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sábado, 18 de fevereiro de 2012

CBF terá de pagar R$ 8,2 mi à Coca-Cola.
Em uma decisão judicial publicada no início do mês, o juiz da 41ª Vara Cível da Comarca do Rio de Janeiro ordenou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) quitasse um débito de R$ 8,2 milhões com a Coca-Cola por quebra de contrato. A gigante do ramo de bebidas era patrocinadora da seleção brasileira até 2001, com contrato válido até o ano seguinte. Antes do fim do compromisso, a CBF recebeu uma proposta milionária da Ambev, rival da Coca, e decidiu romper o contrato unilateralmente. A antiga patrocinadora não se conformou e levou a briga para a Justiça, pedindo R$ 12,7 milhões pela rescisão. Em 2008, a Coca-Cola ganhou em primeira instância e conseguiu o bloqueio de cerca de R$ 15 milhões das contas da CBF.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

DEPOIS 125 ANOS

DESCOBERTA A FÓRMULA DA COCA-COLA.
Um dos segredos mais bem guardados de sempre pode ter sido descoberto. Criada em 1886 pelo farmacêutico John Pemberton, a receita da Coca-Cola era até agora um incógnita, mas tudo pode mudar. O site ‘ThisAmericanLife.org’, anunciou ter descoberto a receita da Coca-Cola através de uma fotografia publicada em 1979 no ‘Atlanta Journal Constitution’. Na imagem, alguém apresenta um livro onde se pode ver a lista de ingredientes usadas por Pemberton e ainda as quantidades de cada um.
Cafeína, limão, caramelo, óleos de canela, noz-moscada ou coentros são apenas alguns dos ingredientes do refrigerante mais famoso do mundo. O mesmo site revela ainda a composição do ingrediente secreto conhecido por “Merchandise 7X”.
Um livro, “Por Deus, Pela Pátria e Pela Coca-Cola”, de Mark Pendergrast. Apêndice pág 379-383. Editora Ediouro, 1993, já comentava o caso.  O livro “coincidentemente” sumiu das livrarias e sebos do país.Veja um trecho do livro: “QUANDO RESOLVI escrever uma história geral da Coca-Cola, não tinha idéia de que descobriria a fórmula original, e ainda menos no ventre da própria companhia. Afinal de contas, tratava-se do segredo mais bem guardado do mundo, um segredo que a companhia se recusara a revelar a despeito de duas ordens judiciais. Em 1977, a companhia preferiu deixar a Índia a entregar a fórmula secreta a um insistente governo. Ainda assim, parece que consegui o impossível. Certo dia, Phil Mooney, o arquivista, trouxe-me uma pasta com papéis amarelados e dilacerados, que haviam sido cuidadosamente restaurados e postos entre lâminas de plástico. Explicou-me que eles constituíam os restos do livro de fórmulas de John Pemberton, doados à companhia na década de 1940.  Eu já conhecia a história desse livro. Quando rapaz, John P. Tumer viajara de sua cidade natal, Columbus, Geórgia, para trabalhar como aprendiz de John Pemberton nos últimos anos de vida deste último. Após a morte de Pemberton, Tumer levou o livro em sua volta para Columbus, onde trabalhou como farmacêutico durante muitos anos. Em 1943, o filho de Tumcr mostrou o livro a um membro da diretoria da Coca-Cola, abrindo-o na página que continha a fórmula. O diretor em causa convenceu o herdeiro de Tumer a entregar-lhe o livro. ”Deus do Céu!” exclamou Harrison, o presidente da diretoria, ao ver a fórmula. ”Onde foi que você conseguiu isso?” E essa foi a última vez em que alguém botou os olhos na fórmula.  A pasta que recebi dos arquivos da Coca-Cola dizia que este era “o livro de descrições e fórmulas pertencentes ao Dr. I. S. Pemberton, ao tempo em que era farmacêutico em Columbus”, mas isso quase com certeza é incorreto, uma vez que uma das receitas, para uma cola de aipo, inclui pelo nome a Coca-Cola como ingrediente, o que a coloca sem dúvida nenhuma em 1888, uma vez que era a bebida em que Pemberton trabalhava quando de sua morte. O coração batendo em disparada, folheei com todo cuidado as páginas preservadas, embora, claro, pensasse que a companhia escondera um item crucial em algum lugar. Por isso mesmo, fiquei atônito ao descobrir o que parecia ser uma receita de Coca-Cola, sem nome, exceto por um ”X” no alto da página:
  • Citrato de Cafeína 1 onça (28,350g)
  • Ext. de Baunilha 1 onça
  • Saborizante 2 112 onças
  • F.E. Coco 4 onças
  • Ácido cítrico 3 onças
  • Suco de Lima 1 quarto
  • Açúcar 30 libras-peso
  • Água 2 1/2 galões (3,785 litros)                                                  Caramelo o suficiente
Misture o Ácido de Cafeína e Suco de Lima em 1 quarto de água fervente e acrescente baunilha e saborizante quando frio.
Saborizante:
  • óleo de Laranja 80
  • óleo de Limão 120
  • óleo de Noz-Moscada 40
  • óleo de Canela 40
  • óleo de Coentro 20
  • Nerol 40
  • Álcool 1 Quarto
  • deixe descansar 24h
A seção ‘saborizante” é obviamente a parte 7X da fórmula, embora haja apenas seis ingredientes (a menos que se conte o álcool como o sétimo). Talvez ele tenha adicionado mais tarde baunilha à seção saborizante como sétimo ingrediente. ‘F.E. Coco’ significafluid extract of coca (extrato fluido de coca), e nozes de cola não são mencionadas, mas apenas ‘Citrato de Cafeína”. Pemberton, quase com certeza, recebia a cafeína da Merck, de Darmstadt, Alemanha, porque elogiava essa firma como produtora de uma forma superior de estimulante, extraído de nozes de cola.
Tirei fotocópia do documento, mas simplesmente não consegui acreditar que alguém na companhia me entregasse a fórmula original. Com certeza, devia ser apenas uma precursora do produto autêntico. Mas em seguida tive confirmação inesperada de que descobrira, por acaso, algo muito mais valioso do que pensava. Ao entrevistar Mladin Zarubica, o Observador Técnico que produzira a “Coke branca” para o general Zhukov, disse-lhe que tinha a fórmula. ‘; Oh, tem mesmo?” disse ele. ”’Eu também. A companhia me deu uma cópia quando tive que tirar a cor para Zhukov. Quer vê-Ia?” Eu queria, realmente. Ao chegar a fotocópia de sua correspondência, datada de 4 de janeiro de 1947, ela continha exatamente a mesma fórmula que eu encontrara nos arquivos – mesmos volumes, mesmo formato, até mesmo o erro de grafia em ‘F.E. Coco.’ Notei uma única diferença: a fórmula de Zarubica era incompleta, deixando de fora os dois ingredientes finais da 7X d (coentro e nerol). Parecia que a companhia não quisera liberar a fórmula completa e tomara a precaução de alterá-la dessa maneira.
Fiquei estarrecido. Eu não só entrara de posse da fórmula original de Pemberton, guardada nas entranhas da própria companhia, mas ela aparentemente sobrevivera sem mudança durante pelo menos 60 anos, após o inventor a ter escrito naquele papel ora restaurado. Mas isso era um autêntico mistério. Contradizia a declaração de Howard Candlcr de que seu pai, Asa, mudara substancialmente a maneira de fabricação da Coca-Cola. E por que a fórmula de Zaiubica não mencionava folha descocainizada de coca ou o fato de a companhia não usar mais ácido cítrico, mas fosfórico? Ou que o volume de cafeína fora reduzido? E essas não eram as únicas mudanças introduzidas na fórmula. O velho Asa aparentemente andara também mexendo na 7X Ao longo dos anos, mudara também o volume e tipo do adoçante.
Parece que mesmo quando os ingredientes e proporções originais são revelados, persiste a mística em torno da fórmula. Minha conclusão final: a companhia, na verdade, não deu a Mladin Zarubica, em 1947, a fórmula em uso corrente – e nem mesmo tinha versão parcial da mesma. Em vez disso, Zarubica recebeu uma versão truncada da fórmula original, o suficiente para que seu químico descobrisse como tornar branca a Coke marrom. Permanece o mistério de por que a companhia me entregou a fórmula existente em seus próprios arquivos. Só posso supor que havia outra receita da Coca-Cola claramente rotulada no livro de Tumer, que foi escondida, mas ninguém examinou com atenção o resto da fórmula, e a variedade ‘X’ passou despercebida.Em seu livro de 1983, Big Secrets, Williain Poundstone dá sua versão da fórmula, e que é um palpite razoavelmente acurado da mistura corrente. Em um galão entram:
Açúcar: 2.400g em água suficiente para dissolver:
  • Caramelo: 37g
  • Cafeína: 3,lg
  • Ácido Fosfórico: 11g
  • Folha descocainizada de coca: 1,1g
  • Nozes de cola: 0,37g
Embeba a folha de coca e nozes de cola em 22g de álcool a 20%, coe e acrescente líquido ao xarope.
  • Suco de lima: 30g
  • Glicerina: 19g
  • Extrato de baunilha: 1,Sg
Saborizante 7X:
  • óleo de laranja: 0,47g
  • óleo de limão: 0,88g
  • óleo de noz-moscada: 0,07g
  • óleo de canela (canela chinesa): 0,20g
  • óleo de coentro: traços
  • Nerol: traços
  • óleo de lima: 0,27g
Misture em 4,9g de álcool a 95%, adicione 2,7g de água, deixe descansar por 24 horas a 60 graus F.(162C). Uma camada turva se separará. Retire a parte clara do líquido e acrescente ao xarope.
Acrescente água suficiente para fazer 1 galão de xarope. Misture uma onça de xarope com água gaseificada para obter um copo de 6,5 onças.
Poundstone e várias outras fontes alegam que o óleo de alfazema pode também fazer parte da fórmula, e uma jovem especialista do departamento técnico, com quem andei certa vez num elevador, concordou comigo. Ela acabara de voltar de Grasse, onde durante séculos especialistas franceses extraíram várias essências de óleo – incluindo nerol (tirado de uma variedade de flores de laranjeira) e alfazema.
Embora a fórmula contida no Big Secrets possa aproximar-se muito, ela não confere com o depoimento feito sob juramento pelo Dr. Anton Amon, químico da Coca-Cola, em um recente caso judicial. Segundo ele, são necessárias 13,2 gramas de ácido fosfórico para fazer um galão de xarope, e não 11, e 1,86 grama de extrato de baunilha, e não 1,5g. Disse Anton que a companhia acrescenta 91,99 gramas de “um caramelo comercial de estabilidade forte”, ou muito mais do que as 37 gramas de Poundstone. Não obstante, os ingredientes da fórmula são provavelmente exatos. A começar com Asa Candler, ninguém na companhia se referia aos ingredientes pelo nome. Em vez disso, o açúcar era a Mercadoria #1; caramelo, Mercadoria #2; cafeína, Mercadoria #3; ácido fosfórico, Mercadoria #4; folha de coca e extrato de noz de cola, Mercadoria #5; mistura saborizante 7X, Mercadoria #7; baunilha, Mercadoria #8. Essa nomenclatura pegou, embora desde a era Candier os números 6 e 9 – talvez suco de lima e glicerina – tenham desaparecido, provavelmente absorvidos na 7X ou em algum outro ingrediente.
Estudei demoradamente os efeitos da folha de coca e da cola no corpo principal do texto. À parte isso, são na verdade fascinantes, ainda que inconclusivas, as histórias populares que cercam os demais ingredientes, considerando os volumes diminutos de cada um deles e a veracidade duvidosa de fontes antigas. A cássia, por exemplo, foi usada como cura para artrite, câncer, diabetes, tonteira, gota, dor de cabeça e dor de estômago. A noz-moscada combatia a infecção durante a Peste Negra, serviu como psicotrópico e narcótico, e é receitada na índia para disenteria, gases, lepra, reumatismo, ciática e dor de estômago. A baunilha é usada variadamente como afrodisíaco, estimulante ou anti-espasmódico, cura histeria, impede o aparecimento de cáries e reduz gases. E o mesmo se aplica aos demais ingredientes.
Uma vez que a fórmula secreta gerou volumes espantosos de dinheiro, não me surpreendeu que ninguém na companhia quisesse falar sobre ela. Tendo recebido permissão para entrevistar praticamente todo mundo na empresa, negaram-me, contudo, acesso a Mauricio Gianturco, chefe da divisão técnica. No fim, deixaram-me entrevistar Harry Waldrop, um ‘psicometrista graduado’ (não é brincadeira, é esse mesmo o título dele) que, até cinco anos passados, em membro do corpo de elite de provedores de sabor que faz amostragens de partidas da Coca-Cola Classic.
Os membros do grupo conhecem a 7X tanto pelo cheiro quanto pelo gosto e podem discemir diferenças mínimas ocasionadas por envelhecimento. Da mesma maneira que alguns provedores de vinho podem provar um 1945 Mouton-Rothschild e diferenciá-lo de outro da safra de 1946, Waldrop pode identificar uma partida de xarope de Coke de dois meses de idade. ”Todos nós conhecemos o sabor e o aroma do material autêntico”, diz Waldrop, “mas é difícil dizer isso em palavras. Só quando estão fora do padrão é que tentamos descrevê-los.” Os membros do grupo podem se subdividir em pequenos grupos, por exemplo, para discutir um gostinho ligeiramente amargo que refugam. Embora todos os ingredientes sejam cuidadosamente medidos e submetidos a teste por cromatografia de gás e outros aparelhos científicos de aferição, Waldrop não acredita que o computador possa substituir o ser humano. “Um nariz eletrônico não poderia captar as sutilezas, a parte hedonística”, garantiu-me ele.
Embora cientistas possam provavelmente identificar os diferentes ingredientes da Coca-Cola, e até mesmo estimar seus volumes aproximados, não podem, segundo funcionários da companhia, duplicar a mistura exata. Incrível como possa parecer, apenas duas pessoas em atividade na companhia supostamente sabem como misturar o 7X. Isso faz com que elas viajem constantemente de avião a Cidra, Porto Rico, e Drogheda, Irlanda, para reabastecer o suprimento dessas duas enormes fábricas de concentrado, que fornecem os tijolos para a maioria da Coke consumida no mundo. Há ainda no mundo outras fábricas menores de concentrado. Ninguém, claro, gostaria de falar sobre essas questões de logística.
A despeito de todo o mistério e paranóia acumulados em torno da fórmula famosa, certo dia um porta-voz da companhia baixou a guarda quando perguntei o que aconteceria se eu publicasse neste livro a fórmula autêntica, com instruções detalhadas. Ele sorriu largamente. “Mark”, disse, “digamos que este é o seu dia de sorte. Acontece que tenho, aqui mesmo em minha mesa, uma cópia da fórmula.” Abriu a gaveta e me entregou um documento fantástico.
- “Aí está. Agora, o que é que vai fazer com ela?”
- “Bom, vou incluí-Ia no meu livro.”
- “E … ?”
- “Alguém pode resolver estabelecer-se e concorrer com a The Coca-Cola Company.”
- “E que nome ele vai dar ao produto?”
- “Bem, não poderá chamá-lo de Coca-Cola porque vocês o processariam. Vamos dizer que o chamem de Yum-Yum, e que insinuem, de uma forma a não dar razão a um processo judicial, que a Yum-Yum é na verdade a fórmula original da Coca-Cola.”
- “Ótimo. E daí? Quanto vão cobrar por ela? Como vão distribuí-la? Como vão divulgá-la? Está entendendo aonde quero chegar? Gastamos mais de 100 anos e volumes inacreditáveis de dinheiro construindo o capital dessa marca. Sem nossas economias de escala e nosso inacreditável sistema de comercialização, quem quer que tentasse duplicar nosso produto não chegaria a lugar nenhum e teria que mudar coisas demais. Por que alguém se daria ao trabalho de ir comprar Yum-Yum, que é realmente igual à Coca-Cola mas que custa mais, quando pode comprar a Coisa Real em todo o mundo?
Não consegui pensar em coisa alguma para dizer.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

UPPs - UNIDADE POLICIA PACIFICADORA

Agência Estado
Eike anuncia doação de R$ 20 mi para UPPs no Rio.
O empresário Eike Batista anunciou hoje a doação de R$ 20 milhões para o governo do Rio de Janeiro e o compromisso de entregar o mesmo valor todos os anos, até 2014, exclusivamente para aplicação na compra de equipamentos e na construção de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Lançado no fim do segundo ano do governo Sérgio Cabral (PMDB), o projeto das UPPs virou bandeira política do candidato à reeleição e foi incorporado ao discurso de campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT).
Ao anunciar a parceria com a iniciativa privada, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou que isso dará velocidade ao projeto, destacando a dispensa de licitações. "É muito importante, quase vital, para a continuidade desse projeto que tenhamos velocidade. Não podemos ficar restritos a determinados impedimentos que a legislação (impõe), principalmente a lei de licitação. Esse fundo vai suprir esse problema."
Além de Eike Batista, participaram da cerimônia representantes da Bradesco Seguros (que prometeu mais R$ 2 milhões), da Coca-Cola (R$ 900 mil), da Souza Cruz (R$ 400 mil) e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, que banca a construção do prédio da UPP na Cidade de Deus.
"Vamos contribuir com R$ 20 milhões por ano até 2014. É um compromisso que será acrescentado à soma dos parceiros, e esperamos que isso incentive outros a participar", disse Eike, que chamou Beltrame de "grande general". Para o empresário, as UPPs são um "modelo para o Brasil e talvez para o mundo". "O conceito é tão fantástico, vimos que funciona. Não imaginava que a gente ia arrumar uma solução para resolver o problema das favelas. É um compromisso sério. Não gosto de puxadinho. A única maneira de se perpetuar é entrar com um volume sério de recursos."
Cronograma
O comandante das UPPs, coronel Robson Rodrigues, disse que o atual cronograma será mantido. "Dependemos de outras questões como aquisição de policiais. Mas chegaremos mais bem preparados. Vamos ter condição de adquirir tecnologia moderna sem precisar de licitação. Existem países que têm tecnologia de segurança de ponta, como Israel. Para ocupar complexos de favelas, vamos precisar dessa tecnologia. Imagina uma licitação internacional com embargos que atrasem o processo?"
O presidente da CBF disse considerar um "caso anômalo" o recente ataque de traficantes e sequestro de 35 pessoas em um hotel em São Conrado. Para ele, o fato não implicará prejuízo no planejamento da Copa e da Olimpíada. O Rio tem hoje dez UPPs instaladas e duas em processo de instalação, com efetivo de 2,2 mil policiais militares - seriam colocados mais mil até dezembro. O governo, que afirma ter a capacidade de formar 5 mil policiais por ano, já anunciou o plano de inaugurar 40 UPPs em 160 favelas até 2014.

domingo, 18 de julho de 2010

GUARANÁ JESUS

Revista ÉPOCA.
Um guaraná cor-de-rosa do Maranhão conquista a maior premiação mundial de design.
Como o guaraná Jesus, uma pequena marca brasileira de refigerante, conquistou o Idea.
O ORIGINAL.
O guaraná Jesus e a lata premiada. Em seus 90 anos de existência, a bebida criou um segmento – o guaraná rosado.
Uma anedota maranhense afirma que, no Estado, o primeiro significado da palavra Jesus é um refrigerante. A brincadeira reflete um fenômeno que começou local, tornou-se famoso no Brasil e agora se apresenta ao mundo: o guaraná Jesus, segundo refrigerante mais consumido no Maranhão (atrás apenas da líder global Coca-Cola). A folclórica bebida cor-de-rosa ganhou a medalha de ouro de melhor estratégia de marketing no Prêmio Internacional de Excelência em Design, o Idea, a maior premiação mundial de design. A campanha vencedora ocorreu no fim de 2008 para renovar o visual da lata. A tarefa não era simples, já que a bebida angariou, ao longo de décadas, fãs entusiasmados.
O guaraná Jesus, criado em 1920, enraizou-se no gosto maranhense. Com pouquíssima propaganda, tornou-se quase um símbolo cultural do Estado. Ele deu origem a um subsegmento, o guaraná rosado, comum também no Piauí e Pará. Nos últimos anos, seu nome engraçado e sua cor fascinante ganharam simpatia Brasil afora. Há centenas de comunidades bem-humoradas a seu respeito no Facebook e no Orkut. Vídeos no YouTube brincam com o refrigerante em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Curitiba e outras cidades espalhadas pelo país – o tipo de tratamento espontâneo e alegre que empresas gastam milhões para conseguir. Há muito mais gente que fala sobre a bebida do que gente que já experimentou mesmo seu sabor muito doce, com traços de cravo e canela (a fórmula exata tem uma aura de mistério), mas os apreciadores reais não só existem, como se organizam para “importar” as latinhas do Maranhão. Por isso, renovar a lata sem incomodar os fãs seria um trabalho delicado. “Em marcas que são ícones, como o Jesus é no Maranhão, o desafio é manter a ligação emocional com os consumidores”, diz Leonardo Lanzetta, diretor executivo da agência de publicidade Dia, que montou a estratégia de marketing premiada. Em outras palavras: uma mudança desastrada faria com que o bebedor de Jesus não reconhecesse mais o produto que lembra sua infância, adolescência e tempos felizes.
Os publicitários fizeram uma campanha estadual com três propostas de novos desenhos para a lata e pediram votos dos fãs. Usaram a internet e mensagens por celular. Três pessoas fantasiadas de latinha – uma de cada opção – passearam por São Luís, brincaram com os passantes, visitaram colégios e entraram em casamentos, sempre recebidas com festa. O modelo vencedor lembra outro símbolo do Estado, os azulejos coloniais portugueses de São Luís. A Coca-Cola, que havia comprado a marca em 2001, esperou para fazer mudanças sem quebrar a ligação nostálgica dos bebedores com Jesus. “Foi um grande mérito da campanha. Os consumidores sentiram que a marca pertence a eles, e não à Coca-Cola”, afirma Júlio Moreira, professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing e especialista em marcas. Desde a campanha, as vendas do refrigerante cresceram 17%, segundo a consultoria Nielsen.
O resultado certamente teria agradado ao criador da bebida, o farmacêutico Jesus Norberto Gomes – que era ateu, foi excomungado e morreu em 1963. O guaraná resultou de uma tentativa frustrada de fabricar um remédio. Deu errado, mas os netos do farmacêutico adoraram o xarope. Nascia um produto vitorioso.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

COCA-COLA.


Comercial da Coca-Cola com o hino oficial da Copa do Mundo da África do Sul, "Waving Flag", com os músicos K'naan e David Bisbal.É uma grande trilha, essa da Copa.
Como fazer um emocionante comercial sem mostrar produto.
O som do Skank e interpretação do Samuel Rosa ficou show, mas a letra não ajudou em nada nas rimas sobre melodia original. A versão latina respeitou isso e tem uma letra bem mais empolgante, que puxa para a união, força e celebração.
A culpa por não ter ficado uma boa versão é de quem escreveu a letra brasileira, certamente alguém contratado pela agência de publicidade contratada pela Coca-Cola, a música em inglês fala em liberdade, em redenção... já em português... NÃO FALA NADA!!!!