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sexta-feira, 15 de junho de 2012

ELEIÇÕES

DA COLUNA DO CLAÚDIO HUMBERTO.
Braga pode deixar liderança do governo.

O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) poderá deixar a liderança do governo no Senado para disputar a prefeitura de Manaus, em outubro. Escolhido pela presidenta Dilma Rousseff, o parlamentar permaneceu apenas três meses no cargo sem apoio do próprio partido. Braga conversou com Dilma sobre a saída dele da liderança na última terça, quando prometeu uma resposta até 30 de junho, data que termina o prazo para convenções partidárias: “Conversei com a presidente (sobre a saída), e só no dia 30 tomaremos a decisão”, afirmou. Se confirmada a candidatura, será a segunda vez que a presidenta trocará o líder do governo. O Planalto nega a saída de Braga.

sábado, 7 de abril de 2012

SOBRE BANDIDOS, POLÍTICOS E GOVERNANTES


Por Carlos Chagas.
A gente fica pensando quantos Carlinhos  Cachoeira andam soltos por aí, apesar de o próprio estar momentaneamente atrás das grades.  Porque virou rotina o relacionamento entre bandidos, políticos e governantes. Virou é modo  de dizer, porque esse conluio vem  de tempos imemoriais.   Apenas ficou mais exposto, agora, por ação da mídia,  da Polícia Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário. Evidência de que, apesar de tudo, o país vai melhorando.
O bicheiro tinha ligações espúrias em Brasília, Goiás, Tocantins e alhures. Deixou-se inebriar pela impressão de ser influente,  manobrista de cordéis que convergiam para suas atividades ilícitas e algumas até lícitas. Talvez tenha ficado  megalômano, já que dava sugestões e até  ordens para seus cúmplices chegassem aos detentores  do poder. Queria, por exemplo, que o senador Demóstenes Torres trocasse o DEM pelo PMDB e se aproximasse até da presidente Dilma. Imaginando, no seu  desvario,  que poderia  valer-se de favores do palácio do Planalto.
Não parece difícil identificar esses personagens, sempre evoluindo em torno de políticos de expressão, tanto faz se falsa ou verdadeira.  Para esses políticos,  a tentação é grande, a ponto de muitos buscarem a simbiose, ou seja, transformarem-se também em bandidos. Como no terceiro ângulo do triângulo, dos governantes,  encontramos da mesma forma indivíduos propensos a lambanças, completa-se a trindade que nada tem de santíssima: três pessoas numa só unidade e com um único objetivo, no caso, de enriquecer fraudulentamente.
Em  maioria, os governantes são  honestos.  Os políticos, também. Os bandidos é que atravessam o samba, alguns  empenhados em acabar com os intermediários,  tornando-se  políticos e governantes. Essa geléia só se desfará pela ação da  Polícia Federal, do  Ministério Público, do Judiciário  e da  mídia. Só que essas instituições também podem ser contaminadas pelos bandidos...
EXEMPLO A SER SEGUIDO.
Vai uma historinha capaz de demonstrar que ainda honestidade e malícia às vezes de acoplam.
Nos primórdios do governo Castello Branco, convidada para primeira presidente do hoje  extinto Banco Nacional de Habitação,  a deputada Sandra Cavalcanti cumpria à risca as finalidades do novo órgão. O BNH foi criado para gerir os imensos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, mecanismo que substituiu a proibição de ser demitido todo trabalhador que completasse dez anos na mesma empresa. O objetivo era usar aquela fábula de dinheiro para a construção de casas populares,  para operários.
Logo o todo-poderoso Roberto Campos, ministro do Planejamento, implicou com dona Sandra, sustentando que o  FGTS também deveria ser usado para financiar residências para todo mundo, da classe média aos milionários. E começou a sabotar o Banco Nacional de Habitação.
Sandra percebeu onde mr. Bob Fields queria chegar, precursor do neoliberalismo exacerbado, e pediu uma reunião com o presidente Castello Branco e seu ministro. Contava com muita graça que esmerou-se no visual. Naquele tempo as mulheres usavam luvas e chapéus. No palácio das Laranjeiras, teve a palavra e começou a discorrer sobre o sentido social do BNH e até citou os livros de um economista alemão, von Brauskki,  que defendia  investimentos maciços para residências do menos favorecidos. Naquele momento foi interrompida pelo sarcasmo de Roberto Campos, que disse ao presidente estar ultrapassada aquela corrente econômica voltada para o social, em nome da livre concorrência. E acrescentou já haver lido toda a obra do  economista alemão, superado pela escola americana.
Diante de um Castello Branco sempre deslumbrado pela cultura e a inteligência de Campos, Sandra levantou-se, calçou as luvas e pediu  demissão irrevogável da presidência do BNH. O presidente, surpreendido, quis saber porque, e  a deputada respondeu que aquele economista  alemão não existia, que ela o tinha inventado na hora, mas o ministro do Planejamento já tinha lido toda a sua obra...

quinta-feira, 8 de março de 2012

DIA DA MULHER . . .

Aos que representam o pensamento do homem do Brasil sobre a mulher brasileira, também definida pelos saldosos Vinicius de Moraes e Wando; Roberto Carlos, a turma do forró, do pagode, do samba e da bossa nova e de tantos outros que enriquecem a poesia e a música brasileira, enaltecendo o que temos de melhor. 
A verdade é que a mulher liberta a nossa alma, e invade nossos corações. Vulcões, sensuais, dóceis, belas, inteligentes, racionais, grandes aviões. 
Minha homenagem a todas elas, notadamente, as que frequentam este site, com suas opiniões, sempre lúcidas, sobre o cotidiano da nação. 
Parabéns também á nossa Presidenta Dilma Rousseff que tem sabido aproveitar a inteligência feminina.

TÃO É DE PUTARIA . . .

MIL VEZ NÃO . . .

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O MAIOR PARTIDO DO BRASIL ! ! !

Dilma encara o desafio e demite aliado de Alves.
Ao desafiar a presidenta Dilma a contrariar “o maior partido do Brasil”, demitindo o diretor-geral do Dnocs, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), falou na primeira pessoa e, pior, em defesa de um acusado pela Controladoria-Geral da União de desvios de R$ 192 milhões. Desafiada, Dilma telefonou ao vice Michel Temer e comunicou que era irreversível: Elias Fernandes estava demitido.
Pendurado na brocha.
Ninguém da cúpula do partido – do vice Michel Temer ao presidente do Senado, José Sarney – abriu a boca para apoiar Henrique Alves.
Pegou mal.
O líder do PMDB só teve apoio do seu parceiro Eduardo Cunha (RJ), o que fez Dilma concluir que a demissão era mesmo o que tinha de fazer.
Comiseração.
O PMDB fez gestões para o diretor-geral do Dnocs deixar o cargo “a pedido”, evitando a humilhação do pé na bunda sumário.
Pedido forçado.
No twitter, o líder Henrique Alves tentou fazer da demissão uma limonada, insinuando que havia sido voluntária. Não foi.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A CANDIDATURA DO LULA

Por Carlos Chagas.
A entrevista do ex-.presidente Lula à revista New Yorker foi concedida antes de descoberto o câncer que ele tem na garganta. É fácil concluir que seu estado de espírito era um, depois ficou outro. Mesmo assim, quando indagado se disputaria outra vez a presidência da República, ele ficou em cima do muro, claro que com óbvia tendência de pular para o lado da candidatura: “não tenho coragem de dizer que vou concorrer, como não tenho coragem de dizer que não vou concorrer.”
Até o diagnóstico incômodo o Lula colocava nas mãos de Dilma Rousseff a decisão, quer dizer, deixava a presidente de saia justa, sabendo que quando chegasse a hora ela devolveria o raciocínio: “se você quiser voltar em 2014 eu não disputarei a reeleição”. Seria a resposta natural e leal da criatura que chegou ao palácio do Planalto exclusivamente por ato de vontade do criador.
Agora, tudo depende do tratamento a que o primeiro-companheiro se vê submetido, bem como de sua recuperação. Talvez não repita mais o conceito exposto aos jornalistas americanos, de considerar-se um ser eminentemente político. Pode estar concluindo que antes de político, é um ser humano. Toda doença faz o doente repensar sua vida, mesmo depois de recuperado.
O Lula já não será tão candidato quanto era. A disposição de voltar ao poder talvez não o sensibilize como antes. Seus valores serão outros.
Como a vida é sempre mais estranha e fascinante do que a ficção, vale ressaltar que a presidente Dilma passou pela mesma situação do antecessor. O câncer também a acometeu, não constituindo obstáculo para sua eleição. Supõe-se que tenha, da mesma forma, meditado sobre a própria existência. Mais quatro anos seria sacrifício necessário à sua biografia?
Em suma, acima e além de ambições, de arroubos e de estoicismo, abre-se uma pausa na prospecção do futuro.
UNIDOS OUTRA VEZ.
Rússia e China só estiveram unidos por pouco tempo, depois da vitória da revolução do presidente Mao.
Rapidamente desfez-se a aliança socialista, chegando as duas nações a preparar-se para uma guerra que por sorte não se deflagrou. Mas permaneceram, desde os tempos de Kruchev, numa pax armada plena de diatribes e insultos.
Pois agora a situação é outra, gerada desde o fim da União Soviética e da transformação da China em potencia mais ou menos capitalista. As diferenças são enormes, ainda que lentamente se aproximem no plano político.
China e Rússia acabam de condenar a agressão da Otan ao Paquistão, como antes haviam condenado a interferência na Líbia. Leia-se terem os governos de Moscou e Pequim enviado um alerta a Washington, pois a Otan nada mais é do que uma fachada dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, se não apóiam o regime dos aiatolás, no Irã, também não formam no grupo que prega a invasão daquele país. Muito pelo contrário.
Acrescente-se a concentração de forças russas na Síria, sinal evidente de que o mundo ocidental pensará duas vezes antes de promover o bombardeio de Damasco.
Arma-se um novo quadro na política mundial. É bom prestar atenção.
O TERTIUS USA BIGODE.
Renan Calheiros não esconde o desejo de voltar à presidência do Senado e já trabalha para isso, ainda que falte muito para o biênio 2013-2014. Eis que surge outro candidato, também do PMDB: o senador Garibaldi Alves, hoje ministro da Previdência Social mas preparado para a reforma ministerial de janeiro. Da mesma forma que Renan, ele já presidiu a casa.
Prenuncia-se uma briga de foice em quarto escuro no âmbito do partido, unido apenas na disposição de não ceder a presidência ao PT, num suposto rodízio no qual ninguém mais acredita.
Para evitar o racha, procura-se um tertius na bancada. Aliás, ele já existe e usa bigode.
José Sarney pode candidatar-se a mais dois anos, conforme o regimento interno. Vai recusar?
APESAR DAS NEGATIVAS, PODE SER ELE.
Nem são necessárias pesquisas. Está no ar que a gente respira a conclusão de que José Aníbal, Andréa Matarazzo, Bruno Covas, Ricardo Trípoli e João Dória Júnior perdem a eleição para prefeito de São Paulo, qualquer deles que venha a ser candidato. Encontra-se o PSDB numa arapuca, da qual apenas se livrará com um nome: ele mesmo, José Serra. Apesar de suas negativas, cresce entre os tucanos a evidência de que só o ex-governador terá chances de bater os concorrentes.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A GRANDE FARSA CONTINUA

Por Carlos Chagas.
Presumindo-se que nenhuma reforma política ou eleitoral de vulto  venha a ser aprovada no Congresso até  outubro, e há quem preveja muitos outubros, não apenas o próximo, a conclusão é de que as eleições municipais do ano que vem transcorerão conforme as regras atuais do jogo.  Resultado: continuarão ilimitadas as contribuições  do empresariado para candidatos e partidos; o caixa dois  seguirá incólume engre as candidaturas; permanecerão as coligações partidárias; lançarão candidatos os partidos de aluguel para negociar apoio nos segundos turnos;   entre os candidatos a vereador prevalecerá o “cada um por si e Deus por todos”.
Nada vai mudar, ou seja, em especial nas grandes cidades, onde se multiplicam obras públicas de toda espécie, as empreiteiras estarão atentas para colaborar com os possíveis eleitos e, depois, reclamarem sua  parte nos contratos, sinecuras  e superfaturamentos. Os partidos menores cobrarão participação nas administrações, na base do fisiologismo. Os vereadores, em maioria, assumirão desvinculados de compromissos partidários, estabelecendo canais diretos e perigosos com os prefeitos.
O ensaio geral do próximo ano faz prever a repetição  dos mesmos vícios nas eleições gerais de 2014. Ao Congresso, que poderia alterar o quadro, interessa que ele permaneça. E aos partidos, também. A grande farsa continua, mesmo sob debates e discussões a respeito da reforma político-eleitoral.
AS ARMAS, DE ONDE VIERAM?Para não dizer que as lambanças se restringem ao  Brasil, vale olhar para fora e verificar  o que acontece na Líbia.  As telinhas estão repletas de imagens mostrando o avanço e a vitoria dos rebeldes. Não dá para ignorar o armamento sofisticado que eles  utilizam. Obuses, quer dizer, canhões, de útima geração, podem ser vistos vomitando petardos sucessivos. Manobrando-os estao cidadãos sem farda, mas armados com submetralhadoras modernas. Mesmo ficando em terra,  abstraindo-se  os mísseis e foguetes lançados pela Otan, a pergunta que se faz é como  esses  dissidentes  conseguiram  recursos para adquirir armamento de primeira linha? E de onde vieram os canhões, as metralhadoras e os veículos de  transporte, se na Líbia não há produção nem indústria bélica?
Claro que tujdo provém  dos países empenhados em afastar o ditador Kadaffi. Se forem examinadas com lupa, as fotografias mostrarão, entre os amotinados,  certas figuras também em trajes civís,  mas sem semelhança com com  a massa rebelada. São os instrutores, eufemismo para designar oficiais e  técnicos americanos, ingleses, italianos e franceses, encarregados de conduzir a guerra. No fundo, os contratos de petróleo.
TEM MAIS GENTE.Mário Negromonte, das Cidades, e Pedro Novais, do Turismo, não são os únicos que começam  a esvaziar  gavetas,  aguardando  o fim do ano com resignação. No Congresso, admite-se que  mais seis ministros encontram-se na linha de tiro da reforma ministerial. Fulaniza-los seria maldade e até correr o risco de referências a quem não merece, ou  omissõs de quem merece. A impressão é de que 2012 começará sob nova direção em  oito ou mais  ministérios. Nos partidos da base oficial, responsáveis por muitas indicações, o clima não é de pânico,  mas de expectativa:  a promessa é de que  manterão os   ministérios, mesmo precisando indicar  gente de maior competência.
A VERDADEIRA CAUSA.As sucessivas escaramuças verificadas entre PMDB e PT transcendem a  votação  de projetos de interesse do governo, na Câmara.  No fundo está a futura eleição para a presidência da casa, que deve ser  decidida  em meados do próximo ano,  mas já envolve cálculos e ambições. Pelas regras anteriores, o cargo passaria ao PMDB, já que o atual presidente é do PT. Esse troca-troca na dependência, é claro, de haver a mesma alternância no Senado, onde o PMDB deu o presidente e o PT aguarda a vez.
O  problema é que José Sarney tem direito a mais um biênio, no caso de 2013-2014,sendo o PMDB amplamenta majoritário entre os senadores. Se o partido não quiser entregar a presidência ao PT, a reação virá da Câmara, que também não entregará a dele, mesmo com pafrte dos  companheiros inclinados a  substituir Marco Maia.
No PMDB,   o candidato antes selecionado por seus deputados era Henrique Eduardo Alves, atual líder. Como ele tem  criado sucessivos casos com o palácio do Planalto e até com a presidente Dilma, é possível que os dissidentes da bancada optem por outro candidato tirado de sua cúpula. Em suma, pacificação, só depois de solucionada essa dúvida.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

ESTRUBUCHA, BRASIL


Por Fenando Canzian, da Folha.com
O país viveu uma espécie de comoção geral pela divulgação de vídeo na Folha.com em que policiais tripudiam em cima de assaltantes baleados.
"Estrebucha, filho da puta", diz um funcionário do Estado para um dos caídos. Muitos defenderam sua conduta. Outros ficaram chocados com o sadismo na cena.
Dias antes, o Brasil pôde ver também em vídeo como o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), passeava em helicóptero que deveria estar atendendo a um coitado com traumatismo craniano no Maranhão.
No final da mesma semana, fotos por todo lado de um acidente com um bondinho que matou cinco pessoas e feriu outras 57 em Santa Teresa, no Rio. O governador Sérgio Cabral (PMDB) mandou fechar o serviço até a execução de um plano de modernização.
Desvios de conduta, vigência por anos de contratos suspeitos ou malfeitos e medidas reativas como a de Cabral, depois de uma tragédia, são a regra no Brasil.
Infelizmente (ou felizmente), a semana passada só trouxe uma série concentrada disso, em vídeos e fotos coloridas.
A AGU (Advocacia Geral da União) estima que até 70% dos desvios de verbas públicas no Brasil ocorram nas áreas de educação e saúde (incluindo saneamento básico).
Nesses setores, os crimes são considerados hediondos. Pois matam por falta de assistência médica ou comprometem o futuro de crianças sem merenda escolar e educação adequadas.
Mais de 60% dos réus são prefeitos ou ex-prefeitos. Há um número mínimo de condenações e outro ainda menor de prisões.
Na área de transportes, a corregedoria do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes) acumula mais de mil processos sobre pagamentos suspeitos, que somam R$ 400 milhões nos últimos oito anos.
Segundo a AGU, quando ocorre, a devolução de parte das verbas desviadas demora, em média, 17 anos.
Apesar da conversa sobre "faxina" no governo Dilma, o que se vê é ex-ministro, secretário e diretor saindo do governo e tirando férias, voltando às suas consultorias ou reassumindo postos no Congresso.
Infelizmente, há poucos vídeos sobre isso.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

OBAMA E O PMDB

VINICIUS MOTA
Que inveja do Congresso brasileiro. Comentários assim circularam nas conversas entre jornalistas americanos aqui instalados e colegas nos EUA. Referiam-se ao impasse na Câmara e no Senado que quase levou a Casa Branca a suspender pagamentos de contas.
Aventar a suposta disfuncionalidade da política americana agora é lugar-comum. Justifica a baixa na nota de bom pagador do país ou os ataques aos republicanos, na série infinita de discursos de Barack Obama que já ameaça Fidel Castro no quesito "quando há pouco a fazer, o jeito é falar".
Em contraste com o norte-americano, o presidencialismo brasileiro parece mais apto a responder de pronto às ameaças na economia. Já vem com maioria no Congresso.
É pequena a diferença de composição entre as forças que apoiaram o confisco da poupança sob Collor; as privatizações, o câmbio anabolizado e a liberalização sob FHC; e o programa anticrise que fez saltar o gasto permanente do governo e os empréstimos estatais sob Lula.
Um núcleo robusto de parlamentares -de partidos que hoje por acaso se chamam PMDB, PR, PTB, PDT, PP e o PSD nascituro- está sempre a postos para cumprir, mediante compensações, os desígnios do Planalto. Basta que a força vencedora da eleição presidencial se acople a esse "centrão" para dominar o Congresso.
Não existe essa hipótese nos EUA. Presidentes cujo partido perde na eleição a maioria na Câmara ou no Congresso têm de conviver com esse fato ao longo de dois, quatro, seis ou até oito anos. Bill Clinton, George W. Bush e Obama, para citar os três últimos, enfrentaram o domínio parlamentar da oposição em parte de seus mandatos.
Quer dizer que a solução para os EUA é o PMDB? Bem, podemos pensar em exportar nosso bastião da "governabilidade" e seus satélites. O FBI vai ter trabalho, mas a Casa Branca pode conquistar seus 15 minutos de sossego na economia.

domingo, 14 de agosto de 2011

IRÍS OU RAUPP ? ? ?

Em sua coluna de hoje, domingo, 14, o Carlos Chagas, escreve que a primeira vice-presidente do PMDB é a deputada Iris Araújo do PMDB de Goáis, - entregando a presidência à deputada Íris Araújo, primeira vice-presidente - enquanto aqui em Rondônia o que se diz é que o presidente interino do PMDB é o senador por Rondônia Valdir Raupp.
Afinal, quem é quem?

A FARSA DA TERCEIRIZAÇÃO

Por Carlos Chagas.
Começou com Fernando Collor no palácio do Planalto, mas a grande distorção aconteceu nos oito anos de Fernando Henrique e foi continuada no governo Lula.
A pretexto de diminuir o tamanho do estado, ou  imaginando reduzir despesas, os governos neoliberais começaram a contratar empresas privadas para fazer o trabalho que sempre coube  ao poder público. Foi a chamada terceirização.
Nos  ministérios, nos tribunais, na administração direta, até na presidência da República, no Congresso, nos governos estaduais e nas prefeituras,  a moda pegou.
Não se contrataram mais funcionários, individualmente,  senão empresas, por coincidência a maior parte delas cujos  donos  eram  amigos,   parentes, interessados, ex-funcionários e gente ligada aos governos, mesmo sem experiência. No máximo, aconteceu a troca de tucanos por companheiros. Ou companheiros que eram tucanos  mudaram rápido, por interesse financeiro.
Para fazer serviços de segurança, de limpeza, de alimentação, de  distribuição de eletricidade, de água, telefones, computadores, merenda escolar e,  mais ainda, serviços  de publicidade, propaganda, promoção pessoal, pesquisas e até  jornalísticos,  de comunicação.
O poder público “terceirizou”,  quer dizer, entregou a tarefa  a empresas privadas, celebrando com seus proprietários  contratos multimilionários, e  com uma característica: os trabalhadores, os empregados, eram e são  contratados a preços vis,   na maioria dos casos ficam meses sem receber, sob o pretexto de que as verbas não foram liberadas.  Foram, mas  para os donos.
O pior dessa história é que mesmo agora, em plena crise econômica, tudo continua igual.  Com raras exceções, os donos dessas empresas locupletam-se e os empregados comem  o pão que o diabo amassou.
TRIBUNAL PARA CRIMES ECONÔMICOS.
Funciona na Holanda um tribunal internacional para julgar crimes contra a Humanidade. De quando em quando ouve-se que um ex-ditador foi condenado, houve até um que cumpriu pena, acusado de genocídio na antiga Iugoslávia.
Por que não viabilizar um tribunal internacional para julgar crimes econômicos? A idéia foi proposta décadas atrás pelo então senador Marcos Freire, num seminário em Canelas, Rio Grande do Sul, sobre o “Diálogo Norte-Sul”, promovido pelo governo da Alemanha. Até Fernando Henrique, então apenas sociólogo, estava presente.
O mundo vive uma de suas piores crises econômicas dos tempos modernos. Recessão, estagnação, crescimento negativo, falências aos montes e, acima de tudo, desemprego em massa. Como essas coisas não acontecem por coincidência, fica evidente a existência de responsáveis. De culpados. Parece fácil identificá-los, como acontece nos Estados Unidos. São os especuladores, os banqueiros que jogaram com o crédito, os dirigentes de grandes empresas ávidos de locupletar-se em seus falsos lucros.
Aqui no Brasil é a mesma coisa. A crise nos pegou de jeito, conforme números divulgados há muito, mas explodindo esta semana. Serão os culpados apenas os estrangeiros? Nem pensar. Aí estão os bandidos do colarinho branco, que todo mundo conhece.
Não seria o caso, ao menos enquanto o tribunal internacional não é criado, de o Congresso aprovar um tribunal  nacional? O diabo é quando os processos chegarem à fase da identificação dos colaboradores, co-réus, incrustados na máquina pública...
MINAS E A AVENIDA PAULISTA.
Estrilou o governador Aécio Neves, sustentando que a partir  da Avenida Paulista não se constroem candidatos presidenciais. Falou diretamente contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, hoje defensor da sagração imediata de José Serra como candidato tucano, sem prévias nem pré-campanhas.  Uma estocada para ninguém botar defeito.
O singular nessa história é que a Avenida Paulista não prepara apenas candidatos à presidência da República. Agora mesmo está sendo colocado o nome do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, para governador do estado. Pode até constituir-se numa  boa opção, capaz de reduzir impostos e de desonerar as empresas. Passando de estilingue a vidraça, porém, precisará estender sua vista até a periferia e o interior.
QUEM SABE UMA MULHER RESOLVERÁ?
Nestes dias em que tanto se fala da necessidade de mulheres assumirem o poder político, até a presidência da República, os elogios vão para o presidente da Câmara e até ontem presidente do PMDB, Michel Temer. Mesmo sem renunciar, ele licenciou-se da direção do partido, entregando  a presidência à deputada Íris Araújo, primeira vice-presidente. Parlamentar por Goiás, experiente mas até agora sem maiores oportunidades,  tem tudo para surpreender.   Não precisará rezar pela cartilha do senador Jarbas Vasconcelos, mas disporá de condições para dar uma balançada no PMDB, até mesmo no diálogo com o presidente Lula. Afinal, os seis ministros que o partido possui serão, sob certo aspecto, seus representantes no governo. Precisarão prestar vassalagem à nova presidente.
Aliás, dona Íris deve cuidar-se, porque a turma da pesada começou a articular-se para a eleição de um presidente definitivo, coisa que só aconteceria no caso da renúncia de Michel Temer e da convocação de uma convenção extraordinária. Será que o machismo vencerá?
DÚVIDA CRUEL.
Ciro Gomes vive dias de dúvida. Seus amigos  e correligionários encontram-se à espera da definição fundamental, sobre  ser ou não ser candidato á sucessão do ano que vem. Tentam convencê-lo de que entre Dilma Rousseff e José Serra existe amplo espaço para sua candidatura, mas desde que inicie logo a campanha.  Sabe que não terá o apoio do presidente Lula,  no primeiro turno.  Nem dos  tucanos. Na hipótese de passar  para o segundo turno, porém, estará respaldado pelas forças que tiverem sido derrotadas. E  por razão simples: seu perfil aproxima-se do PT se precisar enfrentar o PSDB. E contará com o PSDB caso o adversário venha a ser o PT.
Falta de recursos não será surpresa para Ciro Gomes, nas duas campanhas anteriores foi assim.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Dilma escolhe técnicos para diretoria do DNIT.
A presidenta Dilma Rousseff ordenou e o ministro Paulo Sérgio Passos (Transportes), que tem juízo, aquiesceu: sua equipe será composta exclusivamente por funcionários de carreira, sobretudo para a direção do DNIT. O novo diretor-geral deverá ser Amauri Souza Lima, atual superintendente do DNIT no Estado do Tocantins. Dilma e Passos ainda vão avaliar se a nomeação será definitiva ou apenas provisória.
Ficha técnica.
Amauri Lima é engenheiro, filiado ao PMDB. Foi indicado para o DNIT-TO pelo senador João Ribeiro (PR-TO), mas sua escolha é técnica.
Gato escaldado.
O PR continua magoado com o ministro Paulo Sérgio Passos. Ele tem sido gentil, mas mantém seus correligionários longe do ministério.
Até quando?
Palavra de importante líder do PR: “O governo vai continuar fingindo que nós somos aliados, e o partido continuará fingindo ser governista”.
Verdade seja dita.
Nem todos os demitidos no Ministérios dos Transportes são ligados à corrupção. Pode ser o novo ministro fazendo sua equipe de confiança.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A TROPA DE CHOQUE EM AÇÃO

Por Carlos Chagas.
Desde ontem José Sarney,  Renan Calheiros e Romero Jucá dedicam-se em tempo integral à  missão quase impossível de obter unidade na bancada de senadores do PMDB para falarem em uníssono durante o almoço a ser oferecido amanhã pela presidente Dilma Rousseff.   Querem de seus colegas alguns compromissos, como não sugerirem o afastamento de Antônio Palocci da chefia da Casa Civil, muito menos referências ao súbito enriquecimento do ministro a partir de consultorias prestadas a empresas desconhecidas. Tentam, também, convencer os senadores do partido a demonstrar simpatia pela supressão da anistia aos desmatadores, aprovada na Câmara. Gostariam que a bancada inteira abrisse um  sorriso  permanente diante da chefe do governo. E se possível, no final, a bancada inteira elogiasse a cozinha do palácio da Alvorada.
Não parece fácil, mesmo sabendo-se que o senador Jarbas Vasconcelos faltará. O representante de Pernambuco é  o único a proclamar-se na oposição,  ou seja, fora da base parlamentar do governo e, por isso, dispensado de comparecer.
Como, no entanto, impedir o senador Pedro Simon, outrora demolidor de ministros, de cobrar explicações sobre a consultoria de Palocci? Ou o senador Roberto Requião de acentuar que coordenação política do palácio do Planalto deixa a desejar?
Ignora-se quantos outros comensais estarão presentes, além dos senadores. Com toda certeza o vice-presidente Michel Temer, quem sabe os ministros  Antônio Palocci, Gilberto Carvalho e Luiz Sérgio. Este não precisará chegar dentro de uma armadura medieval, mas seria bom blindar-se contra a virulência dos olhares da bancada.
Quanto a saber se os senadores aproveitarão para cobrar nomeações e liberação de verbas da emendas individuais, quem quiser que aposte na negativa, se tiver disposição para perder dinheiro...
QUANDO NÃO SABER É FALHA GRAVE.
Espera-se, no almoço da presidente Dilma com os senadores do PMDB, que Sua Excelência não  repita a informação transmitida   dias atrás a alguns ministros, de que ignorava a aprovação de restrições às medidas provisórias, votada  na Comissão de Constituição e  Justiça do Senado.  Porque além de depor contra seus  auxiliares políticos,  a omissão de conhecimento demonstrará  que a chefe do governo  não lê jornais nem assiste televisão ou sequer ouve rádio. Falha grave em que nenhum governante moderno pode incorrer, sob pena de isolar-se no pequeno mundo das fantasias oficiais.
FALÊNCIA DA AUTORIDADE PÚBLICA.
Fica difícil entender  a existência de um governo organizado no Pará, não apenas do atual governo, mas de muitos anteriores. O assassinato de líderes rurais há muito marcados para morrer decorre da completa alienação da autoridade pública diante das agruras de seus governados. Ou, então, de coisa pior, isto é, do conluio entre governantes e quadrilhas de madeireiros, grileiros e fazendeiros sem escrúpulo. O caso, sem discriminações partidárias, seria de intervenção  no estado. A Força Federal, sozinha, não resolverá a questão.  Nem a Polícia Federal.  A situação exige as forças armadas, mas elas só poderão agir a pedido de um dos poderes da União.  Quando se ouve falar da possibilidade de redivisão territorial do Pará, com a criação de mais dois estados, o medo é que os problemas, lá, passem a ser três, e não apenas um.

terça-feira, 24 de maio de 2011

MAIS NUM LEVA

Aldo ganha de goleada na Câmara: 410 x 61.

Foto
GOVERNO E PT TIVERAM DE SE RENDER AO PROJETO DE ALDO REBELO

A Câmara dos Deputados aprovou há instantes, por 410 votos a 63 e 1 abstenção, o projeto de lei do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para o novo Código Florestal. Foi uma goleada. Os deputados devem votar, em seguida, os destaques de emendas como a do PMDB, que consolida as APPs (área de preservação permanente) e autoriza a participação dos Estados no processo de regularização ambiental. 
Mais cedo, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), anunciou peremptoriamente a oposição do governo a pontos fundamentais do projeto de Rebelo, mas um pouco antes da votação a liderança do PT, para evitar uma derrota acachapante, decidiu apoiar o projeto.

terça-feira, 29 de março de 2011

A CAMINHO DO FIM

Por Carlos Chagas
Semana passada o PMDB celebrou 45 anos de fundação. Nos idos de 1966, chamava-se apenas MDB, Movimento Democrático Brasileiro. O parto foi difícil.  O Ato Institucional número 2, editado meses antes, extinguira os antigos partidos,  criando  o bipartidarismo forçado. Copiávamos tanto os Estados Unidos que até  sua experiência política chegou pelo correio, ainda que lá apenas a natureza das coisas levasse aos partidos Republicano e Democrata, podendo existir muitos outros, se quisessem. Aqui,  não. Seriam só dois, mesmo. As casuísticas regras do jogo impunham que para funcionar as agremiações necessitariam determinado número de deputados e de senadores.
Logo o Congresso,  acuado e humilhado,  forneceu montes de parlamentares ávidos de formar no partido do governo, denominado de Arena, Aliança Renovadora Nacional. Uns poucos corajosos buscaram fundar a legenda da oposição. Amaral Peixoto, Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Negrão de Lima, Mario Martins e outros conseguiram o número necessário de deputados, mas, na hora de  fazer as contas, faltavam dois senadores.  Para  o governo Castello Branco seria um vexame o Brasil dispor de apenas um partido, evidência a mais da ditadura que nos assolava. Sendo assim, o próprio presidente da República convocou ao seu gabinete dois leais correligionários, Rui Carneiro, da Paraíba, e José Guiomard, do Acre.
Diz a lenda que os dois senadores imaginaram a hipótese de ser convidados para ministros, espantando-se quando um constrangido marechal apelou para ingressarem no MDB. Cumpriram a missão e foram, até o fim, dois leais servidores da oposição. Por cautela, na hora de escolherem o presidente do partido, os cardeais ditos oposicionistas foram buscar um militar. Era o senador general  Oscar Passos, do Acre, herói da FEB e nem por sombra ligado ao regime anterior, de João Goulart e Leonel Brizola. Ulysses Guimarães ficou com a vice-presidência.
Fazendo das tripas coração, o MDB começou a atuar de forma tímida, estabelecendo-se no país o mote de que o primeiro governo militar  criara dois partidos: o do “Sim” e o do “Sim senhor”!
Vieram as eleições parlamentares e muita gente pregava o voto em branco. Para acomodar os diversos grupos antes conflitantes e agora  “revolucionários”  desde criancinhas, inventaram a sublegenda, capaz de abrigar no guarda-chuva da Arena desafetos tradicionais como os egressos da UDN, do PSD, do PSP e outros partidos  extintos. Eram na verdade três  num só, em quase todos os estados.
Mais eleições, quatro anos depois, elegendo-se pelo MDB  um grupo jovem, infenso à acomodação dos caciques, logo chamados de “autênticos”: Marcos Freire, Fernando Lyra, Chico Pinto, Lysâneas Maciel, Paes de Andrade, Alceu Collares  e mais uns poucos, como deputados, esmeravam-se em tentar fazer oposição de verdade, denunciando o arbítrio dos detentores do poder.  Eram tolerados, até para o governo fazer média internacional. Como Oscar Passos não se reelegeu para o Senado, passou a presidência a Ulysses Guimarães.
Sucederam-se Costa e Silva e Garrastazu Médici, com o  país já sob o tacão do AI-5, o pior dos instrumentos de horror político. Cassações às centenas, o MDB chegou a pensar na auto-dissolução,  mas seguiu em frente. A farsa das eleições presidenciais indiretas deu  vez ao general  Ernesto Geisel,  a ser “eleito” pelo Congresso, onde a Arena dispunha de dois terços dos deputados e senadores.
Coube aos autênticos engendrar uma reação: por que não lançar  um anti-candidato, já que a lei eleitoral permitia a propaganda pelo rádio e a televisão? Aproveitariam a campanha para expor críticas e idéias. Pensaram em Aliomar Baleeiro, então ministro do Supremo Tribunal Federal, que recusou. Fixaram-se em Barbosa Lima Sobrinho, presidente da ABI, que aceitou.  Foi quando Ulysses Guimarães, sempre presidente, reivindicou a missão, ficando o dr. Barbosa como vice. No dia do lançamento da candidatura, mais frustração: o presidente da República que saía, Garrastazu Médici, proibiu a transmissão. E a surpresa das surpresas:  o discurso do candidato oposicionista constituiu-se numa das mais belas peças da crônica republicana. Exigiu liberdade, falou em anistia para os cassados e perseguidos e empolgou autênticos e não autênticos. “A caravela vai partir. As velas estão pandas de sonho e aladas de esperança. Posto no alto da gávea pelo povo brasileiro, espero um dia poder anunciar: “alvíssaras, meu capitão! Terra à vista! À vista, a ansiada terra da liberdade!”
A campanha rendeu frutos, coincidindo com o desgaste dos governos militares. Nas eleições de 1974, para o Congresso, havia uma só vaga de senador por estado. Eram vinte, e o MDB elegeu dezesseis. Os caciques refugaram apresentar-se. Por via das dúvidas Ulysses, Tancredo e outros preferiram continuar candidatando-se à Câmara dos Deputados. O partido que selecionasse correligionários dispostos ao sacrifício, nos estados, já que o rolo compressor da Arena permanecia o mesmo. Apresentaram-se Marcos Freire, por Pernambuco, Paulo Brossard, pelo Rio Grande do Sul, Roberto Saturnino, pelo Rio, Orestes Quércia, por São Paulo, Itamar Franco, por Minas, Leite Chaves, pelo Paraná, entre outros. Foi uma surra memorável, para o governo, prenunciando que quatro anos depois, quando seriam duas as vagas de senador por estado, a oposição dominaria a casa. Isso se não elegesse também maioria na Câmara, credenciando-se a fazer o futuro presidente da República, pelas regras do jogo impostas pela ditadura.
A volta à democracia ainda estava distante e, para não perder o poder futuro, em 1977 o general Ernesto Geisel fechou o Congresso e editou o “pacote” de abril, criando o senador indireto, biônico, estabelecendo a vinculação total de votos e outros atos de arbítrio.
Mesmo assim, a sorte estava lançada. Geisel impôs o último general-presidente, João Figueiredo, tendo o MDB lançado outra dupla de anti-candidatos: o general Euler Bentes Monteiro e Paulo Brossard, que obviamente foram derrotados.
A corrente, porém, era definitiva: Figueiredo extinguiu o bipartidarismo forçado, concedeu a anistia e preparou-se para a escolha de um civil para sucedê-lo, desde que fosse da Arena, agora transformada em PDS. O MDB passou a PMDB, obrigado a acrescentar o prefixo de “partido”.  A campanha das “diretas já”, conduzida pelo partido, eletrizou  a nação, ainda que sem conquistar o número necessário de votos, no Congresso. Mesmo assim, era o fim da ditadura. Passou-se para a oposição um grupo de dissidentes do partido governista, reagindo à possibilidade de Paulo Maluf tornar-se o candidato oficial. Aureliano Chaves, José Sarney, Antônio Carlos Magalhães, Jorge Bornhausen e outros ajudaram a  dar a vitória a Tancredo Neves. Fossem as eleições diretas e o candidato seria Ulysses. Ainda indiretas, melhor o sagaz governador de Minas.
Sucedeu-se a tragédia, o novo presidente, fundador na Nova República, adoece na véspera da posse. Coube a Ulysses Guimarães, sempre presidente do partido, decidir que tomaria posse José Sarney, vice de Tancredo por conta da necessidade de composição com a dissidência governista.
Seguiram-se cinco anos de governo do cristão-novo no poder, compartilhado por Ulysses e o PMDB, que nas eleições seguintes elegeu todos os governadores,  menos um, fazendo ampla maioria na Câmara e no Senado.
Vale parar por aqui, já que com as eleições presidenciais de 1988 o PMDB começou a desaparecer. Deixou de ser o partido de luta que era, tornando-se ainda no governo Sarney o partido do fisiologismo. Do aproveitamento das benesses e das nomeações. Foi moralmente  minguando nos governos de  Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique e Lula. Sequer esboçou um gesto de reação quando o sociólogo impôs ao Congresso a reeleição no exercício do cargo.  Apoiando governos os mais dispares, lutando por favores e vantagens,  perdendo até a coragem  de lançar candidatos à presidência da República, o PMDB encontra-se  a caminho do fim.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

MAIS CARGOS II

A Presidenta Dilma Roussef, tem todas as condições politicas, para dimunuir a influência de um maiores partidos de direita no Brasil, o PMDB. Reduzir a corrupção, dando prosseguimento as investigações da PF e, em particular ao caso Daniel Dantas; peitando a mídia parcial e corrupta, através da regulação e mantendo os avanços sociais. Seria reeleita com tranquilidade, apesar da velha imprensa, se não, teriamos o nosso reserva de luxo.

domingo, 29 de agosto de 2010

INFERNAL ASTRAL

O inferno astral dos tucanos em Rondônia parece não ter fim. Depois da justiça eleitoral negar o registro da candidatura de Val Ferreira, também foi negado recurso ao ex-deputado federal Hamilton Casara, que também estava na chapa da passarada para na disputa de cadeiras à Câmara Federal. Expedito esta ficando sem chão..
Decifra-me...
O PT rondoniense esta numa encruzilhada nestas eleições em Rondônia. Nos últimos anos se tornou no maior partido de Porto Velho, onde tem o prefeito eleito, uma senadora, um deputado federal. Se Eduardo Valverde perder o governo e Fátima Cleide ao Senado, perderão força para eleger o sucessor do prefeito Roberto Sobrinho em 2012.
Ou te devoro!
Neste momento é o PMDB, o grande predador dos petistas no estado. O candidato Confúcio Moura tem larga diferença sobre o candidato ao governo Valverde e o senador Valdir Raupp continua a frente da senadora Fátima, conforme as pesquisas - e numa faixa de votos mais ou menos parecida. A se confirmar às vitórias peemedebistas em Rondônia em 2010, a tendência é o PMDB cantar de galo na capital para as eleições municipais de 2012.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

REQUIÃO SERRA E FHC DE TRAVESTIS

Requião defende liberdade depois de chamar Serra e FHC de "travestis" no Twitter.

LAMBIDO Do UOL Eleições.
Serra (centro) e Fernando Henrique (direita) posam com os corintianos William e Ronaldo
O candidato ao Senado pelo PMDB-PR, Roberto Requião, saiu em defesa da liberdade, "em todos os sentidos", em seu Twitter, depois de publicar um post com a seguinte frase "Este Ronaldo precisa parar de andar com travestis. Toma jeito menino!!!", com um link para a uma foto do jogador Ronaldo, com José Serra (PSDB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e outro jogador do Corinthians.
"Sou defensor da liberdade, em todos os sentidos. No entanto , a patrulha da intransigência do politicamente correto, me enche o saco", postou ele depois da repercussão do primeiro tweet.
Antes, em resposta a outro internauta, Requião disse que "travesti é alguém que se faz passar pelo que não é. Não seja homofocado".
A foto foi tirada durante um jantar na casa de Ronaldo, nesta quinta-feira (29), qual estiveram presentes também o ex-presidente FHC, o presidente do Corinthians, André Sanchez, o ex-jogador Vampeta e outros atletas do Corinthians, e originalmente publicada no twitter do tucano.
Requião ainda disse que "existem os Travestis da liberdade. São intolerantes, sem humor e querem queimar, na fogueira, qualquer manifestação livre e inteligente", e ainda fez nova crítica a FHC. "O comportamento, travesti, de esquerda, do Fernando Henrique, no início me iludiu. Se afasta desta gente Ronaldo. Não são o que parecem!!", postou ele.
O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, rebateu em seu twitter os comentários de Requião. "Mesmo brincando, Requião age irresponsavelmente com quem sempre o tratou com respeito. Ainda bem que leitores e eleitores sabem identificar baixarias", postou o tucano.
Requião é líder nas pesquisas, segundo números do Datafolha divulgados no último final de semana. O peemedebista lidera com 50% das intenções de voto seguido da candidata Gleisi Hoffmann (PT) , com 28%.