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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Por Luiz Carlos Azenha, Blog Vi o Mundo.
Ao relatar  o vazamento de um aúdio na internet, hoje, a Folha de S. Paulo entregou de leve o funcionamento do esquema que envolvia o senador agora sem partido Demóstenes Torres.
Disse a Folha, aqui:
Em conversa gravada, em dezembro de 2009, o dono da Delta Construções S/A, Fernando Cavendish, afirma que é possível ganhar contratos com o poder público subornando políticos. A Delta já recebeu mais de R$ 3,6 bilhões em verbas federais desde 2003 e está no centro das investigações da Polícia Federal envolvendo Carlos Cachoeira, preso pela Operação Monte Carlo por envolvimento em jogo ilegal. A PF chega a descrever Cachoeira como um sócio oculto da Delta, o que a empresa nega.
“Se eu botar 30 milhões [de reais] na mão de político, eu sou convidado pra coisa pra caralho. Se eu botasse dez pau que seja na mão dele… Dez pau? Ah… Não é que seja um monte de dinheiro não, mas eu ia ganhar negócio. Ô…”, diz Cavendish, que não se refere a um caso específico. “Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado. ‘Ô senador fulano de tal, tá aqui. Se convidar, eu boto o dinheiro na tua mão’”, continua o empresário.
A revista “Veja” já havia publicado trechos dessa conversa, em maio passado, sem divulgar o áudio da conversa.
Explicando. Em maio de 2011, a revista publicou reportagem acusando o ex-ministro José Dirceude fazer lobby para a construtora Delta, do empresário Fernando Cavendish. Seria a explicação para a Delta, de um empresário próximo do governador do Rio, Sergio Cabral, ter ganho tantas licitações em todo o Brasil. Dirceu diz que recebeu R$ 20 mil da Delta como consultor, mas nega se tratar de tráfico de influência (explicação dada por ele em seu blog).
Chama a atenção a frase final da reportagem de Veja:
A compra da Sigma pela Delta, como foi dito, é motivo de uma intensa disputa judicial. Graças a essa contenda é que veio à tona a confirmação de que o consultor José Dirceu age como um intermediário de oportunidades dentro do governo. Ela mostra também o perfil de cliente que busca esse tipo de serviço. Em reunião com os sócios, no fim de 2009, quando discutia exatamente as razões do litígio, o empresário Fernando Cavendish revelou o que pensa da política e dos políticos brasileiros de maneira geral: “Se eu botar 30 milhões de reais na mão de políticos, sou convidado para coisas para ‘c…’. Pode ter certeza disso!”. E disse mais. Com alguns milhões, seria possível até comprar um senador para conseguir um bom contrato com o governo: “Estou sendo muito sincero com vocês: 6 milhões aqui, eu ia ser convidado (para fazer obras). Senador fulano de tal, se (me) convidar, eu boto o dinheiro na sua mão!”. Subornar pessoas com poder de decisão no governo é crime de corrupção ativa. Todo mundo sabe que isso ocorre a toda hora. Mas ouvir a confirmação da boca de um grande empresário do país, mesmo se for só bravata, é assustador.
Não há dúvida que Cavendish disse o que disse. Foi gravado. Ao ler a revista, ele deve ter se dado conta disso. Ou seja, sabe-se lá o que passou pela cabeça do dono da Delta, então. Existiriam novas gravações?
O curioso é a repercussão do fato.
Quem é que pediu que os empresários fossem chamados ao Congresso para se explicar?
Demóstenes Torres. Deu no Globo:
O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), vai procurar o PSDB e o PPS para, numa ação conjunta da oposição, apresentarem requerimento de convite aos empresários. Para Demóstenes, caberia requerimento à Comissão de Constituição e Justiça ou à de Fiscalização e Controle.
A novidade? É que hoje sabemos que a gravação, tudo indica, é originária do esquema do Cachoeira, já que coincidentemente foi divulgada com acusações contra o dono da Delta, apesar de não fazer parte da Operação Monte Carlo, no momento em que são coletadas as assinaturas para instalar a CPI.
É uma forma de colocar gente para trabalhar os telefones e tentar convencer deputados e senadores a não assinar os requerimentos para a criação da CPI. Especialmente se Cavendish doou dinheiro para campanhas eleitorais ou colocou em prática o que disse que poderia fazer, na gravação.
O esquema de Cachoeira grava, Veja expõe e Demóstenes pede explicações. Cavendish fica refém.
O áudio vaza justamente no dia em que estão sendo recolhidas assinaturas para a CPI e merece destaque da Folha.
O Brasil não é para amadores.
Definitivamente, não vai faltar assunto para esta CPMI.
Ps do Viomundo: 
O JN não perguntou, obviamente, quem deu a gravação ao dono do blog, Mino Pedrosa.

sábado, 14 de abril de 2012

190 MILHÕES DE BURROS

Por Carlos Chagas. 
Ou este que vos escreve é burro, hipótese mais do que verdadeira, ou o presidente do PT, Rui Falcão, supõe ser o Brasil um país de 190 milhões de burros. Porque  não dá para entender, como ele falou, ser  a CPI do Carlinhos Cachoeira capaz de  neutralizar, abafar e desmoralizar o julgamento de  38 réus do mensalão, caracterizados como  quadrilha pelo Procurador Geral da República.   Se uma coisa é uma coisa e outra coisa, outra coisa, de que maneira imaginar que a CPI servirá para desfazer o que o dr. Falcão chama de “farsa do mensalão”? O escândalo existiu, levou a demissões no ministério Lula e a expulsões no PT. O processo foi admitido no Supremo Tribunal Federal, agora em vias de concluir o julgamento.  
De que forma as   investigações sobre o bicheiro empenhado em corromper políticos e governantes anularia a ação e a decisão da mais alta corte nacional de Justiça?
Os crimes porventura desvendados agora fariam desaparecer os crimes praticados em 2005Só mesmo admitindo que o  presidente do partido pretende aproveitar-se de um  escândalo recém-descoberto para salvar o pescoço de companheiros envolvidos em  escândalo anterior,  como José Dirceu, Delúbio Soares e outros.
Se existem  novos criminosos, importa revelá-los, mas sem esquecer os antigos. E se integram outros partidos, como o PSDB e o DEM, como antes e possivelmente agora também o PT, pau neles.
Acresce que uma CPI não  julga. Apenas revela. Suas conclusões, se vierem  a existir,  serão encaminhadas ao Ministério Público, para abertura de processos.
EXPLICAÇÃO.
Os presidentes José Sarney e Marco Maia decidiram, segunda-feira, que a CPI do Carlinhos Cachoeira seria formada ainda esta semana, mas adiaram o evento para a próxima. Por que? Porque desconfiaram ser o tempo muito curto, podendo a constituição da CPI acontecer hoje, uma sexta-feira, 13. 
“De jeito nenhum!” – terá raciocinado Sarney, fiel submisso às artes do além.
 De qualquer forma, ainda pairam dúvidas a respeito de que partidos indicarão o presidente e o relator da CPI. Aos líderes caberá selecionar os onze senadores e os onze deputados e apenas se tem uma certeza: de forma alguma  Renan Calheiros indicará Pedro Simon, apesar de constituir-se no mais completo  parlamentar para exercer qualquer uma das duas funções.
RESPINGOS.
De toda essa lambança envolvendo as relações do bicheiro, perdão, do corretor zoológico Carlinhos Cachoeira, começa a emergir a empresa Delta, acusada de distribuir contribuições eleitorais e propinas para políticos e governantes. Trata-se da maior concessionária de obras do PAC e de contratos polpudos com os governos de Brasília,   Rio de Janeiro e outros. As gravações promovidas pela Polícia Federal  envolvem ex-funcionários da Delta e comparsas de Cachoeira, além de referências a altas figuras  das referidas administrações. Já estão ocupados os dois maiores advogados criminalistas do país,  Almeida Castro, com Demóstenes Torres, e Márcio Thomas Bastos, com Carlinhos Cachoeira, mas não faltarão  grandes nomes para a Delta contratar, sempre a peso de ouro.
REZANDO DO LADO ERRADO.
Em  termos políticos, a Igreja Católica tem prestado inestimáveis serviços às instituições, em especial quando,  depois de alguns desvios e hesitações, passou a formar na primeira linha de resistência à ditadura militar.
Era março de 1964 e  marinheiros desvairados rebelaram-se,  tentando criar um soviete na Marinha. Anistiados pelo então presidente João Goulart, depois de recolhidos a um quartel do Exército  foram libertados e saíram em passeata pela Avenida Presidente Vargas, no Rio. Ao passarem pela igreja da Candelária, os líderes  convenceram a massa a   agradecer a Deus  não ter havido  derramamento de sangue. Quando se encaminhavam para a entrada  principal do templo,  tiveram barrada sua pretensão: alguns padres trancaram as vastas portas gritando que “comunistas não rezam aqui”.
Anos depois, na missa de sétimo dia do estudante Edison Luís, assassinado pela  repressão militar, centenas de jovens  que iam  deixar a cerimônia souberam estar a igreja cercada por tropa armada, cavalaria e agentes policiais de cassetete em punho, prontos para investir sobre eles. Seria uma carnificina. Quando as portas se abriram,  a surpresa: na frente dos estudantes saíram dezenas de padres, todos paramentados, de mãos dadas, obrigando  os soldados apavorados a recuar até que,  entrando pela Avenida Rio Branco, aquela singular procissão conduziu os jovens à segurança.
Essas duas histórias se contam a propósito do que aconteceu quarta-feira na Praça dos Três Poderes, quando uns poucos frades, vestidos a caráter, primeiro ajoelharam-se em oração e depois saíram em procissão diante do Supremo Tribunal Federal.  Só que  rezavam do lado errado, contra a mais do que humanitária decisão dos ministros de autorizar a interrupção da gravidez no caso de anencefalia do feto, quer dizer, da comprovação de que o bebê nasceria sem cérebro e morreria em seguida, colocando em risco a vida da mãe. 

sexta-feira, 6 de abril de 2012

SOBRE O CAPITAL-MOTEL

Por Carlos Chagas.
A presidente Dilma viaja domingo para os Estados Unidos. O contencioso é grande, mas, pelo jeito, sua conversa com o presidente Obama começará pela reclamação diante do capital-motel. Não dá para o Brasil continuar  recebendo milhões de dólares de tarde, verificar que eles passam a noite e vão embora de manhã  levando montes de juros,  sem ter contribuído para criar um emprego nem forjar um parafuso.
Como o americano certamente replicará que somos nós que mantemos os juros em patamares estratosféricos, além de depender apenas do Brasil  exigir prazo para a permanência do capital estrangeiro entre nós, espera-se a tréplica da nossa representante. Certamente Dilma dirá que os juros estão baixando e mais baixarão.  Mas terá como participar a taxação dos dólares que nem  imposto de renda pagam? Ou a decisão de que a partir de agora vamos exigir a permanência mínima do dinheiro especulativo?
A farra do capital-motel vem dos tempos de Fernando Henrique e não há sinal de sua interrupção. A equipe econômica sustenta que para continuarmos sendo  a sexta economia do mundo,  não podemos passar sem a colaboração dos especuladores. Aguarda-se para saber  como a presidente desatará esse nó. Em pleno século XXI seria anacrônico mandar fechar os motéis...
Num aspecto Dilma e Obama concordarão: está no crescimento, não na recessão, a saída para a crise que assola a Europa, já chegou aos Estados Unidos e avidamente olha para o Brasil.  Comprimir salários, interromper investimentos sociais e estimular o desemprego são fórmulas de banqueiros alemães. 
PEDRINHAS NA BOCA.
Demóstenes, o da Grécia, era gago e padecia de outro  tique nervoso que o fazia levantar  subitamente o ombro direito, nas horas mais inesperadas.  Para curar a gagueira, ensaiava seus discursos com algumas pedrinhas na boca. Para interromper o movimento no ombro, mandou pendurar no teto uma lança voltada para a cadeira onde costumava trabalhar. Depois de algumas espetadelas e de haver engolido umas tantas pedrinhas, ficou curado.
O Demóstenes de Goiás, agora sem partido, precisa encontrar rápido uma forma para evitar a cassação de seu mandato. Não dá para demonstrar que Carlinhos Cachoeira o vinha chantageando, muito menos provar serem falsas as gravações de suas conversas com o meliante.  Inócuo seria jogar barro no ventilador e denunciar colegas senadores envolvidos em práticas semelhantes às suas. Subir à tribuna do Senado para reconhecer seus  erros, sem negá-los, pode ser a melhor solução.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

DENUNCIAS

O caso Demóstenes Torres e as raposas no galinheiro.
O rumoroso caso Demóstenes Torres é uma chance única de reavaliar o que foi a política brasileira na última década, e de como ela – venal, hipócrita e manipuladora – foi viabilizada por um estilo de cobertura política irresponsável, manipuladora e, em alguns casos, venal. E hipócrita também.
Por Maria Inês Nassif, da Carta Maior.
O rumoroso caso Demóstenes Torres (DEM-GO) não é apenas mais um caso de corrupção denunciado pelo Ministério Público. É uma chance única de reavaliar o que foi a política brasileira na última década, e de como ela – venal, hipócrita e manipuladora – foi viabilizada por um estilo de cobertura política irresponsável, manipuladora e, em alguns casos, venal. E hipócrita também. 
Teoricamente, todos os jornais e jornalistas sabiam quem foram os arautos da moralidade por eles eleitos nos últimos anos: representantes da política tradicional, que fizeram suas carreiras políticas à base de dominação da política local, que ocuparam cargos de governos passados sem nenhuma honra, que construíram seus impérios políticos e suas riquezas pessoais com favores de Estado, que estabeleceram relações profícuas e férteis com setores do empresariado com interesses diretos em assuntos de governo. 
Foram políticos com esse perfil os escolhidos pelos meios de comunicação para vigiar a lisura de governos. Botaram raposas no galinheiro.
Nesse período, algumas denúncias eram verdadeiras, outras, não. Mas os mecanismos de produção de sensos comuns foram acionados independentemente da realidade dos fatos. Demóstenes Torres, o amigo íntimo do bicheiro, tornou-se autoridade máxima em assuntos éticos. Produziu os escândalos que quis, divulgou-os com estardalhaço. Sem ir muito longe, basta lembrar a “denúncia” de grampo supostamente feita pelo Poder Executivo no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, então presidente da mais alta Corte do país. Era inverossímil: jamais alguém ouviu a escuta supostamente feita de uma conversa telefônica entre Demóstenes, o amigo do bicheiro, e Mendes, o amigo de Demóstenes. 
Os meios de comunicação receberam a suposta transcrição de um grampo, onde Demóstenes elogia o amigo Mendes, e Mendes elogia o amigo Demóstenes, e ambos se auto-elegem os guardiões da moralidade contra um governo ditatorial e corrupto. Contando a história depois de tanto tempo, e depois de tantos escândalos Demóstenes correndo por baixo da ponte, parece piada. Mas os meios de comunicação engoliram a estória sem precisar de água. O show midiático produzido em torno do episódio transformou uma ridícula encenação em verdade.
A estratégia do show midiático é conhecida desde os primórdios da imprensa. Joga-se uma notícia de forma sensacionalista (já dizia isso Antonio Gramsci, no início do século passado,

ALIANÇA CONTRA O ROUBO E O GOLPE

Por Carlos Chagas.
Carlos Lacerda vivia momento alto em sua popularidade, concorrendo a deputado federal em 1954, logo após a morte do presidente Getúlio Vargas, que ajudara a derrubar. Lançou-se em nome da Aliança contra o Roubo e o Golpe, mas antes mesmo de tomar posse iniciou ampla campanha pelo estado de exceção, em nome da desintoxicação do eleitorado, para ele atingido pelo  vírus do trabalhismo.    
Dispunha de televisão quando quisesse, pois suas arengas davam Ibope. Certa noite perdeu a voz e o equilíbrio emocional quando, do auditório, levantou-se um jovem e indagou:  “o senhor foi eleito contra o roubo e o golpe. Agora está pregando o golpe. Quando pregará o  roubo?” Guardadas as proporções, a situação se repete com  Demóstenes Torres. Campeão da ética, algoz implacável dos corruptos, crítico permanente dos malfeitos praticados à sombra do governo, o  senador por Goiás destacou-se na defesa da democracia, da Constituição e  da lei. Vê-se agora  flagrado numa série de denúncias sobre  parceria com bandidos. Seria o caso de inverter a equação e indagar quando começará a defender o golpe...
PAU NELES.
Raras vezes se tem visto tamanho volume de crimes hediondos praticados entre nós. Pais que estupram seus próprios bebês e jogam criancinhas pela janela. Mães que afogam filhos. Parentes  que abusam de meninos e meninas postos sob sua guarda.  Assassinos que matam por prazer. 
Seqüestradores que não respeitam idosos. 
Monstros empenhados em incendiar moradores de rua. E quanta coisa a mais?
Dificilmente o braço da lei atinge  os autores dessas práticas abomináveis. Recursos aos  montes, benesses consagradas pelo Código Penal e o Código de Processo Penal, mais a complacência do Poder Judiciário,  permitem que esses animais continuem soltos, tripudiando sobre a sociedade e prontos para repetir seus atos.
Está na hora de uma reação nacional, tanto faz se conduzida pelo Congresso, a magistratura, o ministério público ou a polícia.  A pena de morte agride a natureza humana, mas impõe-se  a prisão perpétua, sem a menor possibilidade de refrigério para os autores. E se faltam cadeias e estabelecimentos penitenciários para tanta gente,  que sejam isolados no meio do mato. O que não dá é para a sociedade continuar convivendo com eles e, lentamente, considerar como naturais tantas expressões de selvageria.
A ASCENSÃO DA MEDIOCRIDADE.
Um fenômeno cresce a olhos vistos, não apenas na política, mas na administração e  no poder público: os medíocres e os incompetentes tomam conta do estado.  
Tornou-se rotina a  conquista de altos postos, mas de médios e pequenos, também, pelos menos talentosos.  O resultado vem sendo a ocupação dos controles da sociedade pelos despreparados para conduzi-la.  
Acima e além dos partidos e das entidades representativas do meio social, distinguem-se  os menos preparados. 
As nulidades estão por toda parte. Até quando?

segunda-feira, 2 de abril de 2012


Por Carlos Chagas
Duas historinhas do passado servem para a interpretação do presente:
Na  recém-criada União Soviética, entre  vasta propaganda, expurgos aos montes  e monumentais sacrifícios exigidos da população para a industrialização, corria entre os russos a versão de que Adão e Eva eram os  maiores   entusiastas do novo regime.  Por que? Porque moravam no  paraíso mas não tinham roupas para  vestir...
Na mesma época, no México, as tropas de Pancho Villa e de Emiliano Zapata invadiram a capital do país  em nome da revolução, com os peões dando tiros para cima  e gritando do alto de suas montarias: “Viva La Democracia! Viva La Democracia!”  Jornalistas americanos procuraram  saber dos revolucionários o que queriam dizer e a imensa maioria respondia  estarem homenageando  “a mui honrada e virtuosa  esposa do  dr. Francisco Madero, chefe do movimento rebelde, Dona Democracia...”
Com todo respeito, os dois episódios se contam a propósito de nossa realidade, nove anos e três meses depois da tomada do poder pelo PT. A propaganda inundou o Brasil, apregoando   a criação de milhões de empregos, a ascensão das massas à classe média, a extirpação da miséria,  nossa transformação na sexta economia mundial  e demais chavões que nos enchem de orgulho. O diabo é que quando deixamos  o paraíso dos sonhos e  abrimos os olhos,   as imagens são de velhos,  crianças e adultos esmolando,  vendendo óculos e garrafinhas de água em qualquer semáforo.  Famílias à míngua, quando não reunidas fumando crack, gente assaltando,  seqüestrando, depredando transportes coletivos. Para não falar na corrupção desenfreada e na impunidade permanente que cercam instituições e elites.
A democracia alardeada pelos donos  do poder  resume-se à conquista de empregos na máquina estatal por medíocres e inescrupulosos sem talento,   à formação de ONGs fajutas,  ao abandono dos ideais revolucionários e às saudações continuadas ao sistema que continua privilegiando benesses, favores e sinecuras no andar de cima. Se Adão e Eva vivessem nesse paraíso, seriam os primeiros-companheiros...
MEIA SEMANA EXECUTIVA.
Caberá à  presidente Dilma, de novo no Brasil, criar fatos e produzir iniciativas capazes de compensar o vazio legislativo que a Semana Santa criou no Congresso.  Em maioria, escafederam-se deputados e senadores, desde o último dia 30,  não devendo voltar a Brasília  senão no dia 10.  A exceção envolve apenas os dirigentes e os senadores do DEM, por conta da  crise  que cerca Demóstenes Torres.
A presidente poderá  anunciar um pacote de redução de impostos para a indústria, talvez nomeie o  novo  ministro do Trabalho e quem sabe promova nova  reunião do ministério. Mesmo assim, o governo não terá como trabalhar no feriado da Sexta-Feira Santa,  nem na sua véspera, apesar de dia normal de trabalho.   Como no domingo, dia 8,  Dilma viaja para os  Estados Unidos, não são nada promissoras as perspectivas.
TORRES DE UM CASTELO SITIADO.
Aguarda-se para hoje a defesa do senador Demóstenes Torres, da tribuna do Senado, mas há controvérsias, tanto  pela semana enfraquecida por conta da Sexta-feira Santa,  quanto pelos conselhos do  advogado dele, para manter-se calado. Mesmo assim, caso decida quebrar o silêncio, o ex-líder do DEM não contará com o plenário cheio. A sucessão de denúncias divulgadas a conta-gotas, contra Demóstenes, faz supor que sairão dos arquivos da Polícia Federal mais detalhes de seu relacionamento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.   O castelo do Senador encontra-se sitiado e sua torres sob fogo batido, mas seria bom, para ele, iniciar a resistência. Caso contrário, perderá o mandato.

quinta-feira, 29 de março de 2012

O ministro Ricardo Lewandowski, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, atendeu ao pedido da Procuradoria Geral da República te determinou a quebra de sigilo bancário do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) por dois anos, época em que ele foi flagrado em diversas ligações telefônicas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, investigado por suspeita de contravenção. O ministro também enviou pedido ao presidente do Senado, José Sarney, para que ele informe a relação de emendas ao Orçamento da União apresentadas por Demóstenes. O próprio Lewandowski anunciou sua decisão aos repórteres, o que é incomum, mas disse que não poderia prestar informações detalhadas, pois trata-se de investigação sob segredo de Justiça.

segunda-feira, 26 de março de 2012

ZÉ BOLINHA DE PAPEL

O intrincado jogo de xadrez da política brasileira está revelando a principal personagem do tabuleiro: Gilberto Kassab. 
Para valorizar seu passe, “rompeu” com o DEM, juntou à sua volta uma fileira de co-adjuvantes dos mais variados matizes, criando o PSD, teoricamente uma nova linha de pensamento ideológico. 
A integração do novo partido em torno do PSDB e do Democratas, revela a sua inteligência, visto que levará sob seu comando, o apoio dos seus filiados por força da fidelidade partidária, que jamais votariam ou trabalhariam a favor de zé (bolinha de papel) Serra.

domingo, 8 de janeiro de 2012

A VERDADE É . . .

DEM quer que Bezerra seja investigado.
O líder do DEM no Senado, senador Demóstenes Torres (GO), afirmou neste domingo (8) que pedirá para a Procuradoria-Geral da República investigar o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional). O senador disse que vai entrar com uma representação na próxima terça-feira na procuradoria pedindo a abertura de um inquérito civil público contra o ministro. "O ministro está descumprindo sua função. Faltou compostura a ele, que tem dado privilégio no repasse de recursos", disse Demóstenes.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

CRIME DE LESA HUMANIDADE

Maior corrupção do planeta, do século, do mundo. Oceano de lama, etc.
Crime de lesa pátria.
Porém devido a missão cósmica do Brasil, pais mais rico do planeta, desde que o mundo foi “criado” – incidência dos raios solares, água potável, terras agricultáveis, riqueza mineral (que pela Vale foi privatarizada) e a maior miscigenação de raças- foi CRIME DE LESA HUMANIDADE.
Quando há retardo na missão cósmica, transcendental, inexorável de uma America Latina, berço de uma nova civilização, agora esplendor da raça ibero-americana, retardando a evolução de uma nova era, gera para os que a praticam um crime de lesa evolução que precisa de redenção.
O livro induz inapelavelmente a que façam isso diante de suas consciência. Uma forma não covarde é dar espaço para os que defendam valores do liberalismo-mercado-capitalismo. Como o Amaury citou na pag. 68 a opinião de Bresser Pereira sobre as tele comunicações.
Queremos uma banda larga simplesmente igual àquela praticada pelos capitalistas de outros países.
Por outro lado tem uma “culpa” se para os que “aceitando” a missão-compromisso; mesmo com a inexorabilidade da nova era; não tomam um partido, uma atitude evolutiva – indignar-se com uma vergonhosa diferença de renda das famílias no país mais rico do planeta. 
E agir no cotidiano.
Outros cotidianos são possíveis para cada um. 
Intuir -faculdade acima do mental- razão e do bom sentir-o que a cada um inspira.
O exercício a volúpia cidadã.
Uma mudança de ciclo, o ponto vernal de uma parábola espacial de 3 dimensões foi atingido com o livro em uma dimensão. É o ponto crucial, uma partícula, ante todos os que o antecederam, como por exemplo a queda do socialismo deixando o capitalismo sem um contraditório que o limitasse; daí a crise financeira do dito 1º mundo e entre todos os que o sucederão.
Resta uma reflexão sobre o porque houve a piratização.
A ninguém é exigido praticarem algo que vá contra a sua forma de ser, contra o seu imo.
Eles possam ainda acreditar que privatizar, mesmo chegando ao “limite da irresponsabilidade” incluía a propina sobre a venda dos bens do povo.
Egoísmo-individualismo elevados ao paroxismo.
Estado mínimo, mão invisível, fim da historia, TINA  - there is no alternative, da Tatcher e Reagan, falsa competição.
A igualdade de oportunidades, meritocracia se transformaram em dogmas se não há igualdade de acesso na educação e noticiários de qualidade.
Teses, antíteses, sínteses ideológicas e não hegemonia como que o PiG pratica.
Por isso o DEM é contra o PROUNI.
No seu intimo têm medo de perder seus privilégios, adquiridos de forma fraudulenta-propinização- contra os valores da solidariedade.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

PLANO NACONAL DE EDUCAÇÃO

Ocupe Brasília quer 10% do PIB em educação; relatório propõe 8%.
Inspirados no Ocuppy Wall Street, estudantes acampam na Esplanada dos Ministérios para cobrar que investimento em educação dobre para 10% do produto interno bruto (PIB). Relator do Plano Nacional da Educação na Câmara eleva proposta do governo de 7% para 8%, diz que isso garante mais R$ 40 bi e que é o máximo que equipe econômica aceita.
Com estudantes acampados em frente ao Congresso desde o início do dia, a promover pelo menos até sexta-feira (9) um Ocupe Brasília em defesa do investimento de 10% do produto interno bruto (PIB) em educação, uma comissão especial da Câmara dos Deputados conheceu, nesta terça-feira (6), relatório que propõe 8% do PIB.
O parecer do deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR) sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) 2011-2020, que o governo mandou ao Congresso em dezembro de 2010, eleva a proposta original, que fixava o investimento em 7% - hoje são 5%. O que, segundo o parlamentar, injetaria mais R$ 40 bilhões na educação. Esse seria o máximo aceito pela equipe econômica, com quem Vanhoni vinha negociando.
O relator faz uma série de modificações no PNE original, mas não toca em pontos considerados fundamentais por militantes da área, como a discriminação dos percentuais a serem investidos por cada um dos entes federativos, em especial a União. E não atende às expectativas dos trabalhadores em educação em relação à valorização profissional.
Segundo a recém empossada presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Manoela Braga, que participa do Ocupe Brasília, os estudantes reconhecem o avanço de chegar a 8%, mas vão insistir em 10%. “8% é pouco reverter a decadência histórica da educação brasileira”, disse.
Ela afirmou que, nesta terça (6), 400 estudantes começaram a acampar e que o número vai crescer até sexta (9), quandos eles mesmo vão avaliar se adiantou alguma coisa e se vale à pena continuar o movimento.
O secretário de Formação Sindical da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Gilmar Soares Ferreira, também garante que a entidade vai continuar brigando pelos 10%. “Nós entendemos que esta é a condição para o país mudar sua realidade e universalizar o acesso à educação pública de qualidade e garantir capacitação para nossos jovens, que padecem com o desemprego”, disse.
Comissão gosta.
A maioria dos deputados da comissão, porém, elogiou o relatório, que recebeu o número recorde de 3 mil emendas. Mas há quem insista em cobrar 10% do PIB. “Sabemos que o relator se esforçou muito, mas entendemos que seu papel é limitado. Nós, da comissão, é que teremos que garantir a aprovação de um percentual maior de investimentos”, disse a deputada Professora Dorinha (DEM-TO).
O deputado Ivan Valente (PSL-SP) disse que o percentual de 8% não será suficiente para o cumprimento das metas estabelecidas. “Esses 10% não são um número cabalístico. São 60 milhões de analfabetos, a maioria das crianças não estão em creches e não chegamos a 50% de presença de jovens no ensino médio. Além disso, o salário dos professores é baixo e a qualidade do ensino também”, alertou.
Segundo Vanhoni, seria possível votar o relatório ainda este ano.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

CATAPULTA . . .

COLUNA DO CLÁUDIO HUMBERTO.
Oposição caça figurões para disputa municipal.
PSDB e o DEM levaram a sério o conselho do ex-presidente FHC, para quem a oposição “deveria ir aonde o povo está”. Figurões desses partidos, atualmente sem mandato, têm sido chamados a disputar vagas de vereador. São os casos de Cesar Maia no Rio, Marco Maciel no Recife e José Carlos Aleluia (os três do DEM) em Salvador, e os tucanos Arthur Virgílio em Manaus, e Tasso Jereissati em Fortaleza.
Exemplo de HH
A oposição quer seguir o caminho da ex-senadora Heloisa Helena (PSOL), que, sem mandato, foi eleita vereadora em Maceió. 
Pesos pesados.
Além do ex-senador Marco Maciel, o ex-deputado Roberto Magalhães será sondado sobre candidatura à Câmara Municipal do Recife.
Aparências.
Na frente de Carlos Lupi (Trabalho), tapinhas nas costas e sorrisos. Mas a maioria da bancada saiu de testa franzida da reunião com ele.
RBS fora.
O portal iG está à venda, mas o grupo gaúcho RBS, suposto comprador, informou a esta coluna que não tem interesse no negócio.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

VOU TE DIZER . . .

Oposição aprova convocação de Palocci na Câmara.
Governistas ficaram confusos e aprovaram. Agora, tentam reverter decisão. Requerimento foi aprovado na Comissão de Agricultura da Casa.
Robson Bonin, Lambido do G1
A oposição conseguiu aprovar na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados na manhã desta quarta (1º) requerimento convocando o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, para que vá ao Congresso explicar sua evolução patrimonial.
Durante a votação do requerimento apresentado pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), o presidente da comissão, Lira Maia (DEM-PA), consultou os integrantes do colegiado: “Os deputados que aprovam permaneçam como estão.” Nesse momento, os integrantes da base governista, em maioria na comissão, ficaram confusos e não levantaram os braços para rejeitar a matéria.
Diante da indecisão dos deputados, o presidente da comissão, que é da oposição, declarou a votação encerrada e aprovou o requerimento convocando Palocci. Diante da falha, líderes governistas foram para a sala do presidente da comissão e ainda tentam reverter a votação.
O requerimento do deputado do DEM solicita a convocação de Palocci para “explicar os termos da consultoria prestada pela projeto a empresas do ramo agroindustrial objeto de denúncia vinculadas na internet”.
Ainda não há data para a convocação de Palocci e também não se sabe se os deputados governistas irão conseguir reverter a votação.

domingo, 29 de maio de 2011

MODERNIDADE

NA SEMANA EM QUE  TRÊS AMBIENTALISTAS SÃO ASSASSINADOS  KATIA ABREU  ACUSA  ECOLOGISTAS DE ATRASADOS E AUTORITÁRIOS. 
"... Os produtores rurais são otimistas em relação ao futuro e desejam o aumento da produção e da renda como aspiração legítima da sociedade. Para atingir seus propósitos, acreditam nos mecanismos da democracia representativa (...) No fundo, a atual luta dos ambientalistas contra os produtores brasileiros é apenas um capítulo de sua guerra contra as formas de viver e de produzir que a ciência e a tecnologia permitiram, e que os homens naturalmente escolheram (...) Os produtores do Brasil, e grande parte da sociedade que os apoia, filiam-se a uma tradição mais otimista na capacidade que tem o homem de adaptar-se às mudanças no mundo material (...). Na prática, a política ambientalista não confia nas instituições da democracia representativa. (...) Como se vê, estamos diante de duas visões de mundo e de dois modos de ação política..." (Katia Abreu, Folha,28-05)
(Carta Maior; Domingo, 29/05/ 2011)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O DEMOCRATAS ACUSA O PALÁCIO DO PLANALTO DE ARTICULAR O PSD

Por Carlos Chagas.
Grave denúncia foi formulada pelo presidente do Democratas, senador José Agripino. Para ele, vem sendo articulada no palácio do Planalto a criação do novo partido liderado pelo prefeito Gilberto Kassab. A intenção do governo seria desconstruir a oposição, atingindo o seu partido e, também, o PSDB. Como reação, o senador pelo Rio Grande do Norte passou a admitir a hipótese da fusão do DEM com os tucanos, ainda que com a ressalva da necessidade de consultas prolongadas às bases de ambos.
Falar em palácio do Planalto e em governo constitui um eufemismo para designar Dilma Rousseff. Porque se verdadeira a denúncia, não há como argumentar que ela não sabia de nada e que tudo se passa sem o seu conhecimento.
Vem então a pergunta: para que a presidente da República se empenharia em enfraquecer ainda mais uma oposição debilitada? Ou, no reverso da medalha: de que adiantaria ao governo dispor de mais alguns deputados e senadores na base oficial, se há número mais do que suficiente para não sofrer derrotas no Congresso?
José Agripino chama de trânsfugas seus ex-companheiros do DEM já de malas prontas para o PDS. Reconhece o impacto que está sendo a debandada de perto de 30 deputados, sem esquecer o governador de Santa Catarina e provavelmente dois senadores. Daí o contra-ataque que seria a união com o PSDB, tanto faz se denominada de fusão ou de incorporação. Significativa foi a adesão do ex-presidente Fernando Henrique ao casamento das duas legendas, ainda que a maioria dos tucanos rejeite qualquer mudança de sigla.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

ESTIRPANDO MAIS UM CANCER

PE: impedir a reeleição de Marco Maciel é a meta dos adversários.
A candidatura à reeleição do senador Marco Maciel (DEM) tornou-se a principal disputa nesta reta final da eleição de Pernambuco. Com a reeleição de Eduardo Campos (PSB) praticamente garantida, segundo os aliados que tomam como base as pesquisas de intenção de votos, o novo norte da campanha da Frente Popular, coligação encabeçada pelo governador é "tomar" a vaga do parlamentar. O presidente estadual do PT, Jorge Perez, é um dos coligados que revela a estratégia de intensificar as candidaturas ao Senado de Humberto Costa (PT) e Armando Monteiro Neto (PTB), principais adversários do parlamentar do DEM.
"Antes, as pesquisas apresentavam Marco Maciel bem na frente dos demais candidatos. Agora, Humberto lidera e Armando está tecnicamente empatado com ele. Temos o desastre da candidatura de Jarbas Vasconcelos (PMDB). Marco Maciel cai no mesmo ritmo. A não eleição de Marco Maciel proporciona um novo momento político, pois cai o último bastião da política conservadora do DEM. É uma vitória que o Estado deve a Lula e a Dilma Rousseff (PT). Estamos dando carga e acredito que essa dívida será quitada", declarou Perez.
De acordo com o presidente do DEM em Pernambuco, Mendonça Filho, os adversários estão "cantando vitória antes do tempo". Para ele, a atitude demonstra "soberba e desrespeito com o eleitor". "A busca deles, de derrotar Marco Maciel a todo custo, não é coisa nova. Já usaram todo o tipo de artifício, como a agressão feita pelo próprio presidente Lula (em comício no Estado, Lula falou que Maciel era senador desde a 'época do imperador')", relembrou o líder do partido.
Mesmo ciente das investidas, Mendonça Filho acredita que Marco Maciel vai ser reeleito. "Devemos analisar isso pelo lado positivo, pois mesmo com os todos os ataques do presidente da República, o nosso candidato mantém a força e a credibilidade. Estamos do lado de Maciel e daremos prioridade total à sua reeleição. Com nosso esforço, temos certeza que ele vai sair vitorioso desta eleição", avaliou. Uma dessas ações em prol de Maciel é vista nas inserções eleitorais, que foram intensificadas. Houve também um aumento de eventos na agenda de campanha do senador-candidato.
Duas vagas ao Senado em Pernambuco estão em disputa. Na pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (10), Marco Maciel e Armando Monteiro Neto aparecem tecnicamente empatados, com 32% e 30% respectivamente. Se a eleição fosse hoje, o senador do DEM seria reeleito. Humberto Costa também conquistaria uma vaga: ele lidera as intenções de votos com 44% das intenções de votos.

sábado, 10 de julho de 2010

O AUTORITÁRIO - JOSÉ SERRA

Serra, um press release perigoso.
José Serra, o acaciano retórico, produto híbrido do latifúndio com a banca, é um personagem de press release. Não deve ser levado a sério quando fala em modernidade. Seu projeto autoritário precisa da mídia com poder de Estado e do mercado como única instância de legitimação.
Gilson Caroni Filho - Carta Maior
Sem fortuna nem virtù, a candidatura Serra deve ser encarada como de fato se apresenta: uma irresponsabilidade política que busca construir sua persona a partir de clichês oratórios de desqualificação da principal oponente, a ex-ministra Dilma Rousseff. O teatro político que pretende montar, tentando se valorizar no jogo da sucessão, pode vir a se revelar o fracasso da temporada, não só pela fragilidade pessoal do ator como pela biografia do elenco de apoio. Mais dia menos dia, terá que descer a cortina, encerrando a apresentação.
Quando diz não ser “ventríloquo de marqueteiro nem de partido, nem de comitês, nem de frações, nem de todas aquelas organizações antigas de natureza bolchevique, que do bolchevismo só ficaram com a curtição pelo poder, porque utopia não ficou nenhuma", importantes perguntas se impõem. Afinal, por quem fala José Serra? Ou, melhor: quem, dissimulando o timbre natural da própria voz, fala por ele? Quem é o boneco nesse jogo mal-ajambrado?
A coligação oposicionista é uma gigantesca operação de engodo promovida pela mesma dupla (PSDB/DEM) que, entre 1994 e 2002, se superava, dia após dia, em matéria de socialização de prejuízos privados e entrega do patrimônio público. Em oito anos o país quebrou duas vezes, as dívidas, interna e externa, cresceram descontroladamente. O grau de dependência se precipitou e a desigualdade alastrou-se.
O descaso com a questão social – vista até hoje pelos tucanos como um estorvo para as contas do governo – fez com que a miséria e o aviltamento dos salários se expandissem. Dados do Banco Mundial, em 1997, apontavam 36 milhões de brasileiros com renda inferior a US$30, o que explica o número assustador de

quinta-feira, 8 de julho de 2010

ASSIM É O DEM

DEM pode expulsar prefeito por apoio a Dilma Rousseff.
Prefeito de Tanabi (SP) participou de evento pró-Dilma no interior de SP.
Deputado encaminhou pedido de expulsão à Executiva estadual da sigla
O prefeito de Tanabi se baseia na realidade do estado para adotar sua posição. A educação, saúde, segurança pública... Afinal: o que vai bem neste estado? As estradas? Construídas e pagas com o dinheiro do contribuinte (que depois tem de pagar caro para utilizá-las?)??? O eleitor de São Paulo precisa acordar, o estado vai mal, um governo que faz questão de descumprir as leis, como a da Data-Base e a que proibe pedágios a 35 km do marco zero da Praça da Sé... Se não cumpre as leis estaduais, será que vai cumprir as leis do País?

terça-feira, 6 de julho de 2010

INDIO?!?

DO BLOG Bola de meia Bola de gude
Qual o problema de Índio da Costa?
Eu abomino baixarias e debates pessoalizados em toda e qualquer eleição. Por isso fiquei quieta durante a semana passada quando o PSDB e José Serra escolheram o candidato a vice, meu colega Deputado Indio da Costa. Fiquei quieta porque fiquei surpresa, fiquei quieta porque para mim o nome é o menos importante.
Vamos lá: Eu não tenho informações sobre a vida política de Indio no RJ. Sobre isso, aliás, meus colegas cariocas devem se manifestar: Se as denúncias da merenda escolar procedem ou não. Não tenho nada com a vida pessoal dele, desde que não afete em nada a vida do povo. Na Câmara trabalhamos juntos o tema das Regiões Metropolitanas. E posso afirmar que é simpático e gentil. A imprensa o anuncia como relator do ficha limpa. Mais ou menos... O ficha limpa é um projeto de autoria do povo brasiliero, seu primeiro relator na Comissão Especial foi o Indio. Mas o relator de plenário foi José Eduardo cardozo, do PT. também não atuamos juntos nas causas da juventude, embora ele seja jovem (39) se comparado a média de meus outros colegas, não é nenhum guri. E talvez por isso não priorize o tema juventude dentro do congresso.
Isso responde a mais ou menos todos os aspectos abordados pela imprensa sobre o candidato a vice de Serra.
Mas repito: para mim o nome é o menos importante. Sabem porque?
Porque nenhum vice mudará o projeto que Serra representa. Serra representa o Estado mínimo, o Brasil de Fernando Henrique que combati durante anos de Movimento estudantil. Serra representa a ausência de política de desenvolvimento nacional soberano, o fim das relações tão produtivas do Brasil no MERCOSUL.
Serra representa aquele país em que o emprego não era prioridade e o juros altos para os bancos ganharem era. Serra representa Um Brasil dependente, um Brasil com complexo de inferioridade perante os EUA e a Europa. Representa a falta de prioridade na educação pública. Para nós gaúchos Serra representa Yeda!! Yeda dos escandalos, Yeda do menor investimento em saúde do País, yeda do sucateamento da UERGS.
Por isso Indio ou qualquer cacique do DEM não da diferença. Por que essa aliança tem um programa, um projeto. E não é nem o que eu sonho, nem o que eu luto para construir.
Serra é um caminho que o Brasil já provou. E não quer mais sentir o gosto.