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sábado, 19 de fevereiro de 2011

BEM FEITO

Hackers de time do Amazonas invadem Twitter da CBF.

 . Foto: Reprodução Twitter da CBF foi invadido por hackers do Amazonas. - Foto: Reprodução.
Na manhã deste sábado, o Twitter da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi invadido por hackers de torcedores do América-AM, da cidade de Manaus. Os invasores publicaram duas mensagens através da conta da CBF no microblog.
Na primeira mensagem, eles postaram: "HACKERS AMÉRICA MANAUS. Clubes do Rio são privilegiados na Justiça Desportiva". Logo depois, colocaram um link de uma notícia de um portal do futebol amazonense cujo o assunto é uma punição ao América-AM.
Segunda a nota, o América-AM não terá como recorrer da decisão do Pleno do STJD, que fez a equipe perder uma vaga na Série C do Campeonato Brasileiro deste ano, já que era a última instância.
Ainda segundo o site, um grupo de torcedores do clube entrará na Justiça contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O trunfo do clube seria o Madureira e o Duque de Caxias, ambos do Rio de Janeiro, que foram absolvidos pela mesma infração.
Três torcedores, que acompanharam toda disputa em campo e no tribunal, vão entrar na justiça comum a partir do Estatuto do Torcedor para contestar a decisão.
Como os times do Rio de Janeiro foram absolvidos, os invasores publicaram que os clubes do Estado são privilegiados na entidade. A CBF ainda não se pronunciou sobre o assunto.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ENTREVISTA DO LULA AO PORTAL TERRA

Lula: mídia é dominada por 9 ou 10 famílias e imprensa brasileira deveria assumir que tem candidato e partido.
A três meses e meio do término de seu governo, o presidente Lula está certo da vitória de sua candidata à presidência da República, Dilma Rousseff, mas recomenda: "cautela". Numa conversa exclusiva de uma hora com o Terra no Palácio do Planalto, Lula, provocado, esmiúça o que pensa da mídia e sobre a mídia. Diz que, de alguma forma, o país tem, terá que discutir e legislar - no Congresso, ele ressalva - sobre o assunto. Para definir como percebe o olhar da chamada grande mídia, Lula resume:
- Eles têm preconceito, até ódio...
A ênfase, a contundência no julgamento e comentários quando o tema é este, mídia, são permeadas por gestos e palavras que mostram um presidente da República disposto e pronto para o próximo comício. Bem humorado, carregado de adrenalina. Antes do início da entrevista, Lula quer conversar, diluir ansiedades e tensões.
"Baby...", diz a um jornalista, "pô, que gravador é esse, não tinha um digital?", provoca outro. Segura a
gravata de um terceiro, parece admirar o tecido, os desenhos, e opina:
- Mas essa gravata... esses desenhos parecem uma ameba!
O presidente da República faz as honras da casa, pede que se sirva um cafezinho, uma água antes de, atraído para o tema, partir para o ataque:
Lula - Na campanha passada, os caras diziam porque o avião do Lula... porque o Aerolula... (Estavam) disseminando umas bobagens... vai despolitizando a sociedade. Agora, estão dizendo que a TV pública é a TV do Lula. Nunca disseram que a TV pública de São Paulo é do governador de São Paulo e as outras são dos outros governadores...  Para Lula, críticas à falta de liberdade na área de comunicação, mais do que injustas, não têm sentido. Ele diz duvidar que outros países tenham mais liberdade de informação do que o Brasil:
- Nesse momento do Brasil, falar em falta de liberdade de comunicação? Eu duvido. Eu quero até que vocês coloquem em negrito isso aqui. Eu duvido que exista um país na face da Terra com mais liberdade de comunicação do que neste País, da parte do governo.
O presidente se mostra disposto a um duro embate com setores da mídia:
- A verdade é que nós temos nove ou dez famílias que dominam toda a comunicação desse País. A verdade é que você viaja pelo Brasil e você tem duas ou três famílias que são donas dos canais de televisão. E os mesmos são donos das rádios e os mesmos são donos dos jornais.
"No Brasil - foi o Cláudio Lembo que disse isso para o Portal Terra -, a imprensa brasileira deveria assumir categoricamente que ela tem um candidato e tem um partido. Seria mais simples, seria mais fácil. O que não dá é para as pessoas ficarem vendendo uma neutralidade disfarçada", cobra Lula.
O presidente sinaliza que mudanças nessa área deverão ser discutidas no Congresso Nacional e poderão ser viabilizadas no próximo governo:
- O Brasil, independentemente de que de quem esteja na Presidência da República, vai ter que estabelecer o novo marco regulatório de telecomunicações desse País. Redefinir o papel da telecomunicação. E as pessoas, ao invés de ficarem contra, deveriam participar, ajudar a construir, porque será inexorável.
A primeira das três partes da entrevista com Lula que o Terra publica ao longo desta quinta-feira.
Terra - Presidente, em 1978 o senhor era um líder operário, estava na Bahia em um encontro de petroleiros, no Hotel da Bahia, eu era um estudante de comunicação, ainda tinha AI-5, censura à imprensa. Na década seguinte, nos anos 80 e 90, em inúmeras conversas com o senhor o assunto acabava de alguma forma passando pelo monopólio na mídia. No ano 2002, na véspera da eleição, de novo conversamos sobre isso. Em 2006, a uma semana do senhor ser reeleito presidente, numa conversa o senhor disse que não iria "tirar nada" de ninguém, que isso não seria democrático, mas que a ideia era redistribuir meios, ajudar os meios, ter uma maior diversidade de opinião. Chegando agora, nesta reta final (em 2010) o senhor tem feito críticas duras, dizendo que a imprensa, a mídia tem um candidato e não tem coragem de assumir e, ao mesmo tempo, o contraditório diz que existiria um Projeto Político, projeto vocalizado outro dia pelo José Dirceu, para "enquadrar meios de comunicação". Então, queria que o senhor dissesse o que o senhor realmente pensa disso, e se realmente existe uma expectativa, se existe alguma coisa em relação a isso...
Luiz Inácio Lula da Silva - Olha, primeiro, na nossa passagem pela Terra... não pelo Terra, pela Terra, a gente ouve coisas absurdas, que a gente gosta e que a gente não gosta. Veja, qualquer coisa nesse País tem o direito de me acusar de qualquer coisa. É livre. Aliás, foi o PT que, no congresso de São Bernardo do Campo, decidiu que era proibido proibir. Era esse o slogan do PT no congresso de 1981.
Terra - O Caetano vai dizer que é dele...
Lula - O que acontece muitas vezes é que uma crítica que você recebe é tida como democrática e uma crítica que você faz é tida como antidemocrática. Ou seja, como se determinados setores da imprensa estivessem acima de Deus e ninguém pudesse ser criticado. Escreveu está dito, acabou e é sagrado, como se fosse a Bíblia sagrada. Não é verdade. A posição de um presidente é tomada como ser humano, jornalista escreve como ser humano, juiz julga como ser humano. Ou seja, temos um padrão de comportamento e julgamento e, portanto, todos nós estamos à mercê da crítica. No Brasil - , e foi o Cláudio Lembo que disse para o Portal Terra -, a imprensa brasileira deveria assumir categoricamente que ela tem um candidato e tem um partido, que falasse. Seria mais simples, seria mais fácil. O que não dá é para as pessoas ficarem vendendo uma neutralidade disfarçada. Muitas vezes fica explícita no comportamento que eles têm candidato e gostariam que o candidato fosse outro. Tiveram assim em outros momentos. Acho que seria mais lógico, mais explícito. Mas, eles

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Lula diz: "Os Bornhausen não podem se disfarçar de cordeiros"
Claudio Leal, Portal Terra
Rosto acre e discurso virulento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou, em Joinville (SC), a presença da família Bornhausen na política catarinense e se esforçou para fortalecer a candidatura de Ideli Salvatti (PT) ao governo do Estado. "Os Bornhausen não podem vir disfarçados de carneiro, porque nós já conhecemos os Bornhausen. Nós sabemos as histórias dele", investiu Lula, ao lado da candidata Dilma Rousseff. Raimundo Colombo (DEM), aliado de Jorge e Paulo Bornhausen, lidera as pesquisas de intenção de voto. Ideli segue em terceiro lugar.
O presidente comparou os democratas a "lobos" e atacou o governador Luiz Henrique (PMDB) por ter apoiado o DEM: "Quando Luiz Henrique foi eleito governador de Santa Catarina, eu achei que fosse pra mudar, mas ele trouxe de volta o DEM, que nós extirpamos da política brasileira", afirmou Lula, algo rascante.
Filho do ex-senador Jorge Bornhausen e líder do DEM na Câmara, Paulo considerou "um deboche" a visita do presidente ao Estado, "com o uso da máquina pública em benefício da sua candidata".
A exemplo de outros comícios, o presidente falou por último e ofuscou a participação de Dilma, que reduziu seu discurso a menos de quinze minutos. Lula se comparou, uma vez mais, a Getúlio Vargas, João Goulart e

terça-feira, 17 de agosto de 2010

LOCO ABREU

Na reserva do Botafogo, Loco Abreu não perde o bom humor.
Quarto lugar com o Uruguai na Copa, Loco Abreu perdeu espaço no Botafogo após o torneio.
Foto: AFP.
Grande destaque do Botafogo no primeiro semestre deste ano, o atacante Loco Abreu perdeu espaço na equipe de Joel Santana após a Copa do Mundo da África do Sul, na qual participou da campanha do quarto lugar da seleção do Uruguai. No entanto, o jogador acredita que, mesmo fora, está ajudando a equipe na boa reação que vem tendo no Campeonato Brasileiro. O time alvinegro ocupa a quarta colocação, com 21 pontos.
lembrou o bem-humorado uruguaio.
"Desde que retornei ao Botafogo, o time voltou a vencer. Me sinto importante no dia-a-dia, jogando ou não. Voltei, a equipe começou a ganhar jogos, saiu da zona de rebaixamento e está no G-4. É importante e muito bom ter uma mentalidade de grupo, não individual",
Desde que retornou da Copa, o uruguaio perdeu espaço para outros atacantes, como Jobson, Herrera e Edno. Com o bom desempenho da equipe, a volta de Abreu foi sendo adiada, mas o próprio jogador admite que está sendo difícil recuperar a vaga entre os titulares.
"Estou bem, mas o time está muito bem. O importante é que a equipe está jogando muito, vencendo e dentro do G-4. Não importa quem joga ou não, mas o Botafogo estar bem", afirmou.
O próximo adversário do Botafogo é o Avaí, que está em terceiro lugar na tabela de classificação. O embate acontece no sábado, às 18h30, no Engenhão.

domingo, 23 de maio de 2010

FOGÃO 3 X 0 TIMINHO DA SERRINHA.

Botafogo 3 x 0 Goiás: Sobraram pés e mãos, faltou cabeça.
Qual é a notícia mais importante: a conquista dos três pontos em um jogo que começou complicado e que fez o Botafogo alcançar a liderança do Brasileirão ou a discussão de Caio e Herrera que gerou a expulsão de ambos?
A primeira, certo?
Não é o que todos falarão nos próximos dias.
Se o objetivo dos dois atacantes era evitar um oba-oba da torcida com a boa performance no início da competição, então o objetivo foi assegurado – o foco vai ficar na briga. Sobre o episódio, pouco a comentar da minha parte: o Caio errou no lance, o Herrera errou ao partir para cima dele, o juiz errou ao expulsar ambos – era cartão amarelo para Caio e vermelho para Herrera. E assim já foram, segundo avisou o gerente Anderson Barros minutos depois do fim do jogo. Aliás, uma intervenção oportuna do gerente, comunicando imediatamente a punição financeira e a advertência que receberam do Joel, sem dar tempo para especulações.
Mas também não convém esticar em demasia o episódio. Até porque ambos são essenciais para o Botafogo 2010, ainda mais com a ausência do Loco até o fim da Copa do Mundo. Nada de afastá-los do elenco – já seremos prejudicados o suficiente com a ausência de ambos contra o Cruzeiro. E também nada de tomar partido de um ou de outro. Os dois são importantíssimos para o time – basta relembrar que o Caio, mesmo sem grande inspiração, participou dos TRÊS COCÔS alvinegros: sofreu a falta no primeiro, dividiu a bola com o goleiro no segundo, esteve na jogada do terceiro, que foi marcado pelo Herrera. Nada de crucificar um ou outro, na minha opinião.
Sobre o jogo, tivemos basicamente dois momentos. Até os 40 minutos, sérias dificuldades de criação ofensiva e alguns vacilos de marcação que obrigaram Jefferson a nos salvar de ter as redes balançadas – mais uma vez, o meio não funcionou. E, pior, no ataque, muitos chuveirinhos, mas sem o Loco Abreu em campo – a cabeça do uruguayo fez falta por duas razões: ele é o ponto de equilíbrio emocional do time. Duvido que Caio e Herrera tivessem se estranhado se ele estivesse em campo.
Ai baixou um Mendonça no Lúcio Flavio e ele fez um golaço na cobrança de falta, gol que estava nos devendo há uns 378 jogos. Parece, inclusive, que o Mendonça estava no estádio e a torcida gritou o nome dele depois do gol. Cena bonita, hein?
Na sequência, num lance confuso, mas que o Caio teve participação decisiva ao trombar com o goleiro, Somália ampliou o marcador.
No segundo tempo, larga vantagem assegurada, o Botafogo se desamarrou. E o terceiro gol, todo construído com passes rasteiros, teve jeitão de Botafogo 2007. Troca rápida e envolvente de passes. Lucio Flavio fez infiltração e deu passe perfeito para Herrera pegar de primeira, a la Dodô-07, e marcar um belíssimo gol coletivo.
Ainda a destacar, a participação intensa da torcida (parece que a nova música pegou!) e a inteligência em fazer o tempo passar depois do 3 x 0. Inteligência que faltou a nossa dupla de ataque, sério desfalque para o jogo contra o Cruzeiro.
Nas mãos de Jefferson e nos pés dos atacantes e de L. Flavio e Somália, o Botafogo fez a vitória. Mas faltou a cabeça no lugar do Loco Abreu.
Novamente a história de que “há coisas que só acontecem com o Botafogo” – a respeito dessa briga (não foi nem briga!), dessa discussão com empurrão entre Herrera e Caio. Já aconteceram com o nensim, com o vaskim, com o palmeirinha e com a mulamba (quase toda semana). Agora, a providência tomada, de imediato, pela diretoria do clube, multando os jogadores, fazendo-os se desculparem com os colegas, com a Comisão Técnica e com os torcedores – esta sim só aconteceu com o Botafogo. No mais, é encerrar este episódio lamentável e dormir líder do campeonato brasileiro, sem medo de ser feliz.
Leão - Ainda bem que não consegue espaço no futebol do Rio. Suas entrevistas são ridículas na tentativa de fazer ironia e de culpar os outros, nunca o próprio trabalho. “O Rio de Janeiro é maravilhoso, o estádio é maravilho, o árbitro é maravilhoso”, foi apenas uma de suas pérolas. Se Deus quiser, jamais será treinador do Botafogo. Nota ZERO
Eu, cá do meu canto, estou a vibrar, sobretudo com o fato do Lúcio Flávio voltar a fazer gol – e de falta. Como dizia um político aqui da terrinha: – Melhor do que isso, só dois issos…