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quinta-feira, 20 de maio de 2010

PATRIMONIO CULTURAL - PARÁ

Pará quer transformar tecnobrega em patrimônio.

Decisão de deputados cria debate na Assembleia.
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELÉM
Celebrada fora do Pará como uma bem-sucedida alternativa ao antigo mercado fonográfico, mas associada pela elite econômica local ao mau gosto e à criminalidade, a cena das chamadas festas de "aparelhagens" de tecnobrega vê os primeiros sinais de reconhecimento oficial.
Os deputados da Assembleia Legislativa do Pará aprovaram na última terça-feira um projeto que transforma "as aparelhagens e seus signos" em patrimônio cultural do Estado. A decisão ainda precisa ser confirmada em outro turno.
A votação chegou a um consenso após a ampliação do conceito do que viraria patrimônio para, além da "aparelhagem", incluir o ritmo do tecnobrega.
A decisão terminou empatada, precisou ir para o voto de minerva do presidente da Casa e teve acalorados debates, o que indica a resistência à cena.
O tecnobrega nasceu na periferia de Belém, com artistas que, marginalizados, não se associaram a gravadoras nem se penduraram nos ganhos com direitos autorais.
Eles resolveram "piratear" a si mesmos, distribuir suas músicas de graça e ganhar dinheiro com shows repletos de efeitos especiais e pirotecnia, feitos pelas "aparelhagens".
Cada uma delas funciona como uma empresa, dona dos equipamentos das festas e dos palcos. Têm fama e seguidores próprios. O custo para contratá-las chega a R$ 30 mil a noite.
"O que é um aparelho? Ele só toca o que os nossos artistas criam", diz o deputado estadual Bosco Gabriel (PSDB). "As "aparelhagens" levam a uma concentração enorme de promiscuidade, de todos os tipos."
A associação com a ilegalidade levou o governo de Ana Júlia Carepa (PT) a proibir qualquer "aparelhagem" de tocar na periferia de Belém durante o Fórum Social Mundial em 2009, pela segurança dos turistas.
Para Carlos Bordalo (PT), deputado que apresentou o projeto de tombamento, há ainda muito preconceito,como aconteceu com bailes funk no Rio.
Recentemente, quando Gaby Amarantos, famosa cantora de tecnobrega, se apresentou num clube de classe média de Belém com os cariocas do Monobloco, parte do público chegou a pedir o dinheiro do ingresso de volta.
"Esse pessoal curte cultura enlatada", afirma ela.

domingo, 16 de maio de 2010

Pará - Auditorias do PT detonam governo do PT.

Nunca antes na história do Pará – quem sabe do Brasil – se viu algo parecido.
Por Ronaldo Brasiliense - Blog do Noblat.
Auditorias comandadas pelo PT, feitas em secretarias de estado e autarquias públicas do governo de Ana Júlia Carepa (PT), apontam um mar de corrupção em todos os setores da administração pública paraense.
Na Secretaria de Educação, mais de R$ 900 milhões foram gastos em obras realizadas sem licitação; na Secretaria de Transportes, em apenas duas obras a Auditoria Geral do Estado (AGE), foram encontradas irregularidades que, somadas, superam R$ 100 milhões.
Os documentos referentes às auditorias foram entregues na semana passada à Assembléia Legislativa do Pará pela ex-auditora-chefe da AGE, Tereza Cordovil – exonerada do cargo pela governadora Ana Júlia – e trazidos ao publico, ontem, dia 13, pela presidente da Comissão de Finanças da Assembléia Legislativa, deputada Simone Morgado (PMDB). Lê aki - PARÁ " Auditorias do PT " >>>>
É claro que os interessados de sempre vão aparecer para dizer que este é o exemplo do PT,  são os mesmo que pretenderam que o DEM seria um partido honesto por ter solicitado por obséquio que o Arruda deixasse seus quadros, já que não podia expulsá-lo sob pena de ele botar a boca no trombone sobre outras coisas. Acontece que há um pequeno detalhe logo no início da notícia que muda as coisas:
"Auditorias comandadas pelo PT"._.
Isto significa que o PT não ficou esperando delações e Polícia Federal para verificar o que acontecia. O próprio partido foi investigar e agora divulga os resultados. O próximo passo é expulsar a governadora do partido. Espero sinceramente que o PT tenha esta atitude coerente com o que fez até agora. Parabéns ao PT petista pelas corajosa auditoria! Isso sim é que transparência no governo. Imagina se o PSDB faz isso em S.Paulo, começando pelo Rodoanel! o buraco do metro, ficou com o MPFSP, o PSDB fez alguma coisa...é elogiavel que partidos se auto regule, coisa que a imprensa fingi fazer.

domingo, 18 de abril de 2010

CARAJÁS, TAPAJÓS

Carajás e Tapajós podem ser os novos Estados do Brasil.
A Câmara está na iminência de permitir a criação de mais dois Estados no País. Carajás e Tapajós podem surgir retirando a região sul e sudeste do Pará e a divisa do Estado com o Amazonas. Os deputados aprovaram requerimento para votar em regime de urgência os dois projetos para haver plebiscito nos municípios envolvidos, passo decisivo no processo de formação dos Estados. A decisão dos parlamentares sinaliza para aprovação dos projetos. Os projetos de decreto legislativo, já aprovados pelos senadores, podem entrar na pauta ainda em abril. Concluída a votação na Câmara, serão promulgados, sem necessidade de sanção do presidente da República. E os plebiscitos devem ocorrer em 2011. 
O Pará é imenso! Dificil de organizar! Muita coisa se resolve na bala! Ou seja um perigo!
Seria bem melhor dividir o estado em 3 mesmo!!!!
A muito defendo isto. Menos espaço para se administrar, facilita os cuidados que o estado deve ter com seu cidadãos. Exemplo Mato Grosso do Sul e Tocantins. É preciso que se desmembre Bahia e Minas são muitos grande os estados americanos do norte e na europa são, pequenos. Coisas pequenas são mais fáceisde serem cuidadas.
Mais uma tentativa de dividir o norte da país em áreas de interesse internacional, onde a espoliação de nossas riquezas é cada vez mais intensa e evidente. Além das famosas reservas indígenas, que logo passarão para a posse da ONU.
O Pará tem um problema grave administrativo que são as distâncias continentais. Para quem não sabe, em alguns lugares só se chega de avião anfíbio ou vários dias de viajem de barco a partir de Belém. Há lugares com recursos naturais valiosíssimos como ouro, ferro, alumínio, gado, madeira, etc., mas que não recebe sequer manutenção em suas estradas (quando existem). Esse povo merece ser representado por quem conhece sua realidade e não por quem só os visita em época de eleição. No entanto é fato que a máquina publica é inchada demais e no Pará está cheio de políticos esperando para se aproveitar dessa situação para se dar bem, mas ai é outro problema que não é só desse estado, mas do Brasil como um todo. Sou a favor que o povo paraense discuta o quanto for necessário sobre esse assunto e tenha a oportunidade de votar em um plebiscito. Se for o caso da não divisão, que pelo menos os problemas sejam resolvidos. Quanto ao aumento da representatividade em senadores e deputados federias, acho muito justo.
O Norte merece ser visto não apenas como um matagal, um monte de índios preguisos, mas como uma região com brasileiros que trabalham.
Se houver divisão! Até eu! Vou morar em Tapajós!