Mostrando postagens com marcador IRÃ. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IRÃ. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de agosto de 2010

DE FIDEL, PARA OBAMA

Fidel pede a Obama que evite a guerra nuclear.
Fidel disse que Obama tem a única oportunidade real de paz no mundo.
No último dia 3 de agosto, Fidel Castro escreveu uma CARTA ABERTA a Barack Obama, na qual reagiu ao anúncio feito pelo almirante Michael Mullen, chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA, feito três dias antes, de que aquele país tinha pronto UM PLANO DE ATAQUE MILITAR AO IRÃ.
Na carta, Fidel expõe uma situação de conflito global com ameaças sérias à sobrevivência do planeta e conclamou o presidente dos Estados Unidos a conter o iminente desastre, já que “está em suas mãos oferecer à humanidade a única possibilidade real de paz.”
Fidel trata das questões ambientais e se aprofunda no desastre da Bristish Petroleum no Golfo do México para questionar uma sociedade movida pelo consumo que destrói o planeta, e afirma que “evitar a antecipação do apocalipse exige questionar os mitos da modernidade –como mercado, desenvolvimento, estado uninacional-, todos eles baseados na razão instrumental.”
Fidel disse que Obama tem a única oportunidade real de paz no mundo.
Com diversas fontes de informação, quase todas públicas, Fidel traça um mosaico vertiginoso, que desemboca na questão iraniana e nos riscos que ela traz de uma nova conflagração global de proporções apocalípticas. O líder cubano faz uma escalada de notícias, que no que se refere aos conflitos bélicos começa no dia 29 de julho, quando a Agência France Press (AFP) informa o “jamais imaginado”: Osama Bin Laden era um homem do serviço de inteligência dos EUA. “…Osama Bin Laden aparece nos informes secretos publicados pela Wikileaks como um agente ativo, presente e prestigiado por seus homens na zona afegã-paquistanesa”.
Escreve Fidel: No dia 29 de julho, prossegue Fidel, “foi publicada a foto de um jovem americano de 22 anos, Bradley Manning, analista de inteligência, que entregou ao site Wikileaks 240 mil documentos secretos. Não foi falado de sua culpa ou inocência. Não poderão lhe tocar um fio entretanto. Os integrantes da Wikileaks juraram mostrar a verdade ao mundo.”
“Era sabido que, na luta dos afegãos contra a ocupação soviética do Afeganistão, Osama cooperou com os EUA, mas o mundo supunha que em sua luta contra a invasão estrangeira, aceitou o apoio dos EUA e da OTAN como uma necessidade e que, uma vez libertado o país, rechaçava a ingerência estrangeira, criando a organização AL Qaeda para combater os EUA. Muitos países, Cuba entre eles, condenam seus métodos terroristas que não excluem a morte de incontáveis vítimas inocentes. Qual seria agora a surpresa da opinião mundial ao saber que a Al Qaeda era uma criação do governo americano? Foi a justificativa para a guerra contra os talibãs no Afeganistão e um dos motivos, entre outros, para a posterior invasão e ocupação do Iraque pelas forças militares dos EUA. Dois países onde milhares de jovens americanos foram mortos e um grande número deles foi mutilado. Entre ambos, mais de 50 mil soldados americanos estão comprometidos por tempo indefinido, e junto a eles, integrantes das unidades da organização bélica da OTAN e outros aliados, como Austrália e Coréia do Sul.”
Em 30 de julho, a AFP publica: “A República Popular da China ‘desaprova as sanções unilaterais’ adotadas pela União Europeia conta o Irã, declarou hoje o porta-voz da chancelaria chinesa, Jiang Yu”. Do mesmo modo, a Rússia protestou energicamente contra as sanções.
Ainda em 30 de julho, outra notícia da AFP informa que o ministro de defesa de Israel declarou: “As sanções que a ONU impôs ao Irã […] não os farão suspender suas atividades de enriquecimento de urânio em busca da bomba atômica.”
Em 1º de agosto, um telegrama da AFP informa que “um alto chefe militar dos Guardiões da Revolução advertiu, hoje, aos EUA, contra um possível ataque ao Irã”.
“Israel não descartou uma ação militar contra o Irã para deter seu programa nuclear”.
“A comunidade internacional, encabeçada por Washington, intensificou recentemente sua pressão sobre o Irã, acusado de tentar obter a arma nuclear com o encobertamento do programa nuclear civil”.
“As afirmações de Javani precederam uma declaração do chefe de estado maior americano, Michael Mullen, que assegurou este domingo que um plano de ataque dos EUA contra o Irã está previsto para impedir que Teerã obtenha a arma nuclear”.
Em 2 de agosto, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad desafiou Obama para um conversa frente a frente, perante os meios de comunicação, para tratar das questões mundiais. “Mas o presidente Ahmadinejad advertiu que o diálogo deverá ser baseado no respeito mútuo”.
“Se acreditam que podem balançar um bastão e nos dizer que devemos aceitar tudo o que dizem, isso não acontecerá. As potências ocidentais ‘não entendem que as coisas mudaram no mundo, acrescentou”.
Fidel afirma que os iranianos declararam que dispararão 100 foguetes contra cada um dos barcos americanos e de Israel que bloquearem o Irã. “De modo que, quando Obama der a ordem de cumprir a Resolução do Conselho de Segurança, estará decretando o naufrágio de todos os navios de guerra americanos naquela zona. Uma decisão tão dramática nunca recaiu sobre nenhum presidente dos EUA. Devo prevê-lo”, escreveu.
Nesse momento, Fidel se dirige diretamente a Obama com o pedido para que evite o conflito:
“O senhor deve saber que está em suas mão oferecer à humanidade a única possibilidade real de paz. Somente em uma ocasião o senhor poderá lançar mão de suas prerrogativas ao dar a ordem de disparar.
É possível que depois, a partir desta traumática experiência, se encontrem soluções que não nos conduzam outra vez a esta apocalíptica situação. Todos em seu país, inclusive seus piores adversários de esquerda ou de direita, com segurança lhe agradecerão, e também o povo dos EUA, que não é em absoluto culpado pela situação criada.
Solicito-lhe que se digne a escutar este apelo que em nome do povo de Cuba transmito-lhe.
Compreendo que não se pode esperar, nem você daria nunca, uma resposta rápida. Pense bem, consulte seus especialistas, peça opinião sobre o assunto a seus mais poderosos aliados e adversários internacionais.
Não me interessam honrarias nem glórias. Faça-o!
O mundo poderá libertar-se realmente das armas nucleares e também das convencionais.
A pior de todas as variantes será a guerra nuclear, que é já virtualmente inevitável.
Evite-a!”

sábado, 22 de maio de 2010

É A CONTA-GOTAS.

                                      
E então, Mr. Obama, sua carta não vale mais?
“Obama disse em carta a Lula que acordo com Irã criaria confiança”. A agência inglesa Reuters afirma que teve acesso a trechos da correspondência do presidente norte-americano e que, neles, os termos exigidos pelos EUA para reabrirem negociações com o país islâmico são os mesmos que foram aceitos no acordo deste com Brasil e Turquia.
Trancrevo o despacho da Reuters, literalmente:
“Nela (na carta), Obama retoma os termos do acordo que o Grupo de Viena havia proposto no ano passado, cujos principais elementos constam no acerto entre Brasil, Turquia e Irã”Do nosso ponto de vista, uma decisão do Irã de enviar 1.200 quilos de urânio de baixo enriquecimento para fora do país geraria confiança e diminuiria as tensões regionais por meio da redução do estoque iraniano” de LEU (urânio levemente enriquecido na sigla em inglês), diz Obama, segundo trechos obtidos da carta.”(…)
“O Irã continua a rejeitar a proposta da AIEA e insiste em reter seu urânio de baixo enriquecimento em seu próprio território até a entrega do combustível nuclear”, afirmou Obama na carta.
Segundo a Declaração de Teerã, “a República Islâmica do Irã expressa estar pronta a depositar seu LEU dentro de um mês”.
Obama manifestava, ainda na carta, preocupação com a possibilidade de o Irã acumular, no prazo de um ano, estoque necessário para construir “duas ou três armas nucleares”.
“Para iniciar um processo diplomático construtivo, o Irã precisa transmitir à AIEA um compromisso construtivo de engajamento, através dos canais oficiais, algo que não foi feito até o momento. No meio tempo, insistiremos na aprovação de sanções.”
A Declaração de Teerã deixa claro, ainda, que o acordo para a “troca de combustível nuclear é um ponto de partida para o começo da cooperação e um passo positivo e construtivo entre as nações”.
No texto, acrescendo, o Irã assumia o compromisso de enviar os termos do acordo á Agência Internacional de Energia Atômica em uma semana.”
E agora, Mr. obama, vai dar uma de Fernando Henrique e pedir que “esqueçam o que eu escrevi”?
PS. Esse Obama é uma decepção. Quando o Obama escreveu isso, tinha certeza de não haver acordo. Deu com os burros n’água. Ele e todos os urubus carniceiros de plantão…Como tratá-los (os da mídia “anti-nacional”) agora, hein? ….. os pontinhos ficam à disposição para o xingatório adjetivado contra colonistas destrambelhados: - Mídia….., vai pedir desculpas ou se recolher em sua insignificância? Lula é mesmo um gênio: Deixou os colonistas estrebucharem-se e, no momento certo, desmoraliza-os em conta-gotas, um a um. E o povo ri das inconveniências e palhaçadas dos Jabores, Nêumanes Pintos, Merval´s, Reinaldo´s e companhia lerda e mesquinha. O torneiro mecâncio vai arrochando, calculada e lentamente, a orelha enferrujada da torneira das águas turvas mediáticas.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A FRANÇA TÁ COM NÓS.

Com cautela, França estima que acordo é positivo e elogia Brasil
Ana Carolina Dani
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou, nesta terça-feira, que o acordo que prevê o envio de urânio iraniano a Turquia é um (passo positivo), mas ressaltou que o Irã deve abandonar suas atividades de enriquecimento de urânio a 20%.
Em um comunicado, divulgado após encontro com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, em Madrid, Sarkozy elogiou os esforços feitos pelo Brasil para tentar um acordo sobre o controverso programa nuclear iraniano, mas foi relutante ao falar sobre os temas do acordo.
Afirmou que vai esperar que o documento, assinado na segunda-feira entre os governos brasileiro, iraniano e turco, chegue à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Só então tomará uma posição junto com os outros 4 membros do Conselho de Segurança da ONU, China, Grã Bretanha, Estados Unidos e Rússia, além da Alemanha. Sarkozy prometeu, ainda, disposição para negociar sem condições prévias.
O acordo, obtido com mediação do governo brasileiro e turco, prevê o envio, pelo Irã, de 1,2 mil quilos de urânio com baixo nível de enriquecimento (3,5%) para a Turquia. Em troca, o Irã deve receber, num prazo de 1 ano, 120 kg de urânio enriquecido (a 20%) para ser usado em um reator de pesquisas em Teerã.
O presidente francês e o presidente brasileiro se reuniram em Madrid, às margens da Cúpula América Latina, Caribe e União Europeia. Até agora, o acordo um dos principais assuntos da cúpula nesta terça-feira. O primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan, que falou à imprensa após a primeira sessão plenária, disse que foi uma vitória da diplomacia turca.
Já o assessor especial de Lula para Assuntos Internacionais, Marco Aurelio Garcia, que também está em Madri, comentou o acordo sob o ponto de vista do Brasil. "O que nós fizemos", disse ele, "foi gerar confiança, porque antes não havia diálogo, só ameaças". Garcia disse que o acordo "foi um primeiro passo, mas já é uma grande vitória". Segundo ele, o Irã fez uma inflexão nas negociações e voltou atrás.
Apoio
Nesta terça-feira, o acordo assinado pelo Irã, Brasil e Turquia ganhou um aliado de peso, a China. O porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Ma Zhaoxu, disse hoje em Pequim que o país é favorável ao documento. "Nós apoiamos o acordo, consideramos importante e esperamos que (ele) possa ajudar a promover uma solução pacífica para a questão nuclear iraniana" afirmou o porta-voz. Também nesta terça-feira o Irã disse esperar uma resposta rápida das grandes potências sobre o acordo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O CARA.

Turquia se antecipa e anuncia acordo sobre programa nuclear iraniano.
Segundo o primeiro-ministro da Turquia, os iranianos aceitaram trocar seu urânio por material nuclear 'após 18 horas de negociação'
Roberto Simon, enviado especial de O Estadão de S. Paulo.
Encontro dos presidentes Lula e Mahmoud Ahmadinejad com o líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou, em Teerã, que um acordo sobre o programa nuclear iraniano foi alcançado nas negociações da qual o Brasil participou.
O anúncio atropelou autoridades brasileiras. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma agenda cheia em Teerã, mas não mencionou a questão nuclear em seu discurso.
Segundo Erdogan, que só confirmou sua visita a Teerã hoje, os iranianos aceitaram trocar seu urânio por material nuclear "após 18 horas de negociação". Até o momento o Itamaraty não havia confirmado a informação. Mas Erdogan - bem como seu chanceler, Ahmet Davutoglo, e fontes turcas que falaram ao Estado em condição de anonimato - garantiram que o pacto já está selado. Lê o PiG -
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Eu estou emocionado. O Brasil tem, pela primeira vez, um presidente que nos orgulha frente ao resto do mundo. Parabéns a Lula e ao povo brasileiro que o apóia maciçamente. Somos, realmente, um poder mundial a ser respeitado. Esta conversinha mole deste jornalzinho decrépito e decadente, membro do partido da mídia golpista, não vale nada.
Nem mesmo a Folha foi tão covarde quanto o Estadão: "Irã, Turquia e Brasil chegam a acordo, diz chanceler turco", é a manchete. O Globo: "Irã, Turquia e Brasil chegam a acordo sobre troca de combustível, diz ministro turco".O Correio Braziliense traz o seguinte: "Irã, Brasil e Turquia chegam a acordo nuclear ". O Zero Hora traz o seguinte: "Irã, Brasil e Turquia chegam a acordo sobre troca de urânio". Que vergonha, Estadão, que vergonha!
Agora temos um novo motivo para nos orgulhar: Lula será INTIMADO pelos outros países a ser o próximo secretário da ONU e futuro Prêmio Nobel da Paz.
São coisas como essa que me dão um baita orgulho de ser brasileiro.

domingo, 18 de abril de 2010

RELAÇÕES

Brasil e Turquia buscam saída ao Irã.
Brasil e Turquia continuarão seus esforços diplomáticos em busca de uma solução pacífica sobre o programa nuclear desenvolvido pelo Irã. Na última semana, o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) recebeu o ministro turco, Ahmet Davutoglu, para uma nova conversa sobre o polêmico caso. Amorim reiterou que a base da solução defendida por Brasil e Turquia é da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que propõe que o Irã armazene urânio enriquecido a 3,5% em um terceiro país, que o enriqueceria a 20% e depois o devolveria a Teerã. Segundo Davutoglu, a Turquia, como vizinha do Irã, "também sofreria as sanções", porque "há uma interdependência das economias regionais".

quarta-feira, 14 de abril de 2010

OS CONTRAS.


O jornal o conservador Drudge Report, deu ontem durante todo o dia, destaque a imagem do abraço entre Obama e Lula durante a cúpula de segurança nuclear, com a chamada de capa (foto) "Amor pelo 'progressista' Lula" Aqui no Brasil, a Folha deu destaque na capa a manchete"Obama ignora Lula e pede sanções imediatas ao Irã"

Folha trata o Brasil como se fosse uma república de bananas, colônia dos EUA.
A Folha de José Serra produz uma das mais tristes e vergonhosas capas da história da imprensa brasileira no que diz respeito à soberania nacional.
É rastejante e submissa, coisa de quem tem complexo de baratas, de inferioridade e de colonizados.
Se fosse para manchetar intrigas, a manchete poderia ser algo do tipo:
"Lula ignora Obama, e pede diálogo imediato com Irã"
Mas a verdade da notícia, é que não existe esta intriga de um presidente de um país "ignorar" outro. Houve uma conferência multilateral com participação de diversos países, onde os EUA foram apenas os anfitriões, e um dos participantes.
O Brasil tem uma posição e os EUA tem outra, e cada um dos 47 países que participaram tem sua posição. São posições divergentes em alguns casos, e cada um expôs a sua, soberanamente. Ignorar seria se não houvesse conferência onde há os debates e busca de resoluções, uns ouvindo os outros.
DO BLOG: Os Amigos do Presidente Lula
EM TEMPO: Não é por acaso que a tiragem da folha de são paulo vem sofrendo queda vertigionosa, ao longo dos anos. Fazer proselitismo da ideologia tucana de maneira sorrateira e vil não será suficiente para tirar o país dos trilhos. Basta ver os índices de popularidade da Dilma, esperar comportamento diferente da empresa que emprestava seus carros para o transporte de presos políticos para os porões. A FSP foi cúmplice dos assassinatos, e da tortura de homens, mulheres e até crianças pelo carniceiro Sergio Paranhos Fleury. Prestigio mesmo, tinha o Brasil na época do FHC, quando o Chanceler da República Celso Lafer, foi obrigado a tirar os sapatos para revista nos aeroportos dos EUA.