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segunda-feira, 27 de maio de 2013

MESMO SACO

E tá cheio de otario que deixar de comer pra ir ao estadio, vejo pela tv e sem mais aquela paixão de antes !!! Rede Globo não é farmacia mas é especialista em manipulação !!!
Como é que ainda conseguem inventar mais maracutaias? Nós já deveríamos estar acostumados. Mas é lógico que as pessoas “de bem” não conseguem aceitar que as pessoas “do mal” venham a cada dia aprontar mais uma. 
E sempre tem. 
A criatividade da turma “do mal” é infinita. 
E nada lhes acontece, porque quem tinha de fiscalizar, denunciar, prender esses larápios também são “do mal”. E não venham me dizer que “em todas as profissões tem gente que não presta”. É verdade, porém, a meia verdade escondida aí é que “os que são ‘de bem’ NÃO DENUNCIAM quem é ‘do mal’”, portanto, são cúmplices, portanto, são farinha do mesmo saco, portanto, não se salva ninguém, em lugar algum, nem em qualquer profissão, afora as exceções, que são bem poucas. 
Êta mundão de m… este!!!

quinta-feira, 19 de julho de 2012


Um novo patrono para o Engenhão.
Por Elio Gaspari, no O Globo.
A cada dia que passa e o estádio olímpico do Engenhão continua com o nome de João Havelange, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, confirma as palavras dos advogados da Fifa no processo que tratou do capilé de US$ 14 milhões recebidos pelo doutor e por Ricardo Teixeira: “Pagamentos de subornos pertencem ao salário recorrente da maioria da população na América Latina e na África.”
Havelange e Teixeira receberam, mas a galera que vai aos estádios e elege prefeitos leva a fama. A exposição da malfeitoria, treze anos depois das primeiras denúncias, mostra que os subornos, quando rolam no andar de cima, são protegidos por um sistema de salvaguardas especiais. No caso da dupla, a blindagem funcionou na própria Suíça, pois as principais acusações surgiram em 2006.
Havelange foi protegido ao limite do possível. Ele dirigiu a Confederação Brasileira de Desportos de 1956 a 1974, e a Fifa de 1974 a 1998, quando foi aclamado seu presidente honorário, título que ainda mantém. Afora isso, foi membro do Comitê Olímpico Internacional e fez Ricardo Teixeira, que era seu genro, presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Os dois saíram de fininho no ano passado, quando a magistratura suíça já estava atrás de suas contas.
Aos 96 anos, Havelange ensinou: “Difícil na vida não é chegar, é saber sair. Tem que sair bem.” Ele construiu seu verbete na história do esporte brasileiro e destruiu-o na saída.
Charmeur irresistível e grosseirão inesquecível, “nosso querido Havelange” (nas palavras de Lula), encantou governantes e ajudou atletas colocando-se ora como patriarca onipotente, ora como cortesão maltratado.
Quando Pelé contrariou-o, disse: “Dei todas as atenções e fiz gentilezas a esse moço.” No ano passado, a doutora Dilma tomou-lhe o passaporte diplomático e ele lamentou-se: “Eu merecia isso? É isso que dói, este é o meu país.”
Havelange e Teixeira encarnaram a transformação do futebol num empreendimento bilionário. Em 1958, quando o ex-sogrão trouxe a primeira Copa do Mundo para o Brasil, o goleiro Gilmar ganhou uma bibicleta e um terno. Hoje os craques pilotam Ferraris.
Há patrocinadores para atletas, clubes, seleções e Copas, e, se isso ajudou a profissionalizar o esporte, serviu também para montar propinodutos e lavanderias de dinheiro. A rede de interesses criada pelo progresso deu à cartolagem oportunidades para a delinquência e fez da Fifa uma central de negócios, ramificada em donatarias nacionais.
A presença da empreiteira Delta na construção de estádios para a Copa de 2014 é um solene indicador dos perigos que rondam a festa. Até bem pouco tempo Joseph Blatter, presidente da Fifa (secretário-geral ao tempo de Havelange), comportava-se nas negociações com o Brasil como se fosse um chefe de Estado, manipulando a síndrome de “vira-latas” dos burocratas com quem tratava.
O ocaso de Havelange deveria levar o prefeito Eduardo Paes a aceitar uma disputa com a Fifa. Ganhará quem chegar primeiro: os cartolas suíços extinguindo a presidência honorária da instituição ou o doutor, trocando o nome do Engenhão.
Se o prefeito entregar a escolha do nome do estádio à galera que o frequenta, mostrará que “pagamentos de subornos” não “pertencem ao salário recorrente da maioria da população” do Rio.
O prefeito Eduardo Paes e a Fifa estão com um peso nos ombros: ele se chama João Havelange.

domingo, 25 de julho de 2010

botafogo

Além de tentar acabar com um jejum de sete jogos sem vitória no Campeonato Brasileiro, o clássico com o Fluminense tem outra motivação a mais para o Botafogo. Desde que ganhou em licitação a concessão do Engenhão, dia 3 de agosto de 2007, o clube nunca venceu um clássico no estádio. Escrita que a torcida espere que se encerre neste domingo.
"Escritas foram feitas para serem quebradas e seria muito bom acabar com isso agora. Não tenho bola de cristal, o que garanto é que vamos entrar para ganhar. O estádio estará cheio, o Fluminense é o líder, e tenho a certeza de que a nossa torcida vai comparecer", afirmou o técnico Joel Santana, convocando a torcida alvinegra para encher o estádio.
Já são seis clássicos sem vitória desde que o clube passou a gerenciar o estádio por concessão municipal. No entanto, contra o adversário de domingo, o Botafogo não perdeu. Foram dois empates: 1 a 1 e 0 a 0 pelos Brasileiros de 2008 e 2009, respectivamente. Mas, curiosamente na inauguração do estádio, dia 30 de junho de 2007, o Botafogo venceu de virada o Fluminense: 2 a 1, com dois gols de Dodô. Alex Dias marcou para o time tricolor o primeiro gol da história do estádio, que ainda pertencia à Prefeitura.
Mas todos os jejuns alvinegros podem terminar neste domingo se os jogadores seguirem à risca os conselhos do atacante Caio. "Precisamos ter um pouco mais de tranquilidade, postura tática e comunicação em campo. Não estamos conseguindo fazer os gols de início e a torcida está vindo em cima, o que tem nos desequilibrado. Precisamos ter calma na hora de concluir as jogadas", disse.
O lateral Marcelo Cordeiro é outro que não quer ouvir falar em maldição. "Escritas foram feitas para serem quebradas. Para isso, a gente tem que ter a mesma garra e superação demonstradas na partida contra o Palmeiras, aliada à parte técnica e tática".
Apesar de esperar um jogo muito disputado, Cordeiro rechaça o favoritismo do Fluminense que conta com um elenco cheio de nomes consagrados.
"No momento eles têm demonstrado bons resultados dentro de campo. Mas o Botafogo, o Internacional e o São Paulo também têm grandes elencos", compara o lateral, provocando o adversário deste domingo. "Só os resultados vão dizer no fim do campeonato quem tem o melhor elenco".