Os defeitos existentes na ordem prevalecente estão patentes na incapacidade manifestada pelos Estados soberanos, organizados nas Nações Unidas, em exorcizar o espectro da guerra, a ameaça – já presente - de um colapso da ordem econômica internacional.
Washington Araújo, na Carta Maior.
Que tempos extraordinários estes que estamos vivendo. É como se as páginas da História de recusassem a escrever com a mesma tinta, com a mesma cor e, acima de tudo, com a mesma mão. Os sinais de caos e convulsões iminentes, tão vividamente acessíveis em imagens de telejornais e em vídeos na internet, podem agora ser discernidos, na medida em que, lastimavelmente, a ordem predominante demonstra ser defeituosa.
Os defeitos existentes na ordem prevalecente estão patentes na incapacidade manifestada pelos Estados soberanos, organizados nas Nações Unidas, em exorcizar o espectro da guerra, a ameaça – já presente - de um colapso da ordem econômica internacional, o alastramento da anarquia e do terrorismo, e o sofrimento intenso que estas e outras aflições estão causando a um número crescente de seres humanos.
O potentado norte-americano foi rebaixado em sua “capacidade de honrar compromissos financeiros”, de “ótimo” (AAA) desceu para “bom” (AA). E, em uma economia profundamente desorganizada, foi o sinal para que Bolsas de Valores de todo o mundo despencassem. A gravidade é de tal monta que a China emitiu notas veementes expressando grave preocupação com a capacidade de o governo dos Estados Unidos vir a honrar sua dívida com o gigante asiático.
As economias da Grécia, Portugal e agora, a da Espanha, encontram-se em petição de miséria: o Estado não consegue produzir riquezas para manter seu “padrão insustentável de consumo” e muito menos sua atividade econômica capaz de manter alguma forma de estabilidade nos índices de emprego de suas populações. Há poucos quilômetros do centro de Londres, nesta primeira semana de agosto de 2011, parte da população dos subúrbios promoveu incêndios e saques de lojas e residências, além da depredação de edifícios públicos. Exatamente aquela parte da população que não recebeu os benefícios do Welfare State, do Estado do Bem-estar Social e que engrossa as estatísticas, sempre alarmantes, de pobreza e miséria em meio à opulência e aos desperdício de uma minoria, que na Europa, acostumara-se a viver nababescamente, alimentando suas ilhas artificiais de consumo de bens supérfluos.
Bem, este panorama retrata apena breves vislumbres dos países desenvolvidos, aqueles que sempre estiveram na vanguarda do progresso econômico, científico e tecnológico. Aqueles que exportaram seus idiomas como quem exporta calçados e levaram seus padrões de consumo a limites insuportáveis não apenas para uma nação ou região, mas sim, para todo o planeta.
Nosso olhar que mira o chamado mundo de primeira classe com certo grau de perplexidade mira também a maioria da população mundial que desde que o mundo assim foi traçado nos mapas-múndi entravam na História apenas e unicamente pela porta dos fundos, pela entrada de serviço, contingentes populacionais com baixa escolaridade, alta mortalidade infantil, renda per capita subhumana e expectativa de vida inferior aos 35
Os defeitos existentes na ordem prevalecente estão patentes na incapacidade manifestada pelos Estados soberanos, organizados nas Nações Unidas, em exorcizar o espectro da guerra, a ameaça – já presente - de um colapso da ordem econômica internacional, o alastramento da anarquia e do terrorismo, e o sofrimento intenso que estas e outras aflições estão causando a um número crescente de seres humanos.
O potentado norte-americano foi rebaixado em sua “capacidade de honrar compromissos financeiros”, de “ótimo” (AAA) desceu para “bom” (AA). E, em uma economia profundamente desorganizada, foi o sinal para que Bolsas de Valores de todo o mundo despencassem. A gravidade é de tal monta que a China emitiu notas veementes expressando grave preocupação com a capacidade de o governo dos Estados Unidos vir a honrar sua dívida com o gigante asiático.
As economias da Grécia, Portugal e agora, a da Espanha, encontram-se em petição de miséria: o Estado não consegue produzir riquezas para manter seu “padrão insustentável de consumo” e muito menos sua atividade econômica capaz de manter alguma forma de estabilidade nos índices de emprego de suas populações. Há poucos quilômetros do centro de Londres, nesta primeira semana de agosto de 2011, parte da população dos subúrbios promoveu incêndios e saques de lojas e residências, além da depredação de edifícios públicos. Exatamente aquela parte da população que não recebeu os benefícios do Welfare State, do Estado do Bem-estar Social e que engrossa as estatísticas, sempre alarmantes, de pobreza e miséria em meio à opulência e aos desperdício de uma minoria, que na Europa, acostumara-se a viver nababescamente, alimentando suas ilhas artificiais de consumo de bens supérfluos.
Bem, este panorama retrata apena breves vislumbres dos países desenvolvidos, aqueles que sempre estiveram na vanguarda do progresso econômico, científico e tecnológico. Aqueles que exportaram seus idiomas como quem exporta calçados e levaram seus padrões de consumo a limites insuportáveis não apenas para uma nação ou região, mas sim, para todo o planeta.
Nosso olhar que mira o chamado mundo de primeira classe com certo grau de perplexidade mira também a maioria da população mundial que desde que o mundo assim foi traçado nos mapas-múndi entravam na História apenas e unicamente pela porta dos fundos, pela entrada de serviço, contingentes populacionais com baixa escolaridade, alta mortalidade infantil, renda per capita subhumana e expectativa de vida inferior aos 35