OS HERDEIROS DE ZAPATA - Milhares de jovens mexicanos tomaram cidade do México na noite de sábado,véspera da eleição. Em vigília silenciosa, acenderam uma vela pela democracia dirigindo-se ao prédio da Televisa, (http://www.guardian.co.uk/media/2012/jun/26/escandalo-medios-televisa-candidato-pri), protegido por tropas policiais. A simbologia do ato reflete a principal novidade da eleição que decide a sucessão de Felipe Calderón. Independente do resultado das urnas, a rebelião da juventude mexicana contra a manipulação midiática sugere a emergência de uma cidadania que não aceita mais ser tutelada em seu discernimento nem fraudada no seu voto. Direto do México, Eduardo Febbro, ouviu integrantes desse sopro de ar fresco no viciado sistema político local. O movimento criou um canal próprio de TV para cobrir o pleito e discutir temas da campanha com os candidatos e com os eleitores, o canal 131. "Nosso movimento partiu de um vídeo feito por 131 alunos da Universidade Iberoamericana. Só quisemos dizer: "quero usar meu direito de resposta, não preciso (mais) enviar uma carta aos editores. A democratização dos meios de comunicação vai muito além desta conjuntura eleitoral. O problema central no México não está no fato de que os meios de comunicação e o poder político sejam cúmplices, mas sim que são a mesma coisa. Por isso, não temos uma democracia real". (Carta Maior; Domingo 01/07/2012)
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domingo, 1 de julho de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
OLHANDO PARA 2.014
Por Marcos Coimbra, do Correio Braziliense.
Enquanto se entretinham na contabilidade das crises nos ministérios e se ocupavam com as escaramuças entre os partidos da base governista, poucos analistas de nossa política perceberam algo que ocorreu em 2011. Trata-se, no entanto, de um fato de consequências mais relevantes que todos esses episódios somados.
Ao longo do ano, Dilma tornou-se uma candidata fortíssima a vencer a eleição em 2014 e a permanecer no cargo até 2018. Com isso, a repetir a performance de Lula e a completar um período de 16 anos de hegemonia petista à frente do governo federal.
A possibilidade sempre existiu. Desde quando foi aprovado o instituto da reeleição (não esquecendo que por iniciativa e intenso trabalho do PSDB e de Fernando Henrique Cardoso), foram raros os casos de ocupantes de cargos executivos — presidente, governador ou prefeito — que perderam a eleição de renovação do mandato.
São as exceções, governantes cuja gestão era considerada péssima ou que enfrentaram adversários notáveis. A regra é vencer, mesmo quando as administrações não enchem os olhos. Na dúvida entre o razoável, mas seguro, e o ótimo, porém incerto, a maioria das pessoas costuma preferir o conhecido. Sem contar que é comum a convicção de que quatro anos não são suficientes para pronunciar-se sobre o trabalho de alguém.
Dilma tinha o problema dos que venceram mais pelo prestígio de um patrono do que por seus próprios atributos. Sua vitória veio apesar de quase ninguém a conhecer e de não haver vínculos emocionais entre ela e o eleitor. Seu julgamento poderia, portanto, ser mais severo, e maior o risco de muitos se decepcionarem com ela.
Mas era a sucessora de Lula e se beneficiaria da aprovação das políticas que estavam em andamento e que permaneceriam. E seria, em 2014, a presidente em exercício.
Tudo considerado, era fácil imaginar que Dilma poderia, em tese, ser uma candidata com chance de vencer a reeleição. Salvo se seu governo fosse uma catástrofe.
Terminado 2011, o que vimos foi aumentar a avaliação positiva de seu trabalho. As pesquisas de dezembro e janeiro confirmaram o que se podia perceber desde o início do ano passado: uma tendência de melhoria dos índices de satisfação da população com o governo.
Ela atravessou o desgaste de uma série de problemas no ministério e no segundo escalão, atingidos por sucessivas denúncias, das quais algumas eram verdadeiras e exigiram providências. Enfrentou um ano de complicações crescentes na economia mundial, com reflexos relevantes no nosso desenvolvimento.
Foi aprovada pela vasta maioria da opinião pública e, de candidata potencialmente forte, tornou-se forte no sentido concreto.
É claro que é cedo e que muita água ainda vai correr por baixo da ponte até 2014. Mas é assim que ela começa o segundo ano de governo.
Hoje, o PT tem, portanto, dois muito bons candidatos à Presidência: Lula — não se precisa demonstrar — e Dilma. Qualquer um deles, se tivéssemos uma eleição agora, venceria (provavelmente com folga). E ambos têm idade (ele aos 66, ela aos 64) para disputar algumas mais nos próximos anos.
E as oposições?
Como mostram as pesquisas, só há dois nomes nacionais, de políticos que a maioria da população identifica: FHC e Serra. Nenhum, no entanto, em condições de disputar novas eleições: o primeiro diz que não deseja; o segundo não tem apoio sequer em seu estado e entre seus (ex-) amigos.
O mínimo que deveriam fazer era lançar, o quanto antes, seu candidato “óbvio”, como diz Fernando Henrique. Aécio precisa ser logo identificado como o rosto da oposição, o político que vai representar o “outro lado” em 2014.
Os próximos três anos são indispensáveis para alguém que apenas 20% da população conhece um pouco melhor. Talvez não resolvam, mas não podem ser desperdiçados.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
ELEIÇÕES 2012
EM SÃO PAULO, A MÍDIA COSPE NO PRATO QUE VENDEU AO ELEITOR - A vitória de Gilberto Kassab nas eleições municipais de São Paulo, em 2008, foi bancada pela imprensa paulista como uma espécie de revide à reeleição de Lula dois anos antes, alcançada à contrapelo da campanha do impeachment embutida na denúncia do 'mensalão'. Foi a manipulação desse caldo de cultura que deu ao alcaide medíocre e 'bonachão' mais de 60% dos votos no 2º turno do pleito. A conta da fraude acaba de chegar e representa, em si, uma denúncia do jornalismo que agora cospe no prato que enfiou na goela do eleitor abastendo-se, naturalmente, de qualquer autocrítica. Em fim de mandato, a administração patrocinada pelo anti-petismo midiático carrega um atestado de fracasso em praticamente todas as áreas sensíveis à vida da metrópole: transportes, educação, saúde, prevenção de enchentes... Pesquisas dos mesmos veículos que o catapultaram aos píncaros da glória, com factóides como 'A Cidade Limpa', indicam que um candidato apoiado por Kassab teria hoje a rejeição de 49% dos eleitores. Outros 40% classificam a sua gestão como um desastre. O bombardeio algo orquestrado pode ser uma advertência à criatura que ensaia vôo solo com seu PSD, num momento em que o conservadorismo se ressente de nomes e requer unidade para renovar a artilharia antipetista em outubro. Embora desfrutável, a ascensão e a decadência de Kassab devem servir de alerta. Assim como fez de uma nulidade um case eleitoral vitorioso, a mídia poderá regenerar vampiros de bico longo, vendendo-os como 'administradores capazes' diante da grave situação da metrópole. A melhor denúncia do engodo é afrontá-lo desde já com respostas inovadoras, criativas, sintonizadas com as aspirações da cidade e atentas às lições oferecidas pela crise mundial em outras metrópoles. Inclui-se aí o papel estratégico do setor de serviços, como educação, cultura, amparo aos idosos etc na oferta de emprego à juventude; a ocupação de imóveis vazios com uma política municipal de aluguel social aos pobres e aos jovens casais em início de vida; forte incentivo ao professorado municipal; a criação de uma taxa social sobre o uso da cidade pelo aparato financeiro e sua destinação ao atendimento à saúde; a comunicação permanente com a cidadania como materialização, mais que nunca indispensável, da democracia participativa na gestão da cidade. (Carta Maior; 3ª feira; 03/01/ 2012)
sábado, 24 de dezembro de 2011
A LISTA DO PAPAI NOEL
Por Carlos Chagas.
Papai Noel, este ano, resolveu inovar. De presente, só vai trazer livros. Não apenas estará contribuindo para incentivar a cultura, mas, pelas escolhas que já fez, segundo informações do nosso correspondente no Pólo Norte, pretende que cada agraciado tire lições dos volumes a receber. Obtivemos apenas parte da lista, valendo apresentar os livros já embrulhados:
A presidente Dilma receberá “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carrol. Para o Lula, “D.Quixote de La Mancha”, de Miguel de Cervantes. E mais:
José Dirceu: “O Processo”, de Franz Kafka. José Genoíno: “Acuso!” de Emile Zola. José Serra: “Humilhados e Ofendidos”, de Dostoiewski. Michel Temer: “O Conde Monte Cristo”, de Victor Hugo. Gilberto Carvalho: “Candide”, de Voltaire. Carlos Lupi: “As Vinhas da Ira”, de John Steimbeck. Antônio Palocci: “Tartarin de Tarascon”, de Alfonse Daudet. Rui Falcão: “1984”, de George Orwell. Jader Barbalho: “Em Busca do Tempo Perdido”, de Proust. Rosa Weber: “O Nome da Rosa”, de Humberto Eco. José Sarney: “O Dono do Mar”, de José Sarney. Cezar Peluso: “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri. Nelson Jobim: “O Exorcista”, de Willian Blatty. Aécio Neves: “A Ilíada e a Odisséia”, de Homero. Marcio Thomaz Bastos: “O Advogado do Diabo”, de Morris West. Fernando Pimentel: “Hamlet”, de Shakespeare. Geraldo Alckmin: “Utopia”, de Thomaz Morus. Roberto Freire: “O Capital”, de Karl Marx. Ideli Salvatti: “Reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato. Fernando Henrique Cardoso: “Ascenção e Queda do III Reich”, de Willian Shirer. Eduardo Campos: “Casa Grande e Senzala”, de Gilberto Freire. Delúbio Soares: “Crime e Castigo”, de Dostoiewski. Pedro Simon: “O Tempo e o Vento”, de Érico Veríssimo. Eduardo Suplicy: “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley. Roberto Requião: “A Ilha do Tesouro”, de Robert Louis Stevenson. Agnelo Queirós: “Vinte Mil Léguas Submarinas”, de Júlio Verne.
Como são 513 deputados, 81 senadores, 38 ministros, 27 governadores e montes de ministros dos tribunais superiores, além de ex-políticos a dar com o pé, parece provável que até o dia de natal consigamos mais detalhes da lista do Papai Noel.
AS ELEIÇÕES.
As eleições municipais estão marcadas para 7 de outubro, o primeiro domingo daquele mês, para a escolha de prefeitos e vereadores em todo o país. Ainda que o Tribunal Superior Eleitoral não tenha divulgado o calendário detalhado, as desincompatibilizações deverão acontecer até 7 de abril, seis meses antes do pleito. Até julho os partidos precisarão realizar suas convenções para a escolha dos candidatos. A propaganda eleitoral gratuita pelo rádio e a televisão começará em agosto.
Parece fora de dúvida que as eleições para as prefeituras das 26 capitais dos estados prenderão as maiores atenções. Para elas voltam-se PT, PMDB e PSDB de modo especial, sabendo que as preliminares das eleições gerais de 2014 vão ser travadas em 2012. Mesmo precisando cumprir seus mandatos até 2016, os prefeitos a ser eleitos se constituição em peças fundamentais para a escolha dos candidatos a governador. Acresce que dos três maiores partidos, aquele que eleger mais prefeitos estará credenciado para disputar as maiores bancadas na Câmara dos Deputados.
Em suma, se as campanhas já se esboçam, logo crescerão de intensidade, antes mesmo de vencido o prazo para as desincompatibilizações.
A PRESSA DE JADER.
Mesmo tendo entrado em recesso, o Senado se reunirá dia 28, quarta-feira, para dar posse a Jader Barbalho, já diplomado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará. Além dos integrantes da mesa, deverão comparecer senadores da bancada do PMDB. Os comentários nos corredores da casa dão conta de que Jader, que renunciou em 2000 para não ser cassado, também renunciará outra vez, mas por motivos diversos. Deverá candidatar-se a governador de seu estado, em 2014. Sendo eleito, abrirá mão de quatro anos no Senado.
domingo, 11 de dezembro de 2011
PLEBISCITO
A pesquisa realizada pela Data-folha mostrou o resultado divulado, pois foi encomendada pela TV Liberal, da família dos Maioranas, belenenses, que são totalmente contra à divisão do Estado.
O resultado seria outro, senão o que foi divulgado?
Os 53 municípios que foram pesquisados, não seriam do total das 86 que fazem parte do possível novo Estado do Pará?
A pergunta após esse plebiscito seria: como ficarão as cidades contra a divisão se não aprovado?
Continuarão largadas como estamos até hoje.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
A CANDIDATURA DO LULA
Por Carlos Chagas.
A entrevista do ex-.presidente Lula à revista New Yorker foi concedida antes de descoberto o câncer que ele tem na garganta. É fácil concluir que seu estado de espírito era um, depois ficou outro. Mesmo assim, quando indagado se disputaria outra vez a presidência da República, ele ficou em cima do muro, claro que com óbvia tendência de pular para o lado da candidatura: “não tenho coragem de dizer que vou concorrer, como não tenho coragem de dizer que não vou concorrer.”
Até o diagnóstico incômodo o Lula colocava nas mãos de Dilma Rousseff a decisão, quer dizer, deixava a presidente de saia justa, sabendo que quando chegasse a hora ela devolveria o raciocínio: “se você quiser voltar em 2014 eu não disputarei a reeleição”. Seria a resposta natural e leal da criatura que chegou ao palácio do Planalto exclusivamente por ato de vontade do criador.
Agora, tudo depende do tratamento a que o primeiro-companheiro se vê submetido, bem como de sua recuperação. Talvez não repita mais o conceito exposto aos jornalistas americanos, de considerar-se um ser eminentemente político. Pode estar concluindo que antes de político, é um ser humano. Toda doença faz o doente repensar sua vida, mesmo depois de recuperado.
O Lula já não será tão candidato quanto era. A disposição de voltar ao poder talvez não o sensibilize como antes. Seus valores serão outros.
Como a vida é sempre mais estranha e fascinante do que a ficção, vale ressaltar que a presidente Dilma passou pela mesma situação do antecessor. O câncer também a acometeu, não constituindo obstáculo para sua eleição. Supõe-se que tenha, da mesma forma, meditado sobre a própria existência. Mais quatro anos seria sacrifício necessário à sua biografia?
Em suma, acima e além de ambições, de arroubos e de estoicismo, abre-se uma pausa na prospecção do futuro.
UNIDOS OUTRA VEZ.
Rússia e China só estiveram unidos por pouco tempo, depois da vitória da revolução do presidente Mao.
Rapidamente desfez-se a aliança socialista, chegando as duas nações a preparar-se para uma guerra que por sorte não se deflagrou. Mas permaneceram, desde os tempos de Kruchev, numa pax armada plena de diatribes e insultos.
Pois agora a situação é outra, gerada desde o fim da União Soviética e da transformação da China em potencia mais ou menos capitalista. As diferenças são enormes, ainda que lentamente se aproximem no plano político.
China e Rússia acabam de condenar a agressão da Otan ao Paquistão, como antes haviam condenado a interferência na Líbia. Leia-se terem os governos de Moscou e Pequim enviado um alerta a Washington, pois a Otan nada mais é do que uma fachada dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, se não apóiam o regime dos aiatolás, no Irã, também não formam no grupo que prega a invasão daquele país. Muito pelo contrário.
Acrescente-se a concentração de forças russas na Síria, sinal evidente de que o mundo ocidental pensará duas vezes antes de promover o bombardeio de Damasco.
Arma-se um novo quadro na política mundial. É bom prestar atenção.
O TERTIUS USA BIGODE.
Renan Calheiros não esconde o desejo de voltar à presidência do Senado e já trabalha para isso, ainda que falte muito para o biênio 2013-2014. Eis que surge outro candidato, também do PMDB: o senador Garibaldi Alves, hoje ministro da Previdência Social mas preparado para a reforma ministerial de janeiro. Da mesma forma que Renan, ele já presidiu a casa.
Prenuncia-se uma briga de foice em quarto escuro no âmbito do partido, unido apenas na disposição de não ceder a presidência ao PT, num suposto rodízio no qual ninguém mais acredita.
Para evitar o racha, procura-se um tertius na bancada. Aliás, ele já existe e usa bigode.
José Sarney pode candidatar-se a mais dois anos, conforme o regimento interno. Vai recusar?
APESAR DAS NEGATIVAS, PODE SER ELE.
Nem são necessárias pesquisas. Está no ar que a gente respira a conclusão de que José Aníbal, Andréa Matarazzo, Bruno Covas, Ricardo Trípoli e João Dória Júnior perdem a eleição para prefeito de São Paulo, qualquer deles que venha a ser candidato. Encontra-se o PSDB numa arapuca, da qual apenas se livrará com um nome: ele mesmo, José Serra. Apesar de suas negativas, cresce entre os tucanos a evidência de que só o ex-governador terá chances de bater os concorrentes.
domingo, 9 de outubro de 2011
ELEIÇÕES 2.014
'Estou pronto para disputar com Lula ou Dilma', diz Aécio
SENADOR AÉCIO NEVES Ao ser questionado sobre sua pré-candidatura a presidente em 2014, o senador Aécio Neves (MG) esclarece: "Se esta for a vontade do partido, eu estarei pronto para disputar com qualquer candidato do campo do PT, seja Lula ou Dilma. Serão eleições com perfis diferentes e eu não temo nenhuma das duas", afirmou. Porém, ele pondera que o debate das candidaturas deve ficar para "o amanhecer de 2013", pois "uma decisão correta no momento errado é uma decisão errada". Ele diz que a opção José Serra "terá de ser avaliada por seu capital eleitoral e experiência política" e cita também os governadores Geraldo Alckmin (SP), Marconi Perillo (GO) e Beto Richa (PR) como presidenciáveis. Ao comentar seu projeto para 2014 Aécio afirma: "O que eu disse aos companheiros do PSDB é que estarei à disposição do partido para cumprir meu papel, seja como candidato ou apoiador de um candidato que eventualmente tenha melhores condições de disputa do que eu".
terça-feira, 12 de julho de 2011
REPRESENTAÇÃO PROPORCIONAL DE LISTA
Por que trocar a lista partidária aberta pela lista preordenada?
No Brasil, hoje, 27 partidos têm registro no TSE. Será que há motivos ideológicos que justifiquem a existência de tantos partidos no país? Não. Não estamos propondo cláusula de exclusão, mas sim interessados no fortalecimento dos partidos. Medida essencial nesse sentido é a introdução da lista partidária preordenada, preferencialmente a fechada.
Marcus Ianoni, na Carta Maior.
A Comissão Especial da Reforma Política do Senado Federal aprovou a forma preordenada de representação proporcional de lista. Essa proposta também está sendo examinada na comissão homônima formada na Câmara dos Deputados. O debate sobre o sistema eleitoral está na agenda pública.
A representação proporcional de lista (RPL) é o sistema eleitoral mais adotado no mundo. Ela vigora em mais de 70 países e predomina na África, Américas, Leste Europeu, Europa Ocidental e Oriente Médio. O princípio fundamental da RPL é que o número de candidatos que cada partido elege é proporcional aos votos dados pelos eleitores às legendas em disputa. Isso assegura que todos os partidos participantes nas eleições possam eleger representantes conforme a sua representatividade proveniente das urnas.
Há quatro tipos de RPL: fechada, flexível, aberta e livre. A RPL muito mais freqüente é a lista fechada, seguida pela flexível, depois pela aberta. A lista livre existe apenas na Suíça e Luxemburgo. Desde 1945, o Brasil adota a lista aberta para as eleições de deputados federais e estaduais e vereadores. Há mais de uma década, diversos e representativos atores políticos e sociais brasileiros têm defendido a manutenção da RPL, mas trocando a lista aberta pela lista preordenada.
A preordenação é feita nas convenções partidárias. Na lista fechada, o eleitor tem acesso à lista preordenada de candidatos e, sem alterar a ordenação, vota na legenda partidária
segunda-feira, 6 de junho de 2011
VITÓRIA DE HUMALA
CONSOLIDA AL COMO NOVA REFERENCIA DA ESQUERDA MUNDIAL.
O Peru que foi às urnas neste domingo para rejeitar a continuidade da política neoliberal personificada em Keiko Fujimori registrou a maior taxa de crescimento da América Latina no ano passado: 9%. A média de expansão do seu PIB tem sido elevada, da ordem de 7%. Em 2010, sua economia atraiu mais investimentos estrangeiros do que a Argentina. O presidente Alan García, no entanto, deixa o cargo com uma das taxas de popularidade mais baixas das Américas: cerca de 26% -- inferior à de George Bush, por exemplo, que encerrou o mandato em meio a uma hecatombe financeira e desacreditado pela guerra do Iraque. A explicação para o paradoxo, responsável pela vitoria de Ollanta Humala, segundo as pesquisas de boca de urna, é o modelo de crescimento adotado nos últimos anos. O Peru desde os anos 90 cresce sem políticas públicas para redistribuir a riqueza em benefício da sociedade, sobretudo de sua vasta maioria pobre constituída de indígenas, que formam 45% da população (brancos são 15%). Foram deles os votos decisivos que garantiram a virada da candidatura de centro-esquerda. Basicamente exportadora de minérios, a economia peruana beneficiou-se fartamente da valorização dos preços das commodities nos últimos anos. A opção política, porém, foi por um modelo de crescimento de recorte neoliberal feito de desregulação máxima para os mercados e direitos sociais mínimos para a população. A riqueza gerada nessa engrenagem não circula na sociedade, concentrando-se numa órbita restrita de beneficiados que gostariam de eleger Keiko Fujimori para afsatar o risco de mudanças. A ausência de carga fiscal sancionou e acentuou as polarizações decorrentes dessa dinâmica A receita do Estado peruano é de 15% do PIB, inferior até mesmo à média latinoamericana e caribenha que já é acanhada, oscilando em torno de 18% do PIB, contra 39,8% da União Europeia, onde a rede de contrapesos sociais está consolidada. O governo Alan García poupou as mineradoras peruanas de uma taxação correspondente aos lucros fabulosos acumulados no atual ciclo de alta das matérias-primas. O mercado naturalmente cuidou de seus próprios interesses e o Estado não reuniu fundos para investir em educação, saúde, habitação e segurança alimentar. No crepúsculo do ciclo neoliberal a renda per capita no Peru é de US$ 5.196, bem inferior a de outros países da região, como Uruguai, Chile, Brasil e México. A realidade, no entanto, é ainda pior que isso. Com 2/3 da mão de obra na informalidade, a sociedade peruana não dispõe de uma estrutura de direitos trabalhistas; a população rural, formada sobretudo pelos indígenas, vegeta; uma professora ganha cerca de R$ 200,00 por mês. É esse modelo de crescimento que ao gerar riqueza amplifica a desigualdade e polariza toda estrutura social que foi rejeitado agora nas urnas. (Carta Maior; 2º feira, 06/06/ 2011)
O Peru que foi às urnas neste domingo para rejeitar a continuidade da política neoliberal personificada em Keiko Fujimori registrou a maior taxa de crescimento da América Latina no ano passado: 9%. A média de expansão do seu PIB tem sido elevada, da ordem de 7%. Em 2010, sua economia atraiu mais investimentos estrangeiros do que a Argentina. O presidente Alan García, no entanto, deixa o cargo com uma das taxas de popularidade mais baixas das Américas: cerca de 26% -- inferior à de George Bush, por exemplo, que encerrou o mandato em meio a uma hecatombe financeira e desacreditado pela guerra do Iraque. A explicação para o paradoxo, responsável pela vitoria de Ollanta Humala, segundo as pesquisas de boca de urna, é o modelo de crescimento adotado nos últimos anos. O Peru desde os anos 90 cresce sem políticas públicas para redistribuir a riqueza em benefício da sociedade, sobretudo de sua vasta maioria pobre constituída de indígenas, que formam 45% da população (brancos são 15%). Foram deles os votos decisivos que garantiram a virada da candidatura de centro-esquerda. Basicamente exportadora de minérios, a economia peruana beneficiou-se fartamente da valorização dos preços das commodities nos últimos anos. A opção política, porém, foi por um modelo de crescimento de recorte neoliberal feito de desregulação máxima para os mercados e direitos sociais mínimos para a população. A riqueza gerada nessa engrenagem não circula na sociedade, concentrando-se numa órbita restrita de beneficiados que gostariam de eleger Keiko Fujimori para afsatar o risco de mudanças. A ausência de carga fiscal sancionou e acentuou as polarizações decorrentes dessa dinâmica A receita do Estado peruano é de 15% do PIB, inferior até mesmo à média latinoamericana e caribenha que já é acanhada, oscilando em torno de 18% do PIB, contra 39,8% da União Europeia, onde a rede de contrapesos sociais está consolidada. O governo Alan García poupou as mineradoras peruanas de uma taxação correspondente aos lucros fabulosos acumulados no atual ciclo de alta das matérias-primas. O mercado naturalmente cuidou de seus próprios interesses e o Estado não reuniu fundos para investir em educação, saúde, habitação e segurança alimentar. No crepúsculo do ciclo neoliberal a renda per capita no Peru é de US$ 5.196, bem inferior a de outros países da região, como Uruguai, Chile, Brasil e México. A realidade, no entanto, é ainda pior que isso. Com 2/3 da mão de obra na informalidade, a sociedade peruana não dispõe de uma estrutura de direitos trabalhistas; a população rural, formada sobretudo pelos indígenas, vegeta; uma professora ganha cerca de R$ 200,00 por mês. É esse modelo de crescimento que ao gerar riqueza amplifica a desigualdade e polariza toda estrutura social que foi rejeitado agora nas urnas. (Carta Maior; 2º feira, 06/06/ 2011)
quarta-feira, 1 de junho de 2011
LÁ COMO CÁ
NEM VARGAS LlOSA AGUENTA.
PERU: MÍDIA QUER IMPOR KEIKO FUJIMORI - A campanha eleitoral peruana divide o país em meio a um engajamento ostensivo dos meios de comunicação, que abertamente tomam partido da candidatura conservadora. A consultoria Imasen, a única que fez uma pesquisa sobre a postura da mídia, afirma que 59% dos peruanos acreditam que Keiko Fujimori tem mais apoio dos meios de comunicação, contra 12,4% que atribuem esse privilégio a Humala. A ação midiática pró-candidatura da direita é tão desabrida que, ontem, o escritor Mário Vargas Llosa decidiu suspender a publicação de sua coluna no jornal peruano 'El Comércio'. Disse Vargas Llosa, confessadamente um neoliberal: " (esse jornal) tornou-se uma máquina de propaganda (da direitista Keiko Fujimori)... Não posso permitir que minha coluna continue sendo publicada nessa caricatura do que deve ser um órgão de expressão genuinamente livre e democrático". Após o debate do dia 29, pesquisas reforçam a percepção de um empate técnico entre Keiko Fujimori e o centro-esquerda Ollanto Humala, antecipando um desfecho imprevisível para a eleição deste domingo. No caso da mídia brasileira é notória a simpatia pela vitória de Keiko, na medida em que contribuiria para enfraquecer a agenda da integração latino-americana que tem no governo do PT sua grande âncora regional. (Carta Maior; 4º feira, 01/06/ 2011)
quinta-feira, 24 de março de 2011
Gilmar Mendes culpa o Congresso pela confusão que a Lei da Ficha Limpa criou.
Um dia depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que a Lei da Ficha Limpa não valeu para as eleições de 2010, o ministro Gilmar Mendes criticou o Congresso Nacional por ter aprovado a lei em pleno ano eleitoral. Para o ministro, os parlamentares aprovaram a lei para evitar constrangimento com os eleitores e acabaram criando na sociedade e nos candidatos eleitos uma expectativa que não se confirmou. A lei foi aprovada pelo Parlamento em maio do ano passado.
“O Tribunal mostrou que não vai chancelar aventuras. Haveria um estímulo para buscar novas reformas às vésperas das eleições e porque isso impõe ao próprio Congresso um certo constrangimento. Quem quer dizer que é contra determinado tipo de proposta? O Congresso aprovou por unanimidade. Não significa que o Congresso bateu palmas, mas, às vezes, recebeu de forma acrítica”, disse o ministro, após participar do lançamento da 8ª Edição do Prêmio Innovare, que seleciona iniciativas que melhoram o funcionamento da Justiça.
Gilmar Mendes foi o relator do caso da Ficha Limpa no Supremo e votou para que a lei não tivesse efeito no pleito do ano passado. Um dos argumentos do ministro é que a lei não pode antecipar a punição de uma pessoa antes de a ação judicial ter sido concluída. “Se você apanhar fatos da vida passada para atribuir a fatos futuros, talvez não haja mais limites. A lei tem que anteceder a esse fatos. É preciso ter essa dimensão”, justificou.
Já o ministro do STF Carlos Ayres Britto, defensor da aplicação imediata da lei, afirmou que a decisão da Suprema Corte foi um “acidente de percurso” e acredita que a regra será aplicada integralmente no próximo ano. “Resta o consolo para a sociedade que, a partir de 2012, todo o conteúdo da lei terá incidência sem maiores questionamentos”, disse.
Por 6 votos a 5, a Corte definiu ontem (23) que a Lei da Ficha Limpa não teve efeito nas eleições do ano passado. A regra passará a valer somente a partir das eleições municipais de 2012.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
A VOZ DOS GROTÕES
Por Carlos Chagas.
Dos 523 deputados, 295 foram reeleitos. Os novos somam 218. A maioria, de 257, continua dominada pelos mais experientes, aqueles que, fora as exceções de sempre, pensam primeiro antes de manifestar-se. Tudo leva a crer que Marco Maia será eleito presidente da Câmara, tendo em vista o acordo entre PT e PMDB. Só que tem um problema, acima e além das seqüelas partidárias: os novos estão como potrinhos pela primeira vez soltos no campo. Na ponta dos cascos para aparecer, mostrar-se e exercer a parcela de poder que lhes cabe. Formam os grotões de que falava Ulysses Guimarães, geralmente sentados do meio para o fim do plenário, sem repercussão na imprensa mas tentados a votar em bloco. É para eles que se voltam Aldo Rebelo e Sandro Mabel, candidatos não declarados mas já contestando a escolha feita pelas cúpulas dos dois maiores partidos nacionais. Seria bom Marco Maia tomar cuidado.
Dos 523 deputados, 295 foram reeleitos. Os novos somam 218. A maioria, de 257, continua dominada pelos mais experientes, aqueles que, fora as exceções de sempre, pensam primeiro antes de manifestar-se. Tudo leva a crer que Marco Maia será eleito presidente da Câmara, tendo em vista o acordo entre PT e PMDB. Só que tem um problema, acima e além das seqüelas partidárias: os novos estão como potrinhos pela primeira vez soltos no campo. Na ponta dos cascos para aparecer, mostrar-se e exercer a parcela de poder que lhes cabe. Formam os grotões de que falava Ulysses Guimarães, geralmente sentados do meio para o fim do plenário, sem repercussão na imprensa mas tentados a votar em bloco. É para eles que se voltam Aldo Rebelo e Sandro Mabel, candidatos não declarados mas já contestando a escolha feita pelas cúpulas dos dois maiores partidos nacionais. Seria bom Marco Maia tomar cuidado.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
CNT/Sensus também indica vitória de Dilma no primeiro turno.
GABRIELA GUERREIRO
Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta quarta-feira mostra vitória da candidata Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno das eleições deste domingo.
No total, Dilma recebeu 54,7% dos votos válidos (excluídos nulos e brancos), enquanto José Serra (PSDB) somou 29,5% e Marina Silva (PV), 13,3%. Como a petista tem mais de 50% dos votos válidos, a pesquisa mostra sua vitória em primeiro turno.
Dilma recebeu 47,5% das intenções de votos, contra 25,6% para Serra e 11,6% para Marina. Os demais candidatos não atingiram 1% dos votos. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Os indecisos e votos nulos/brancos somam 13,1%.
Na edição anterior da pesquisa, divulgada dia 14 de setembro, Dilma também venceria em primeiro turno --na ocasião, ela recebeu 50,5% dos votos válidos. Serra havia recebido 26,4% e Marina 8,9%.
SEGUNDO TURNO
A CNT/Sensus mostra que, numa disputa entre Serra e Dilma em segundo turno, a petista receberia 53,9% dos votos, contra 34,5% para o tucano. Os votos brancos, nulos e indecisos somariam 11,6%.
Na pesquisa espontânea, em que a lista dos candidatos não é apresentada aos eleitores, Dilma aparece em primeiro lugar com 42,9% dos votos, seguida por Serra, com 23,2%. Marina aparece em terceiro lugar com 10,5% das intenções de votos. Os demais candidatos não chegaram a 1% na pesquisa espontânea.
REJEIÇÃO
A pesquisa mostra que a candidata Marina Silva tem o maior índice de rejeição. No total, 42% dos entrevistados responderam que não votariam na candidata. Serra aparece em segundo lugar na rejeição, com 40,2%, e Dilma com 32,6% de eleitores que não votariam na candidata.
A CNT/Sensus também mostra que a maioria dos eleitores apostam na vitória de Dilma no próximo domingo, mesmo que não sejam eleitores da petista. Os entrevistados (74,1%) acreditam na vitória da candidata, enquanto 13,4% avaliam que Serra sairá vitorioso. Apenas 2% dos entrevistados apostam que Marina vai ganhar o pleito.
O levantamento foi realizado entre os dias 26 e 28 de setembro, com 2.000 pessoas em 136 municípios. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 33.103/2010.
sábado, 21 de agosto de 2010
Exposição em programas de TV e horário eleitoral explicam disparada de Dilma.
MAURO PAULINO - Diretor Geral - Data-Folha.
ALESSANDRO JANONI - Diretor de Pesquisas do Data-Folha.
Em um mês, o cenário da disputa pela Presidência da República sofreu alterações importantes. Estável desde maio, com o empate entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), o quadro passou a apontar nova tendência há uma semana.
A ex-ministra de Lula disparou na liderança e passou a figurar como grande favorita, com possibilidade de vitória já no primeiro turno.
Como já demonstrado pelo Datafolha, o papel de Lula foi essencial para a evolução de sua pupila, mas é impossível negar a força de mais uma protagonista nesse roteiro.
A TV prova mais uma vez seu poder de alcance e penetração nos mais diversos estratos da população brasileira, inclusive naqueles onde o acesso à informação é raro.
Oficializadas as candidaturas, a cobertura das eleições na mídia, especialmente na TV, se intensificou.
A agenda dos candidatos, entrevistas em programas de grande audiência e o início do horário eleitoral atingiu segmentos que até então encontravam-se distantes do processo eleitoral.
Para ilustrar o peso da TV na composição do voto do brasileiro, pesquisa Datafolha feita há um mês
mostrou que 88% dos eleitores costumam utilizá-la para se informar sobre os candidatos.
A segunda mídia mais acessada para este fim são os jornais, só que com uma participação bem menor 54%.
Ainda na mesma pesquisa, se tivessem que escolher apenas um meio para acompanhar a eleição, 61% dos brasileiros optariam pela TV.
Mais interessante do que observar esse resultado no total da amostra é verificá-lo nos subconjuntos nos quais Dilma mais cresceu. Entre os habitantes do Nordeste de baixa renda, por exemplo, os que se informam exclusivamente pela TV são 71%.
A taxa de indecisos na região caiu cinco pontos, igualando-se à média nacional.
A petista, na avaliação dos entrevistados, foi a candidata de melhor desempenho no horário eleitoral até aqui. Entre os que já assistiram ao programa, a vantagem da ex-ministra sobre o tucano é de 24 pontos percentuais. Entre os que ainda não o fizeram, ela cai para 13 pontos.
O registro histórico do momento exato em que variáveis relevantes como a cobertura da TV e o horário eleitoral passam a agir sobre a composição do voto é essencial para a compreensão do contexto em que as mudanças ocorreram. A pesquisa do Datafolha divulgada hoje representa mais um fotograma do filme desta eleição, tendo a TV como principal difusor.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
DILMA NO RIO GRANDE.
Dilma - Aposto na inteligência da população brasileira.
Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira que caberá aos eleitores definir quem está mais identificado com os programas do governo Lula e quem está ligado a uma "política de estagnação, desemprego e desigualdade", numa referência ao adversário José Serra (PSDB). Dilma destacou que participou "em cada programa do governo".
- Deixo ao critério dos eleitores e da população fazer o balanço e ver quem tem mais proximidade com esse governo, quem é mais identificado com a política de desenvolvimento, com distribuição de renda. E quem é mais identificado com uma política de estagnação, desemprego e desigualdade. Aí não é uma questão que sou eu quem resolvo. Aposto na inteligência da população brasileira - afirmou a petista, após participar do seminário "Rio Grande - onde o Rio Grande renasce".
Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira que caberá aos eleitores definir quem está mais identificado com os programas do governo Lula e quem está ligado a uma "política de estagnação, desemprego e desigualdade", numa referência ao adversário José Serra (PSDB). Dilma destacou que participou "em cada programa do governo".
- Deixo ao critério dos eleitores e da população fazer o balanço e ver quem tem mais proximidade com esse governo, quem é mais identificado com a política de desenvolvimento, com distribuição de renda. E quem é mais identificado com uma política de estagnação, desemprego e desigualdade. Aí não é uma questão que sou eu quem resolvo. Aposto na inteligência da população brasileira - afirmou a petista, após participar do seminário "Rio Grande - onde o Rio Grande renasce".
Questionada sobre a intenção de Serra de dar continuidade a programas do governo, como o Bolsa Família, Dilma respondeu:
- Não tenho que tratar essa questão. Quem tem de provar que isso é possível é o candidato, e não eu. O que eu posso dizer é outra coisa: Eu fiz isso. Eu fiz esse governo, eu participei dele 24 horas por dia, nos últimos sete anos e meio, e me afastei há um mês, mas eu quero dizer que, em cada programa deste governo, tem a minha participação.
No início da noite, Dilma escreveu no Twitter sobre a visita ao Rio Grande do Sul. A petista contou que, durante uma entrevista a jornalistas, foi questionada sobre a falta de experiência eleitoral - Dilma nunca foi candidata em uma eleição.
"Hoje cedo, em Rio Grande, abri o seminário 'Onde o Rio Grande renasce'. Depois, entrevista... Perguntada sobre experiência eleitoral, disse que fico pensando se isso não é bom, uma lufada de ar novo na política tradicional", escreveu ela em duas mensagens no microblog.
POR; Isabel Marchezan
POR; Isabel Marchezan
sábado, 24 de abril de 2010
CUBA.
O PIG não comenta, mas Cuba realiza eleições neste domingo.
Para algumas pessoas no mundo deve ter soado um pouco estranho o anúncio do Conselho de Estado da República de Cuba de que no domingo 25 de Abril se efetuarão as eleições para delegados às 169 Assem
bleias Municipais do Poder Popular.
Cuba entra no seu décimo terceiro processo eleitoral desde 1976 com a participação entusiasta e responsável de todos os cidadãos com mais de 16 anos de idade. Nesta ocasião, são eleições parciais.
Com a tergiversação, a desinformação e a exclusão das eleições em Cuba da agenda informativa de cada um, os donos dos grandes meios de comunicação tentaram afiançar a sua sinistra mensagem de que os dirigentes em Cuba, a diferentes níveis, não são eleitos pelo povo.
Continua lendo aki - Por Juan Marrero, em Cuba Debate.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
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