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sábado, 18 de fevereiro de 2012

CBF terá de pagar R$ 8,2 mi à Coca-Cola.
Em uma decisão judicial publicada no início do mês, o juiz da 41ª Vara Cível da Comarca do Rio de Janeiro ordenou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) quitasse um débito de R$ 8,2 milhões com a Coca-Cola por quebra de contrato. A gigante do ramo de bebidas era patrocinadora da seleção brasileira até 2001, com contrato válido até o ano seguinte. Antes do fim do compromisso, a CBF recebeu uma proposta milionária da Ambev, rival da Coca, e decidiu romper o contrato unilateralmente. A antiga patrocinadora não se conformou e levou a briga para a Justiça, pedindo R$ 12,7 milhões pela rescisão. Em 2008, a Coca-Cola ganhou em primeira instância e conseguiu o bloqueio de cerca de R$ 15 milhões das contas da CBF.

sábado, 5 de março de 2011

INVESTIMENTO PUBLICITÁRIO EM LULA

Sai barato.
Ana Paula Grabois e Adriana Mattos, do Valor Econômico.Saiu barato para o grupo coreano LG os R$ 200 mil pagos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a sua primeira palestra após deixar o cargo. Fabricante de televisões, celulares, computadores e eletrodomésticos, o grupo contratou Lula para falar na quarta-feira sobre a economia brasileira a clientes do setor de varejo em um centro de convenções de São Paulo.
Lula e a LG foram notícia e apareceram em jornais, sites, TVs e rádios de todo o país. Somente para se ter uma ideia da economia em publicidade, a exposição por 30 segundos no intervalo do “Jornal Nacional”, da TV Globo, foi de R$ 570 mil por 3 inserções semanais em 2010, de acordo com um anunciante ouvido pelo Valor.
A LG disputa mercado com a Samsung, um dos principais anunciantes do Big Brother Brasil (BBB) 11. No contrato de merchandising, a Samsung paga de R$ 1,2 milhão a R$ 1,4 milhão por três a quatro inserções semanais.
No meio publicitário, a estratégia foi considerada uma boa sacada. “Quem dera ter pensado nisso antes”, comentou o presidente de uma agência paulista. “Eles conseguiram atrair uma simpatia generalizada em relação à marca e por um valor irrisório. Conseguiram o destaque e ainda geraram um “buzz” altíssimo”, afirmou Eduardo Tomiya, sócio diretor da BrandAnalytics. Na linguagem dos executivos de marketing, buzz é o barulho criado em torno de uma ação na mídia.
"Quem faz isso (expor a marca ao lado de uma figura pública), o faz intencionalmente, dentro de um planejamento claro. E não precisa se preocupar em manter, nos meses seguintes, esse barulho gerado com a ação. É tão barato que já foi obtido retorno imediato."O grupo LG é um dos líderes no mercado nacional das televisões de LCD, produto símbolo da nova classe média ascendente da era Lula. Somente em 2010, o faturamento do grupo aumentou 30% no país. Para este ano, o plano é expandir as vendas em 40% com faturamento previsto de R$ 7 bilhões.
O investimento de 2011 deve alcançar US$ 315 milhões em três novas fábricas. Duas serão na Zona Franca de Manaus, de painéis para TVS e de aparelhos de ar-condicionado. Em Paulínia (SP), a LG vai construir uma fábrica de eletrodomésticos de linha branca, como geladeiras e máquinas de lavar. Desde 1995 no Brasil, a companhia possui uma planta em Manaus e outras duas em Taubaté (SP)”.

domingo, 15 de agosto de 2010

MARKETING ESPORTIVO

Nizan, Ronaldo e a vez dos grandes do marketing.
O mercado de marketing esportivo, finalmente, se agita por conta da realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil nesta década. O publicitário Nizan Guanaes tornou-se sócio majoritário da Reunion. O atacante Ronaldo se associou ao grupo WPP para montar uma agência de marketing esportivo. O grupo frances Havas mapeia o mercado em busca de uma boa oportunidade de aquisição de uma agência para começar a atuar na área. A Octagon volta ao país, agora cuidando da conta de ativação do patrocínio da Ab-Inbev no futebol.
Mas o certo é que esse movimento era algo até certo ponto esperado (e um pouco tardio) por conta de o Brasil ter se tornado o foco do investimento no esporte pelos próximos seis anos, pelo menos.
Só que, num primeiro momento, os megaeventos farão também com que essas empresas busquem megaprojetos no país. Viveremos, pela próxima década, uma era de grandes ideias e muito dinheiro sendo investido no esporte. Esse mercado estará aberto apenas para esses gigantes. Se, até hoje, microempresas e algumas outras de médio porte dominaram os negócios no esporte brasileiro, agora chegou a vez de os grandes movimentarem ainda mais dinheiro.
A boa notícia é essa: a bola do marketing esportivo nunca esteve tão cheia. A má é que, a partir de 2017, ela vai murchar até encontrar seu ponto de equilíbrio, quando os grandes não serão tão grandes e os pequenos terão sido absorvidos.