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domingo, 22 de abril de 2012

UMA CIDADE INDISPENSÁVEL

Por Carlos Chagas.
Apesar de muita gente fazer força, Brasília não  está em frangalhos. Os 52 anos decorridos desde a inauguração solidificaram seus músculos e enrijeceram sua pele. A cidade viveu momentos de euforia e momentos de tristeza. De angústia, também. Criada para ser  a capital federal, transcendeu  o objetivo inicial, tornando-se lar e refúgio para dois milhões de brasileiros, dos quais a maioria nasceu aqui. Criou alma, coincidentemente quando seu fundador chegou pela última vez, para ficar entre nós pela  eternidade.
Brasília foi e continua sendo palco da história política do país. De Juscelino Kubitschek a Dilma Rousseff, é a casa do presidente da República. Apenas um chefe de governo nos desprezou.  Quando renunciou, já na escadinha do avião que o levaria a São Paulo, Jânio Quadros virou-se para o Plano Piloto, ao longe, afirmando bem alto: “Adeus, cidade maldita! Jamais porei os pés aqui!” Só que era mentira.  Queria voltar  como ditador. Não conseguiu.
Brasília é sede dos três poderes da União. Mas muito mais do que dos três poderes. Abriga uma população jovem que trabalha e que não pensa exilar-se ou asilar-se. Talvez seja essa nossa maior característica, depois dos anos iniciais: quem nas ou quem chega aqui não tem a menor intenção de ir embora. Algum sociólogo ainda produzirá uma tese a esse respeito.
De início, Brasília era governada por um prefeito, nomeado pelo presidente da República. Mais tarde mudaram o nome para governador, mas escolher, o povo não escolhia. Ironia do destino, tivemos excelentes prefeitos, nem tanto quanto governadores. Claro que jamais se dirá não ter o povo o direito de escolher seus governantes. É da essência da democracia. Só que não temos dado sorte. Por isso a capital, que era para constituir-se numa cidade modelo, anda aos trancos e barrancos.
Não vamos fulanizar, nem os bons, nem os maus. Muito menos os péssimos, por sinal recentes, que acabaram transformando Brasília. Já temos, aqui, ruas tão  esburacadas como Bagdá, mesmo sem bombardeios. Trânsito caótico como São Paulo. Insegurança pública como o Rio. Saúde Pública deteriorada como Recife. Metrô insuficiente como Belo Horizonte. E vai por aí.
Somos injustiçados, ainda que menos hoje do que ontem. Porque até pouco tempo  atrás podíamos responder com altivez quando,  lá de longe,  alguns  energúmenos batizavam Brasília de “cidade dos ratos”. Replicávamos que os ratos não eram daqui, pois chegavam às terças e iam embora às quintas-feiras. Hoje mudou um pouco. Há ratos brasilienses, presentes nos fins de semana, mas não se culpe as eleições pela sua existência. Talvez tenham crescido por conta do exemplo dos que vinham de fora. 
De qualquer forma, apesar dos percalços, Brasília tornou-se indispensável. Aqui se tomam as grandes decisões nacionais, certas ou erradas. Aqui se constrói  o futuro.

sábado, 21 de abril de 2012

CAPITAL DA ESPERANÇA

Hoje 21 de abril, aniversário de Brasília.
Capital da Esperança. 
Mato, poeira, trabalhadores, paixão, religiosidade, amor, união, solidariedade companheirismo. 
Todos juntos acreditando que neste planalto central nasceria uma grande cidade, idealizada por JK, um dos maiores  presidente desse Brasil varonil. . .
Como eu te amamos,  Brasília querida, terra de Dom Bosco e de todos os brasileiros.
Mais será que Brasilia tem o que comemorá nesse seus 52 anos de existência, depois que foi invadida por um monte de traste ruim de todas as matizes.  
Esses Deputados, Senadores e empresários que só pensam em saqueá-la.
É  ruim o JK, Dom Bosco e outros sonhadores devem já terem se arrependido desse sonho que acho que hoje para eles deve ser um pesadelo. 

O CERRADO ESTA EM FESTA

Brasília vive hoje a festa de mais de meio século de existência. 
Como centro político do País, registra dois episódios de erro de avaliação política do prestígio e carisma pessoal de dois ex-presidentes: Jânio Quadros e Fernando Collor de Mello. O primeiro tentou golpe branco, acreditando ser reconduzido nos braços do povo, assinando renúncia em 19/08/61, entregue ao Min. da Justiça Pedroso Horta dia 22, mas só lida no Congresso dia 25, frustrando a pretendida recepção popular em São Paulo, com o “Fica Jânio”.
Já Fernando Collor acreditou e confiou no seu carisma e na juventude estudantil, não interferiu na CPI que apurou o presente dado por sua Ministra da Fazenda, um veículo Elba da FIAT, deixando o barco correr e deu na cassação - mesmo renunciando antes da votação, quando já não era Presidente.

terça-feira, 20 de abril de 2010

DISTRITO FEDERAL

Foi construída com a vinda de brasileiros das cinco regiões para erguer Brasília. A construção desta cidade promoveu a união de todo um país em torno do sonho de JK. Aqui, os candangos fincaram raízes e adotaram a cidade como berço de uma nova esperança.

TOM JOBIM, VINÍCIUS.

A história de “Presidente Bossa Nova" e da visita que Juca Chaves fez ao canteiro de obras da capital a convite do presidente Juscelino. As circunstâncias que deram origem à música ”Água de Beber”, de Vinicius e Tom.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

DA PARABOLICA.

Tipo de reportagem que deveria ser transmitida em rede nacional.
TV GLOBO - DF.

Interessante a tendência de governantes prestarem-se a re-escrever a historia alterando fatos e nomes em beneficio de sua auto-biografia. Realmente, o que interessa é a "versão dos fatos".
De você tem mais de 50 anos, pegue por curiosidade um livro escolar de história do Brasil, dos que estão atualmente em uso pela rede pública estão falando do mesmo país que você aprendeu e tem vivido?
Sem falar do conhecimento acadêmico mais próximo dos fatos reais, que uma pesquisa mais profunda certamente revela sobre os fatos passados e os personagens respectivos.
Estou curioso para ler a história do período "octópode" dentro de dez anos. Naturalmente vai depender de quem estará "lá" para divulgar esta ou aquela versão.

domingo, 11 de abril de 2010

Avião da TAM emperra em buraco na pista do aeroporto de Rio Branco.
O avião que faria o vôo 3775, da TAM, de Rio Branco (AC) para Brasília (DF), está “atolado” na pista do Aeroporto Plácido de Castro, na capital do Acre.
Os passageiros tiveram que desembarcar após a tentativa fracassada da Infraero de retirar o avião com uso de um trator.
Anac ameaça fechar aeroporto de Rio Branco por causa de buracos
Quanto ao pavimento (pista) o asfalto de uma run-way (pista de decolagem) é especial e deve aguentar o peso de uma aeronave mesmo com temperaturas altas. Isto ocorreu devido a má qualidade da pista e falta de manutenção do aeroporto. Lembrando que a maioria dos aeroportos recebem verbas federais.
Blog da Amazônia: Altino Machado
Fotos: Gladson Cameli