Pornografia na web não é mais um império masculino.
Consumo de conteúdos adultos cresce entre mulheres. Até as produções em vídeo ganham um novo gênero: o pornô feminino.
Paula Reverbel, Labido do Veja.
Um dormitório da casa da família Balboa, em Recife, mantém sua porta fechada durante toda a noite. Lá dentro, sentada diante de um computador, uma pessoa conecta o fone de ouvido na máquina e atravessa a madrugada com os olhos grudados no monitor, assistindo a quantos vídeos aguentar, até ser vencida pelo sono. O restante da noite é gasto na troca de mensagens com contatos em redes sociais ou salas virtuais de bate-papo, à procura de mais filmes do gênero consagrado como "pornô". É assim que a fotógrafa Tati, de 27 anos, gosta de gastar o tempo livre.
Consumo de conteúdos adultos cresce entre mulheres. Até as produções em vídeo ganham um novo gênero: o pornô feminino.
Paula Reverbel, Labido do Veja.
Um dormitório da casa da família Balboa, em Recife, mantém sua porta fechada durante toda a noite. Lá dentro, sentada diante de um computador, uma pessoa conecta o fone de ouvido na máquina e atravessa a madrugada com os olhos grudados no monitor, assistindo a quantos vídeos aguentar, até ser vencida pelo sono. O restante da noite é gasto na troca de mensagens com contatos em redes sociais ou salas virtuais de bate-papo, à procura de mais filmes do gênero consagrado como "pornô". É assim que a fotógrafa Tati, de 27 anos, gosta de gastar o tempo livre.
Ela faz parte de um número crescente de mulheres que apreciam pornografia na internet – e investem nisso tempo e dinheiro. Sim, a exemplo de games, computadores e futebol, esse também não é mais um território exclusivamente masculino. "O consumo de conteúdos pornográficos foi tradicionalmente comum entre homens. Porém, aos poucos, temos observado esse comportamento também entre mulheres", diz Marco Scanavino, responsável pelo Ambulatório de Impulso Sexual Excessivo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. "A pornografia passou a fazer parte dos recursos válidos para buscar a satisfação sexual - uma busca que hoje é vista como um direito."
Números do mercado pornô ratificam a observação clínica de Marco Scanavino. A Vivid Entertainment, um dos principais estúdios da indústria de conteúdo adulto americana, já constatou a ascensão das mulheres entre seus clientes. Em quase três décadas, a participação do público feminino nas vendas praticamente dobrou: segundo a companhia informou a VEJA, atualmente, as consumidoras respondem por até 40% do faturamento da marca.
A Vivid não está instalada em Hollywood propriamente. Mas fica perto dali, no Vale de São Francisco. Estima-se que, em 2009, o local abrigava cerca de 200 produtoras do gênero, que empregavam 1.500 atores, produziam 11.000 filmes (algumas produções são quase caseiras, rodadas em três dias) e movimentavam cerca de 13 bilhões de dólares,





