Espelho latinoamericano para a crise europeia.As manchetes sobre a dívida externa e o descumprimento de pagamentos abundam nestes dias na Europa. Parece que são o eco do que aconteceu com a crise da dívida na América Latina nos anos oitenta. Tal como em vários países da Europa, o sobre-endividamento na América Latina foi acompanhado pela voracidade e irresponsabilidade do setor financeiro internacional. Ontem como hoje, nenhum dos organismos internacionais encarregados de supervisionar o sistema financeiro internacional viu a aproximação da crise.
Alejandro Nadal - La Jornada - Tradução de Carlos Santos para esquerda.netEsse episódio desembocou no que se chamou a década perdida na região, mas na realidade, a crise perdurou para além daquela década trágica. O calvário para os cidadãos da América Latina é uma lição que na União Europeia não pode ser ignorada.
Tal como em vários países da Europa, o sobre-endividamento na América Latina foi acompanhado pela voracidade e irresponsabilidade do setor financeiro internacional. Durante a segunda metade dos anos setenta, os bancos das economias desenvolvidas enfrentaram a necessidade de reciclar os seus recursos através de empréstimos imprudentes em busca de lucros rápidos. Os países que tinham uma maior base de recursos naturais foram os mais procurados.
Ontem como hoje, nenhum dos organismos internacionais encarregados de supervisionar o sistema financeiro internacional viu a aproximação da crise. O Fundo Monetário Internacional não se deu conta que a estagnação na economia mundial, o sobre-endividamento e a rápida deterioração dos termos de troca eram uma combinação explosiva. Qualquer aumento nas taxas de juro podia ser o detonador de uma brutal explosão. No plano nacional, as autoridades económicas tão-pouco estiveram à altura da sua missão. Todos os
Tal como em vários países da Europa, o sobre-endividamento na América Latina foi acompanhado pela voracidade e irresponsabilidade do setor financeiro internacional. Durante a segunda metade dos anos setenta, os bancos das economias desenvolvidas enfrentaram a necessidade de reciclar os seus recursos através de empréstimos imprudentes em busca de lucros rápidos. Os países que tinham uma maior base de recursos naturais foram os mais procurados.
Ontem como hoje, nenhum dos organismos internacionais encarregados de supervisionar o sistema financeiro internacional viu a aproximação da crise. O Fundo Monetário Internacional não se deu conta que a estagnação na economia mundial, o sobre-endividamento e a rápida deterioração dos termos de troca eram uma combinação explosiva. Qualquer aumento nas taxas de juro podia ser o detonador de uma brutal explosão. No plano nacional, as autoridades económicas tão-pouco estiveram à altura da sua missão. Todos os