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sexta-feira, 24 de junho de 2011

CULTURA E ESPORTE

Petroesporte.
A Petrobras abre dia 28 inscrições para projetos de esporte dirigidos a crianças e jovens.
A estatal, que já é a maior patrocinadora de cultura no país, investirá, em dois anos, R$ 30 milhões em esporte e cidadania. As inscrições são pelo site petrobras.com.br/ppec. O resultado da seleção sai em dezembro.
Petrocultura.
A Petrobras e o Ministério da Cultura lançam dia 5, no Rio, a Ação Petrobras/MinC 2011.
É investimento de R$ 14,5 milhões em 10 grandes projetos.
Madeira-Mamoré.
Com o apoio da Petrobras, o Clube de Engenharia irá digitalizar livros raros da história da engenharia brasileira como "Estudos da estrada de ferro Madeira-Mamoré", de 1887.

domingo, 26 de dezembro de 2010

ARY BARROSO E A MININSTRA DA CULTURA

Por Dacio Malta.
    
Existem certas pessoas que mereceriam uma estátua.
Uma delas chama-se Omar Jubran, professor aposentado de Biologia, que adora musica e, sem filhos, resolveu adotar Noel Rosa, Ary Barroso e Lamartine Babo.
Noel foi o primogênito.
Durante 11 anos, ele pesquisou a obra musical de Noel e conseguiu, com seus próprios e parcos recursos, reunir as 227 gravações originais do ‘Filósofo do Samba’.
Foi um trabalho monstruoso. Para concluí-lo, Omar teve de vender até o velho Fusca que o levava para o trabalho na faculdade.
Omar chegou a colar um disco de 78rpm partido em três partes. E o trabalho deu certo.
Apreendeu, por sua conta, a técnica de remasterização, e deu ao país uma caixa com a obra completa de Noel em 14 CDs.
Um detalhe: ele não ganha um único tostão por caixa vendida.
Há seis anos, Omar fez o mesmo trabalho com o filho do meio, Ary Barroso. São mais de 300 gravações originais que ocupam 20 CDs.
Patrocinio para editá-los?
Nenhum. Só promessas.
Sergio Cabral, o bom, já chegou a fazer um apelo publico para o magnata Eike Batista: “Tomara que ele goste do Ary Barroso”, brincou Cabral.
Há quatro semanas, Omar Jubran relatou sua saga para uma platéia amante de Noel, na Casa de Rui Barbosa, no Rio.
Nos debates, ele respondeu a uma única pergunta. Era de uma jovem senhora que já conhecia o seu drama, e colocou ali uma enorme escada para Omar brilhar ainda mais,  e ser aplaudido de pé.
A autora da pergunta foi Ana de Hollanda, hoje a toda poderosa ministra da Cultura do futuro Governo Dilma.
Ana sabe, como ninguém, da importância do trabalho de Omar Jubran.
E, agora, que está no poder, deveria eleger isso como prioridade.
Ana precisa resolver logo essa questão.
Mas precisa fazer com urgência.
Não durante o seu governo, mas nos primeiros 100 dias.
É preciso liberar Omar, para que possa nascer Lamartine Babo - o seu terceiro filho.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ECAD = JABÁ

Artistas querem mudar Lei : fim do jabá e controle do ECAD.
Frejat e Luiz Caldas são dois dos diversos artistas que tem demonstrado apoio ao Ministério da Cultura (MinC) durante as diversas discussões do MinC com autores nesta fase de consulta pública da modernização da Lei de Direito Autoral. Nas últimas semanas, representantes do MinC têm se reunido com vários artistas e seus representantes para discutir e aprimorar as propostas apresentadas no último dia 14 de junho. Os temas mais discutidos e apoiados têm sido a supervisão das entidades que arrecadam e distribuem direitos autorais e a criminalização do jabá.
De acordo com o diretor de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura, Marcos Souza, ao Estado, caberá exigir das associações e do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos de Execução Musical (Ecad) que mantenham atualizados e disponíveis relatório anual de atividades; o balanço anual completo; e o relatório anual de auditoria externa de suas contas. Em eventuais casos de abuso, os autores terão informações para contestar práticas na Justiça, destituir coordenações e exigir seus direitos.
O que acontece hoje, segundo o músico Tim Rescala, é que não há meios para se fiscalizar o Ecad. Roberto Frejat, cantor, compositor e vocalista do Barão Vermelho, concorda e afirma que essa supervisão é mesmo necessária. “Espero que a gente consiga chegar num consenso interessante e evolutivo. Acho que se a gente conseguir algum tipo de regulação do Ecad, é bom”, declara. “O Ecad é uma iniciativa privada e acho que tem que continuar assim, mas tem que existir algum tipo de poder acima do dele que tenha capacidade de supervisionar e de pedir satisfação, pedir prestação de contas”, destaca.
Sobre a possibilidade de isso ser feito apenas pelos artistas, Tibério Gaspar, do Fórum de Música do Rio de Janeiro, lembra que as entidades arrecadadoras são dirigidas por artistas. Se não houver, outro ente para mediar isso, é como “colocar a raposa para vigiar o galinheiro?”.
O Brasil é caso único na América Latina e no grupo de países com os 20 maiores mercados de música do mundo que não possui estruturas administrativas estatais para supervisionar as associações de gestão coletiva. No Brasil, essa função era desempenhada pelo Conselho Nacional de Direitos Autorais, criado em 1973 pela mesma lei que deu o monopólio da arrecadação de direitos autorais ao Ecad. O órgão foi desativado em 1990.
Jabá criminalizado
A possibilidade do fim do “jabá” – prática de pagamento a emissoras de rádios e TV para que aumentem a execução de determinadas músicas – também tem recebido muito apoio dos artistas. De acordo com Luiz Caldas, foi a estrutura montada em torno da relação entre gravadoras e meios de comunicação que o fez optar pela internet como a principal forma de divulgação de sua obra. “Nós, artistas, não temos como lutar contra o jabá das gravadoras.”, disse.
O “jabá” acarreta dois problemas importantes. Um deles é que a “compra” dos espaços nos meios de comunicação dificulta o acesso de outros artistas às rádios e televisões, impedindo que a população tenha acesso à diversidade de produções realizadas no país. Outro ponto importante é que, como a arrecadação dos direitos autorais se dá pelo número de vezes que a obra é executada, o aumento desse número de forma artificial faz ganhar mais quem paga “jabá”.
Toda a sociedade está convidada a opinar sobre o anteprojeto de lei que altera a Lei de Direitos Autorais (9.610/98). A proposta de mudança apresentada pelo governo federal se baseia na necessidade de harmonizar a proteção dos direitos dos autores e artistas, com o acesso do cidadão ao conhecimento e à cultura e a segurança jurídica dos investidores da área cultural. As contribuições devem ser postadas na página www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral