Quero mais seguidores no Twitter; conexões no Plaxo. Seguir e ser seguida. Quero ser um contato do seu Outlook, dividir meu Skype e o MSN. Quero ver sua cara no Facebook, me inscrever no seu mural, compartilhar, ficar membro do mesmo grupo. Me aceita como amigo. Registra no seu i-phone, Blackberry, N qualquer coisa. Tecla e me prende na sua rede social. Atualize seu perfil, me mostra o Avatar. Manda um cartão virtual. Dia 20 é Dia do Amigo. Mas o que é ser amigo ultimamente?
As palavras perderam a forma e agora uma coisa também quer dizer outra. Amigos, chego e peço um conselho de amigo: agora, no Dia do Amigo, o que faço? Cumprimento a minha dúzia particular ou cumprimento a todos, todos os meus amigos virtuais? Incluindo os leitores que não conheço, mas sei de suas histórias mais do que deles próprios devem saber alguns dos amigos? E os que eu nem sei quem são, nem eles têm a mínima ideia de quem sou, porque me encontram, só esporádicos? São meus amigos, acompanham meus pensamentos. E os que nem sabem que os tenho como amigos, apesar de tudo?
É tudo diferente, e ao mesmo tempo passamos batido na definição. Os amigos são fundamentais. A amizade é um sentimento deveras interessante, extremamente nobre, uma arte difícil - inclusive - de dominar. Há amigos que matam ou morrem por você, como estamos vendo, incrivelmente apavorados. Por dinheiro, admiração, fraqueza. Companheirismo e solidariedade. Todas as histórias desses tipos valem livros, romances, filmes, óperas e epopéias. Ou filmes de terror.
É o Macarrão, o Coxinha, o Bola do Bruno. É o Sancho do Dom Quixote. O Robin, do Batman, o Lothar do Mandrake. O Sebastian e o Linguado, da sereia Ariel. Até o último dos moicanos tinha um amigo.
Há o amigo vampiro que faz tanta sombra à sua volta que dá calafrios e você o segue, zumbi, forças chupadas. Nem você entende. E às vezes você não o vê no reflexo do espelho.
Há os amigos que não vemos mesmo, mas sentimos. Pelo cheiro, pelo gosto, pela alegria de uma
