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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

LULA MERECE

Não vejo nada demais, nada de anormal, nenhum exagero, o fato de Lula passar a receber salário do PT.
O PT é Lula.
O PT não existiria sem a força e o carisma de Lula.
Foi e é Lula quem leva o PT a retumbantes vitórias.
Houve época que o PT fecharia para balanço se não fosse Lula.
Sou completamente apartidário, mas acho o assunto apenas relevante para quem não tem o que fazer ou pertence ao time dos derrotados nas urnas pelo PT, a frente Lula, o maestro das grandes conquistas petistas.  

quarta-feira, 21 de julho de 2010

POSTURA DE PERDEDOR

EDUARDO GUIMARÃES - Blog da Cidadania.
Pelo que dizem as lendas, ao saber das declarações do garotão reacionário carioca, Dilma Rousseff deve ter tido vontade de lhe passar uma carraspana daquelas, tal como fizera no Congresso quando um homenzinho chamado A-gri-pi-no ajeitou a bola para ela chutar em seu gol.
Contudo, bem treinada por Lula para lidar com essa gente, Dilma manteve a compostura. É uma Dilminha paz e amor, a que estamos vendo. E sabem por que ela e Lula têm tanta paciência, deixando respostas menos duras do que o adequado para políticos de seu partido com menos a perder? É que quem está indo bem numa campanha eleitoral não tem que comprar briga nem bater boca.
E ainda melhor quando se tem um belo e óbvio discurso para responder a uma acusação energúmena como a de que o partido dela tem relações com o narcotráfico internacional. “O Brasil não merece um debate desse nível”, disse Dilma. Na mosca. Quem se surpreendeu com a tática “indígena” do playboy carioca que detesta mendigos, certamente viu, na fala de Dilma, aquilo que queria dizer e não sabia como.
Alguém pode imaginar uma forma mais idiota de levantar um debate público? Coisa de moleque… Nem a imprensa tucana perdoou. De Dora Kramer (talvez a mais serrista colunista do Estadão) a Fernando de

sexta-feira, 9 de julho de 2010

PASSE BUROCRÁTIVO

TOSTÃO
Os dribles e os passes para a frente foram trocados pelo passe curto e para o lado.
O NÍVEL técnico da Copa está apenas razoável. Melhorou nos últimos jogos.
É mais uma Copa do Mundo, mais ainda que as anteriores, do passe burocrático, seguro, tecnicamente correto, para o lado, curto, com a parte interna do pé (de chapa), com a finalidade de manter a posse de bola.
O time perde a bola, recua para o seu campo e espera o outro para contra-atacar. Quem tem a bola não quer entregá-la. Toca para um lado, para o outro, até alguém errar o passe. Como o time que recupera a bola está muito recuado e só com um jogador na frente, são raros os contra-ataques.
A única seleção que marca por pressão é a Espanha. Quando a Alemanha recuperava a bola na sua intermediária, não conseguia tocá-la ou chegar à frente, porque a Espanha, em vez de recuar, como fazem as outras seleções, pressionava o jogador da Alemanha que estava com a bola. A Espanha, como o Barcelona, foge do padrão globalizado.
Estão cada vez mais raros os passes longos, rápidos, para a frente, entre os zagueiros, nos pequenos espaços, e também os passes de curva, de trivela, de rosca, em que a bola contorna o corpo do adversário para chegar ao companheiro.
O passe longo, de uma lateral à outra, também está diminuindo. Sneijder é ótimo nesses lançamentos. Felipe Melo também fez isso bem, até fazer o que melhor sabe -pisar no adversário caído no chão.
O drible de corpo, a finta, o drible em que o jogador vai para um lado e, depois, vai para o outro, o elástico e todos os tipos de dribles são cada vez menos frequentes. O que ainda mais se vê é o atleta, na lateral do campo, jogar a bola na frente para pegá-la. É mais um lance de velocidade, de força física, do que um verdadeiro drible.
No futuro, o drible vai ser tão raro que poderá ser considerado uma falta, uma atitude antiética.
O atual momento me lembra o da Copa de 1990, quando a vitória valia dois pontos.
Um time esperava o outro, e nada acontecia. O empate era bom. Os jogos eram chatos e com poucos gols. Foi a menor média de gols de todas as Copas do Mundo (2,21).
A atual é quase igual, a segunda menor média (2,24). Após a Copa do Mundo de 1990, a Fifa mudou a regra, e a vitória passou a valer três pontos. Isso levantou o futebol. Agora, houve uma acomodação. É preciso fazer alguma coisa.