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terça-feira, 23 de agosto de 2011

PREÇOS, O ABSURDO BRASILEIRO

Martha Beck e Paulo Justus, de O GloboQuem é brasileiro sabe e sente no bolso: o país é um dos mais caros do mundo quando se trata de preços de itens como energia elétrica, combustíveis e passagens aéreas. Se o Brasil participasse de uma Olimpíada que premiasse os países com os maiores custos, certamente estaria entre os medalhistas nessas modalidades. A valorização do real está entre os principais fatores recentes que levaram ao aumento dos custos na comparação com outros países nos últimos anos.
Um setor aéreo concentrado e com entraves à concorrência faz com que o Brasil seja hoje o país com as passagens aéreas mais caras do mundo entre os grandes mercados. Levantamento preparado para o GLOBO pela consultoria econômica MicroAnalysis mostra que o quilômetro percorrido de avião nas rotas mais movimentadas - como Rio-São Paulo ou São Paulo-Brasília - custa, em média, US$ 0,36 nos horários de pico (de 6h às 9h e de 18h às 21h). Trata-se de uma tarifa 227% mais cara do que nos Estados Unidos, onde esse valor é de US$ 0,11. Ou 157% maior do que na Europa, onde sai por
US$ 0,14.Segundo o levantamento, a tarifa no trecho São Paulo-Brasília, por exemplo, que representa uma distância de 1.015 quilômetros, custa, em média, US$ 378,37. O valor é quase três vezes maior do que uma tarifa no trecho Nova York-Chicago, que é de US$ 144 e representa uma distância de 1.149 quilômetros. Ainda de acordo com a pesquisa, o trecho Berlim-Paris (1.094 quilômetros), custa US$ 200. Neste caso, a passagem brasileira é quase duas vezes mais cara.
- Quando comparada com outros lugares do mundo, a tarifa brasileira é muito elevada - afirma Cleveland Prates, sócio-diretor da MicroAnalysis e ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O trabalho da consultoria faz também um levantamento das tarifas para um passageiro que busca uma passagem para embarque no próprio dia em horário de pico. Neste caso, o preço do quilômetro no Brasil é de US$2,41 e só perde para o Canadá, US$ 2,83. Nos Estados Unidos, o valor é de US$ 0,45 e na Argentina, de US$ 0,48. Procurado, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) não comentou o estudo.
Segundo a Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace), o país tem hoje o terceiro maior custo de energia elétrica para a indústria no mundo, atrás apenas de Itália e Eslováquia. O ranking, elaborado pela Abrace com dados de 2010, analisou custos de 26 países.
- O Brasil vive uma situação curiosa: embora esteja em condição geográfica única no mundo para ter energia barata e renovável, tem uma energia das mais caras do mundo. Isso ocorre por causa de encargos e ineficiências no sistema - diz Paulo Pedrosa, presidente da Abrace.
Outro estudo, sobre o custo da energia residencial, também coloca o Brasil na terceira posição, atrás de Alemanha e Áustria. O levantamento, feito pela Trevisan Escola de Negócios com 17 países, considerou o gasto de uma família que consome 300 quilowatt-hora por mês.
A conta de luz paga anualmente pela família brasileira ficou em US$ 914, contra US$ 1.108,8 na Alemanha e US$ 918 na Áustria. O valor está bem distante dos gastos anuais americanos (US$ 478,8) e mexicanos (US$ 295,2) que tiveram os menores preços da amostra.
A renovação a partir de 2015 de parte das concessões do setor elétrico, que conta com contratos de mais de 50 anos, é a grande esperança para reduzir o valor da conta de luz dos brasileiros. Segundo estimativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), os novos leilões poderiam cortar o valor médio do megawatt-hora de R$ 90 para até R$ 20, porque os novos contratos já não incluiriam mais a amortização dos investimentos para a construção das usinas, mas apenas os gastos com manutenção.
- Na hidrelétrica, que responde pela maior parte da energia gerada no país, o que é caro é o investimento. Quem entrar nos novos leilões não vai mais contabilizar o investimento, só o custo de operação e manutenção - diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp.
O custo dos combustíveis também está entre os maiores do mundo. De acordo com levantamento da Sociedade Alemã para a Cooperação Internacional (GIZ, na sigla em alemão), feito em novembro de 2010, o Brasil tem a segunda gasolina mais cara das Américas, cotada a US$ 1,58 o litro. O país só perde para Cuba (US$ 1,72/litro), que em setembro do ano passado decretou uma alta de 18% no combustível por causa da instabilidade do preço do petróleo.
O Brasil é o único país entre os Bric que está na categoria de países com a gasolina mais cara do mundo, dentre as quatro classificações da GIZ. São economias em que o preço do litro do combustível custa entre US$ 1,47 e US$ 2,54 o litro. Na Índia, a gasolina saiu por US$ 1,45, contra US$ 1,11 na China e US$ 0,84 na Rússia.
A situação é semelhante com o diesel brasileiro, que é também o mais caro entre os Brics e o terceiro mais caro das Américas, cotado a US$ 1,14 o litro, atrás de Uruguai e Cuba. Entre os quatro grupos de países classificados de acordo com a faixa de preço pela GIZ, o Brasil está em segundo lugar, na faixa que tem preço entre US$ 0,85 e US$ 1,36 o litro, por causa de impostos.
Na telefonia, o Brasil fica na posição intermediária, na 53ª entre os 161 países que tiveram a cesta de serviços básicos de telefonia fixa analisada pela União Internacional de Telecomunicações (UIT). Apesar disso, o valor da cesta no país, de US$ 13,43, é superior à média de todos os países (US$ 12) e também o mais alto entre os Brics. Para a análise, a UIT se baseou no valor cobrado em 2009 para uma cesta de serviços de telefonia fixa composta pela assinatura e 30 chamadas locais de três minutos cada, sendo 15 em horário de tarifa reduzida.
Os preços de banda larga também mostram o Brasil como o mais caro entre os Brics. O país é o 97º mais caro entre 161 países analisados no mundo, com valor de US$ 28,033 pela assinatura básica de internet, com 1 gigabyte incluído. Na banda larga, o Brasil fica abaixo da média de todos os países (US$74,15),
distorcida pelos altos preços de países como a República Centro Africana, em que o plano básico custa US$ 1.329,49.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

FUSÃO SADIA E A PERDIGÃO

Cade aprova fusão, mas Brasil Foods terá que abrir mão de fábricas.

Foto

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou hoje a fusão entre a Sadia e a Perdigão, anunciada há dois amos.
O conselheiro Carlos Ragazzo, relator do processo, votou contra o negócio, assim como fez em junho, quando o julgamento foi iniciado.
Segundo ele, a criação da Brasil Foods é prejudicial à concorrência e traria prejuízos ao consumidor.
Pelo acordo aprovado hoje, a empresa é obrigada a vender fábricas e abatedouros e suspender a venda de produtos da Perdigão e Batavo.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

247 – O empresário Abilio Diniz está causando, como diz a gíria. Causando constrangimento dentro do governo federal e, ao mesmo tempo, despertando críticas furiosas na própria base parlamentar da presidente Dilma Rousseff.
A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou hoje dois requerimentos convidando o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a participarem de audiência pública para discutir a fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour. A intenção de se fechar um negócio no setor de supermercados foi confirmada ontem pelas empresas.
Os requerimentos precisam ainda ser votados, o que deve ocorrer na próxima reunião, prevista para terça-feira, quando ocorrerá audiência pública sobre a fusão entre Sadia e Perdigão com representantes da empresa e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
À tarde, em meio à reverberação de sua proposta de criação de um conglomerado que abarcaria sob uma mesma bandeira, de uma só vez, quase 40% do setor supermercadista do País, Abilio compareceu à reunião da Câmara de Política de Gestão, Desenvolvimento e Competitividade. Parecia, para ele, cuja jogada para fundir o Pão de Açúcar com o Carrefour abalou até mesmo o movimento normal da Bolsa de Valores de São Paulo, que nada estava acontecendo. Mas estava. Em lugar de comentar a presença do empresário como algo natural no encontro que ela própria presidiu, a ministra chefe do Gabinete Civil, Gleisi Hoffmann, tratou, diante dos repórteres que cobrem o Palácio do Planalto, de afastar qualquer proximidade com Abilio. “Foi uma enorme coincidência”, resumiu. Em seguida, passou a defender o governo quanto frente à manobra do empresário. Segundo ela, o tema não foi tratado na reunião à portas fechadas da Câmara de Gestão. Para ela, a questão é de "enquadramento" e "não tem dinheiro público, nem do FGTS, nem do Tesouro". "É dinheiro do BNDESpar", afirmou.
O visível constrangimento da ministra Gleisi pela presença de Abilio em Brasília é compreensível. A proposta de fundir os dois maiores conglomerados supermercadistas do País tem, na raiz, o apoio financeiro do BNDES. O banco estatal de investimento demonstrou disposição de enfiar nada menos que “dois bilhões de euros”, conforme os termos empregados hoje em nota oficial da instituição, para ajudar o empresário em sua manobra de passar por cima da vontade de seus sócios franceses do grupo Casino. Ou melhor, viabilizarm mais que ajudar. Afinal, a quantia que o BNDES está disposto a, digamos, investir corresponde a nada menos que 85% do valor total estimado para ser entregue ao Carrefour. Em contrapartida, o banco estatal, de acordo com a proposta divulgada na sede do privado BTG Pactual, na terça, em São Paulo, ficaria com algo como 9% do novo negócio. Isso mesmo: 85% do dinheiro para 9% do resultado da compra.
“O BNDES está jogando, com esse negócio, dinheiro fora, pelo buraco”, afirmou ao 247 o senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que pertence à base de apoio do governo Dilma. “O banco tem de investir em empresas que irão gerar empresas e não, como nesse caso, num conglomerado a ser criado que irá cortar postos de trabalho”. Juntos, Pão de Açúcar e Carrefour, sob a gestão de Abilio Diniz, controlariam nada menos que 2,2 mil pontos de venda de alimentos, com atuais 214 mil funcionários. Enquanto os fornecedores temem, desde já, enfrentar esse poderia, os sindicatos receiam cortes na mão de obra. O público consumidor, por seu lado, teria menos opções para comprar, o que costuma resultar em elevação de preços. “O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) tem de vetar esse negócio, Abilio Diniz, se quiser, terá de se virar sozinho”.
Pela oposição, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) assinalou ao 247 que não existe interesse público no negócio, apenas o empresarial. “É sempre a mesma coisa. Quase setenta por cento dos recursos do BNDES são canalizados para as grandes empresas, e apenas 27,9% vão para as pequenas e médias empresas, que é onde estão os empregos que deveriam ser fomentados pelo BNDES”, disse o senador em plenário. “O ministro (da Ciência e Tecnologia) Aloizio Mercadante veio dizer aqui ontem dizer que faltam recursos para financiar ciência e tecnologia no Brasil. Esse dinheiro está sendo jogado fora”, completou.
Para tratar das manobras de Abilio Diniz, o grupo Casino, seu sócio no Pão de Açúcar e que não quer aceitar a proposta, contratou um dos melhores criminalistas do Brasil, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, para cuidar das estripulias comerciais de Abilio. “Sinto que há um cheiro de golpe de Estado sobre a vida corporativa”, disse o advogado, hoje, ao Brasil 247. Foi uma referência velada ao movimento de apoio dado ao BNDES para o monopólio que o empresário sonha formar.

sexta-feira, 4 de março de 2011

BLOG DO DENI MENEZES - O repóter de oito Copas do Mundo.

Bruno Meneghel, ex-Flamengo e Resende, marcou dois na goleada (6 a 0) de ontem à noite sobre o Trem (Amapá) e o Nautico será o adversário do Bangu na próxima fase da Copa do Brasdil.
Ronaldinho desfila no bloco Samba, Amor e Paixão, segunda-feira, saindo às 15 horas do Posto 5 na Barra da Tijuca. Antes, será o rei do Vermelho e Preto, o baile do Flamengo no Monte Líbano.

André Lima e Borges fizeram os gols da vitória (2 a 0) do Grêmio sobre o León Huánaco (Peru), ontem à noite, diante de 30 mil torcedores, no Estádio Olímpico pela Copa Libertadores.
Fernando Furlan, presidente do Cade – Conselho Administrativo de Defesa Econômica – não vai intervir nas negociações entre TVs e clubes pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro:
“Todos os acordos estão sendo bem cumpridos”.
Giovanni Luigi, presidente do Internacional de Porto Alegre, resumiu com sinceridade: “Não temos condições para fazer as obras do estádio com recursos próprios e não queremos comprometer as finanças do clube”. O valor inicial calculado de R$ 130 milhões já passou para mais de R$ 200 milhões.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

PAINEL FC

EDUARDO OHATA E BERNARDO ITRI
Desigual.
O Cade deverá pedir ao Clube dos 13 uma alteração no edital pelos direitos de transmissão. O problema é que a Globo é beneficiada na concorrência. Pelo edital, a emissora tem vantagem de 10% aplicados sobre o valor das propostas das concorrentes, o que é visto pelo Cade como se estivesse dando preferência a uma concorrente. Deverá ser pedido, então, a exclusão deste item para que todos tenham direitos iguais.

A sós. Gente com trânsito na Globo diz que, de alguma forma, será divulgada até segunda uma conclamação para que os clubes negociem diretamente com a emissora.
Morde... Segundo gente envolvida na luta pelos direitos de TV, Andres Sanchez recebeu esta semana o presidente da Record, Alexandre Raposo, no Parque São Jorge.
...assopra. O convite do corintiano, dizem, foi para ele confirmar seu apoio à Globo, pela amizade que tem com Ricardo Teixeira, mas também para dizer que não quer romper com a Record.
Calo. A declaração de Fábio Koff elogiando o ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo irritou a cúpula palmeirense, que ainda não havia se manifestado publicamente sobre o imbróglio no C13. Agora, existe pressão para que Arnaldo Tirone anuncie a saída do clube da entidade.
Lucrando. O Palmeiras fechou patrocínio pontual para o clássico contra o São Paulo. A Tenys Pé estampará sua marca na barra da camisa. O valor do patrocínio é de cerca de R$ 250 mil.
Avalizado. Em reunião do Conselho do São Paulo, ontem, foi aprovada a candidatura de Juvenal Juvêncio à reeleição. Dos 158 votantes presentes, 140 votaram a favor de Juvenal, e 18, contra. Para valer juridicamente, a reforma no estatuto terá de ser analisada e aprovada por três desembargadores.
Dois lados. Marco Aurélio Cunha, que havia afirmado ser contra a reeleição de Juvenal, votou a favor. E o oposicionista mais atuante, Aurélio Miguel, foi vaiado após a votação, quando gritava dizendo estar acontecendo um golpe no clube.
Sem definição. O estafe de Ganso saiu da reunião sobre a renovação do contrato prevendo mais uma novela para o desfecho. Dizem que a reunião foi "nota 5" e que há muito a se discutir. Datam o fechamento do contrato para daqui a um mês.
Atuante. Ex-jogador e secretário de Esportes de São Sebastião, Wladimir se encontrou ontem com Jorge Pagura, secretário de Esportes do de São Paulo. A reunião foi para alinhar projetos da cidade com o Estado.
DIVIDIDA
"Ele quis vender seu voto ao Nesi Curi para ter um consultório dentro do Corinthians"
MANOEL EVANGELISTA
conselheiro do clube, sobre Marcílio Dias, que criticou a gestão de Andres Sanchez.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

BOTAFOGO CAI FORA . . .

E Flamengo faltará à reunião do Clube dos 13.

Esta na coluna “Outro Canal”, da Folha de S.Paulo de hoje, assinada pela jornalista Keila Jimenez:
Lupa  - Ministério Público e Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) prometem ficar de olho na licitação dos direitos de transmissão do Brasileirão. Após um longo processo, o Cade determinou em 2010 a extinção da cláusula de preferência da Globo na compra do campeonato com o Clube dos 13. O não cumprimento resultaria em uma multa de R$ 800 milhões.
Lupa 2  - No Cade há o entendimento que se a nova licitação ferir a livre concorrência, o processo pode ser reaberto, e a multa -hoje na casa dos R$ 2 bilhões- aplicada.
O blog pergunta: terá sido por isso que o Botafogo acaba de informar que saiu da comissão que negocia os direitos dos três próximos Brasileirões?
Não deve ser, porque ontem participou normalmente da reunião com seu representante Sérgio Landau e aprovou os termos da licitação que será apresentada hoje aos demais membros da entidade.
Certamente tem mais caroço neste angu.
Mas a carta do Glorioso não informa o motivo, apenas renuncia.
Não custa lembrar que o Botafogo votou em Kléber Leite contra Fábio Koff.
Se não bastasse, o Flamengo, que seria representado por Hélio Ferraz,  seu vice-presidente, na reunião de hoje do Clube dos 13, não virá a São Paulo.

CADE - É SIM OU NÃO . . .


O Cade permitirá que os clubes negociem os direitos de transmissão do Brasileirão individualmente?

Por Lauro Jardim, da Coluna Radar  - na Revista Veja.
O racha no Clube dos 13 lançou no ar uma grande interrogação sobre o que o Cade pensa disso tudo. No ano passado, o Cade obrigou o Clube dos 13 a seguir uma série de regras para a concorrência pelas transmissões do Brasileirão, encerrando um processo qeu se arrastava há 13 anos. Entre as novas obrigações, estavam o fim do direito de preferência que a Globo posuía, a insituição de um perocesso transparente e aberto a todos os que quisesem, concorrer e dividido em Tvaberta, fechada, pay per view etc.
Apesar da aposta da Record e do Clube dos 13 de que os clubes de futebol estão obrigados a seguir o acordo assinado no ano passado o assunto produz dúvidas no Cade.
Conselheiros do Cade ponderam que o acerto foi feito com o Clube dos 13 e, por isso, um novo processo poderá ter que ser aberto caso acordos individuais entre os times e as emissoras gerarem riscos à concorrência. Em resumo, os clubes poderiam sim negociar os direitos individualmente, por mais confuso que isso pareça.
Nesse caso, no entanto, a SDE poderia tomar uma medida cautelar para suspender as cláusulas contratuais que prejudiquem a concorrência. Clubes e emissoras de tevê teriam direito a recorrer da liminar ao Cade.
Mesmo assim, também não há consenso se os acordos individuais entre clubes e emissoras seriam anticompetitivos. Segundo integrantes do Cade, essas negociações poderiam desde estimular a concorrência a até, num cenário extremo e improvável, inviabilizar as transmissões da maioria dos jogos de futebol.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Apoiador de Dilma deve ser indicado para o Cade.
MÁRIO SÉRGIO LIMA, LORENNA RODRIGUES.
O governo indicará na próxima semana três novos nomes para o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), tribunal pelo qual passam os maiores casos de fusões e aquisições de empresas no país.
Um dos favoritos, Alessandro Octaviani, advogado e professor da Faculdade de Direito da USP, foi um dos signatários de um manifesto de juristas em apoio ao governo Lula e participou de ato em prol da candidatura da presidente Dilma Rousseff no Largo São Francisco.
Nos bastidores, seu nome é dado como certo, uma sugestão do conselheiro Vinícius de Carvalho que assumirá a SDE (Secretaria de Direito Econômico), referendada pelo ministro José Eduardo Cardozo (Justiça).
Carvalho e Octaviani foram colegas de graduação no Largo São Francisco.
Apesar de ter passado pelo programa de intercâmbio do Cade, Octaviani é visto com ressalvas por advogados com trânsito no conselho, pela escassa atuação em defesa da concorrência.
Editoria de Arte/Folhapress

Ele é um especialista nas obras do marxista italiano Antonio Gramsci (1891-1937) e tanto sua dissertação de mestrado quanto a de doutorado remetem às obras do cientista político.
Procurado pela reportagem, Octaviani não foi encontrado.
PRESIDÊNCIA.
A presidência do Cade deve ficar com o conselheiro Fernando de Magalhães Furlan, que ocupa o posto interinamente desde a saída do antigo titular, Arthur Badin, em novembro passado.
Ele deve permanecer no posto até pelo menos o fim de seu mandato, em janeiro de 2012 há uma controvérsia jurídica sobre se o conselheiro, que está no segundo mandato, poderia ser indicado mais uma vez à presidência.
A indicação de Octaviani ficará na cota do Ministério da Justiça. Já o ex-conselheiro César Mattos, cujo mandato venceu em novembro passado, deve ser reconduzido.
Mattos deverá ser indicado pelo Ministério da Fazenda. A Casa Civil indicará um terceiro nome.
Nos bastidores, é citada ainda Paula Forgioni, especialista na área e ligada a Eros Grau, ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Ela poderia ser indicada após a saída de Furlan para a presidência do conselho.
Também se fala do ex-conselheiro Ricardo Cueva, mas ele deve ir para o STJ (Superior Tribunal de Justiça).
O Cade atua com quorum mínimo de cinco conselheiros desde novembro, sendo que Carvalho já despacha na SDE, apesar de a interina, Ana Maria Mello Netto, responder pela secretaria enquanto sua nomeação não é oficializada.
Casos importantes não podem ser julgados porque um dos conselheiros se declarou impedido e não há quorum.

sábado, 23 de outubro de 2010

ESPORTE OU BUSINESS II

O CADE deveria proibir as exclusivas com isto impediria o monopólio da Corte do Cosme Velho. Além de tomar posição pelo fracionamento do pacote, jogos aos domingos, jogos aos sábados, jogos pela teve fechada, internet, etc.
A queda da Corte do Cosme Velho parece que começa a se delinear no horizonte. Com a vitória de Dilma Rousseff no dia 31 podemos começar a campanha pela nossa "Ley de Medios", para quebrar de vez a prepotência da Corte do Cosme Velho e mostrar para ela que ela deve viver num mundo de concorrências.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

GÁS

Guerra no Cade.
Deverá entrar para a história do Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade) o julgamento, quarta (1º), da White Martins e outras cinco empresas, acusadas de formação de cartel de gases industriais, medicinais etc. A White Martins é defendida por 150 advogados.

O Superior Tribunal de Justiça decidiu nesta segunda (30) que a viúva do ex-presidente João Goulart, Maria Thereza Fontella Goulart, receberá o pagamento de indenização retroativa pela anistia política do marido falecido. Em março de 2009, a Comissão de Anistia liberou uma indenização de R$ R$ 5.425 por mês, retroativos ao período em que o processo tramitou, de setembro de 1999 a novembro de 2008. A viúva já recebe a pensão mensal, mas não quis parcelar o valor retroativo e entrou com uma ação na Justiça. Em 2008, essa indenização somava R$ 643.947,50, valor que será corrigido. Com base em decisão anterior do Supremo Tribunal Federal, a relatora da ação, ministra Eliana Calmon, entendeu que há direito 'líquido e certo" ao recebimento integral da indenização, "uma vez demonstrada a existência de crédito específico para o pagamento de retroativos". A União ainda pode recorrer da decisão

quinta-feira, 29 de julho de 2010

CONTROLE NACIONAL

Acordo Oi/PT pode custar R$ 1 bi a governo.
BNDES e fundos de pensão devem colocar mais capital na Oi para manter participação no bloco de controle.
Lula rebate críticos de que governo interferiu no negócio, mas diz que empresa continuará a ser "brasileira da Silva"
SIMONE IGLESIAS, VALDO CRUZ
BNDES e fundos de pensão sócios da Oi podem entrar com R$ 1,1 bilhão nos futuros aumentos de capital da empresa para manter inalterada sua participação no bloco de controle da tele, que ontem anunciou a entrada na sociedade da Portugal Telecom.
A avaliação é de analistas de mercado, com base nas informações divulgadas ontem pelas empresas oficializando as negociações. Concluídas, a Portugal Telecom terá 22,4% da Oi e investirá na empresa R$ 8,4 bilhões.
Hoje, os grupos Andrade Gutierrez e La Fonte detêm 19,33% cada um da empresa.
Como contrapartida, a Oi terá 10% do capital da PT. Além disso, segundo a Folha apurou, o presidente Lula disse, em conversas com sua equipe, que o BNDES participará da operação para viabilizar a entrada da PT na Oi e, ao mesmo tempo, garantir que a empresa siga sob controle de empresas nacionais.
Essa foi, por sinal, a condição imposta por Lula nas negociações para que a operação fosse fechada. A Portugal Telecom chegou a manifestar seu desejo de comprar o controle da empresa, mas acabou aceitando entrar como minoritária diante das resistências do presidente.
Em comunicado ao mercado, a La Fonte informou que, fechada a operação com a Portugal Telecom, nem ela nem a Andrade Gutierrez poderão vender suas participações na Oi durante um prazo de cinco anos. Depois, terão de dar preferências aos atuais acionistas se decidirem sair da sociedade.
Na avaliação do governo, permitir a desnacionalização da Oi, depois de estimular sua criação sob a

quarta-feira, 28 de abril de 2010

CIMENTO VOTORANTIM.

Votorantim anuncia mais 8 fábricas.
Fabricante de cimentos vai investir R$ 2,5 bilhões nas novas unidades e prevê aumentar capacidade de produção em cerca de 55%
De olho na demanda criada pelo programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida, pela expansão do setor produtivo e por grandes projetos de infraestrutura, como a Hidrelétrica de Belo Monte, a Votorantim Cimentos anunciou ontem a construção de oito novas fábricas no País, ao custo de R$ 2,5 bilhões
Com o anúncio, a empresa completa a destinação de seu plano de investimentos de R$ 5 bilhões para o período entre 2007 e 2013, que inclui nove fábricas já em operação e outras cinco atualmente em construção. De acordo com o presidente da Votorantim Cimentos, Walter Schalka, o anúncio de um aumento no volume de investimentos até 2013 não está descartado.
Quando as oito fábricas anunciadas ontem estiverem prontas, a Votorantim terá 35 unidades produtivas no Brasil. A capacidade produtiva da companhia, hoje de 27 milhões de toneladas de cimento por ano, vai subir cerca de 55% em pouco mais de três anos, atingindo 42 milhões de toneladas ao fim de 2013.
A expansão contemplará sete Estados: Maranhão, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Ceará, Bahia e Pará – o último receberá duas novas fábricas de cimento. A expectativa é que os projetos gerem cerca de 7 mil novos empregos. As unidades de menor porte, de 750 mil toneladas ao ano, localizadas no Ceará e no Maranhão, devem entrar em operação no ano que vem. As indústrias de maior capacidade (2 milhões de toneladas), em Goiás e Paraná, começam a funcionar em 2012.
Expectativas. Schalka diz que a expectativa de crescimento da demanda pelo produto no Brasil para este ano é de 10%. Se a perspectiva se confirmar, o consumo per capita de cimento no País subiria de 280 quilos para 310 quilos por ano. Para os anos seguintes, o executivo prevê que a expansão acompanhe o crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB), projetado em cerca de 5%. A Votorantim concentra atualmente 40% do mercado de cimento no Brasil. Nos 12 meses encerrados em março, o País produziu 53 milhões de toneladas do produto, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).
O executivo explica que os investimentos da Votorantim em novas unidades produtivas superam a expectativa de alta da demanda por cimento nos próximos anos. Segundo ele, a ideia é que a empresa esteja preparada para uma eventual surpresa positiva. Se o crescimento for em linha com o esperado, Schalka diz que a capacidade da companhia deverá ser de 15% a 20% superior ao consumo interno. Atualmente, a “folga” é mais apertada, calculada entre 5% e 10% acima da demanda.
O executivo diz que uma condição para a instalação das oito novas fábricas foi a garantia de que a demanda de energia dos projetos fosse atendida. Ele ressalta, no entanto, que a companhia produz atualmente cerca de 60% da energia elétrica que consome. A empresa, que participa de instituições internacionais voltadas ao desenvolvimento sustentável, usa matérias-primas alternativas para abastecer algumas de suas unidades: em Porto Velho, pneus são usados como combustível; no Pará, há o aproveitamento de resíduos de castanha; em São Paulo, há a queima de lixo doméstico.
Brasil vs. exterior. O executivo lembra que as quase 10 milhões de toneladas de cimento a serem produzidas pelas oito novas fábricas da Votorantim Cimentos vão mais do que compensar a perda de produção representada pelo repasse de três unidades brasileiras à francesa Lafarge, que têm capacidade total estimada em 2 milhões de toneladas por ano. Para crescer no mercado brasileiro, a Lafarge fez uma “permuta” com a empresa brasileira em fevereiro deste ano: trocou sua participação na cimenteira portuguesa Cimpor pelo aumento de capacidade no mercado local.
Nesta quinta-feira, Schalka deve assumir uma das duas cadeiras da Votorantim na Cimpor. Entretanto, por determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a empresa fica proibida, ao menos por enquanto, de opinar sobre o destino das 5,5 milhões de toneladas de cimento produzidas pela Cimpor no Brasil. “Toda a vez que uma decisão sobre o Brasil for tomada, a Votorantim e a Camargo Corrêa vão sair da sala.”