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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

BARRIGA CHEIA

Chorando de barriga cheia. . .
Os Marajás do serviço público estão mesmo a fim de tumultuar a nação e fazer com que a mídia dê mais atenção à greve do que ao Julgamento do Mensalão. 
Estão achando pouco o que recebem... vão para a iniciativa privada receber um ou dois salários mínimos. 
Acham que trabalham correndo risco de vida, vão trabalhar como motoristas e cobradores do Brasil afora. 
Ou até ser bancários, onde estão sempre na mira dos bandidos. 
Já passou da hora dos legisladores, fazerem leis mais duras para esse tipo de anarquia que está tomando conta do país.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012


O cabo do Corpo de Bombeiros Benevenuto Daciolo, acusado de incitar a greve da corporação do Rio de Janeiro, foi solto nesta sexta (24). Ele foi beneficiado de habeas corpus que revogou o pedido de prisão preventiva. “A verdade toda será revelada. A minha luta é pela dignidade”, disse  Benevenuto. Ele estava preso no Grupamento Especial Prisional, em São Cristóvão. Seu advogado, Raul Lins e Silva, explicou que um erro de digitação no alvará de soltura fez com que o cabo continuasse preso, mesmo depois que os demais líderes foram liberados. “Essa prisão foi totalmente desproporcional. Você não pode manter bombeiros militares em presídios de segurança máxima sob um regime disciplinar diferenciado”, afirmou Silva.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

PACATO CIDADÃO

Ao ver essa reportagem no PiG fiquei surpreso.
Não inverteu a realidade a serviço da tirania.
Com tantas mentiras e manipulações no PiG, hoje em dia assistir ou ler uma reportagem no PiG é um mergulho na escuridão dos neo-representantes do Brasil-Colônia-Capitania-escravagista.
Não era o caso nessa matéria.
Muito pelo contrário, resgatou-se um pouco o trabalho da verdadeira imprensa…
A autora foi corajosa.
Fez ciência jornalística. Foi cidadã.
O que é na realidade deveria ser apenas um dever, hoje é um raríssimo ato de heroísmo.
Faz-nos lembrar do caso heróico também de Maria Rita Kehl.
Quando todos defendam a jornalista sim e tenham na memória o seu exemplo de ato de coragem.
Concordo com vocês quanto a preocupação com a integridade física dos trabalhadores que lá estavam representando o grupo Globo, e como não houve agressão, confesso que gostei, pois os manifestantes expulsavam ali exatamente a gRobo e não os reporteres, até porque o resto da imprensa pôde trabalhar normalmente, como mostrou o video da Record, que apesar de pertencer à um dos maiores crápulas do mundo vem permitindo uma boa liberdade à seus profissionais de jornalismo no campo da política.
Quanto a matéria toda em si, é chover no molhado dizer que os que a massacram são os mesmos que bradam em favor da liberdade de imprensa quando se fala de regulação da mídia, eles só acreditam em regulação do jornalista, por eles é claro.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

OS MILITARES E A POLÍCA

O que está em jogo na mobilização dos policiais é muito mais do que a reivindicação dos corpos policiais - que pode ser justa, ou não – mas a própria estrutura do Estado Nacional, republicano e, de acordo com seus primeiros constituintes, federativo.
Uma das mais graves conseqüências do regime de 1964 foi a militarização do policiamento ostensivo e repressivo nos grandes centros urbanos do país. Admitia-se, no passado, que o policiamento em municípios do interior se fizesse com soldados da Polícia Militar, sempre subordinados às autoridades policiais civis – mas nas grandes cidades, outra era a situação. Nelas, e com eficiência que os mais velhos lembram, atuava a antiga Guarda Civil, que nada tinha a ver com as atuais guardas civis metropolitanas. Os guardas-civis andavam normalmente armados de cassetetes. Patrulhavam as ruas, a pé, eram sempre solícitos no atendimento das pessoas. A Polícia Militar, fora os oficiais e soldados destacados no interior, permanecia nos quartéis e só era acionada em momentos de grave perturbação da ordem pública, embora muitas vezes cometesse violência brutal contra manifestações de natureza política. No Rio de Janeiro, registre-se, havia a famosa Polícia Especial, notável pela sua brutalidade a serviço da “ordem pública”, quando sob as ordens de Felinto Muller.
O governo militar dissolveu os corpos civis de policiamento ostensivo, entre eles, a Guarda Civil, extinguiu as chamadas inspetorias de trânsito, formadas por servidores civis, especializados no assunto. Tratou-se de ruptura ditatorial do Pacto Federativo de 1891, que a Constituição de 1946, embora com perdas para os Estados, restaurara, depois da centralização do Estado Novo. Mas, até então – e durante todo o período republicano, incluído o período arbitrário de Vargas – a responsabilidade pelo policiamento era dos Estados, que o administravam conforme a sua autonomia federativa.
Ao militarizar o policiamento, o que convinha a uma ditadura de caráter militar, o regime de 1964 possibilitou duas coisas graves.  Uma delas foi o aumento da corrupção de parcelas das antigas forças públicas estaduais que, tendo pouco contato com a população urbana, e estando sob estrito comando civil, eram disso resguardadas. O resultado está aí, com policiais militares envolvidos com o tráfico de drogas e outras formas do crime organizado, assassinando juizes, criando milícias de pistoleiros e ameaçando o Estado de Direito. A segunda foi a de dar à polícia a falsa idéia de que a repressão ao crime e a manutenção da ordem pública são atos de guerra.  A Assembléia Nacional Constituinte de 1988 não teve a devida acuidade para restaurar o sistema anterior ao regime militar.
O caso nos obriga a refletir sobre a questão mais grave, que é a da Federação. O Congresso Nacional, se é que ainda somos uma república federativa, não pode legislar sobre a remuneração dos corpos policiais dos estados. Cada unidade da federação tem o direito e o dever de pagar a todos os seus servidores, incluídos os policiais militares e civis, de acordo com a realidade local. Para estabelecer seus vencimentos são ponderados muitos fatores, entre eles, o custo de vida, que difere de região para região em nosso país e, sobretudo, as receitas orçamentárias.
Enquanto o desenvolvimento do país permanecer desigual, desigual terá de ser a remuneração dos servidores estaduais. Podem argumentar que há corrupção nos governos estaduais e municipais – como, de resto, e infelizmente, há na União. Mas isso nada tem a ver com o princípio federativo.
A insurreição, iniciada na Bahia, começa a estender-se pelo país, com o movimento dos policiais do Rio de Janeiro. A opinião pública e o governo federal repudiam a greve, proibida pela Constituição em vigor. A PEC, que pretende equiparar os vencimentos dos policiais de todo o Brasil aos do Distrito Federal, contraria a cláusula pétrea da autonomia federativa. Ainda que não a contrariasse, não pode ser votada sob a ameaça dos grevistas. Os altos vencimentos dos policiais do Distrito Federal resultam de erro brutal dos constituintes de 1988, que deram plena autonomia política e administrativa à capital da República, transformando-a, de fato e de direito, em um estado como os outros - em agressão inominável à Federação. Sendo capital da União, a cidade deve estar a ela subordinada, e ser administrada pelo governo federal, como ocorre em qualquer federação.
Como, no desenho dessa autonomia, cabe ao governo federal assumir os gastos com a segurança do Distrito Federal, os governadores – que não passam de prefeitos municipais – e os mal chamados “deputados distritais”, que não deveriam ter prerrogativas maiores do que têm os vereadores de qualquer cidade brasileira – fazem cortesia com o chapéu alheio. Pagam os altos vencimentos que pagam, porque o dinheiro vem do Tesouro Nacional, e esses recursos procedem dos brasileiros de todos os Estados, por meio dos impostos que recolhem. Trata-se de uma espoliação institucionalizada.
Enfim, o que está em jogo é muito mais do que a reivindicação dos corpos policiais - que pode ser justa, ou não – mas a própria estrutura do Estado Nacional, republicano e, de acordo com seus primeiros constituintes, federativo.

GREVE DA PM

CORRIDA DE BASTÃO

Cascata de greves. . .
Greve das polícias da Bahia, ameaçando evoluir para o Rio de Janeiro e outros Estados; greve em diversos canteiros de obras dos estádios da copa; ameaça de greve no sistema de transporte.
São as que tenho conhecimento.
Aí tem coisa, que tem tem!
Não é questão apenas de salário não.
Tomara que nosso horizonte não seja tão sombrio como está parecendo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

DESARMADOS

Por que a Síria, se temos a Bahia?
Devemos olhar nosso próprio Brasil, porque as emissoras de TV ficam horas mostrando a Síria , a bombas e os tiros, vamos ser bairristas, vamos mostrar a realidade da Bahia, a Policia Civil e a Policia Militar em greve, a população morrendo assassinada por meliantes, agora o nosso Exército vai entrar em guerra contra a Polícia de Salvador.
Vamos ter mortes, as TV's bem que poderia fazer um programa somente com a Bahia, o Governador não esta lá, deve ainda estar lá no Canadá com a Luiza.
Queremos saber se vai haver fuzilamento dos rebeldes em alguma parede do Pelourinho, as viúvas dos PMs irão desfilar na orla de Salvador?
Os Soldados do Exército vão usar roupas camufladas?
Questão de honra? Tá aí uma questão que não cabe políticos "negociando", se por um lado na política o jogo é das conveniências, nas negociações com doa militares baianos a queda de braço é moral! Os polícias que achando ter poder de fogo e intimidado; foram pegos na contramão por que tem mais poder de fogo.
O que não podemos enquanto população ficar no fogo cruzado destes políticos demagogos e polícias armados e com coletes a prova de bala, pois vitimados seremos nós...
Isto é o Brasil.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

BAHIA

GREVE NÃO SE FAZ CONTRA A CIDADANIA - O direito irrestrito à greve não dá a nenhuma categoria permissão para aliar-se a bandidos ou insuflar a criminalidade, fazendo do pânico e da insegurança da população uma carta manchada de sangue na mesa de negociações. Desde que um segmento da Polícia Militar do Estado decretou greve, na última terça-feira, instalou-se o caos, a morte e o medo na vida da população baiana. Em cinco dias de paralisação, cerca de 52 assassinatos foram registrados, ademais de uma explosão nas ocorrências de roubos, arrastões e saques. Policiais encapuzados atacaram o transporte coletivo; há suspeitas de cumplicidade com crimes e gangues que tem levado o pânico aos trabalhadores e às famílias. (Carta Maior; Domingo; 05/02/ 2012)