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terça-feira, 24 de agosto de 2010

BUSCA PELA FELICIDADE

Projeto de lei quer tornar 'busca pela felicidade' uma obrigação do Estado.
A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 513/10, da deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), que inclui a busca pela felicidade como um direito de todo cidadão, está sendo analisada pela Câmara.
A proposta modifica o artigo 6º da Constituição e, de acordo com a PEC, estabelece que "uma sociedade mais feliz é uma sociedade mais bem desenvolvida, em que todos tenham acesso aos básicos serviços públicos de saúde, educação, previdência social, cultura, lazer, dentre outros."
Assinada por 192 deputados, a PEC será analisada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) quanto à sua constitucionalidade. Se for aprovada, seguirá para uma comissão especial e, depois, para o Plenário.
RANKING.
Independentemente da PEC garantir a felicidade, o Brasil está no grupo dos mais felizes do mundo, de acordo com ranking feito pela revista americana "Forbes".
O Brasil está na 12ª posição no ranking que avaliou como as pessoas se sentiam em relação à vida entre os anos de 2005 e 2009, à frente de nações mais desenvolvidas como EUA, Reino Unido e França.

terça-feira, 6 de julho de 2010

O BRASIL PRECISA, A JUVENTUDE QUER

JORNAL DO BRASIL
Danilo Moreira, é presidente do Conselho Nacional de Juventude.
Foi confirmado por líderes do governo e da oposição que a PEC da Juventude será prioridade, hoje e amanhã, na votação do Senado. Sua aprovação é determinante para consolidação das políticas públicas de juventude na agenda nacional e contribuirá para a melhoria da qualidade de vida de 50 milhões de brasileiros e brasileiras situados na faixa etária de 15 a 29 anos.
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC 42/2008) insere o termo juventude no capítulo dos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição federal. O objetivo é suprir uma lacuna em nossa carta magna, que reconhece crianças, adolescentes, idosos, indígenas e mulheres, mas é omisso no que tange aos direitos da juventude.
Esta emenda tramita no Congresso Nacional desde 2003, mas a luta pela sua aprovação ganhou impulso após a realização da 1ª Conferência Nacional de Juventude, concluída em abril de 2008. O processo participativo contou com 400 mil participantes em todos os estados e transformou a PEC da Juventude em símbolo maior da luta pela ampliação das políticas públicas para este segmento.
Desde então o Conselho Nacional de Juventude passou a trabalhar prioritariamente por esta proposta e em 2008 conseguiu a aprovação quase unânime pela Câmara dos Deputados. Foram 382 votos a favor, nenhum voto contrário e apenas 1 abstenção. No Senado esta PEC foi aprovada, também por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça, e, desde junho de 2009, aguarda votação em dois turnos pelo plenário da Casa, para então virar lei.
A aprovação desta emenda tem sentido simbólico e prático. Do ponto de vista simbólico, seria a concretização de uma das principais bandeiras dos movimentos juvenis nos últimos dois anos. Houve inúmeros debates, atividades públicas, manifestações nas galerias do Senado, audiências com Senadores e até mesmo uma inovadora campanha via twitter com a tag PECdaJuventude. Ainda no campo simbólico é importante destacar que 2010 foi apontado pela Organização das Nações Unidas como Ano Internacional da Juventude. O reconhecimento deste segmento populacional na Constituição federal seria um sinal para o mundo que nosso país realmente aposta no presente e investe no futuro.
Do ponto de vista prático esta emenda constitucional dá “segurança jurídica” e permite o avanço das políticas existentes, além de indicar a necessidade de um Plano Nacional de Juventude com metas que deverão ser cumpridas pela União, em parceria com estados, municípios e organizações juvenis nos próximos 10 anos. Tal plano teria ações nas áreas de cultura, saúde, esporte, cidadania, trabalho, inclusão digital, educação etc. Em outras palavras, deflagraria um processo contínuo e articulado de investimentos em juventude. Vista de forma mais ampla, esta PEC contribuiria para efetivação de um Estado democrático de direito, que não se realizará sem o devido reconhecimento à juventude brasileira.
O que para muitos pode parecer uma questão organizativa e sem resultado a curtíssimo prazo, na verdade representa uma visão estratégica sem precedentes sobre este importante segmento populacional. Temos uma economia em franco crescimento e imensas oportunidades geradas com a descoberta do Pré-Sal, a realização da Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016. Ao mesmo tempo, temos a maior geração de jovens da nossa história. Repito, são 50 milhões de brasileiras e brasileiros entre 15 e 29 anos. Este bônus demográfico deve ser considerado em um projeto nacional que assegure os direitos sociais desta parcela da população, mas que, acima de tudo, aposte na disposição e capacidade da juventude em contribuir com o desenvolvimento do país.
É chegado o momento de alçar definitivamente a política de juventude à condição de política de Estado.