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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

THE ECONOMIST

The Economist
FotoILUSTRAÇÃO FEITA PELA REVISTA
Dilma vem emergindo.
A presidenta Dilma Rousseff se distancia de seu antecessor, imprime estilo próprio ao governo e pode estar preparando uma agenda ambiciosa, segundo matéria da revista The Economist, em edição que chegou às bancas na noite de ontem (16). Intitulada de "Sendo ela mesma", a matéria destaca que, sem gestos bruscos, a presidenta vem emergindo da sombra do ex-presidente Lula, "predecessor e patrono", "para remodelar o estado brasileiro a seu próprio jeito". Com uma ilustração que mostra Dilma dirigindo um ônibus que entra em uma rua chamada Dilma's Way (Caminho de Dilma), com membros de seu gabinete sendo arremessados para fora do veículo e o ex-presidente observando, a "The Economist" destaca os princípios firmes, o perfil mais técnico, a lealdade a aliados e o toque feminino como traços principais do atual governo brasileiro.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

AGRAVAMENO DA CRISE ?!

Risco de bolha no Brasil já preocupa investidores.
PATRÍCIA CAMPOS MELLO.
O possível superaquecimento da economia brasileira e a suposta bolha de crédito no país tomaram conta do noticiário internacional nas últimas duas semanas e já inquietam investidores estrangeiros. O sentimento em relação ao Brasil está mudando, avaliam analistas.
"A lua de mel dos investidores com o governo Dilma acabou", diz Paulo Vieira da Cunha, economista e sócio da Tandem Global Partners e ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central.
Editoria de Arte/Folhapress

"Existia uma expectativa de que Dilma iria acabar com alguns dos abusos do fim do governo Lula, em política econômica, mas não houve correção", reclama.
O jornal britânico "Financial Times" publicou pelo menos 12 reportagens, textos em blog e artigos sobre o perigo da "bolha de crédito" nos últimos dez dias. Um artigo falava até em "crise de subprime" no Brasil.
No editorial de sexta-feira, o jornal britânico afirmava que a economia brasileira "é como uma bicicleta: funciona enquanto continuar andando". "Mas agora (a bicicleta) está bamba", advertia.
A revista britânica "The Economist" disse que o Brasil está entre os sete países com maior risco de superaquecimento, junto com Argentina, Hong Kong, Índia, Indonésia, Turquia e Vietnã.
E a nova diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, disse após a posse: "Quando olhamos os emergentes vemos riscos de superaquecimento e inflação".
Um administrador de um hedge fund no Brasil que tem muitos clientes estrangeiros diz que os investidores estão comprando a história de bolha de crédito e reduzindo sua exposição ao Brasil. Um sintoma seria a queda de ações de bancos brasileiros.
Após a crise de 2008, o Brasil se tornou um "superqueridinho" dos investidores por sua recuperação rápida, enquanto outros países ainda tentam retomar o crescimento. Naquela época, lembra o administrador, ninguém via ponto fraco do Brasil nem fazia muita conta para por o dinheiro no país.
A virada, o fenômeno de "vender Brasil", começou no início do ano, e se reforça agora. Não há sinais de consenso entre os bancos em dizer que os papéis do país estão baratos e é hora de voltar a recompor sua exposição.
Muitos investidores querem ver resultados concretos do combate à inflação, ver até onde vai a inadimplência e responsabilidade fiscal efetiva para se empolgar de novo com Brasil.
"Os investidores estão revendo suas apostas por causa dessa narrativa de bolha de consumo", diz Richard Hamilton, chefe de análise de América Latina na Business Monitor International. "As ações de empresas de consumo foram atingidas duramente na Bovespa."
Mas, para muitos analistas que acompanham de perto a economia brasileira, há visões equivocadas nas matérias e relatórios de bancos sobre o mercado de crédito brasileiro.
Tony Volpon, chefe de pesquisas de emergentes da Nomura Securities, acha que é absurdo comparar o crescimento do crédito brasileiro à bolha do subprime. "Para ter uma bolha de crédito semelhante à dos EUA, uma condição essencial é ter juros muito baixos, para que as pessoas continuem fazendo mais e mais dívidas", diz Volpon.
"Aqui, o consumidor já tem 18% de sua renda disponível comprometida com serviço da dívida. Os estrangeiros muitas vezes não têm ideia de que crédito ao consumidor no Brasil cobra juros médios de 46% ao ano, então é muito caro para as pessoas continuarem se endividando. O consumidor brasileiro chegando no teto de seu endividamento."
Na sexta-feira (8), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a dizer que não há excesso de crédito no Brasil. A expansão do crédito está em 15% este ano, disse Mantega. "Quando os juros sobem, como agora, aumenta um pouquinho a inadimplência. Mas não há bolha de crédito no Brasil, os bancos brasileiros estão muito sólidos, perto dos bancos internacionais."
O crédito no Brasil está crescendo de forma muito acelerada, o que preocupa economistas --como proporção do PIB era 24,7% em janeiro de 2005 e chegou a 46,6% em abril deste ano. Mesmo assim, em comparação com outros países, ainda é muito baixo. Na China e na África do Sul, o crédito doméstico ao setor privado ultrapassa 120% do PIB.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A MORTE DA EUROPA SOCIAL

                     
A história da Europa dependerá de como ela lidará com esta crise; se segue o curso pacífico do benefício mútuo e prosperidade econômica tão apreciados nos manuais de ciência econômica, ou se segue a espiral baixista da austeridade, que tanto tem tornado impopulares os planejadores do FMI, nas economias devedoras. É nesse barco que a Europa embarcará? Esse é o destino do projeto de uma Europa social, de Jacques Delors? É isso o que os cidadãos da Europa esperavam, quando adotaram o euro? Há uma alternativa, nem é preciso dizer. É que os credores do cume da pirâmide econômica arquem com as perdas.
Michael Hudson e Jeffrey Sommers - SinPermiso
Letônia e os "Tigres Bálticos": modelo para Irlanda, Espanha e Portugal?
“Sejam como a Letônia!”, gritam os banqueiros e a mídia financeira aos governos da Grécia, da Irlanda e agora, também, de Portugal e Espanha. “Por que não ser como a Letônia e sacrificar vossa economia para pagar as dívidas que contraístes durante a bolha financeira?”. A resposta é que não podem fazê-lo sem sofrer um colapso econômico, demográfico e político que piorará ainda mais as coisas.
Faz só um ano que se reconheceu que várias décadas de neoliberalismo tinham destruído a economia estadunidense e a de muitos países europeus. Anos de desregulação, de especulação e de falta de investimento na economia real deixaram-nos com uma desigualdade crescente e com uma demanda magra de consumo, salvo a financiada incorrendo em dívida. Mas a imprensa financeira e os tomadores de decisões políticas neoliberais contra-atacaram se servindo dos “Tigres Bálticos” como aríete paradigmático contra as políticas keynesianas de gasto e contra o modelo da Europa social sonhado por Jacques Delors.
Os analistas viram nos resultados das eleições letãs de outubro passado uma vindicação da eficácia da austeridade para resolver a crise financeira. O mantra habitual – recitado novamente há pouco por The Economist – é que o honrado e taciturno primeiro ministro letão, Valdis Dombrovskis obteve a reeleição em outubro apesar de ter imposto as políticas fiscais e de austeridade mais duras já adotadas em tempos de paz, porque um eleitorado “maduro” teria se dado conta da necessidade peremptória e desafiou à “sabedoria recebida” votando num governo de austeridade.
O Wall Street Journal publicou não poucos artigos a favor desse ponto de vista. No último deles, Charles Dowbury advogava uma estratégia letã de desvalorização interna e austeridade como modelo a seguir pelas nações europeias em crise. A ideia mais comumente defendida é que a queda livre da Letônia (a maior entre todas as nações desde a crise de 2008) chegou finalmente ao fundo do poço e que a recuperação, embora frágil e bastante modesta, está em curso.
Essa ideia atrai os banqueiros que buscam evitar quebras na dívida privada e na pública, na esperança de que a austeridade possa levar à recuperação econômica. Mas o modelo letão não é imitável. A Letônia

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O BRASIL É MAIS INFLUENTE QUE EUA NA AMÉRICA LATINA

Da folha.com
O povo latino aponta o Brasil como país mais influente na região, superando até mesmo a potência Estados Unidos, segundo pesquisa Latinobarômetro, que avalia opiniões, atitudes e valores na América Latina.
A pesquisa mostra ainda que a crença na democracia e o otimismo em relação ao progresso do país aumentou na maioria dos países da região e, apenas pela segunda vez desde o início da pesquisa, em 1995, crime superou desemprego como maior preocupação.
A margem da liderança brasileira é de significativos nove pontos percentuais, embora o número absoluto seja relativamente baixo. Segundo o Latinobarômetro, publicado com exclusividade pela revista “The Economist”, 19% dos entrevistados em todos os países da região veem o Brasil como país mais influente um aumento de um ponto percentual em relação ao ano passado.
Em segundo lugar, com 9% dos votos, vêm os EUA (que se manteve inalterado) e a Venezuela (que perdeu dois pontos percentuais desde 2009). A revista ressalta, contudo, que os EUA continua mais influente para o povo mexicano e de boa parte da América Central. A Venezuela, por sua vez, lidera neste quesito no Equador, República Dominicana e Nicarágua.
O Brasil lidera ainda a lista de países mais otimistas com o progresso do país, com quase 70% dos brasileiros entrevistados respondendo que sim. A “Economist” afirma que o bom número brasileiro se deve à forte performance econômica do país durante a crise econômica mundial e a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que encerra seu mandato.
No fim da lista está Honduras, país que sofreu um golpe de Estado no ano passado e viu seu presidente se refugiar na Embaixada Brasileira em Tegucigalpa. O golpe causou ainda o esfriamento das relações bilaterais com os EUA, parceiro econômico crucial da nação empobrecida.
Em um quesito diretamente relacionado, relata a “Economist”, a pesquisa mostra ainda um aumento do apoio do povo latino-americano à democracia e suas instituições. Ao todo, 44% dos entrevistados se disseram satisfeitos com a democracia atual em seu país natal mesmo número de 2009, mas um aumento de 19 pontos desde 2001.
O número cai para 34% quando se pergunta sobre a confiança no Congresso e fica em 45% quando os latino-americanos são questionados sobre a confiança no governo. Em 2003, estes números eram 17% e 24% respectivamente.
Esta lista é liderada pela Venezuela, onde 84% acreditam que a democracia é preferível a outros tipos de governo. O Brasil aparece apenas em 14º, com 54% de apoio uma queda de um ponto percentual em um ano, mas aumento de 14 pontos desde 2001.
A “Economist” atribui a melhora significativa ao pouco impacto da crise econômica mundial na América Latina e uma segurança social que ajudou a reduzir os níveis de pobreza.