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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Banco do Brasil volta a reduzir juros de empréstimos.
O GLOBO
Taxa do cheque especial caiu até 52%, para clientes com pacote especial.
Por Lino Rodrigues, O Globo
O Banco do Brasil anunciou nesta sexta-feira nova redução de juros de empréstimos para pessoas físicas, a terceira em menos de 30 dias. As principais reduções...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

JUROS

A  LIÇÃO QUE FICA - A rendição dos bancos ao novo ciclo de queda dos juros  marca um divisor na forma de se fazer política econômica no país. Quebrou-se um lacre político. Rompeu-se uma parede hegemônica ardilosamente defendida durante décadas com argumentos supostamente técnicos.  Em uma semana, o que era uma impossibilidade esférica, condicionada ao atendimento de uma soberba lista de 20 'contrapartidas'  comunicadas a Brasília  com rara deselegância pelo presidente do sindicato dos bancos (Febraban) , Murilo Portugal, reverteu-se em adesão maciça ao corte das taxas.  Como se deu a transumação da inflexibilidade em cordura? O governo e os partidos progressistas não devem temer a resposta que os fatos comunicam: o Estado brasileiro, apesar de tudo, ainda tem poder político e instrumental para reordenar a economia. A maior lição desse episódio é que ele vale também para outras esferas e desafios. (Carta Maior; 5ª feira 19/04/2012)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

TAXA BÁSICA DE JUROS

Selic maior terá pouco impacto sobre juros no crédito.
A elevação da taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 p.p. (ponto percentual) anunciada nesta quarta-feira (20) terá pouco impacto nos juros das operações de crédito para consumidores e empresas, aponta a Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
Com o novo aumento promovido pelo Copom (Comitê de Política Monetária) hoje, a Selic vai para 12,50% ao ano.
De acordo com as simulações feitas pela Anefac, a taxa média das operações para os consumidores, atualmente em 6,80% ao mês, deve subir apenas 0,02 p.p. (para 6,82%) com o aumento de 0,25 p.p..
Entre as taxas para as pessoas físicas, os juros do cartão de crédito devem subir de 10,69% ao mês para 10,71%. Assim, a utilização do rotativo sobre o valor de R$ 1.000 por 30 dias deve passar a custar R$ 107,10 de juros --ante R$ 106,90 anteriormente.
No caso dos juros para empresas, a taxa média deve subir de 3,96% para 3,98% ao mês.
Veja a possível evolução das taxas após o aumento de 0,25 p.p. na Selic:
CRÉDITO AO CONSUMIDOR.
Taxa média atual: 6,80% ao mês
Taxa após aumento de 0,25 p.p. na Selic: 6,82% ao mês
Juros do comércio
Taxa atual: 5,66% ao mês
Taxa após aumento de 0,25 p.p. na Selic: 5,68% ao mês
Cartão de crédito
Taxa atual: 10,69% ao mês
Taxa após aumento de 0,25 p.p. na Selic: 10,71% ao mês
Cheque especial
Taxa atual: 8,1% ao mês
Taxa após aumento de 0,25 p.p. na Selic: 8,12% ao mês
CDC bancos - Financiamentos de automóveis
Taxa atual: 2,34% ao mês
Taxa após aumento de 0,25 p.p. na Selic: 2,36% ao mês
Empréstimo Pessoal bancos
Taxa atual: 4,63% ao mês
Taxa após aumento de 0,25 p.p. na Selic: 4,65% ao mês
Empréstimo pessoal financeiras
Taxa atual: 9,30% ao mês
Taxa após aumento de 0,25 p.p. na Selic: 9,32% ao mês
CRÉDITO PARA EMPRESAS.
Taxa média atual: 3,96% ao mês
Taxa após aumento de 0,25 p.p. na Selic: 3,98% ao mês
Capital de giro
Taxa atual: 3,04%
Taxa após aumento de 0,25 p.p. na Selic: 3,06% ao mês
Desconto de duplicatas
Taxa atual: 3,14% ao mês
Taxa após aumento de 0,25 p.p. na Selic: 3,16% ao mês
Conta Garantida
Taxa atual: 5,70%
Taxa após aumento de 0,25 p.p. na Selic: 5,72% ao mês

JURO DE 12,5%

BC APERTA A CORDA NO PESCOÇO DO PAÍS.
O Brasil tem a moeda mais valorizada num conjunto de 58 economias importantes do planeta. Com base num índice de equilíbrio igual a 100, o Real encontra-se hoje num patamar de 158 em relação a uma cesta de moedas. O segundo posto no ranking, bem abaixo, é ocupado pelo yuan chinês, com índice de 116, conforme os cálculos do Banco Internacional de Compensações, informa o Valor. A liderança brasileira encontra explicação em outro recorde: o país tem a maior taxa de juro real do mundo, superior a 6%. O padrão mundial, desde a crise de 20072008, gira em torno de zero. Em busca de lucro fácil, especuladores de todos os mercados –inclusive os nativos-- tomam dinheiro a juro zero lá fora e despejam em títulos públicos aqui. Em junho, em apenas 15 dias conseguia-se com essa operação --carry trade--  um lucro equivalente ao obtido em 24 meses de aplicação em papéis do Tesouro americano. Irresistível. Apesar de todas as medidas mitigatórias tomadas para conter esse tsunami, cerca de US$ 10 bi, entre fluxos comerciais e financeiros, ingressaram liquidamente na economia  na primeira quinzena de julho. Um colosso. A desindustrialização embutida nessa mecânica obedece a um roteiro já banalizado: o Real 'forte' barateia importações, desloca demanda e transfere empregos para fora do país. Nesta 4º feira o BC anunciou a subida de mais um degrau nesse patíbulo, elevando a Selic para 12,5%. Com uma novidade desconcertante, considerando-se os próprios termos da equação monetária: todos os índices de preços sinalizam desaceleração ou deflação. Inutilmente. É como se carrasco puxasse a corda apesar da suposta vítima do crime gritar da platéia: é inocente!  (Carta Maior; 5º feira 21/07/ 2011)

terça-feira, 26 de abril de 2011

O MERCARDO

Queda da cesta básica ajuda a enfrentar pressão do mercado.
A inflação registrada no primeiro trimestre supera mais da metade da meta oficial prevista para 2011, mas o preço da cesta básica cai quase 2%, segundo dados do governo. Proteção do bolso dos setores mais pobres da população aumenta conforto político para Dilma Rousseff apoiar Banco Central contra o pessimismo do 'mercado' e ajuda a segurar pressão por uma maior alta dos juros. Presidenta quer encarar o desafio de derrubar a taxa brasileira para níveis internacionais.
André Barrocal, da Carta Maior.
A inflação oficial acumulada de janeiro a março ficou em 2,4%, mais da metade da meta do governo para 2011 (4,5%). Dados que circulam no governo e chegaram à presidenta Dilma Rousseff mostram, no entanto, que o preço da cesta básica no primeiro trimestre caiu 1,9%, apesar do encarecimento geral dos alimentos no mundo.
A relativa proteção, apurada pelo governo, do bolso do povão na hora de comprar comida tem dado conforto político ao Palácio do Planalto. Ajuda-o a manter a tranquilidade e até a topar um certo enfrentamento do pessimismo inflacionário do “mercado”, que na opinião de economistas como Roberto Messenberg, coordenador do Grupo de Análise e Previsões do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), chega a ser “terrorismo”.
Uma semana antes da Páscoa, por exemplo, o mercado aumentara de novo sua previsão de inflação para 2011, colocando-a muito perto do limite máximo admitido pelo governo, e esperava que o Banco Central elevasse o juro em meio ponto percentual, a fim de controlar a escalada dos preços. Mas o BC surpreendeu e subiu menos (0,25) – e mesmo assim recebeu críticas de quem achava a alta desnecessária, como trabalhadores e empresários; e nem assim o "mercado" acalmou-se (segundo pesquisa semanal do BC divulgada nesta segunda-feira, dia 25, o "mercado" elevou de novo a expectativa de inflação para 2011).
O mesmo quadro referente ao custo da cesta básica também contribui para a convicção de Dilma Rousseff de que não se deve nocautear a economia agora, com juros cavalares, ainda que a inflação, em 2011, orbite (por cima ou por baixo) o teto de 6,5%. A consequência seria pesada demais, em termos de crescimento e geração de emprego e renda. “Mas a presidenta jamais vai dizer isso em público”, segundo um auxiliar dela.
O presidente do BC, Alexandre Tombini, e sua diretoria estão em sintonia com a presidenta. De acordo com uma fonte da instituição, o banco entende que tentar trazer a inflação para a meta este ano exigiria “derrubar” a economia com um custo muito alto para a sociedade brasileira reverter. Daí que o BC trabalha por uma inflação de 4,5% só no ano que vem, como expressou de forma clara, em março, no último relatório que divulga a cada três meses sobre a inflação.
Juro 'normal' até 2014.

A busca do governo por alternativas e discurso contra calibrar o juro na altura que, se dependesse do “mercado”, a taxa já teria alcançado também se encaixa no plano de Dilma Rousseff de terminar o mandato com um percentual “normal”. Quanto menos o juro subir agora, mais fácil de alcançar o objetivo. “Vamos buscar uma taxa de juros compatível com a taxa de juros internacional. É possível sim, perfeitamente. Esse é o grande desafio que o Brasil vai ter de enfrentar, pelo menos desta vez”, declarou a presidenta em visita recente à China.
Ao montar a atual diretoria do BC, Dilma já tinha dado um sinal de sua ambição de longo prazo. Dos sete diretores, apenas dois têm passagem pelo “mercado”. Os outros são funcionários de carreira do banco. A presidenta sabe que, por isso, o “mercado” não gosta do atual BC, como não gosta do ministro da Fazenda, Guido Mantega, outro sem o sistema financeiro no currículo. “Mas ela dá respaldo total ao Guido e ao Tombini. Aliás, a política econômica não é deles, é dela”, afirmou um auxiliar de Dilma. 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A manobra da presidenta Cristina Kirchner só me faz lembrar daquela que o Brasil viveu no final dos anos 80 inicio dos 90, o confisco do boi-gordo para regular o preço da carne vermelha. Não preciso lembrar que não deu certo.
Considero a atitude da presidenta Kirchner muito arriscada, tem mais chance de fracasso do que de sucesso. Todos os governos que tentaram regular preço por decreto foram mal sucedidos e o que é pior agravou a inflação pois os governos ficam nas mãos do agricultor, no caso da Argentina não será diferente.
Pode observar, toda vez que o preço do produto agricola cai o que os agricultores fazem? Retem o produto nos estoques ou na pior das hipoteses doam a produção na rua.
Nunca é bom o aumento de juros Selic, mas a situação da Argentina dá a dimensão, reforça a tomada de escolhas que a equipe economica teve que fazer e tinha que fazer.
Se a equipe da Dilma Rousseff reproduzisse o que a Argentina está fazendo eu ficaria apreensivo. Eu já vivi o confisco do boi-gordo. Quando a equipe economica do José Sarney fracassou não só o preço da carne vermelha subiu mas houve um efeito em cadeia em toda a linha produtivo e sem contar com os efeitos colaterais.