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segunda-feira, 24 de maio de 2010

LE MONDE - LULA É O CARA.

Editorial e reportagem do jornal francês Le Monde elogiam Lula, Celso Amorim e o desempenho da economia brasileira.
O vespertino francês Le Monde traz em sua edição desta segunda-feira, um grande editorial na capa sobre o papel de destaque alcançado pela diplomacia brasileira durante o governo Lula. Em tom elogioso, o jornal diz que a atuação do ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, é brilhante. E, nas páginas internas, o crescimento excepional do PIB brasileiro atrai a curiosidade do jornal. Segundo previsão divulgada hoje pelo Banco Central do Brasil, a economia deve crescer 6,46% neste ano.
O editoral do jornal Le Monde não poupa elogios à economia brasileira e ao papel do Brasil na cena internacional. O vespertino lembra os pronunciamentos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante da crise grega e suas iniciativas de mediação no conflito israelo-palestino, além do recente acordo conseguido junto com a Turquia no complicado dossiê nuclear iraniano. Fatos importantes que vão bem além do talento dos brasileiros no futebol, ironiza Le Monde.
Um dinamismo no cenário internacional encabeçado de forma brilhante pelo ministro brasileiro da Relações Exteriores, Celso Amorin, relata o jornal. O vespertino lembra que durante muito tempo o Brasil negociou timidamente suas questões econômicas com a OMC, mas que a situação mudou. Agora Amorim é um dos principais atores na busca de uma conclusão do empacado Ciclo de Doha sobre a liberalização do comércio mundial.
Já em suas páginas internas, Le Monde elogia a economia brasileira. O vespertino relata que apenas no primeiro trimestre desse ano o Produto Interno Bruto do país cresceu 9.84% e que quase um milhão de empregos foram criados no Brasil nesse período. Resultados de uma economia aquecida pelo consumo interno, impulsionado pelos 25 milhões de brasileiros que integraram a classe média na ultima década.
Le Monde alerta, no entanto, para um risco superaquecimento da economia brasileira. O jornal explica que o grande desafio para o país agora é controlar a sua inflação, a pior inimiga dos pobres, escreve o jornal francês, citando Lula.
O jornal francês lembra, ainda citando o presidente brasileiro, que o século 21 será o século dos países que não tiveram suas oportunidades. E diz ainda que já Lula, que se considera ainda na metade de sua carreira politica, ele poderá muito bem apresentar sua candidatura para o cargo de secretário-geral das Nações Unidas, em 2012.

domingo, 25 de abril de 2010

CELSO AMORIM.

"É espantoso que jornais que foram obrigados a publicar receita de bolo em suas páginas por causa da censura de um governo militar achem justificável um golpe de Estado (como o de Honduras). Isso me espanta.” (Chanceler Celso Amorim perfura a película liberal do Estadão e da agenda externa demotucana em demolidora entrevista, hoje, ao jornal; 25-04 na pag.22.)
Amorim, um idealista.
Leia aki entrevista de Roberto Simon com a pretensão de esmagar o chanceler Celso Amorim.
(Como se sabe, em Brasilia, São Paulo e Genebra o Estadão construiu uma política externa brasileira própria.)
Amorim pedalou.
Sobre o fato de se filiar ao PT:
“A maioria dos meus antecessores pertencia a partidos (FHC, por exemplo – PHA).”
“Meu antecessor, Celso Lafer (o que tirou os sapatos – PHA), foi tesoureiro de campanha do PSDB”.
“Quando houve greve de fome na Irlanda do Norte ninguém nos pediu para romper com a Grã Bretanha.”
“Ausência de democracia é empecilho para os Estados Unidos… estabelecer relações com alguém?”
“Acho ingênuos os que acreditam em tudo o que o serviço de inteligência americano diz.”
“O último relatório da AIEA sobre o Irã não traz fato novo. O que tem é o novo tom, pois mudou o diretor geral… não vejo o Irã perto de fazer uma bomba.”
“… como é tão importante para um certo grupo da elite brasileira (leia-se Estadão – PHA) saber o que os outros (EUA – PHA) pensam…”
“Eles (EUA) nunca abriram a boca para nos criticar por dar abrigo ao Zelaya (de Honduras). Só a mídia nacional e alguns políticos fizeram isso”.
“O que você queria que eu fizesse ? Pegasse o Zelaya e botasse na rua?”
“É espantoso que jornais que foram obrigados a publicar receita de bolo em suas páginas por casa da censura (o Estadão – PHA) de um governo militar achem justificável um golpe de Estado. Isso me espanta.” (*)
E uma última pergunta em forma de casca de banana, para capturar uma manifestação de vaidade oculta:
Simon – (quer dizer Estadão) – Recentemente, a revista Foreign Policy (olha aí o Estadão basbaque diante dos americanos – PHA) afirmou que o Sr. é o ‘Henry Kissinger brasileiro’. Como senhor vê essa (absurda, está implícito na pergunta – PHA) comparação?
- Amorim – Não tenho o brilhantismo do professor Kissinger. E ainda acho que sou um pouco mais idealista que ele.
Paulo Henrique Amorim
(*) Amorim comete um erro. A certa altura, de fato, o Estadão publicou receitas de bolo e poemas de Camões. Mas, o Estadão pregou a intervenção militar em 64, militou nas tropas golpistas com os bacamartes que guardou de 1932, e um determinado Mesquita levou ao primeiro presidente militar uma lista de ministros (paulistas, é claro). Depois, o Estadão apoiou o regime. Com bolo e com Camões.