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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

PACATO CIDADÃO

Ao ver essa reportagem no PiG fiquei surpreso.
Não inverteu a realidade a serviço da tirania.
Com tantas mentiras e manipulações no PiG, hoje em dia assistir ou ler uma reportagem no PiG é um mergulho na escuridão dos neo-representantes do Brasil-Colônia-Capitania-escravagista.
Não era o caso nessa matéria.
Muito pelo contrário, resgatou-se um pouco o trabalho da verdadeira imprensa…
A autora foi corajosa.
Fez ciência jornalística. Foi cidadã.
O que é na realidade deveria ser apenas um dever, hoje é um raríssimo ato de heroísmo.
Faz-nos lembrar do caso heróico também de Maria Rita Kehl.
Quando todos defendam a jornalista sim e tenham na memória o seu exemplo de ato de coragem.
Concordo com vocês quanto a preocupação com a integridade física dos trabalhadores que lá estavam representando o grupo Globo, e como não houve agressão, confesso que gostei, pois os manifestantes expulsavam ali exatamente a gRobo e não os reporteres, até porque o resto da imprensa pôde trabalhar normalmente, como mostrou o video da Record, que apesar de pertencer à um dos maiores crápulas do mundo vem permitindo uma boa liberdade à seus profissionais de jornalismo no campo da política.
Quanto a matéria toda em si, é chover no molhado dizer que os que a massacram são os mesmos que bradam em favor da liberdade de imprensa quando se fala de regulação da mídia, eles só acreditam em regulação do jornalista, por eles é claro.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

QUEM SABE FAZ A HORA

Se não deve ser a moral então entremos para o campo da ética.
Quem faltou com a ética? Essas pobres almas que se deixam enganar pela sociedade do espetáculo ou a empresa que promove o circo (o espetáculo) dentro de seu espaço físico, ou seja, um coliseu montado?
A sociedade brasileira precisa apenas de um juíz idôneo que despache um "cumpra-se" no que tange ao artigo 221 da Constituição Federal.
E os patrociadores do BBB da REDE GLOBO - são a AmBev (Guaraná Antarctica), Fiat, Niely, Schincariol (Devassa) e Unilever (Omo)?
Eles são a favor de estupro no BBB da REDE GLOBO?!?
É essa a associação que eles esperam que as "organizações" (?!?!) GLOBO façam aos seus produtos e marcas?
Essas empresas vão continuar patrocinando esse LIXO CULTURAL da REDE GLOBO, pra ficar apenas nesse adjetivo?
Com a palavra os patrocinadores do BBB da REDE GLOBO.
Todo o Brasil está de olho no que farão esses patrocinadores do lixo da REDE GLOBO.
ESTAMOS ÓRFÃOS, ESTÁ NA HORA DO JUDICIÁRIO AGIR EFETIVAMENTE... Pois como o Legislativo e Executivo são omissos (já há 23 anos), é hora do Judiciário (se estiver à altura) ocupar o vácuo, regulando o Art. 221 da constituição federal (entre outros) que DETERMINA que a produção e a programação das emissoras de rádio e televisão deverão atender aos seguintes princípios:

I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas; II - promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
III - regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

sábado, 31 de dezembro de 2011

OS INCOMPETENTES SOFREM MAIS. . .

Não tem que antecipar mesmo, "os clubes precisam se enquadrar na receita anual vigente",  antecipam e estão sempre quebrados.
OS INCOMPETENTES SOFREM MAIS. . . 
Concordo quando se diz que os clubes precisam se enquadrar na receita anual vigente. Porém qual é o critério usado e quais clubes foram privilegiados com as antecipações, será que não há uma má vontade ou uma manipulação para fortalecimento de alguns elencos (Flamengo, Vasco, Fluminense, e o Corinthians). Quando se fala em globo nada é por acaso.
Agora eu acho sensacional... Os Clubes tinham o "Clube dos 13"... não quiseram...Tinha uma pessoa muito equilibrada, "sensata, honesta, competente", que se chama Fábio Kofff, não quiseram... agora não adianta chorar, lamentar.
Tiveram oportunidade de sair da Globo... Jogaram fora grandes contratos para se colocar nas mãos da Globo e se deram mal. Agora que ela acabou com o clube dos 13 e fez contrato individual está com os times no papo.
Deviam ter deixado a Globo com o Corinthians e assinado com a Record/ESPN.
Hoje ela estaria catando papéis ao vento. Bem feito para essa gente que acha que status Global paga as contas. Estão colhendo o que plantaram...O Brasil é o único país do mundo que tem federações e confederações.
O mundo todo trabalha na lógica apenas das Federações Nacionais que na sua maioria cuidam mais do cumprimento dos regulamentos das Federações Internacionais.
Mas aqui não! Federações, Confederações e até mesmo Ligas estão muito mais preocupadas em $$$ do que nas modalidades as quais "deveriam" reger, desenvolver e proteger de oportunistas. Globo, Record ou qualquer outra emissora que seja não poderia, nem deveria ter direitos de exclusividade sobre as transmissões esportivas, isso é muito nocivo para o esporte como um todo! Os resultados disso estamos vendo ano a ano. Modalidades, salvo o futebol, sem espaço algum em TV aberta; mudanças arbitrárias em horários e calendários, fuga de patrocinadores e por ai a fora...
Aqui no Brasil o esporte é um Patrimônio Sócio/Cultural dos mais importantes, não deve assim ficar a mercê de uma meia dúzia!
Isso é reflexo de Nosso País... Uma Vergonha !!!
A GLOBO MANDA NO FUTEBOL BRASILEIRO!!!

ERA FELIZ E NUM SABIA . . .

Globo dificulta antecipação de cotas e deixa clubes com menos dinheiro para contratações.
A Globo mudou sua política de antecipação de cotas do contrato do Brasileirão. A alteração deixou alguns dos principais clubes brasileiros com menos fôlego financeiro ainda. Os dirigentes foram avisados de que a emissora estipulou um teto de R$ 100 milhões por ano em antecipações. E que essa cota referente a 2012 já foi atingida.
O que interessa é o valor da soma dos pedidos. Assim, mesmo que um clube não tenha feito antecipações, sua solicitação será negada, pois a grana disponível já foi usada. Além disso, avanços no contrato de 2013 não estão autorizados.
Um dos atingidos pela nova medida é o Palmeiras, que recentemente consultou a Globo sobre antecipação e ouviu um não.
Antes, os times usavam o Clube dos 13 para conseguir empréstimos bancários. Davam como garantia as cotas de TV. O banco antecipava os valores das parcelas e o C13 repassava diretamente a eles o dinheiro. Com a entidade fora do acordo com a emissora, a Globo colocou no contrato que o pagamento tem que ser feito diretamente aos clubes, a menos que ela autorize por escrito. O problema é que a autorização esbarra no teto de R$ 100 milhões, que não está determinado no contrato. É uma ordem da cúpula da emissora.
O novo procedimento é um dos obstáculos que os cartolas enfrentaram para pagar em dia o décimo terceiro salário dos jogadores. A contratação de reforços também foi prejudicada.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

SERÁ INVENCÍVEL A SERPENTE?

Por Leila Cordeiro, do Blog Direto da Redação.
Nos anos 80, quando era repórter da Globo no Rio, praticamente não havia concorrência. Lembro-me que, ao cobrirmos os fatos na rua, tínhamos como rivais apenas repórteres da Band, cuja sede paulista não investia muito na filial da cidade maravilhosa.
Quando surgiu a Manchete, esse cenário da concorrência começou a mudar. A Globo, até então absoluta, começou a ver com outros olhos a chegada da emissora dos Bloch. Com uma proposta chic e inovadora, a Manchete começou bem.
No jornalismo, inovou com cenários parecidos com os dos telejornais americanos na época. Aço escovado na bancada, com os profissionais do controle de imagem trabalhando atrás dos âncoras, enfim, um cenário futurista que em nada lembrava os tradicionais da Globo.
Documentários, programas de entrevistas e shows musicais acenderam a luz vermelha na Globo. Ela começou a ver que havia vida televisiva depois dos muros do Jardim Botânico. Era preciso começar a sair do “berço esplêndido” e colocar o talento e a experiência de seus profissionais a serviço de uma programação mais ousada e moderna. Mas nem precisou se esforçar tanto..
O tempo passou para os Bloch que não tiveram força e dinheiro para segurar o canal, apesar do bom time de profissionais que havia formado. Com o fim da Manchete, acabaram-se as chances do mercado aceitar uma outra emissora com a mesma qualidade. Uma lástima para os profissionais que viram se fechar uma porta no difícil mercado de trabalho. Perda para os telespectadores que ficaram orfãos de uma opção inovadora e de mais qualidade.
Agora, lendo a coluna Oops do portal da UOL, encontro a seguinte informação: “Embora a Record esteja fazendo bastante alarde nos últimos anos, de que ultrapassará a Globo em Ibope, a distância entre as duas emissoras ainda é bem grande”. Pensei, acho que já vi esse filme antes. E não é que vi mesmo?
A Record que anunciara aos quatro ventos que estava “a caminho da liderança”, foi vítima do velho clichê: nadou, nadou, e morreu na praia.
Ela falhou e falhou feio. Achou que poderia derrotar a “poderosa” com suas próprias armas, mas não se criam guerras nem guerreiros da noite para o dia.
Os caminhos adotados pela Record e a forma como é administrada por bispos e prepostos, haja vista o papel ridículo que fez no caso Datena, não indicam que ela alcance o sonho de chegar perto da Globo, quanto mais ultrapassá-la. Um espasmo aqui, outro ali. Mas o cenário não muda. O telespectador vai ter que aturar a supremacia do plim-plim por muitos anos.
Certa vez, quando perguntaram ao todo poderoso da Globo na época, o Boni, se temia a concorrência, ele respondeu: “os outros canais são mais lidos nos jornais, do que vistos na TV”.
O Boni estava certo.

domingo, 7 de agosto de 2011

E A GLOBO RENDEU-SE Á BLOGOSFERA

Por Francisco Bicudo, do Blog do Chico.
Quem diria... a vênus platinada acusou o golpe, teve de render-se aos ventos dos novos tempos e apressou-se em dar resposta a um texto que nasceu, cresceu, multiplicou-se e ganhou corpo e repercussão... na blogosfera! Claro, sem ufanismos, alcances e audiências continuam a ser gritantemente distintos, sem termos de comparação, com vantagem ainda enorme para a TV Globo. Mas foi-se o tempo do monopólio da verdade - e a gigante ardilosa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro já não pode mais simplesmente ignorar o que se passa no andar de baixo, nesse mundinho virtual.
Para resgatar a linha do tempo: na sexta-feira, 05 de agosto, no blog "O Escrevinhador", o jornalista Rodrigo Vianna, que conhece as entranhas do dito jornalismo global, publicou um texto que citava uma fonte anônima da Globo que dizia ser cada vez mais insuportável trabalhar na emissora, por conta dos desmandos e das pressões, e revelava ainda que a ordem era bater firme no novo ministro da Defesa, Celso Amorim, que a vênus não suporta, para criar clima de instabilidade nas esferas militares.
Alertava Vianna: "O jornalista, com quem conversei há pouco por telefone, estava indignado: 'é cada vez mais desanimador fazer jornalismo aqui'. Disse-me que a orientação é muito clara: os pauteiros devem buscar entrevistados – para o JN, Jornal da Globo e Bom dia Brasil – que comprovem a tese de que a escolha de Celso Amorim vai gerar 'turbulência' no meio militar. Os repórteres já recebem a pauta assim, direcionada: o texto final das reportagens deve seguir essa linha. Não há escolha. Trata-se do velho jornalismo praticado na gestão de Ali Kamel: as 'reportagens' devem comprovar as teses que partem da direção".
Pois eis que, coincidência, 24 horas depois da circulação do texto (que se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais), a Globo veio a público, na edição do Jornal Nacional deste sábado, 06 de agosto, para cantar em verso e prosa um documento que estabelece "os princípios editoriais que norteiam o trabalho das redações das Organizações Globo". A tal carta de intenções fala em "independência, isenção, correção, lealdade com a notícia e não sensacionalismo, garantia de contraponto" e reafirma que "para a Globo, não há assunto tabu"; faz questão também de reforçar o "espírito pluralista e apartidário".
Logo na Introdução do documento, texto assinado pela santíssima trindade Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho diz que "com a consolidação da Era Digital, em que o indivíduo isolado tem facilmente acesso a uma audiência potencialmente ampla para divulgar o que quer que seja, nota-se certa confusão entre o que é ou não jornalismo, quem é ou não jornalista, como se deve ou não proceder quando se tem em mente produzir informação de qualidade". O apelo parece claro, não? Só faltou dar nome aos bois e implorar "por favor, não acreditem no que andam por aí escrevendo o senhor Rodrigo Vianna e seus asseclas". Como escreveu o cineasta, jornalista e blogueiro Mauricio Caleiro no twitter, "declaração de princípios da Globo é vitória incontestável da blogosfera. Está na cara que é reação ao post do Rodrigo Vianna".
Aliás, agora que a Globo resolveu mesmo fazer jornalismo, poderia estabelecer um mea culpa público a respeito do apoio irrestrito dado à ditadura militar e repudiar as versões históricas levianas que ajudou a construir e consolidar, usando seus pressupostos críticos e cidadãos para destacar a importância da Comissão da Verdade, certo? E, já que não existem mais assuntos tabus, poderia veicular algumas reportagens a respeito das negociações que resultaram nas assinaturas de contratos com os clubes brasileiros para garantir transmissões do Campeonato Brasileiro, não é mesmo? E que tal produzir uma série especial dedicada exclusivamente a debater as falcatruas na CBF e na FIFA? Ajudaria a começar essa "nova era".
Tudo discurso vazio, jogo de cena. Sim, porque a mesma edição do JN silenciou sobre pesquisa feita pelo Instituto Datafolha e divulgada neste sábado que mostra que a aprovação do governo da presidenta Dilma Rousseff continua elevadíssima (48% de ótimo e bom, 39% de regular e apenas 11% de ruim ou péssimo), mesmo depois das turbulências e recentes denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes. É, talvez tenha sido apenas um lapso... a Globo faz jornalismo "apartidário"...
Para além dos desvios jornalísticos globais, a mensagem que o episódio deixa é que a Globo não nada mais de braçada, não fala mais sozinha, não tem mais o poder que ousou acumular em décadas passadas. Entre 2000 e 2010, a audiência média do Jornal Nacional caiu mais de dez pontos percentuais (de 39,2% para 28,9%). Penso que um momento marcante recente e emblemático desse processo de decadência foi o episódio do "atentado com bolinha de papel" cometido contra José Serra na campanha presidencial do ano passado. A farsa tucana já tinha sido desmontada e desmentida na blogosfera. Mas, para tentar mantê-la, o Jornal Nacional usou cerca de nove minutos de uma de suas edições, recorrendo a depoimentos de "legistas especialistas".
Ora, se a web fosse mesmo tão irrelevante, pouco importante, sem capacidade de irradiação e repercussão, sem impacto e condições de dialogar com a opinião pública de forma ampla, por que raios o telejornal de maior audiência da principal emissora do país precisaria ter usado quase dez minutos para contestar o que nas esferas virtuais se dizia? Por que gastar um tempo tão precioso e prestar atenção ao que inofensivos tuiteiros e blogueiros escreviam? Sinal evidente, me parece, de que havia algo de podre no reino do (superado) monopólio da verdade.
Para Antonio Lassance, cientista político e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a "velha mídia está derretendo". Exagero? Talvez. É certamente um processo complexo, longo, marcado por conflitos, idas e vindas, avanços e recuos. A Globo continua a ser extremamente poderosa, uma gigante da comunicação. Não vai deixar de sê-lo da noite para o dia, num passe de mágica. Por outro lado, parece evidente que já não é mais proprietária do samba de uma nota só. Há fraturas, diálogos e dissonâncias, contestações, resistências, outras versões - que em boa medida encontram-se na web (embora não residam apenas nela).
Sim, a blogosfera conversa o tempo inteiro com os descaminhos vividos pelo ser humano, de forma mais geral, e com os desvios de rota do jornalismo, mais especificamente. Não é o paraíso dos puros - nem o inferno dos demônios. Não estará equivocado assim quem disser que a internet abriga aventureiros, oportunistas, pilantras, gente que faz pseudo-jornalismo, e até mesmo criminosos. Mas acertará na mosca quem bancar que é possível encontrar na web matérias sérias e responsáveis, textos jornalísticos que levam à reflexão e que cumprem o papel de estabelecer contraponto e de prestar serviço público.
Na miscelânea chamada blogosfera, espaço democrático de contradições, há afinal bom exercício de jornalismo analítico sendo feito - que em alguns momentos, cada vez mais frequentes, consegue inclusive inverter a mão de direção. E pautar a agenda da velha mídia. Consegue incomodar a vênus platinada. Nessas horas, que falta faz o engenheiro Leonel Brizola...

sábado, 30 de julho de 2011

COM TOM GLOBAL

Sorteio das eliminatórias da Copa de 2014 é marcada por "tom global".

Enaltação de Pelé, homenagens a atletas e ex-atletas, ode à música e a cultura brasileira e a presença apagada de Ricardo Teixeira. Assim pode se resumir a cerimônia de sorteio das chaves das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, realizada neste sábado na Marina da Glória, no Rio de Janeiro.
A primeira autoridade a discursar foi o presidente da Fifa (entidade internacional que organiza a Copa do Mundo), Joseph Blatter. 
O discurso seguinte foi da presidente da República, Dilma Rousseff, que fez questão de cumprimentar e citar mais de uma vez a importância de Pelé, nomeado por ela como embaixador brasileiro da Copa, para a organização do evento.
Já o presidente do COL (Comitê Organizador Local) e da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, mereceu da presidente apenas uma citação protocolar no início de seu discurso. 
O evento chegou ao fim após duas horas de cerimônia, 30 minutos a mais do que o esperado. O presidente do COL, Ricardo Teixeira, não discursou nem subiu ao palco.
A festa, organizada pela Geo Eventos, empresa das Organizações Globo, teve um "tom global" e ufanista do começo ao fim. Os apresentadores foram Tadeu Schmidt e Fernanda Lima, ambos quadros da TV Globo. Um texto do apresentador Pedro Bial, enaltecendo as belezas e qualidades das terras e do povo brasileiro, e a presença de cantores que habitualmente se exibem nos programas de auditório do canal televisivo completaram o cenário.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

IMAGINEM SE FOSSE O DUNGA

Por Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania.
Luiz Antônio Venker Menezes, mais conhecido como Mano Menezes, assumiu o comando da Seleção Brasileira em 23 de julho do ano passado. Substituiu o técnico Dunga após a derrota do Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul. Desde então, a equipe que treinou não logrou vencer um só adversário de peso.
A primeira partida da Seleção sob o comando de Menezes foi contra os Estados Unidos, equipe reconhecidamente fraca que vencemos por 2 a 0. Para aquela partida, convocou-se os tão pedidos Neymar e Paulo Henrique Ganso, que não foram para a Copa do Mundo e provocaram verdadeira crucificação de Dunga pela mídia, muito mais por sua briga com a Globo durante o Mundial de 2010.
O segundo jogo da Seleção foi contra a equipe reserva do Barcelona, que o Brasil venceu por 3 a 0. Depois venceu o Irã por 3 a 0 e a Ucrânia por 2 a 0.
Apesar dos adversários, a mídia passou a exaltar Menezes pelo “feito” de ter conseguido três vitórias em suas três primeiras partidas, dizendo que isso não acontecia desde Carlos Alberto Parreira na década de 90. A exaltação não levou em conta que os jogos foram contra adversários para lá de pífios.
A quarta partida da seleção sob o comando de Mano Menezes foi contra a Argentina, em novembro do ano passado. O Brasil perdeu por 1 a 0. Neste ano, em fevereiro, voltamos a perder da França, desta vez por 1 a 0 em um jogo amistoso.
Em março, o Brasil voltou a vencer outro adversário pífio, a Escócia, por 2 a 0. A seleção ainda jogou os amistosos preparatórios para a Copa América, empatando contra os Países Baixos (0 a 0) e vencendo a Romênia (1 a 0).
No primeiro torneio do novo técnico, a Copa América de 2011, os resultados foram medíocres. Empatamos contra a Venezuela (0 a 0) e contra o Paraguai (2 a 2). E foi só vencermos a pífia seleção do Equador (4 a 2) para a mídia voltar a exaltar o técnico que as más línguas dizem que a Globo impôs a Ricardo Teixeira.
Apesar do linchamento da mídia contra Dunga, a Seleção treinada por ele venceu 21 dos 26 jogos amistosos que disputou, conquistou a Copa América de 2007, a Copa das Confederações de 2009 e foi a primeira colocada nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. E a Seleção Olímpica, que Dunga também treinou, venceu oito dos nove jogos que disputou.
A mera comparação das críticas da mídia contra Dunga com o tratamento dispensado a Menezes, que não conseguiu vencer um só jogo contra um adversário de peso, diz tudo sobre a derrota vergonhosa sofrida pela Seleção neste domingo diante do Paraguai, quando o Brasil perdeu nada mais, nada menos do que QUATRO pênaltis consecutivos.
Quem acha que a mídia – sobretudo a Globo – só prejudica o Brasil no que diz respeito ao seu partidarismo político, agora pode ver que, ao fazer de Ricardo Teixeira o dirigente eterno da Seleção, prejudica este país em muitas outras áreas. Política e futebol são apenas duas delas.

terça-feira, 12 de julho de 2011

JN - A FRAUDE

"Se dependesse da TV Globo, eu estaria morta", diz colega de Tim Lopes.
Cristina Guimarães revela que já havia alertado a emissora sobre os riscos antes de o jornalista ser assassinado.
Maria Luisa de Melo, do Jornal do Brasil.
“Se dependesse da TV Globo, eu estaria morta”.
A declaração da jornalista Cristina Guimarães – vencedora do Prêmio Esso em 2001, junto com Tim Lopes, pela série ‘Feira das drogas’ – promete causar polêmica e agitar os bastidores do caso que ficou conhecido em todo o país. De volta ao Brasil após passar oito anos se escondendo de traficantes da Rocinha, que ameaçavam matá-la depois de reportagem veiculada no Jornal Nacional, ela conta em livro como a TV Globo lhe virou as costas e garante que o jornalista poderia estar vivo se a emissora tivesse dado atenção às ameaças recebidas.
De acordo com Cristina, sete meses antes de Tim ser morto por traficantes do Complexo do Alemão, ela entrou com uma ação judicial de rescisão indireta, na qual reclamava da falta de segurança para jornalistas da emissora. As denúncias integram o livro que está sendo escrito por Cristina e deve ser lançado nos Estados Unidos, no início do próximo ano. A obra, segundo a jornalista e publicitária, também deve virar filme.
“Não dava para escrever meu livro no Brasil. Aqui a Globo ainda tem uma influência muito forte e a obra poderia ser abafada de alguma maneira. Com o apoio do governo americano, fica mais fácil lançar nos EUA”, pondera.
O que motivou as suas denúncias de omissão contra a TV Globo na Justiça?
Os traficantes da Rocinha ofereciam R$ 20 mil pela minha cabeça. Pedi ajuda à TV Globo e fui ignorada
"Trabalhei durante 12 anos na TV Globo. Em 2001, estava fazendo produção para o Jornal Nacional junto com o Tim Lopes. Produzíamos as matérias de jornalismo investigativo do telejornal. Quando o Tim trouxe o material da feira de drogas ao ar livre na Favela da Grota (Complexo do Alemão), a chefia de reportagem me chamou e perguntou se eu conhecia outras feiras deste tipo. Respondi que na Rocinha e na Mangueira o mesmo acontecia e a chefia do JN me pediu para fazer imagens lá. Fui três vezes à Rocinha e duas à Mangueira, para conseguir um bom material. Na primeira vez que estive nos dois lugares, reclamaram que as imagens não estavam boas e exigiram que eu voltasse até o material estar com boa qualidade. O grande problema começou um mês depois da exibição da série. Comecei a ser duramente ameaçada por traficantes, sem nenhum respaldo da emissora, e decidi ingressar com uma ação judicial pedindo segurança.
Tim Lopes foi morto sete meses depois de Cristina denunciar os riscos à emissora.
Quando começaram as ameaças de traficantes?
"Por volta de um mês depois da exibição das matérias, começaram a me telefonar de um orelhão que fica dentro da Favela da Rocinha me chamando de ‘Dona Ferrada’ e dizendo que me pegariam. Diziam também que eu não escaparia, era questão de tempo. Diante das constantes ligações, conversei com a chefia do JN e pedi proteção. Fui ignorada. Dias depois, sequestraram um produtor do Esporte Espetacular, o levaram para um barraco na Rocinha. Bateram muito no coitado. Os traficantes queriam saber se ele sabia quem tinha ido à favela fazer as imagens, mas o produtor não sabia. Era de uma editoria diferente da minha e realmente não sabia. O que me assustou foi que a TV Globo não me falou nada. Eu estava voltando de um mês de férias e soube do episódio pela Folha de S. Paulo. Quiseram abafar as ameaças e a ligação entre os dois casos: as ameaças feitas contra mim e o sequestro do Carlos Alberto de Carvalho. O episódio me deixou ainda mais assustada, porque aí eu tive a certeza de que não podia contar com a emissora para nada. Procurei a polícia, registrei o caso na 10ª DP (Gávea), mas acho que sentaram em cima do processo. Na verdade, devem estar esperando para ouvir a outra parte – os traficantes. (risos).
Então, com a denúncia à polícia as ameaças não pararam?
Muito pelo contrário. A coisa corria solta e ninguém fazia absolutamente nada. Mas o que tirou meu sono foi quando prenderam um garoto da Rocinha que pagava propina a um coronel. Fui cobrir o caso e me desesperei. Ao encontrar o moleque detido, ele olhou bem para mim e disse ‘É, tia! Eu tô ferrado, mas tu também tá. Tá todo mundo atrás de você lá na Rocinha. Tua cabeça tá valendo R$ 20 mil’. Naquele momento, tomei a dimensão da situação em que eu me encontrava. Ele descreveu a roupa que eu usava quando ia à favela fazer as imagens. Todo o meu disfarce: meu boné surrado, a bermuda, a cor da camiseta.
Com o processo você conseguiu desligamento da TV Globo?
Sim. Por meio da ação judicial que emplaquei no Ministério do Trabalho, meu vínculo com a TV Globo acabou. Sinceramente, hoje eu tenho mais medo da TV Globo do que dos traficantes. O traficante pode te ameaçar e ser violento. No entanto, ele avisa e depois cumpre. A TV Globo é traiçoeira. Enquanto você é subordinado e faz o que te pedem, você é bonzinho. Já quando você questiona os riscos que ela te impõe e se nega a fazer alguma coisa por temer pela sua própria vida, você é tachado de louco. Traficantes me parecem mais confiáveis.
Você acha que estaria morta se não tivesse travado uma briga judicial com a TV Globo para não ser mais obrigada a produzir matérias que colocassem sua vida em jogo?
Já estaria morta há muito tempo. A Globo não quis saber se eu corria risco de vida. Os meus chefes diziam que as ameaças que eu recebia por telefone eram coisas da minha cabeça. Não me arrependo de ter largado a Globo para trás. A minha vida vale muito mais do que R$ 3.100, que era o meu salário em 2001.
A morte do Tim poderia ter sido evitada pela emissora?
Sem dúvida nenhuma. Eu falei sobre os riscos que estávamos correndo sete meses antes de os traficantes do Alemão matarem o Tim Lopes. Eu implorei por atenção a estas ameaças e o que fez a TV Globo? Ignorou tudo. Sete meses depois, eles pegaram o Tim. Na ocasião do Prêmio Esso, antes de o Tim ser morto, eu liguei para ele e o alertei sobre os riscos de ter exposto seu rosto nos jornais. Na nossa profissão, é preciso ter muito cuidado para mostrar a cara. É muita ingenuidade achar que traficante não assiste TV e não lê jornal.
Procurada pela reportagem do Jornal do Brasil, a assessoria da Rede Globo não retornou às solicitações para esclarecimento das acusações desta matéria.

terça-feira, 17 de maio de 2011

VAI COMECAR O BRASILEIRÃO ! !

Como eu sempre digo, a culpada de tudo isso foi a TV Record, armou o circo e na hora puxou o mastro da barraca. Ganharam os clubes que dobram suas receitas, perderam Rede TV! que foi boi de piranha.
Mais no fundo nem foi a Rede TV!, nem TV Record, ou coisa parecida, quem perdeu fomos todos nós torcedores, porque vamos ter que aceitar os horarios que a Globo quer impingir ao trocedor, e o próprio futebol, porque a Globo não faz essas palhaçadas e desonestidades para melhorar o mesmo, e sim, pra ficar cada vez mais sólida financeiramente para poder impor o que lhe interessa, a quem quer que seja, se o Brasil fosse um país democrático, evidentemente não aconteceriam essas coisas, porque em uma democracias plena, não se toleraria jamais, que um empresa de comunicação mandasse no setor, enfim, como por aqui cada um faz o que quer e manda quem tem mais dinheiro, vivemos essa tragédia, é uma pena que não tenhamos autoridades competentes para proibir esse tipo de atitudes, e podem escrever, caros internautas, em quanto a globo mandar no esporte brasileiro, continuaremos sendo um fiasco na área esportiva global.

É DAÍ PRÁ PIOR. . .

É o início do fim da vênus platinada, há muito que venho verificando a acomodação da Globo; Walter Clarck, Daniel Filho e Boni (pai) era um trio competentíssimo, não que os atuais diretores não sejam competentes, mas, a concorrência está acirradíssima com a Record, o que não é nenhuma surpresa para mim. A Globo só engana publicitários e parte do povo com programas que não têm nada de qualidade, é só grife, qualquer dia a Ana Maria Braga vai fazer um striptease para levantar o ibope ... quer dizer que o que já tá ruim vai piorar ...
Já não era sem tempo, a Globo com seu noticiário filtrado e na maioria das vezes pasteurizado (lembranças de sua glória na ditadura militar) só é levado a sério por quem não conhece sua origem e não acredita no seu "desserviço" à população, tudo tem seu verso e reverso ... de certa forma todo mundo tem razão, a concorrência faz com que todo mundo se sacuda e quem sabe apareça algo melhor, porém nada disso tem importância se partirmos do fato de que estamos trocando uma rede de tv que foi bancada na marra pelos ditadores nos anos de chumbo por outra rede de tv que está sendo bancando pelo descalabro que acontece todo santo dia nas igrejas da IURD, só estamos trocando o roto pelo rasgado ... infelizmente.
Logo a Globo ficará apenas com os 4% dos olhos azuis.

NUM TÔ PERDENDO NADA

Pela primeira vez, Record derrota Globo no ibope em toda a manhã.
RICARDO FELTRIN
Pela primeira vez, desde que começou ser feita a medição de audiência na TV aberta, a Record derrotou hoje a Globo em todos os programas matinais, e fechou a manhã, das 6h às 12h, em primeiro lugar no ibope.
Na média, a Record ficou com 6,9 pontos contra 6,3 da Globo e 5,9 no SBT. Os dados foram apurados da medição prévia minuto-a-minuto, e foram calculados pela reportagem. O chamado resultado consolidado, no entanto, só será divulgado oficialmente pelo ibope amanhã, mas a Record já festeja a data como histórica.
No acompanhamento da medição em tempo real do ibope, o "SP no Ar" venceu de ponta a ponta das 7h15 às 8h40 (7,8 a 7,5). Ele enfrentou parte do "Bom Dia São Paulo" e todo o "Bom Dia Brasil", da Globo.
Na transição do "SP no Ar" para o "Fala Brasil" ocorreu o primeiro pico de diferença: Record 11 x 6 Globo. Na sequência, das 8h40 e 9h35 o "Fala Brasil" enfrentou o programa de Ana Maria Braga e manteve sólida diferença, por 10 x 6. O SBT marcou 7 pontos.
Por fim, entrou o "Hoje em Dia", que também derrotou a Globo, por 8 x 7. O programa comandado por Celso Zucatelli, Chris Flores, Edu Guedes e Gianne Albertoni bateu consecutivamente parte do "Mais Você", o "Bem Estar" e a "TV Globinho". Nesse período, a Globo ficou empatada com o SBT.
Edu Moraes/Divulgação/TV Record
De esq. para dir., Gianne Albertoni, Celso Zucatelli, Chris Flores e Edu Guedes, que apresentam o "Hoje em Dia"
De esq. para dir., Gianne Albertoni, Celso Zucatelli, Chris Flores e Edu Guedes, que apresentam o "Hoje em Dia"

MANHÃS LÍDER DA GLOBO.
Há pelo menos dois anos, as manhãs se tornaram um dos problemas da Globo em termos de ibope. Acomodada sobre uma programação quase imutável (a única novidade da década é o "Bem Estar"), a emissora passou a sofrer concorrência acirrada dos telejornais matinais da Record, todos em estilo popular.
O "Fala Brasil" tem sido, inclusive, líder isolado, derrotando a rival Globo em médias mensais de ibope. Aparentemente, ele tem prejudicado diretamente o "Mais Você", mas também tira ibope do SBT.
A estreia do "Bem Estar" deu fôlego ao finalzinho da manhã da Globo, mas o programa vem perdendo interesse e pontos de ibope. Dos 9 pontos que já chegou a dar de média, hoje marcou apenas 6 pontos.
Do outro lado, o rival "Hoje em Dia" passou a se estabilizar em torno dos 6 ou 7 pontos. Trata-se de um dos poucos programas considerados com a "cara" da Record, e não de sua rival Globo, a quem insistem em copiar. O matinal da Record passou, nos últimos meses, a dar picos cada vez mais frequentes, encostando e eventualmente ultrapassando a líder Globo.
Por fim, cabe lembrar que é a soma da média de cada faixa horária (6h às 12h/12h às 18h/, 18h à 0h/ 0h à 6h) que constitui a totalidade do ibope de uma emissora de TV, e que a Globo continua líder, e com certa folga, na média das 24 horas do dia, de segunda a segunda

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011


Em comunicado oficial divulgado nesta sexta-feira, a Rede Globo anunciou que não
participará de nenhuma licitação para a negociação dos direitos de transmissão das edições de 2012, 2013 e 2014 do Campeonato Brasileiro.
A emissora negociará diretamente com os clubes, de forma individual, para chegar a um consenso sobre os valores a serem pagos.
De acordo com o texto, as condições do modelo de licitação proposto pela carta-convite enviada pelo Clube dos 13 são "incompatíveis com a vocação da televisão aberta" e inviabilizam "qualquer perspectiva de um retorno compatível com os investimentos na compra dos direitos".
Confira o comunicado na íntegra.
Os dirigentes efetivamente preocupados com os legítimos interesses dos seus clubes e, acima de tudo, os torcedores são testemunhas dos volumosos investimentos que a Rede Globo tem feito ao longo desses anos, numa parceria pelo aprimoramento do nosso futebol, na busca de um espetáculo emocionante, com profissionalismo e qualidade.
Essa contribuição tem se traduzido no crescimento das receitas dos clubes, não só através das receitas obtidas com a venda dos direitos de transmissão, bem como com a comercialização de outros direitos, incluindo propaganda nos uniformes e publicidade nos estádios.
As exigências e modificações nos conteúdos das plataformas implicam na desestruturação de um produto complexo, que foi construído ao longo dos últimos 13 anos, inviabilizando assim qualquer perspectiva de um retorno compatível com os investimentos na compra dos direitos.
As condições impostas na carta-convite não se coadunam com nossos formatos de conteúdo e de comercialização, que se baseiam exclusivamente em audiência e na receita publicitária, sendo incompatíveis com a vocação da televisão aberta que, por ser abrangente e gratuita, é a principal fonte de informação e entretenimento para a maioria dos brasileiros.
Assim é, em respeito ao interesse do público, que a Rede Globo se sente impedida de participar desta licitação e pretende manter diálogo com cada um dos clubes para chegarmos a um formato para a disputa pelos direitos de transmissão que privilegie a parte mais importante desse evento: o torcedor.
Central Globo de Comunicação
Rio de Janeiro, 25 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

DIREITO DE ARENA . . . ROMANA !

O negócio futebol apesar de envolver números grandiosos, é menos rentável do que muitos imaginam ou tentam vender.  Pesquisas e números para comprovar isso não faltam.
Mas francamente, prefiro mil vezes ver meu time jogar do que ficar vendo as peladas da Copa do Mundo, que na última Copa foram em abundância.
Final da Copa do Mundo?
Senão tiver um time com um futebol realmente interessante, prefiro ver final de qualquer outro torneio importante, como Champions ou Libertadores. 
No meu caso, detesto a Globo … mas não gosto da Record também e acho a programação das TV's abertas no Brasil muito ruim. Aliás, nem a TV a cabo se salva, muitas vezes fico zapeando e não encontro nada interessante para assistir.
Mas em relação ao futebol, seria bom a quebra da hegemonia da Globo, que manda e desmanda no futebol, altera calendário e marca os jogos para depois do Big (insuportavél) Brother.
Você quer ir ao estádio 4ª a noite e o jogo é as 22h porque tem que entrar na grade depois do BBB. E a gente tem que se virar para voltar para casa e acordar cedo para trabalhar … resultado, estádio vazio. Se preocupam muito com dinheiro, mas não se preocupam com a coisa mais importante do futebol, o torcedor.
Sem torcedor não tem espetáculo, não tem festa, não tem alegria, não tem ibope, não tem $$$ …
Já li ou ouvi em algum lugar que a ESPN vai entrar na concorrência, não sei se procede? Se sim,  acredito que existe a possibilidade de tirar a SporTV do páreo? Será que finalmente teremos uma transmissão decente do futebol brasileiro, com verdadeiros comentaristas analisando os jogos e não um monte de papo furado. Estou cansando de assistir jogos pela TV e ouvir pelo rádio (até porque a tv a cabo tem latência e fica sem graça ouvir antes o que vai acontecer em campo).
Na verdade o grande medo da Globo é a concorrência finalmente ter um programa que pode bater de frente com as novelas, seria interessante ver como a Globo se viraria sem o futebol.  Se ela pagaria ainda mais pra voltar depois do prazo, se ela cobriria a oferta da Record, etc.
As vezes ela cobriria de qualquerr jeito, só tá sendo mais barato tentar implodir o Clube dos 13.
Mas que ela tem muito medo de perder o futebol, há isso ela tem.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


Por Rodrigo Viana, do Blog Escrivinhador.
Acabo de voltar da Argentina. Passei dias agradáveis em Buenos Aires. Sábado, fim da tarde. Depois de uma longa jornada de caminhadas por Palermo e Barrio Norte, parei com minha mulher num café. Na tela: Newell's x Lanús. Só o garçon e eu parecíamos interessados na partida. O time de Rosário faturou, com um gol no finzinho: 2 a 1.
Cheguei ao hotel às 10 da noite, e liguei a TV. Já havia outro jogo, ao vivo, na tela: Racing versus Boca. Jogaço. O Racing (time pelo qual tenho simpatia, sabe-se lá porque – era o time do coração de Kirchner, e ele morreu do coração…) jogava melhor. Mas o Boca fez um a zero no contra-ataque, e segurou o resultado.
Acompanhei só o primeiro tempo (até porque me esperava um belo bife de chorizo com purê de papas). No intervalo, entrou propaganda institucional do governo argentino: “obras na província de Chubut”. 
Anúncio curto. Fiquei esperando a propaganda privada. E nada. O sinal voltou ao estádio para os comentários e melhores momentos (os locutores argentinos são impagáveis, com aqueles ternos anos 70, com um lencinho pendurado do bolso).
Novo intervalo: de novo, anúncio institucional do governo… 
E só então lembrei: na Argentina, os direitos de transmissão do futebol foram comprados pela TV pública!!! Mais um capítulo da briga entre Cristina Kirchner e as TVs privadas.
Nesse caso, parece que o público saiu em vantagem. Há jogos em horários variados: sábado à tarde, à noite.
Domingo à tarde e à noite.
Tudo pela TV aberta.
Dizem-me que, antes do Estado entrar na parada, os jogos passavam só pela TV a cabo (agradeço se alguém trouxer informações mais detalhadas sobre isso…)  Não sei se os horários já eram assim quando a transmissão estava nas mãos das TVs particulares. Não vou mais longe nos comentários, porque não conheço os detalhes das negociações na Argentina.
Mas claro que lembrei disso tudo quando voltei a São Paulo e dei de cara com essa barafunda no Clube dos 13.
O Corinthians, meu time do coração, acaba de se desfiliar do Clube dos 13. Andres Sanchez, com aquela cara de espertalhão mexicano de filme “B”, foi chamado de “moleque” e “advogado da Globo” pela direção do Clube dos 13.
Pra quem não acompanha a confusão: pela primeira vez, a Globo corria o risco de perder a transmissão do futebol. É que, até hoje, a Globo sempre teve direito de “cobrir” a proposta apresentada por qualquer concorrente. Dessa vez, seria diferente: envelopes fechados seriam apresentados com as propostas. Para transmitir jogos na TV aberta, o lance mínimo seria 500 milhões de reais. Direitos da TV fechada, internet e pay-per-view (quando o telespectador paga pra ter direito a transmissão de jogos específicos): tudo isso seria negociado à parte.
A Globo corria risco sério.
Alguns clubes alegavam que, mesmo com valor um pouco menor, valeria a pena aceitar a proposta da Globo, por causa do “tradição” da emissora, da “capilaridade da rede” (a Globo, de fato, tem uma rede bem montada e estruturada em todo o país). O Clube dos Treze, então, estabeleceu uma cláusula razoável: para vencer a Globo, os concorrentes teriam que oferecer ao menos 10% mais do que a emissora da família Marinho. Mas as ofertas seriam feitas no escuro, sem privilégios.
Se a Record oferecesse 650 milhões de reais e a Globo 600 milhões, a transmissão ficaria com a Globo. Mas se a Record oferecesse 800 milhões e a Globo 600 milhões de reais, aí a emissora de Edir Macedo ganharia a disputa.
A situação não era confortável para a TV Globo. Teria que jogar, e tentar ganhar “na bola”. Sem ajuda do juiz. O que fez o Andrez Sanches? Tirou o time de campo. Agiu sozinho? Não. Com ele estariam saindo do Clube dos 13 Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. Grêmio também poderia seguir esse caminho.
Ou seja: o Clube dos 13 (que, apesar do nome, representa duas dezenas de clubes) está em decomposição. E ele é que tem o direito de negociar as transmissões em nome dos clubes.
A barafunda está criada! Os cinco ou seis dissidentes vão negociar à parte com a Globo? E se os outros fecharem com a Record?  
Como disse um jornalista amigo meu: aos 44 do segundo tempo, o jogo estava zero a zero. Pênalti pra Record. Aí alguém apaga a luz do estádio. “Alguém”! Quem seria? Andres apagou a luz sozinho?
Os espertalhões mexicanos normalmente atuam em parceria com um sócio rico do outro lado da fronteira. 
Andres conseguiu (será?) o estádio para o Corinthians. A CBF (que é parceira da Globo, e não se dá tão bem com a atual direção do Clube dos 13) tirou o Morumbi da Copa. Retaliação contra o São Paulo F.C. O time do Morumbi não aceita cartas marcadas na negociação. Queria entregar os direitos a quem pagasse mais. Seria a decisão “capitalista”.
Mas o Brasil é terra de “capitalistas de araque”. Capitalismo sem concorrência.
A Globo perdeu o direito às Olimpíadas porque lá vale o óbvio: quem paga mais leva. No futebol brasileiro, valem os arranjos dos poderosos de outros tempos com os espertalhões fajutos.
O futebol é algo tão sério para o brasileiro que o governo federal deveria intervir nessa história. Intervir, não: “arbitrar”. Já que a concorrência não vale, deixemos o Estado cuidar disso.
Não digo que precisemos imitar a Argentina, com jogos transmitidos pela TV pública. Mas que tal a TV pública brasileira entrar na disputa, montar um pacote razoável de horários, e depois vender cada horário para uma emissora privada?
Seria o fim do monopólio. E o fim dos espertalhões.
Mas quem acredita nisso…
O mais provável é que se estabeleça a confusão. Isso a 3 anos da Copa. 
P.S.:- aqui um link com mais informações sobre o esquema de transmissão na Argentina.
-e aqui um trecho esclarecedor do mesmo texto, publicado no site “Futebol Portenho” 
Até meados de 2009 o grupo Clarín, em parceria com a TyC Sports detinham o monopólio do campeonato nacional. O canal TSC possuía exclusividade, obrigando os hinchas a pagarem duplamente para ver futebol nacional (pelo pacote de TV a cabo, e pelo canal). Mesmo assim não havia garantia de ver o jogo do seu time, já que nem todos os jogos eram transmitidos.
E havia mais. Além das partidas, ver os gols também não era tarefa simples. Os detentores dos direitos só liberavam os veículos para mostrarem qualquer imagem das partidas após a exibição do programa “Futbol de Primera”, no canal 13 (do grupo Clarín). Como o programa só passava nas noites de domingo, era só aí que os gols eram vistos pelos que não pagavam duplamente (eram apenas 800 mil assinantes, em um país de 40 milhões de habitantes).

SERÀ QUE RACHOU MESMO ? ? ?


LAMBIDO DO O GLOBO
Onze dos 20 clubes que integram o Clube dos 13 vão negociar diretamente os direitos de televisão. Além dos quatro grandes do Rio e o Corinthians, Santos, Palmeiras, Vitória, Goiás, Bahia e Grêmio devem anunciar no máximo nesta quinta-feira que também não participam mais de negociação por meio do Clube dos 13.
Atlético-PR, Coritiba, Cruzeiro, Guanrani e Sport estão em cima do muro, mas tudo indica que também vão seguir a maioria. Continuariam no Clube dos 13 apenas apenas Atlético-MG, Portuguesa, São Paulo e Inter.
A negociação dos direitos de transmissão pela televisão dos jogos do Campeonato Brasileiro a partir de 2012 provocou um racha no Clube dos 13 . Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco decidiram conduzir eles mesmos a discussão de seus interesses, sem a intermediação do grupo, que foi criado em 1987 e desde então representa os principais clubes do Brasil. O Corinthians foi além e anunciou nesta quarta-feira sua desfiliação da entidade. (Leia mais no blog do Renato Maurício Prado)
Os quatro grandes times do Rio anunciaram que vão negociar em conjunto os direitos de transmissão de TV e informaram, em nota assinada pelos quatro presidentes , que não reconhecem mais "como adequada a forma pela qual, até aqui, o Clube dos 13 conduziu, perante seus associados, o projeto para o novo contrato de transmissão". Os presidentes de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco darão uma coletiva nesta quinta-feira no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, para prestarem mais esclarecimentos sobre a decisão.
Os clubes cariocas só não se desfiliaram do Clube dos 13 porque têm dívidas com a entidade. Os quatro devem, juntos, R$ 60 milhões e precisariam pagar o montante para deixar o grupo. Até setembro de 2011, eles não têm nada a receber de cota de TV porque ganharam antecipação, dada pelo Clube dos 13.
Em carta divulgada no seu site oficial , o clube paulista anunciou que estava se desligando do grupo porque, segundo o presidente corintiano, Andrés Sanchez, o Clube dos 13 realizou contratações irregulares e não prestou contas aos times participantes. O presidente do Corinthians não concorda com o modo como estão sendo negociados os direitos de transmissão do Brasileirão de 2012.
- Isso tudo (o racha) se resume à transmissão de TV. Isso é muito maior e envolve dinheiro. A discussão toda é de dinheiro - disse o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, negando que o racha seja causado por questões políticas ou a polêmica da Taça das Bolinhas.
O presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, não acredita que haverá uma debandada da entidade.
- Não acredito em debandada. O que podemos fazer é uma assembleia com os insatisfeitos e conversar para chegarmos a um acordo.
Polêmica na negociação com as TVs.
Toda a polêmica que provocou o racha no clube dos 13 tem a ver com a negociação dos direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro entre 2012 e 2014. Segundo o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, integrante da comissão do Clube dos 13 que negocia direitos de transmissão, um edital será lançado nesta quinta-feira com o valor mínimo de R$ 500 milhões a ser pago apenas para a transmissão em TV aberta. Pay per view, internet e outras mídias estão fora dessa disputa.
Três emissoras de TV estão na briga para transmitir os jogos. O Clube dos 13 colocou uma cláusula com uma exigência: para que uma outra TVs substitua a emissora que atualmente transmite a competição teria que pagar pelo menos 10% a mais. Os clubes consideram que esse percentual seria necessário para compensar o retorno de publicidade que eles não teriam em outra emissora que não a atual. Corinthians, Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo, porém, não concordam com a forma como o Clube dos 13 conduz a negociação.
O Clube dos 13 afirma, porém, que os times não conseguirão um valor maior do que receberiam negociando no varejo. Pelo acordo, se o valor fechado for de R$ 600 milhões, por exemplo, Vasco e Flamengo receberiam R$ 42 milhões e Fluminense e Botafogo, R$ 30 milhões, por ano.
O racha pode acabar fazendo com que o torcedor não veja alguns jogos do Brasileirão pela TV. Isso porque se um clube que negociou com uma emissora for enfrentar outro clube que tem contrato com outra emissora, seria preciso que os dois times autorizassem a transmissão, pois o mando de campo não se reflete no direito de tramissão de TV.
- Ele (o Corinthians) pode fazer (outra negociação), mas eu posso quando for jogar com o Corinthians pedir mais (dinheiro) ou não autorizar a transmissão - disse Kalil, ressaltando que estava falando como presidente do Atlético-MG.
Fazem parte do clube dos 13 os 20 times de maior torcida do país. Além do Corinthians e dos cariocas, participam Santos, Palmeiras, São Paulo, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Atlético-MG, Bahia, Sport, Atlético-PR, Coritiba, Portuguesa, Guarani, Goiás e Vitória.
Mesmo após saída de times, Globo ainda pode negociar com o Clube dos 13.
Anderson Scardoelli
A tarde desta quarta-feira (23/2) foi movimentada no que diz respeito a negociação entre os times de futebol, o Clube dos 13 e a TV Globo para a exibição do Campeonato Brasileiro de 2012 e dos dois anos seguintes. Entre as agremiações que faziam parte do Clube dos 13, empresa que negocia a transmissão do torneio, Corinthians e as quatro equipes do Rio de Janeiro (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama) anunciaram a saída da entidade e que vão agora negociar individualmente as transmissões de seus jogos no Brasileirão.
Depois da divulgação do rompimento dos cinco clubes com a entidade presidida por Fábio Koff, a TV Globo, atual detentora dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, não apresentaria nenhuma proposta para exibir as edições seguintes da competição, segundo informou a Folha.com. Porém, em contato com a reportagem do Comunique-se, a Central Globo de Comunicação afirmou que não desistiu de negociar com o Clube dos 13 e que a notícia sobre essa desistência “não passa de especulação”.
“Por enquanto não vamos nos posicionar, não desistimos de negociar com o Clube dos 13, mas estamos esperando a publicação da carta-edital com todos os detalhes para a negociação”, declarou a CGCOM.
Desmandos administrativos.
Diferente da emissora de TV, o Corinthians informou hoje que está fora do Clube dos 13. Em carta oficial publicada no site do time, o presidente Andrés Sanchez disse discordar da forma com que a entidade quer negociar a venda dos direitos de exibição das partidas do Brasileirão. Andrés ainda afirmou que ficou surpreendido com a “série de desmandos administrativos praticados pela direção do Clube dos 13 que já geraram para entidade um passivo transitado e julgado superior a R$ 5 milhões de reais”.
“A forma irresponsável com que alguns membros da diretoria do Clube dos 13 e seu diretor executivo conduziram o processo de elaboração da concorrência com o propósito de aquisição e direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol Profissional a partir do ano de 2012 é, no mínimo, danosa aos interesses do Corinthians e dos demais clubes que integram a elite do futebol brasileiro”, afirma trecho da carta oficial da equipe do Parque São Jorge.
“O Corinthians comunica que a partir de hoje se desliga do Clube dos 13 e conduzirá as negociações diretas com as empresas interessadas em adquirir os direitos de transmissão de seus jogos pelo Campeonato Brasileiro de Futebol a partir do ano de 2012”, informa o último parágrafo da carta.
Forma inadequada.
Os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro também anunciaram que “romperam parcialmente” com o Clube dos 13 e, como o Corinthians, irão negociar separadamente as transmissões de seus jogos no Campeonato Brasileiro. O comunicado com a decisão das quatro equipes foi divulgada nos sites dos times e com a assinatura dos presidentes das agremiações: Patrícia Amorim (Flamengo), Roberto Dinamite (Vasco da Gama), Mauricio Assumpção (Botafogo) e Peter Siemsen (Fluminense). As equipes decidiram “não reconhecer como adequada a forma pela qual, até aqui, o Clube dos 13 conduziu, perante seus associados, o projeto para o novo contrato de transmissão “.
"Os clubes, em consequência, manifestam-se desobrigados, diante do Clube dos 13, dispondo-se os mesmos a tratar, diretamente com as empresas interessadas, todos os aspectos comerciais referentes aos direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro", diz o comunicado