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quarta-feira, 20 de julho de 2011

É FASCISMO MESMO . . .

O moderno reacionário é a porta de entrada do velho fascismo.
Por Marcelo Semer, Terra Magazine.
Em junho, Marcha das Vadias em São Paulo serviu de protesto contra declarações sobre estupro.
Foto:Reinaldo Marques/Terra.
Se você não entendeu a piada de Rafinha Bastos afirmando que para a mulher feia o estupro é uma benção, tranquilize-se.
O teólogo Luiz Felipe Pondé acaba de fornecer uma explicação recheada da mais alta filosofia: a mulher enruga como um pêssego seco se não encontra a tempo um homem capaz de tratá-la como objeto.
Se você também considerou a deputada-missionária-ex-atriz Myriam Rios obscurantista ao ouvi-la falando sobre homossexualidade e pedofilia, o que dizer do ilustrado João Pereira Coutinho que comparou a amamentação em público com o ato de defecar ou masturbar-se à vista de todos?
Nas bancas ou nas melhores casas do ramo, neo-machistas intelectuais estão aí para nos advertir que os direitos humanos nada mais são do que o triunfo do obtuso, a igualdade é uma balela do enfadonho politicamente correto e não há futuro digno fora da liberdade de cada um de expressar a seu modo, o mais profundo desrespeito ao próximo.
O moderno reacionário é um subproduto do alargamento da cidadania. São quixotes sem utopias, denunciando a patrulha de quem se atreve a contestar seu suposto direito líquido e certo a propagar um bom e velho preconceito.
Pondé já havia expressado a angústia de uma classe média ressentida, ao afirmar o asco pelos aeroportos-rodoviárias, repletos de gente diferenciada. Também dera razão em suas tortuosas linhas à xenofobia europeia.
De modo que dizer que as mulheres – e só elas – precisam se sentir objeto,

terça-feira, 29 de março de 2011

ENTREVISTA

Tas: "Bolsonaro mostrou preconceito contra negros e gays"
Bob Fernandes
Um dos personagens da polêmica com Jair Bolsonaro (PP-RJ), o humorista Marcelo Tas, apresentador do programa CQC (Band), afirma que não se surpreendeu com as declarações do deputado federal.
Tas avalia que Bolsonaro cometeu "duas coisas que faz com recorrência: declarou seu profundo apoio à ditadura militar e manifestou dois preconceitos, contra os negros e contra os gays".
Terra Magazine ouviu o humorista para colher sua visão da entrevista. No programa, Preta perguntou a Bolsonaro se ele deixaria seu filho namorar com uma negra. "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o teu", declarou o deputado.
Terra Magazine - Marcelo, daquela conversa com Bolsonaro ontem, no CQC, o que você, de fato, entendeu?
Marcelo Tas - Entendi que Bolsonaro fez duas coisas que faz com recorrência: declarou seu profundo apoio à ditadura militar e manifestou dois preconceitos, contra os negros e contra os gays.
Mas, depois da entrevista do Bolsonaro, quando voltou pra você, pareceu que você manifestava uma dúvida ao perguntar se tinha entendido direito?
O que eu manifestei foi uma esperança de que a alma tivesse alguma salvação.
Por quê?
Porque ele fez uma associação da raça negra com promiscuidade e isso é absolutamente inadmissível, principalmente vindo de um deputado.
Mas você esperava o quê ao manifestar sua dúvida sobre o que ele teria dito?
Esperava, espero, que ele de fato não tenha entendido a pergunta da Preta Gil.
Como poderia dizer o CQC, ele está sendo julgado pelo conjunto da obra?
Ele já disse isso reiteradas vezes, mas como o CQC é um programa de humor e usa a ironia, a ironia é uma lente de aumento que mostra com muito mais clareza o que se vê e o que é dito.
A propósito do CQC, vocês...
... A propósito do CQC, o que me espanta é a reação de pessoas, inclusive de movimentos de defesa de direitos dos gays, que acham que nós não podemos tocar em assuntos como esse. É o mesmo preconceito do outro lado. Eles não entendem que o humor, às vezes, joga luz sobre alguns assuntos, como esses que foram tratados ontem, e eles ganham uma dimensão que de outra forma não teriam

terça-feira, 18 de maio de 2010

COMPORTAMENTO.

Professora é demitida em Minas por cartaz com beijo lésbico.
TERRA MAGAZINE - Ana Cláudia Barros.

Um cartaz, com a insinuação de duas mulheres se beijando, provocou polêmica em uma faculdade particular em Muriaé, na Zona da Mata mineira. A peça seria usada para divulgar a 7ª Semana Acadêmica do Serviço Social, realizada pela FAMINAS, mas foi vetada pela instituição, conforme o presidente do Movimento Gay de Minas, Marcos Trajano, que acompanha o caso.
De acordo com ele, a coordenadora do curso de Serviço Social, responsável pela organização do evento, não aceitou a determinação da direção da faculdade, que impôs a alteração do cartaz. A docente, segundo Trajano, alegou que a ordem feria o código de ética da profissão, e decidiu cancelar o encontro, cujo objetivo seria discutir movimentos sociais e excluídos. Homofobia figurava entre os temas da pauta. A professora foi demitida.

Ela disse que ou o cartaz iria daquele jeito ou a semana seria cancelada. Falou, ainda, que iria comunicar aos alunos o que estava acontecendo. E foi o que ela fez. No dia seguinte, foi demitida - conta o presidente do MGM.


Lê mais aki Comportamento
O cartaz recusado era, na verdade, a reprodução da capa da agenda 2010 do Conselho Federal de Serviço Social, em que aparecem, ainda, a imagem de um negro, um índio, um trabalhador sem-terra, um cadeirante. Para o presidente do MGM, o caso é uma demonstração explícita de demagogia.
Temos Constituição e o Estado é laico, Bíblia não pode governar os paises, é agora o certo virou errado e o errado virou certo, não se pode conviver mais com princípios, dizem que querem liberdade para os homossexuais, e a liberdade dos demais?
A TUA LIBERDADE TERMINAR ONDE COMEÇA A MINHA e vice e versa.
''Antigamente o homossexualismo era proibido no Brasil. Depois passou a ser tolerado. Hoje passou a ser um direito. Eu vou-me embora antes que passe a ser obrigatório.'' - Arnaldo Jabor