Mostrando postagens com marcador INPA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador INPA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

BACALHAU DA AMAZÔNIA

 Do Portal da Amazônia.
A primeira fábrica do ‘Bacalhau da Amazônia’ da América do Sul foi inaugurada nesta quinta-feira (25), em Maraã (a 635 quilômetros de Manaus), com a promessa de mercado garantido, inclusive fora do Estado. Na presença do ministro da Pesca e Aquicultura, Luiz Sergio de Oliveira, entre outras autoridades, o governador do Amazonas, Omar Aziz acompanhou todo o processamento do pirarucu. Mostras do bacalhau embalado e pronto para o consumo foram entregue às autoridades presentes. O empreendimento deve gerar mais de cem empregos na região.
Segundo a assessoria do governo, parte da produção será vendida nos supermercados da Rede Pão de Açúcar que, no início do ano, durante a realização do 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade, firmou parceria com o Governo do Estado para comprar o pescado proveniente do manejo praticado nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Estado. Além de Maraã, com capacidade de processar 1,5 mil toneladas por ano, uma outra fábrica será inaugurada, ainda este ano, em Fonte Boa (a 680 quilômetros de Manaus), com capacidade para 3 mil toneladas/ano.
As fábricas serão abastecidas com o pescado de áreas de manejo, como a reserva de Mamirauá e outras RDS da região. Para o governador Omar Aziz, o projeto vai garantir o desenvolvimento de toda a cadeia do pescado. A estimativa é de geração de 150 empregos diretos e outros 5 mil indiretos somente com a fábrica de Maraã.
“Vamos gerar empregos diretos, mas muito mais indiretos, pois iremos beneficiar os pescadores, valorizando o produto e garantindo mercado e preço justo, dando oportunidade ao homem do interior de melhorar a sua renda”.
Para o ministro Luis Sérgio de Oliveira, a indústria de Bacalhau da Amazônia tem tudo para ser um sucesso, levando em consideração que o Brasil é o segundo maior consumidor de bacalhau, depois de Portugal. “O Bacalhau da Amazônia vai chegar no cardápio dos restaurantes do Amazonas e também do resto do Brasil”, comentou o ministro.
O evento em Maraã controu ainda com a presença do secretário estadual de Produção Rural, Eron Bezerra, do prefeito de Maraã, Dilmar Ávila, e da senadora Vanessa Grazziotin.
Mercado.
Segundo o secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, há uma demanda muito grande por produtos sustentáveis, em especial o pirarucu salgado fruto de manejo. O site da indústria de Bacalhau recebeu dois mil pedidos em uma semana, segundo Ern. Ele afirmou que, além do Grupo Pão de Açúcar, também há um acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/AM) para a comercialização direta do produto industrializado com a cadeia de restaurantes local.
O secretário destacou que, junto com o processo de industrialização, está sendo criado um selo, que vai atestar o processo de fabricação conforme a legislação, com o aval da da Comissão de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Codesav) e do Ministério da Agricultura. A partir de então, os órgãos de fiscalização poderão atuar com mais rigor na fiscalização contra a comercialização ilegal deste tipo de produto.
Em princípio, a gestão da fábrica ficará sob a responsabilidade da Fundação Açaí, ligada ao Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com a participação da administração municipal e a Colônia de Pescadores locais. A idéia é que com a capacitação e preparação dos pescadores, eles mesmos passem a gerenciar o empreendimento.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

PROJETO GAVIÃO REAL.

O Projeto Gavião-real do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia desde 1997 após a descoberta do primeiro ninho de Harpia harpyja na região de Manaus. Em 1999, estabeleceram-se metas para ampliar a localização e mapeamento de ninhos na Amazônia Brasileira e concretizar o projeto com a participação de voluntários dispostos a enfrentar o desafio de conhecer e conservar esta espécie. Hoje o projeto conta com a participação de 10 bolsistas que monitoram mais de 40 ninhos nos estados do Amazonas, Pará, Rondônia e outros cinco ninhos no Pantanal e Mata Atlântica. Estabelecer um Programa de Conservação da espécie somente foi possível com a parceria de várias instituições e Ong nacionais e regionais. A participação ativa de comunidades que habitam a floresta no entorno das Arvores com ninhos são a razão do sucesso da sobrevivência dos filhotes até serem capazes de voar e partirem em busca de outras terras. A convivência pacífica entre os comunitários e os animais da floresta é possível à medida que fontes alternativas de sobrevivência, da produção agrícola/extrativista são levadas ao seu conhecimento e se concretizem no dia a dia dos produtores. Entre 2007 e 2009, três indivíduos de Gavião-real receberam dispositivos de identificação, como anel do CEMAVE/ICMBio e radiotransmissor monitorado via satélite por três anos. Os dados foram recebidos no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e nos permitirão saber a area de movimentação e deslocamento da espécie na regiãoo na Amazônia e na Mata Atlântica.