escolhido sucessor de Ernesto Geisel, Figueiredo compareceu ao casamento da filha do então presidente da Caixa Econômica Federal, Humberto Barreto. Os repórteres o atropelaram na fila dos cumprimentos, perguntando de pronto: “E a sucessão?”
Resposta: “Sucessão? Vocês não estão vendo? Acontece aqui mesmo, com tanta gente.  Ou esse casamento não é um sucessão?...”
O episódio se lembra a propósito da indagação que não demora  ser feita à presidente Dilma Rousseff, a respeito de sua reeleição em 2014. 
Se a filha estivesse grávida outra vez, poderia dizer que será reeleita como avó...

REFERÊNCIAS CARINHOSAS.
Corria ontem  a sessão conjunta das Comissões de Economia e de Meio Ambiente do Senado, sob a direção do senador Lobão Filho,  quando a senadora Kátia Abreu,  exaltada na defesa de seus pontos de vista, dirigiu-se ao presidente dos trabalhos  como “o senador Lobinho”. 
Discutia-se a privatização dos portos e quem superou o constrangimento foi o senador Roberto Requião,  arrancando gargalhadas dos presentes ao comentar   que  o empresário Eike Batista havia perdido um porto depois de haver perdido a Luma...

quarta-feira, 7 de março de 2012

NADA A VER !

Marta Suplicy de novo.
Caso Fernando Hadad não decole, nada melhor que Marta Suplicy o substitua ela é a unica e capaz de ter o avanço da podridão patrocinada pelo "PSD/DEM/PSDB/PP" para continuar afundando São Paulo, não é por um acaso que a administração do Kassb do PSD tem apenas 26% de aprovação dos paulistanos.
Marta Suplicy do PT fez uma boa administração apesar da "Herança Maldita" que teve da dupla Maluf e Pita do PP e PTN respectivamente.
Pesquisas já indicam ser ela a unica capaz de derrotar zé (bolinha de papel) Serra do PSDB que em 2004 mentiu, enganou o paulistano afirmando que não renunciaria jamais ao cargo de Prefeito da Capital, mas renunciou e deixou o Kassab do DEM em seu lugar.
O desastre já sabemos.

segunda-feira, 5 de março de 2012

BANDO DE ABESTADOS

Candidatura do Tiririca à prefeitura de São Paulo.
Mas por que essa bronca toda com o Tiririca?
A Democracia funciona assim: ganha a eleição aquele que obtém o maior número de votos. 
Se o eleitorado quiser o Tiririca, vamos de Tiririca. 
Garanto que “pior não fica”!