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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

AMAZÔNIA

NOVA CAMPANHA PARA INTERNACIONALIZAÇÃO.
Por Carlos Chagas
Nada melhor do que começar o ano arriscando um palpite: qual o mais lamentável episódio ecológico de 2011? Em nosso entender, foi a saída da ex-ministra Marina Silva do Partido Verde, coisa que reacenderá a disputa travada faz décadas ou até séculos em torno da soberania na Amazônia. Aproveitam-se os eternos abutres do Hemisfério Norte para voltar à velha cantilena de que afastada sua maior defensora, ficará mais fácil batizar-se a região em patrimônio da Humanidade, devendo ser administrada por um poder internacional, sobreposto aos governos dos países amazônicos. Editoriais do New York Times volta e meia funcionam como uma espécie de toque de corneta capaz de arregimentar as variadas tropas de assalto.
Vinte anos atrás incrementou-se a blitz institucionalizada por governos dos países ricos, de Al Gore, nos Estados Unidos, para quem o Brasil não detinha a soberania da floresta, a François Mitterand, da França, Felipe Gonzales, da Espanha, Mikail Gorbachev, da então União Soviética, Margareth Tatcher e John Major, da Inglaterra, entre outros. Quando de sua primeira campanha, George W. Bush chegou a sugerir que os países com grandes dívidas externas viessem a saldá-las com florestas, coisa equivalente a perdoar os países do Norte da África e do Oriente Médio, que só tem desertos.
Naqueles idos a campanha beirava os limites entre o ridículo e o hilariante, porque para fazer a cabeça da infância e da juventude, preparando-as para integrar as forças invasoras, até o Batman, o Super-Homem, a Mulher Maravilha e outros cretinos fantasiados levavam suas aventuras à Amazônia, onde se tornavam defensores de índios vermelhos e de cientistas lourinhos, combatendo fazendeiros e policiais brasileiras desenhados como se fossem bandidos mexicanos, de vastos bigodes e barrigas avantajadas.
Depois, nos anos noventa, a estratégia mudou. Deixou-se de falar, ainda que não de preparar, corpos de exército americanos especializados em guerra na selva. Preferiram mandar batalhões precursores formados por milhares de ONGS com cientistas, religiosos e universitários empenhados em transformar tribos indígenas brasileiras em nações independentes, iniciativa que vem de vento em popa até hoje e que logo redundará num reconhecimento fajuto de reservas indígenas como países “libertados”.
Devemos preparar-nos para uma nova etapa, estimulada pela falta que está fazendo Marina Silva, ferrenha adversária da internacionalização da floresta. Aliados à quinta-coluna brasileira composta por ingênuos e por malandros, dão a impressão de recrudescerem na tentativa de afastar o governo brasileiro da questão. Terá sido por mera coincidência que os Estados Unidos já puseram no mar a Quarta Esquadra de sua Marinha de Guerra, destinada a patrulhar o Atlântico Sul, reunindo até porta-aviões e submarinos nucleares?
Do nosso lado, bem que fazemos o possível, aparentemente pouco. Não faz muito que uma comissão de coronéis do Exército Nacional, chefiados por dois generais, passaram meses no Viet-Nam, buscando receber lições de como um país pobre pode vencer a superpotência mais bem armada do planeta, quando a guerra se trava na floresta. Do general Andrada Serpa, no passado, ao ex-ministro Zenildo Lucena, aos generais Lessa, Santa Rosa e Cláudio Figueiredo, até o general Augusto Heleno e o coronel Gélio Fregapani, agora, a filosofia tem sido coerente. Nossos guerreiros transformam-se em guerrilheiros. Poderão não sustentar por quinze minutos um conflito convencional, com toda a parafernália eletrônica do adversário concentrada nas cidades, mas estarão em condições de repetir a máxima do hoje venerando general Giap: “entrar, eles entram, mas sair, só derrotados”.
Em suma, pode vir coisa por aí em 2012, para a qual deveremos estar preparados. Claro que não através da pueril sugestão de um antigo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de transformar soldados em guarda-caças ou guardas florestais. Os povos da Amazônia rejeitaram, na década de setenta, colaborar com a guerrilha estabelecida em Xambioá, mas, desta vez, numa só voz, formarão o coro capaz de fornecer base para uma ação militar nacional.
Para aqueles que julgam estes comentários meros devaneios paranóicos, é bom alertar: por muito menos transformaram o Afeganistão e o Iraque em campo de batalha, de onde, aliás, estão saindo derrotados, apesar de enfrentarem o deserto e não a selva, mil vezes mais complicada...

domingo, 4 de dezembro de 2011

CADÊ ? ! ?

Mercenários americanos em reservas indígenas.
A Blackwater, empresa norte-americana que fornece mercenários para atuarem como seguranças em plataformas petrolíferas em águas brasileiras, está em toda parte onde nossas tropas não permanecem.   Equipados com sofisticados armamentos os mercenários podem ser encontrados por toda parte dentro da nossa Amazônia, principalmente nas reservas indígenas onde atuam como donos.
Os mercenários atuam em presença das nossas ex-forças armadas que nada fazem a não ser relatar os fatos acontecidos aos seus superiores que ficam de bicos fechados.
A Halliburton, que fornece logística às plataformas de petróleo americanas mantém um ex-diretor (Nelson Narciso Filho) dentro da ANP.
Esse homem tem acesso a dados secretos das jazidas de petróleo no Brasil.
Pergunto: Temos soberania ainda ??

domingo, 16 de outubro de 2011

O governo e o setor privado inauguraram novo ciclo de desenvolvimento e ocupação da Amazônia Legal, que tem 24,4 milhões de habitantes e representa só 8% do PIB, informam Julio Wiziack e Agnaldo Brito. O pacote de investimentos planejado para os nove Estados da região até 2020 já soma R$ 212 bilhões, segundo levantamento feito pela Folha com base no PAC e nos principais projetos privados em andamento.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

BOLSA VERDE


Terá monitoração para garantir conservação ambiental.

A chamada “Bolsa Verde” foi aprovada ontem, por unanimidade, pelo plenário do Senado Federal. Trata-se de um programa de Apoio à Conservação Ambiental, que transfere a quantia de R$ 300,00 por mês a pessoas que vivem na extrema pobreza e adotam ações de conservação ambiental. O primeiro pagamento, que será efetuado pela Caixa Econômica Federal, acontecerá em outubro e vai beneficiar 3.500 famílias de extrativistas. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, os beneficiários terão que se submeter a duas estratégias de monitoramento. A primeira é a observação anual do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), que fará um rastreamento orbital via satélite em todas as áreas que têm famílias do Bolsa Verde. A segunda será a promoção de visitas do Governo Federal a algumas famílias, por amostra, a fim de avaliar o impacto do programa. Segundo uma das coordenadoras do programa, Andréa Oncala, já existem mais de 4.500 Termos de Adesão para serem assinados em assentamentos ambientais que devem receber o pagamento. Segundo ela, o ministério deve atender, em 2011, 18 mil famílias. Porém, o número está abaixo do divulgado pelo governo, 75 mil famílias em todo o Brasil. Isto porque, neste primeiro momento, o programa atenderá apenas os beneficiários do Amazônia Legal. De acordo com o Censo 2010, produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 16,2 milhões de brasileiros estão na situação de extrema pobreza.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

BACALHAU DA AMAZÔNIA

 Do Portal da Amazônia.
A primeira fábrica do ‘Bacalhau da Amazônia’ da América do Sul foi inaugurada nesta quinta-feira (25), em Maraã (a 635 quilômetros de Manaus), com a promessa de mercado garantido, inclusive fora do Estado. Na presença do ministro da Pesca e Aquicultura, Luiz Sergio de Oliveira, entre outras autoridades, o governador do Amazonas, Omar Aziz acompanhou todo o processamento do pirarucu. Mostras do bacalhau embalado e pronto para o consumo foram entregue às autoridades presentes. O empreendimento deve gerar mais de cem empregos na região.
Segundo a assessoria do governo, parte da produção será vendida nos supermercados da Rede Pão de Açúcar que, no início do ano, durante a realização do 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade, firmou parceria com o Governo do Estado para comprar o pescado proveniente do manejo praticado nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Estado. Além de Maraã, com capacidade de processar 1,5 mil toneladas por ano, uma outra fábrica será inaugurada, ainda este ano, em Fonte Boa (a 680 quilômetros de Manaus), com capacidade para 3 mil toneladas/ano.
As fábricas serão abastecidas com o pescado de áreas de manejo, como a reserva de Mamirauá e outras RDS da região. Para o governador Omar Aziz, o projeto vai garantir o desenvolvimento de toda a cadeia do pescado. A estimativa é de geração de 150 empregos diretos e outros 5 mil indiretos somente com a fábrica de Maraã.
“Vamos gerar empregos diretos, mas muito mais indiretos, pois iremos beneficiar os pescadores, valorizando o produto e garantindo mercado e preço justo, dando oportunidade ao homem do interior de melhorar a sua renda”.
Para o ministro Luis Sérgio de Oliveira, a indústria de Bacalhau da Amazônia tem tudo para ser um sucesso, levando em consideração que o Brasil é o segundo maior consumidor de bacalhau, depois de Portugal. “O Bacalhau da Amazônia vai chegar no cardápio dos restaurantes do Amazonas e também do resto do Brasil”, comentou o ministro.
O evento em Maraã controu ainda com a presença do secretário estadual de Produção Rural, Eron Bezerra, do prefeito de Maraã, Dilmar Ávila, e da senadora Vanessa Grazziotin.
Mercado.
Segundo o secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, há uma demanda muito grande por produtos sustentáveis, em especial o pirarucu salgado fruto de manejo. O site da indústria de Bacalhau recebeu dois mil pedidos em uma semana, segundo Ern. Ele afirmou que, além do Grupo Pão de Açúcar, também há um acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/AM) para a comercialização direta do produto industrializado com a cadeia de restaurantes local.
O secretário destacou que, junto com o processo de industrialização, está sendo criado um selo, que vai atestar o processo de fabricação conforme a legislação, com o aval da da Comissão de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Codesav) e do Ministério da Agricultura. A partir de então, os órgãos de fiscalização poderão atuar com mais rigor na fiscalização contra a comercialização ilegal deste tipo de produto.
Em princípio, a gestão da fábrica ficará sob a responsabilidade da Fundação Açaí, ligada ao Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com a participação da administração municipal e a Colônia de Pescadores locais. A idéia é que com a capacitação e preparação dos pescadores, eles mesmos passem a gerenciar o empreendimento.

domingo, 21 de agosto de 2011

OTAN FOI ALÉM . . .

A Otan foi muito além das medidas aprovadas pela ONU.
Isso será levado em conta pela China e Russia, além de outros países, inclusive o Brasil, daqui para frente, na hora de votar qualquer Moção ou Resolução na ONU. Há grandes bandos de mercenários entre os rebeldes da Líbia, pagos com dinheiro da Arabia Saudita, que também sustenta os rebeldes curdos na Síria.
Isso já está claro na Imprensa Internacional.
Existe um pessoal que já esteve no Iraque e Afeganistão e que foram recrutados para trabalhar na Líbia. Também existem os mercenários tradicionais, como os da Legião Estrangeira da França.
O fato é que a Líbia com o ditador Kadafi, ia muito bem economicamente e detinha o maior IDH da África, com o país cheio de obras e dando emprego para gente de todos os países vizinhos. O Dinar estava forte e seu lastro em ouro incomodava o Euro. Agora, sem Kadafi, a Líbia será um paraiso para a Al-Qaeda, que terá campo fértil para conseguir adeptos.
O terrorismo está agora no quintal da Europa.
Nada vai deixar a Líbia em tranquilidade.
Ficará sem governo, instável como Afeganistão, com tribos e muito terrorismo.
Obama falou do perigo do lobo solitário, um homem só, capaz de destruir um país com as novas tecnologias de guerra.
No Oriente Médio falta apenas cair do rei da Jordânia e a frente estará formada contra Israel novamente, em uma guerra sem precedentes e nuclear. É nítido que os países se preparam para isso, haja visto a corrida armamentística e as novas tecnologias de guerra. O Afeganistão foi campo de teste de novas tecnologias de guerra por 30 anos.
A Otan testa na Líbia uma nova forma de guerras sem homens em terra. O governo sírio enfrenta um exército de curdos armados e a imprensa ocidental diz que está havendo um massacre de civis.
Falando em civis, os da Líbia estão fritos.
O país está destruído pela Otan e o Ocidente com suas empresas vai ganhar dinheiro reconstruíndo o país. O ouro, 160 toneladas, que estava em Trípoli, não se sabe onde está, e os 600 bilhões de dólares do país, que estavam em bancos, a maiorira europeus, estão a Deus dará no mercado financeiro, rendendo juros não se sabe para quem. Bem faz Chaves da Venezuela de tirar o ouro e os dólares da Europa e deixá-los no Brasil, Russia e China, conforme anunciou.
Essa guerra é o maior assalto do mercado financeiro da história moderna.
O Brasil, urgentemente, necessita de tecnologia de guerra para se defender.
Está claro que tentarão separar um pedaço da Amazônia e o pré-sal.
Os EUA sequer concordam com as 200 milhas e nem assinou qualquer convenção internacional reconhecendo esse direito de 200 milhas, já o tendo questionado publicamente. Não precisamos de energia nuclear, mas de armas nucleares sim, a título de persuasão. Raposa da Serra do Sol e Pré-sal são nossos calcanhares de aquiles.

domingo, 26 de junho de 2011

ESPERANÇA DE QUE ?! ?!

Cerca de 10 capangas do madeireiro José Avelino Siqueira, o "Junior da Semente", invadiram na noite deste sábado com motos e um caminhão o assentamento do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança, popularmente conhecido como "Assentamento Dorothy Stang", onde a freira foi assassinada há seis anos, a 55km de Anapu (PA). Com ameaças aos assentados e armado, o bando recuperou toda a madeira ilegal extraída do local e apreendida pela Polícia Federal, cujo fiel depositário da madeira é o Incra. A PF e a Polícia Civil do Pará foram acionadas por Jane Dwyer, a sucessora de Dorothy no assentamento. O Assentamento Esperança, com 30 mil hectares de mata virgem e que faz divisa com a reserva dos Caiapós, vinha sendo invadido e desmatado pelo madeireiro desde janeiro de 2009. Ano passado, uma operação da PF flagrou a exploração e apreendeu a madeira. Os assentados fecharam a entrada do local com guaritas, construídas pelo Incra, mas inacabadas. Sem proteção constante da PM e da PF, o clima é tenso neste domingo na região, porque o grupo ameaçou voltar ao local se denunciado. Nos últimos meses, cinco trabalhadores rurais já morreram no estado vítimas de pistoleiros na briga por terras. Jane Dwyer disse à coluna que já acionou a Força Nacional, a PF e a Polícia Civil, mas nenhuma medida foi tomada ainda pelas corporações.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

AMAZÔNIA: MAIS UM PROTESTO

Por Carlos Chagas.
Mais cedo do que imaginavam os ingênuos que  negam e os malandros que contestam a soberania brasileira na Amazônia, começa a frutificar o exemplo do antigo Comandante Militar  da região, o general Augusto Heleno. É preciso  denunciar e resistir diante desse  crime de lesa-pátria praticado entre nós faz muito, mas acelerado a partir do governo Fernando Henrique e continuado no governo Lula.
Quem denuncia  é o coronel Gélio Fregapani, mentor da Doutrina Brasileira de Guerra na Selva, fundador e primeiro comandante do Centro de Instrução de Guerra na Selva, antigo servidor   da Inteligência Federal na Amazônia, da ABIM. É autor de “A Cobiça Internacional na Amazônia”, editado em 2000. Acaba de conceder entrevista ao repórter Ray Cunha, da Agência Amazônia, da qual selecionamos alguns trechos, profundos e surpreendentes, verdadeiros e trágicos, que reproduzimos.
ESTÁ PREPARADA A OCUPAÇÃO MILITAR.
“O problema  crucial da Amazônia é que ainda não foi ocupada.   Ledo engano  é   supor que a região pertence de fato ao Brasil. Será do Brasil quando for desenvolvida por nós e devidamente guardada. Daí porque às potências  estrangeiras não interessa o seu desenvolvimento. Por enquanto, Estados Unidos, Inglaterra e França,  principalmente, lançam mão da grita ambientalista. Com a região intocada, mantém os cartéis agrícolas e de minerais e metais. A soja da fronteira agrícola já ameaça a soja americana. E a exploração dos fabulosos veios auríferos da Amazônia poriam em xeque as reservas similares americanas. Despovoada, inexplorada e subdesenvolvida, não haverá grandes problemas para a ocupação militar da região. Aliás, tudo já está preparado para isso.”

“ A reserva Ianomâmi, etnia forjada pelos ingleses, do tamanho de Portugal e na tríplice fronteira em litígio (Brasil, Venezuela e Guiana) é a maior e mais rica província  mineral do planeta. As Forças Armadas e a Polícia Federal  não podem entrar nela, por força de lei. Mas já há  manifestação  na Organização das Nações Unidas para torná-la nação independente, se necessário por força das armas.”
“São quatro grupos distintos, lingüística e étnicamente,  às vezes hostis entre eles. Sua  criação foi manobra muito bem conduzida  pela WWF (World Wildlife Found), multinacional nefasta, provocadora de conflitos como a ferrugem na soja brasileira, produzida a preços  mais baratos do que a soja americana.”
“Segundo a FUNAI, existem 10 mil índios no parque Yanomâmi. A Força Aérea, que andou  levando pessoal para vacinação, viu que os índios não  passam de 3 mil. Não há  motivo para se deixar a área mais rica do país virtualmente interditada ao  Brasil. Há outra área Yanomâmi na Venezuela. Está tudo pronto para a criação de uma nação. Orientado  naturalmente pelos falsos missionários americanos, um desses pretensos líderes, Davi Yanomami já andou pedindo na ONU uma nação. Teria pedido proteção contra os colonos brasileiros, “que os querem   exterminar”.  As serras que separam o Brasil da Venezuela e da Guiana, e um pouquinho da Colômbia, contém as principais jazidas minerais do mundo.”
SERÁ OCUPADA.
“A Amazônia será  ocupada. Por nós ou por outros. Numa humanidade em  expansão, com uma série de terras super-povoadas, uma terra despovoada e habitável, ela será ocupada. Por quem? Nós temos, legitimamente, a posse, mas essa legitimidade não nos garante o futuro.  Se nós não ocuparmos, alguém a ocupará. Se nós não a  utilizarmos, alguém  vai utilizá-la. Portanto a questão é: somos brasileiros, devemos ocupá-la.”
“A necessidade de ocupação da Amazônia é um fato, e a melhor forma é  deixar prosseguir a  fronteira agrícola. E quanto mais perto das serras que separam o Brasil dos países ao Norte, melhor. É nítido o desejo dos povos desenvolvidos tomarem conta das serras: para evitar que o Brasil concorra com seus  mercados e como reserva futura de matéria prima.”
OS MADEIREIROS.
 “Os  madeireiros não fazem o mal que os ambientalistas falam.  Eles pegam espécies selecionadas, que interessam ao  mercado. É claro que eles abrem picadas para chegar até essas árvores, mas isso  não faz dano á floresta, porque há milhões de pequenas árvores, chamadas de filhotes, que estão lá  há  muitos anos esperando uma chance de chegar ao sol para poder crescer. Quando uma árvore é abatida, aqueles filhotes que estão em, redor crescem numa velocidade espantosa, na disputa para ver qual irá  substituir a que foi abatida. Isso  não   altera em nada a floresta.”
“Na floresta úmida, real, as árvore  crescem com uma rapidez incrível, fora da área de transição da periferia, aberta à agricultura. Em dois anos, as imbaúbas já estão com mais de 40 metros. Então, não é possível uma agricultura como nós a concebemos  no Sul ou no Hemisfério Norte, porque a floresta não deixa. O correto seria a silvicultura, ou seja, a substituição de árvores por outras árvores. Muitas são interessantes para substituir as de menos valor. A castanheira, a seringueira, mas, no  momento, o que chama a atenção, mesmo é o dendê, como potencial para a substituição da energia não renovável.  As reservas de petróleo estão diminuindo no  mundo e o consumo de energia está aumentando. Vai chegar o  momento em que o uso de petróleo será inviável. Não estou dizendo que o petróleo vai acabar. Sempre vai sobrar um pouco, ou um achado  novo, mais fundo, mas o uso do  petróleo, como fazemos atualmente está com seus dias contados. Além domais, os Estados Unidos estão procurando tomar conta de todas as jazidas que existem  no  mundo. Alguns países estão realmente preocupados com isso.”
A entrevista é detalhada, mas vale referi-la pelo seu significado principal: existem outros raciocínios e outras soluções para contrabalançar o ambientalismo que pretende manter a floresta intocada, apenas como reserva para quem vier a ocupá-la...
A FARSA DA RESERVA YANOMAMI.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

ENCONTRO DAS ÁGUAS

Encontro das águas é tombado provisoriamente.
Até decisão final do patrimônio histórico, região entre rios Negro e Solimões está protegida; construção de porto fica parada.
 Liège Albuquerque - O Estado de S.Paulo
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tombou provisoriamente o Encontro das Águas, fenômeno no qual as águas escuras do Rio Negro se misturam com às barrentas do Rio Solimões, formando o Rio Amazonas, numa área de cerca de 30 quilômetros quadrados. A medida entrou em vigor ontem e valerá até que o Conselho Consultivo do órgão se reúna para decidir tombar ou não a área em definitivo.
RODRIGO BALEIA-06/1/2009Ícone. Navio do Greenpeace navega próximo ao encontro do Rio Negro com o Rio Solimões
A próxima reunião do conselho está prevista para começo de novembro, mas ainda não há uma pauta definida - ou seja, o tema pode não ser discutido neste encontro e a decisão final ser adiada para o ano que vem.
De acordo com o superintendente do Iphan no Amazonas, Juliano Valente, o tombamento provisório é um "passo preventivo" para preservar a área até a decisão definitiva. "Normalmente, o Conselho Consultivo, se há um tombamento provisório, que é prerrogativa da presidência do Iphan, segue pelo mesmo caminho, mesmo que solicite outros estudos para embasar o julgamento", explica.
Até lá, a obra do Porto das Lajes, a 2,4 quilômetros do fenômeno e orçada em R$ 220 milhões, continua embargada. Por conta da falta de licenciamento ambiental do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), a construção já está paralisada há cinco meses. O projeto foi concebido para servir à Zona Franca de Manaus.
O problema em torno do porto é que ele ficará diante do Encontro das Águas e ao lado de um sistema de captação de água prestes a ser inaugurado. O Ministério Público teme que a construção do porto destrua um fenômeno natural e contamine a água que abastece 300 mil pessoas.
O tombamento da área, contudo, não condena em definitivo a obra: caberá à superintendência regional do órgão decidir sobre qualquer construção privada na área tombada, depois da sentença final. Segundo o texto publicado ontem no Diário Oficial da União, no prazo de quinze dias, "assiste aos proprietários dos bens abrangidos pela poligonal de tombamento a faculdade de anuir ou impugnar a iniciativa".
Delimitação. Segundo o estudo o Iphan, a área delimitada toma como ponto de partida, chamado de Ponto 1 (as coordenadas 3°6''58.21"S e 59°54''21.30"O). Desse Ponto 1 traça-se uma linha reta de 4,5 quilômetros até as bordas da margem direita do Rio Negro, no encontro do leito do rio com a Ilha do Xiborema, cortando esta por uma linha semi-circular de 4,5 quilômetros de raio.
A delimitação da área continua até a margem direita do Rio Solimões, de onde atravessa o leito do Rio Amazonas até a desembocadura da lagoa intermitente localizada à margem esquerda do mesmo rio, nas proximidades da Colônia Antônio Aleixo.
O perímetro abarca a lagoa e ainda uma faixa de terra de 200 metros da margem esquerda do Amazonas, até encontrar novamente o Ponto 1

domingo, 15 de agosto de 2010

AÇAI BOMBOU - R$ 11,00 (litro)

Açaí conquista o mundo, mas se elitiza na Amazônia.

Popularização da fruta em São Paulo, Rio e exterior fez preço disparar e reduziu consumo em sua terra natal, para historiadora, há mudança profunda na identidade regional; a longo prazo, diz, valor do açaí será simbólico.
JOÃO CARLOS MAGALHÃES.
A popularização do açaí no mundo está elitizando o consumo da fruta em sua terra natal, a Amazônia. Números divulgados recentemente mostram que, nos últimos 16 anos, ele se tornou um alimento caro e isso pode indicar uma mudança profunda na identidade regional, diz uma estudiosa.
Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o litro do açaí no Pará, que custava R$ 1,50 em 1994, subiu 650%. Hoje, chega a custar mais de R$ 11.
Se tivesse aumentado no ritmo da inflação, estaria só em R$ 5,50. E o preço pesa, por dois motivos.
Primeiro, porque o consumo é alto: tradicionalmente, o açaí era servido no café da manhã, almoço e jantar.
Segundo, porque os que mais dependiam da fruta eram os mais pobres. No Pará, 1,2 milhão de pessoas ganha menos do que um salário mínimo (R$ 510).
Resultado: cada vez os paraenses comem menos açaí. Apesar de não existirem dados estatísticos, a tendência não deve arrefecer, afirma Roberto Sena, do Dieese.
"Podemos dizer com tranquilidade: o açaí não é mais o arroz com feijão do paraense", diz, lembrando que até o vermelho da bandeira do Pará é associado à fruta.
Sena atribui a explosão do preço ao aumento gigantesco da demanda, que ultrapassou em muito a capacidade de produção.
Antes uma fruta de consumo apenas local, há cerca de dez anos seu gosto invadiu as academias e praias de São Paulo e do Rio, o mercado dos EUA e a Europa.
"SUPERSAUDÁVEL"
Levado pela fama de ter elementos antioxidantes e retardar o envelhecimento, ele foi adotado pela megacelebridade americana Oprah Winfrey, já eleita a "mulher mais influente do mundo".
Nos últimos dois anos, Winfrey "bombou" a "comida supersaudável", como o açaí foi apelidado por médicos dos EUA, em seu programa de TV e em seu site.
Na trajetória fora da Amazônia, ele virou suco industrializado, foi embalado em pílulas e, mais comum, servido doce em tigelas com frutas e granola o que, para os paraenses acostumados a comê-lo grosso, com peixe ou charque, é uma piada.
A historiadora Leila Mourão vê na elitização e substituição do açaí um signo de um movimento histórico mais amplo: a integração da cultura amazônica com o resto do mundo, intensificada na ditadura militar (1964-85).
"Mas não se transforma o hábito por opção, e sim por necessidade econômica. Hoje, é elegante, civilizado comer arroz e macarrão. Se você olhar a propaganda dos supermercados, nos jornais, o que aparece? Pizzas, churrascos. Açaí não dá status."
Mourão, que fez seu doutorado em história social sobre a cultura da fruta, acredita que, no longo prazo, seu valor será apenas simbólico.
Em sua pesquisa, ela notou que, nos últimos dez anos, metade das bancas avulsas que vendiam a fruta em Belém sumiu.
"O consumo migrou para as grandes redes de supermercados. De certo modo, a comida foi desumanizada. É toda uma tradição que está se perdendo", afirma.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

MILITARIZAÇÃO NA AMAZÔNIA

Peru também vai de MI-35 russo.
O Ministério da Defesa do Peru confirmou a compra de 6 Mi-171Sh (helicópteros utilizados para transporte) e dois Mi-35P (de ataque, semelhantes aos AH-2 Sabre, da Base Aérea de Porto Velho) . o valor da transação chega perto dos US$250 mi e os aparelhos deverão ser entregues até 2011. O uso, segundo o Ministério é para ”combater o narcotráfico e o terrorismo na Amazônia peruana” . Desde 2007 o Peru vem modernizando a sua frota de 15 helicópteros MI-17, com a empresa russa Rosoboronexport, numa escalada sem precedentes de militarização da Amazônia.

domingo, 4 de julho de 2010

VISÕES DE PARINTINS

O editor da coluna, Junior de Paula, traduz em texto, e o fotógrafo Gabriel Wardil, em imagens, a cidade amazônica, sede da Festa mais importante do Norte do país.
Em tempos de Copa do Mundo, a melhor definição para a profissão de jornalista seria bem representada pela máxima de que se trata de uma caixinha de surpresas. Em uma quarta-feira, eu estava sentado na redação do Jornal do Brasil e, no dia seguinte, às 6h, estava no aeroporto Santos Dumont, embarcando rumo a Parintins, onde rolava a 45ª edição do Festival Folclórico, que divide, com toques surrealistas, a cidade em duas cores: azul e vermelho, cores dos bois Caprichoso e Garantido. Mas até visualizar uma das festas mais bonitas que já presenciei, o caminho foi longo. Muito longo. Até Manaus foram seis horas – entre avião, espera em aeroporto e fila para decolagens. Da capital amazonense até Parintins, uma cidade de pouco mais de 100 mil habitantes, a segunda maior do Amazonas, localizada no meio da Ilha de Tupinambarana, foram 18 horas de barco, Rio Negro, Solimões e Amazonas acima. No porto de Manaus, eu e todo o alto escalão da Coca-Cola Brasil, a empresa que convidou a coluna, embarcamos no Iberostar Grand Amazon, um navio de água doce, com 74 cabines, piscina, restaurantes e tudo o mais que você possa imaginar. Programação intensa durante as noites com direito a show de flauta andina e boate bombando madrugada adentro. Era o que os funcionários me disseram, porque passar a noite em uma boate no Rio Amazonas não era o meu ideal de diversão. Preferi passar parte da madrugada no deque, olhando o céu da floresta que parecia computação gráfica, tantas eram as cores, luzes... E sem falar na lua, que se o homem ainda não tivesse pisado por lá, eu juraria que era um cenário inventado por alguém que queria me impressionar.
Quando acordei, já estávamos atracando no Kuat Club, nosso ponto de apoio na cidade de Parintins, localidade que recebe cerca de 100 mil turistas no último fim de semana de junho, data na qual se celebra o Festival Folclórico. Era sexta-feira, quase hora do terceiro jogo do Brasil na Copa do Mundo, contra Portugal. A partida não valia muito, o placar também não foi lá essas coisas, mas a experiência de assistir ao jogo no meio da floresta, coração do país, me fez ser um pouco mais patriota. E olha que o ufanismo não é das minhas qualidades mais recorrentes. Realmente, há coisas que só o ‘Avatar’ faz por você. Depois do jogo, as horas se arrastavam, já que a expectativa para conferir o primeiro dia das apresentações do Caprichoso e do Garantido, no Bumbódromo, estava nas alturas. Eu já tinha decidido todo o meu amor pelo Caprichoso e, aos poucos, fui conhecendo mais sobre as peculiaridades das torcidas. Soube que o Caprichoso é o boi rico, nariz em pé, quase elitista. E o Garantido era o boi do povão, não à toa as ruas estavam cheias de bandeiras do Flamengo e camisas do time da Gávea. Tipo irmãos de povo, sabe?
Resolvi dar uma volta pela cidade para passar o tempo. O Kuat Club disponibilizava transporte até o centro da cidade, mas decidi ir caminhando, sentindo um pouco da atmosfera e procurando entender melhor como deveria ser morar e viver em uma ilha que se transforma por três dias em um teatro a céu aberto, com enredos sofisticados e cenários que fariam o belo Carnaval do Rio corar. Foi cerca de uma hora de caminhada até a praça central da cidade, onde todo mundo se reúne para dançar no meio da rua e beber, claro. Em frente à catedral, na maior paz, com vermelhos e azuis misturados, sem grandes celeumas. No caminho, descobri que o tal “flal”, anunciado em várias placas pregadas às casinhas, era sacolé. Que o tratamento de esgoto é praticamente inexistente, que muitas das casas, feitas de madeira, têm chão de terra e que todos se conhecem pelos nomes. Descobri também que a boa vontade do povo parintinense é comovente. Sempre pronto para uma palavra amiga, uma ajuda ou uma sugestão do que fazer. Sempre com o sorriso no rosto. Como se os problemas que aquelas pessoas enfrentam, e devem ser muitos, não existissem, esfregando nas nossas caras que a felicidade está nos detalhes, nas pequenas coisas. E não deve ser, de forma alguma, um fardo, como nós, muitas vezes, transformamos a busca pela felicidade. A festa, em si? Um luxo, linda, dinâmica, tradicional, repleta de encantos, emocionante e inesquecível. Mas o que não vai sair nunca mais da minha memória, mesmo, será o sorriso estampado na boca e nos olhos de cada morador de Parintins.

domingo, 27 de junho de 2010

Rainhas do Carnaval no Amazonas

O Festival de Parintins, no Amazonas, contou com a presença de duas musas do Carnaval carioca: as rainhas de Bateria da Mangueira e da Mocidade, Renata Santos e Thatiana Pagung, respectivamente. Elas desfilaram neste domingo como sereias no Boi Garantido. "É muito diferente do Carnaval. As fantasias são bem mais pesadas", comparou Renata. Thatiana já chegou torcendo pelo Garantido. "Ainda bem que me encantei pelo vermelho, se não nem teria roupa para vestir, não tenho nada azul", afirmou a bela, em tom bem-humorado. As duas foram para o festival acompanhadas do presidente da Mangueira, Ivo Meirelles. O evento contou ainda com a presença da cantora Daniela Mercury, que, emocionada, abriu a primeira noite do festival, sexta-feira, cantando pelo Garantido. Fafá de Belém também prestigiou a festa, assistindo às apresentações.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

FOLCLORE OUSADO DO AZUL

Na apresentação de hoje, os artistas do Caprichoso vão apresentar “Poesia Cabocla – Um canto de amor ao folclore popular”. De acordo com o presidente do Conselho de Artes do Azul, Gil Gonçalves, a agremiação vai usar os “Cantos da Floresta” para transmitir a mensagem de preservação.
A primeira alegoria a entrar na disputa será “Exaltação Folclórica ao Boi”, assinada pelo artista Jair Mendes. Nela, o boi apresentará personagens importantes para a cultura regional, como “Lioca, o lampieiro, o marujeiro”, e a marujeira Chica que, como diz uma das toadas mais importantes do Caprichoso este ano, “desde criança brinca de boi”. Farão parte desse primeiro momento de apresentação a vaqueirada, o levantador David Assayag, a porta-estandarte Karine Medeiros e a sinhazinha Tayná Valente, além do apresentador Júnior Paulain, da Marujada de Guerra e do próprio boi Caprichoso, que é o item mais importante de toda a festa.
A segunda alegoria apresentada pela agremiação vai representar o item Figura Típica Regional, com o “Caboclo Pescador”. Nessa alegoria, a galera será presenteada com a evolução da rainha do folclore, Brenna Dianá, que defende o item pelo segundo ano consecutivo. O artista responsável pela alegoria também é Jair Mendes. Depois desse primeiro momento de festa, a evolução fica mais intensa com a Celebração Tribal e participação dos tuxauas. Depois disso, o levantador David Assayag vai defender o item toada – letra e música, com a composição de Adriano Aguiar e Geovane Bastos, “O Canto da Floresta”.
A Lenda Amazônica que o Azul vai apresentar aos jurados este ano é o Encanto do Boto. Na alegoria de Karú Carvalho, a mais bela da tribo, a cunhã-poranga Maria Azedo dará início à sua apresentação. A primeira noite terá ainda a encenação da “Tribo Coreografada”, que representará a tribo dos Cinta-Larga. Durante a coreografia, os dançarinos irão representar escorpiões.
De acordo com um dos artistas mais importantes do bumbá, Juarez Lima, o Azul irá para a disputa “audacioso, sem deixar a tradição de lado”. Ele diz ainda que as apresentações de amanhã e de domingo podem sofrer algumas modificação minutos antes da entrada no Bumbódromo. “Temos um cronograma para cumprir, mas dependendo da reação da galera na noite anterior podemos mudar o caminho”, avisa.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

GAVIÃO REAL

A Harpia ou Gavião-real, é a maior ave rapineira (de Rapina) do planeta, podendo chegar até a 10 kg e 2 m de envergadura – no caso da fêmea que pode ter até o dobro das dimensões do macho. Típica da América do Sul, vive em locais de grandes florestas. No Brasil pode ser encontrada na Amazônia.
É uma ave que caça, sobretudo, mamíferos arborícolas de médio e grande porte (macacos principalmente); não tem predadores naturais, mas, infelizmente algumas bestas bípedes, mais conhecidas como seres humanos, representam ameaça à espécie.
Conhecida como Harpia Real ou Gavião Real, além de outros nomes, a espécie em geral tem 1 filhote a cada 3 anos, o que contribui para sua extinção, mas os macacos agradecem.
Outros dados característicos da espécie você encontrará com maior riqueza se der uma pesquisada pela net. Vejo esse bicho como a mais bela obra da Natureza, é absurdamente lindo, de prospecto até demoníaco – o nome vem da mitologia grega (harpias).
Destaque para as garras enormes, o “tronco” das pernas que é maior que o bíceps de muito marmanjo por aí, a “coroa” de penas na região da cabeça (importantes para a captação sonora) e, claro, possui um olhar sereno e sombrio que dilacera até a “alma”.

terça-feira, 25 de maio de 2010

PIRARUCU DE CASACA.

O pirarucu de casaca leva um montão de ingredientes.
2 quilos de lombo de pirarucu seco, que deve ser deixado de molho para dessalgar
5 bananas pacovam, também chamada banana da terra
1 quilo de farinha de uarini
250 ml de leite de coco
5 ovos cozidos
1 pimentão verde
2 tomates grandes
1 cebola média
100 gramas de azeitona verde
1 maço de cheiro-verde
óleo de soja
azeite de oliva
vinagre
pimenta-de-cheiro
Os temperos todos devem ser picados bem miudinhos. As bananas já fatiadas são fritas no óleo de soja, que deve estar bem quente. No mesmo óleo das bananas frite os pedaços de pirarucu. Eles devem ficar bem dourados.
Enquanto o peixe escorre e esfria, torre a farinha de uarini. Acrescente o leite de coco, mexa e torre de novo. Enquanto isso, o pirarucu frito é desfiado e os espinhos, retirados. Para montar o prato junte todos os ingredientes, todos os temperos, regue com azeite e depois comece a montagem final.
Numa taça grande, coloque o pirarucu desfiado, a azeitona e parte da banana frita. Acrescente aos poucos os ingredientes todos, inclusive o vinagre. Cubra a mistura com as fatias de banana frita que sobraram. A farinha de uarini torrada com leite de coco vai por cima de tudo.

O PEIXE GIGANTE DA AMAZÔNIA.

Pirarucu, é prato típico em Manaus.
Espécie pode ter até 3 metros e pesar cerca de 200 quilos.
Durante a madrugada, a orla do Rio Negro, em Manaus, transforma-se em um grande mercado de barcos chegando com peixes de toda a bacia amazônia. A aparente calmaria da orla do Rio Negro, durante a noite em Manaus, é só aparência mesmo. De terça a domingo, das três da madrugada às 7hs, o local ferve com a chegada de barcos que trazem todo tipo de peixe da bacia amazônica.
Há jaraqui, curimatã, tambaqui, aracu, pacu, piranha e tucunaré, amazonense come muito peixe, a capital Manaus, o consumo por pessoa gira em torno de 150 gramas por dia nos  municípios mais afastados, chega a 500 gramas, o movimento no lugar é grande até o dia clarear.
Dos peixes mais apreciados na culinária amazonenses, tem um que não é encontrado mais na região. O pirarucu teve sua pesca proibida em 1996, a espécie conhecida como o peixe gigante da Amazônia  vinha sendo explorada de maneira predatória e perigosa. Desde então só se pode vender ou comprar pirarucu proveniente de áreas de manejo ou cativeiro.
Dos peixes de escama de água doce, o pirarucu é dos maiores do mundo, ele pode chegar a três metros de comprimento, pesar a cerca de 200 quilos, a carne bonita e de filé alto é muito valorizada na Amazônia. As mantas geralmente são vendidas salgadas. 
“Eu acho até mais interessante do que o bacalhau”, diz a chefe de cozinha Maria do Céu Athayde, que usa muito o pirarucu em suas receitas. Ela tem público garantido, já que, em Manaus, o consumo de peixe é de cerca de 150 gramas por pessoa a cada dia. Em cidades do interior, o número chega a 500 gramas.
Na famosa feira da Panair, popularmente chamada Panaí, a dona Maria do Céu explica que a receita mais conhecida com o peixe é o típico pirarucu de casaca, um dos ingredientes usados é a farinha de uarini, feita com mandioca molhada - “A farinha de uarini, feita com a mandioca molhada, com a mandioca puba, será usada no pirarucu” explica Maria do Céu.
O prato também leva bananas pacovam, leite de coco, ovos cozidos, pimentão verde, tomate, cebola, azeitona e cheiro-verde (maço de cheiro-verde no Amazonas é composto por cebolinha, coentro e uma chicória)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

AMAZÔNIA.

Município no Amazonas tem pratos à base de peixe, pimenta e formigas.
Em São Gabriel da Cachoeira, 95% da população é indígena.
Formigas são vendidas na feira e fazem parte das refeições.
Do Globo Amazônia.

As receitas da cidade no Alto Rio Negro já foram mostradas em um evento de gastronomia em São Paulo por dois chefs do Amazonas, Josefa Antônia Gonçalves de Andrade e Salomão de Aquino. "As formigas geralmente são consumidas in natura", diz ele.
Já em São Gabriel da Cachoeira, onde 95% da população é formada por indígenas, agricultores e pescadores levam seus produtos para a única feira da cidade todas as manhãs. Nas barracas, Josefa e Aquino podem comprar formigas saúva e maniwara.
Morando há 23 anos no município, Aquino é fã dos temperos usados na região. Um de seus pratos preferidos é o tucupi preto, um caldo extraído da mandioca. "Os indígenas há muitos anos já faziam a redução do tucupi fresco até o ponto de quase um melado", diz.

domingo, 11 de abril de 2010

AÇAI.

AÇAI - Ouro preto Amazônico.
A fruta é pequenininha, arredondada e muito roxa, quase preta. Lembra uma jabuticaba em tamanho reduzido. Tem um caroço grande, e muito pouca polpa.
O açaí é muito rico em antocianina, uma substância anti-oxidante, que ajuda no combate ao colesterol e aos radicais livres. Você já ouviu que um copo de vinho tinto por dia faz bem ao coração? É devido à antocianina da uva
Forma tradicional na Amazônia de tomar o açaí é gelado com farinha de mandioca ou tapioca. Há quem prefira fazer um pirão com farinha e comer com peixe assado ou camarão e mesmo os que preferem o suco com açúcar (ainda assim, bem mais grosso que qualquer suco servido no sudeste).
As sementes limpas são muito utilizadas para o artesanato. Quando descartadas, servem como adubo orgânico para plantas.
Nas demais regiões do Brasil, o açaí é preparado da polpa congelada batida com xarope de guaraná, gerando uma pasta parecida com um sorvete, ocasionalmente adicionando frutas e cereais, o que não é bem visto pelos habitantes da região Norte, que encaram a mistura como um desperdício de açaí, conhecido como açaí na tigela um alimento muito apreciado por frequentadores de academias e desportistas.
Principalmente entre consumidores de São Paulo e Rio de Janeiro onde a polpa e o suco de açaí são servidos como repositores de energia em bares e academias de ginástica, motivou os produtores da polpa.
Aproveite esse calor para se refrescar com uma deliciosa taça de açai.
Pura, com farinha ou arroz e feijão, a polpa do açaí está no cardápio diário dos paraenses e alimenta também uma cadeia produtiva que começa nas propriedades ribeirinhas e vai parar até na mesa dos consumidores australianos e americanos. Uma das frutas mais populares da região norte do Brasil é tema projetos de desenvolvimento sustentável e combate à pobreza na Amazônia.
O sucesso, principalmente entre consumidores de São Paulo e Rio de Janeiro onde a polpa e o suco de açaí eram servidos como repositores de energia em bares e academias de ginástica, motivou os produtores da polpa. A capacidade de produção foi ampliada e hoje já pode atingir 600 toneladas com a conquista também do mercado externo. O mix “açaí com guaraná”, por exemplo, caiu no gosto dos consumidores nos Estados Unidos. E a Austrália já comprar 75 toneladas de açaí misturado com maracujá, acerola, cupuaçu e abacaxi.
Raimundo Frazão controla a qualidade do mix açaí-com-guaraná exportado para Austrália e Estados Unidos.
“O açaí é o ouro preto para nós produtores paraenses”.
FONTE: Sabores da Amazônia.