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domingo, 15 de julho de 2012

O FIM OU O COMEÇO?


Por Carlos Chagas.
Na, sexta-feira, 13, a pergunta que se fazia em Brasília era sobre   se a presente onda de greves é o fim de uma velha aventura retomada pelas centrais sindicais ou, ao contrário, se é o começo de uma nova.   Pode ser o último ataque de um exército posto na reserva depois da vitória  ou, no reverso da medalha,  a retomada de métodos que, no passado, eram desenvolvidos contra adversários, mas ironicamente, hoje, vem  sendo praticados contra aliados, ou melhor, contra o estado-maior que deveriam estar protegendo.
Traduzindo: as centrais sindicais, estimuladas pelo PT, voltam a desencadear movimentos grevistas no serviço público federal, claro que aproveitando-se de reivindicações justas e de situações inadmissíveis, como os salários de fome dos professores universitários. Preparam-se, a CUT, a Força Sindical e  penduricalhos, para instigar a paralisação nas atividades privadas, a começar pelos  metalúrgicos, já em agosto.
Estariam as entidades de trabalhadores saudosas da ação de anos atrás, quando acutilavam a ditadura através de greves variadas? Mas como justificar  adotarem  agora a mesma estratégia quando estão no poder aqueles precisamente levados por eles?
Suprema contradição, caso se prolongue, é assistir a CUT contribuindo para obturar a máquina pública  através do estímulo à  paralisação dos funcionários federais. Ou amanhã, a greve dos metalúrgicos, capaz de tornar ainda  mais críticas as dificuldades econômicas. 
É preciso  seguir adiante com o chavão popular: tem azeitona nessa empada. Não é de graça que as forças sindicais se prestam para conturbar a ação de um governo que ajudaram a criar. Fossem apenas as centrais e ainda se alegaria o arroubo juvenil de que estão contaminados seus velhos líderes. Mas tem  mais. Por trás dessa investida contra o governo do PT encontra-se o próprio PT.  Muitos de seus chefes  imaginaram  ocupar o governo Dilma como as hordas de Gengis Khan ocuparam metade do mundo.  Repelidos pela  própria natureza das coisas, tentam  desestabilizar a presidente, obrigando-a a ceder aos grevistas  em concessões impossíveis  ou, como alternativa, em ver paralisada parte de seu governo.
A hora seria de o Lula dar um basta na pantomima. Afinal, Dilma Rousseff foi sua criação. Durante oito anos ele conseguiu enquadrar as centrais, impedindo-as de atuar contra os objetivos por elas mesmo conquistados. Vão desfazer tudo?
Em suma, fica em aberto a resposta: estão terminando uma aventura ou começando outra?
A INVASÃO DAS GUIANAS.
Agora que por força de lei vem sendo divulgados documentos secretos e sigilosos do passado, seria bom que algum pesquisador buscasse conhecer os originais de patética instrução dada em 1961  pelo então presidente Jânio Quadros ao Estado Maior das Forças Armadas, no sentido de preparar a invasão das Guianas.   Porque a determinação existiu e foi feita por escrito. A megalomania daquele Hitler felizmente frustrado previa a busca de mais espaço vital para o Brasil... A desculpa era impedir a influência de Cuba na parte Norte do subcontinente.
Em nossa História, apenas D. João VI, ainda príncipe regente, ousou invadir a Guiana Francesa, forma de reagir a Napoleão,  que o havia expulsado da Europa. Por terra e pelo  mar, auxiliadas pela marinha inglesa, as tropas portuguesas tomaram Caiena e lá ficaram algum  tempo. 
Com  a derrota definitiva do corso e a prevalência da Santa Aliança, tivemos que devolver a Guiana à França de Luís XVIII. 
Uma lambança, que Jânio Quadros tentou repetir. 
Seria bom para a memória nacional obter a comprovação.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

COLUNA DO CLAUDIO HUMBERTO.
Planalto: acusação contra Pimentel é 'fogo amigo'
O Planalto já mapeou as denúncias de supostas irregularidades contra o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento Industrial) e concluiu que se trata de “fogo amigo”. As acusações seriam obra da ala xiita do PT-MG, do deputado estadual Rogério Correia, que se opôs à aliança PT-PSDB-PSB, vitoriosa na eleição municipal de Belo Horizonte, em 2008. Correia nega, atribuindo as denúncias ao PSDB de Aécio Neves.
Liderança incômoda.
Os xiitas do PT também estariam preocupados com pesquisas em que Fernando Pimentel lidera a corrida para o governo mineiro, em 2014.
Tráfico de influência.
Fernando Pimentel é acusado de “tráfico de influência” na prefeitura de BH, utilizando-se de sua empresa de consultoria.
Disfarça, disfarça.
O ministro Gilberto Carvalho disfarça a armação para fazer do assessor José Feijoo ministro do Trabalho. Agora diz que não abre mão dele.
Briga de pelegos.
Gilberto Carvalho, Feijoo e o PT do ABC queriam transferir da Força Sindical para a CUT o controle do Ministério do Trabalho. Recuaram.

sábado, 3 de dezembro de 2011

UMA NOVELA DE HORROR

Por Carlos Chagas.
Carlos Lupi foi beneficiado por uma suposta precipitação da Comissão de Ética, pois a presidente Dilma tomou conhecimento pela imprensa da recomendação para exonerá-lo. Por isso  a chefe do governo   não o demitiu na quinta-feira, porque  lhe será impossível  provar a inexistência de dupla contratação pela Câmara dos Deputados e pela Câmara de Vereadores do Rio. O acúmulo praticado no passado constitui crime.
É provável que segunda-feira Lupi deixará de ser ministro, mas garantir, ninguém garante. Essa novela de horror arrasta-se há um mês,  com capítulos dignos de ser assinados pelo Conde Drácula.
O PDT, como irá recuperar-se da evidência de haver participado de ONGs fajutas para receber dinheiro por serviços não prestados? De que maneira o partido se livrará da acusação de haver, no ministério do Trabalho, favorecido a Força Sindical e desprezado a CUT?  Nem se fala das manifestações de sua Executiva, solidarizando-se com  um ministro comprovadamente flagrado em irregularidades.
O que dizer da Comissão de Ética, que terá apressado seu parecer pela demissão de Lupi a pedido de um ministro com gabinete no palácio do Planalto? Seus integrantes surpreenderam a presidente Dilma conscientemente? Como reagiram quando surpreendidos por ela, que pediu para demonstrarem porque recomendaram a exoneração do ministro? Vão entregar os cargos, sentindo-se ofendidos? Por que empurraram a crise com a barriga, anunciando que se reunirão apenas em janeiro para cumprir a determinação presidencial?
Quanto à própria Dilma, será apenas para não aparecer como pautada pela mídia que protela a decisão final de despachar Lupi? Não se sustenta o argumento de que iria aguardar a reforma de janeiro  para  poder tirar o PDT do Trabalho. Tem prerrogativas para substituir ministros e ministérios o ano inteiro, sempre que quiser. Age assim para não desagradar o ex–presidente Lula, defensor da permanência do ministro? Ou ainda acredita que o seu ministro do Trabalho ainda poderá dar respostas satisfatórias   a tantas acusações?  Nenhum desses argumentos convence. Mais cedo ou  mais tarde ela precisará explicar, e não vai ser fácil.  Mesmo não tendo chegado ao povão, o desgaste  do governo e de sua chefe é evidente.
Sobre Carlos Lupi, pior fica a situação. Flagrado em malfeitos variados, faltou-lhe pudor para demitir-se.  Passou da arrogância à humildade e agora cultiva o silêncio, mas como deixar de perceber que perdeu todas as condições para continuar ministro?
Em suma, sai todo mundo mal. Sem esquecer quantos se aproveitam da situação para agressões descabidas contra a presidente, tentando tirar proveito político ou simplesmente expondo egos abomináveis. Fica o exemplo para quando alguém for montar um ministério:  não deve  aceitar nenhuma indicação do antecessor...
PREVISÕES.
É conhecida mas merece ser repetida a história da visita que o então governador Magalhães Pinto fez à vidente  dona Maria do Correio, em Araxá.  Estava acompanhado de José Aparecido de Oliveira, José Sarney,  Otto Lara Resende e Fernando Sabino. Famosa por suas previsões, dona Maria às vezes exprimia-se por gestos. Aparecido, como bom secretário do governador, então candidatíssimo à presidência da República, perguntou à velha senhora  quem, dentre eles, chegaria ao palácio do Planalto.  Sem titubear, ela apontou o dedo indicador para José Sarney, então jovem deputado quase desconhecido. Certo de que a vidente não estava enxergando bem, Aparecido repetiu a pergunta e a indicação foi a  mesma.  Mais uma vez, outra, o Zé de Todos os Amigos chegou a empurrar o dedo de dona Maria na direção de Magalhães mas ele voltava sempre para Sarney.  Foram embora, constrangidos. O futuro presidente mais do que todos, já que era incansável partidário da candidatura do governador.
Por que se conta o episódio? Porque dona Maria do Correio  já foi para o céu,  mas um dia desses, no Senado, uma  cigana aproximou-se de um grupinho onde estavam Roberto Requião, Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos, Aécio Neves, Francisco Dornelles e  Demóstenes Torres.   Alguém perguntou  se entre eles estava um futuro presidente da República e ela, sem titubear, segurfou a mão de Demóstenes.

sábado, 5 de novembro de 2011

Esse texto retrata a nova política coronelista no Brasil, não esquecendo de mencionar os sindicatos filiados à CUT.
Hoje, eles mantém os servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada sob o cabresto das falsas campanhas salariais, ora negociadas na calada da noite ou nos bastidores da mansão de algum membro da elite brasileira.
Não temos outras opções a não ser os movimentos sociais, enfraquecidos pelo quarto poder: a mídia conservadora.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

CHILE

**professores de 11 estados brasileiros vão à greve para cobrar o pagamento de um piso salarial pouco superior a dois salários mínimos.
Uma pergunta: e a UNE com isso?
17 de setembro: ocupar Wall Street
INDIGNADOS DO MUNDO, UNÍ-VOS?  - Um esboço de coordenação e de plataforma comum começa a ser articulado por lideranças das mobilizações de rua de países europeus. A grande novidade há muito ansiada pela esquerda mundial é a possível adesão de movimentos civis norte-americanos aos protestos que convergem para dois pontos: mais democracia,  menos poder às finanças desreguladas. Tudo ainda muito incipiente, mas é certo que o amálgama tem a força da coerência: uma coisa depende da outra e a saída para a crise depende das duas. O impulso de convergência tem uma data e uma palavra de ordem que vai ao ponto unificando os dois propósitos das ruas: "17 de setembro: ocupar Wall Street'.
A ver . (quem quiser ver mais http://occupywallstreet.com/OU AKI)
DIREITA TEME AS RUAS EM 11 DE SETEMBRO: ANIVERSÁRIO DO GOLPE Estudantes chilenos enfrentam endurecimento do governo Piñera que se recusa a incorporar a agenda de reforma do sistema educacional , sobretudo por conta de uma exigência dos universitários: a educação não pode ser objeto de lucro. Trata-se de um direito republicano, advogam os jovens chilenos; uma responsabilidade do Estado democrático; deve ser assegurada como um ponto de partida igual a todos, de forma gratuita e com qualidade. Nesta 4º feira uma vigília a luz de velas deve marcar a noite em que a greve universitária completa 30 dias. Na 5º feira novos protestos nas ruas de Santiago. Dia 24 e 25 o movimento registrará um salto qualitativo: estudantes e operários convocados pela CUT chilena unem-se em uma greve geral de dois dias. A direita teme uma progressão de eventos que possa desembocar em gigantescas manifestações de massa em 11 de setembro, aniversário do golpe militar de Pinochet contra o governo socialista de Salvador Allende. O ministério Piñera -a direita ‘moderna', segundo a mídia conservadora brasileira--  foi reforçado há poucos dias com dois egressos declarados do pinochetismo. (Carta Maior; 4º feira, 17/08/ 2011)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA

Fortalecer a Telebrás para viabilizar o PNBL.
A reativação da Telebrás vem sendo sabotada pelas teles e por todos os seus marionetes. Diferentemente do que propalam os que querem manter o país marcando passo na era digital, os custos do Plano Nacional de Banda Larga são irrisórios para o Estado, diante da magnitude da sua relevância para o desenvolvimento.
Rosane Bertotti, é Secretária de Comunicação da CUT Nacional - Carta Maior.
Nosso compromisso militante com a universalização da banda larga nos impele a tecer considerações sobre os desafios colocados pela conjuntura no embate entre a afirmação de um projeto estratégico nacional de digitalização, no qual o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) se insere, e a manutenção da lógica das teles que controlam o setor.
Para nós, combatentes pela democratização da comunicação, a manutenção de tão desastroso monopólio representa o avesso de tudo o quanto buscamos: a universalização dos serviços com o acesso à internet a baixos custos e com qualidade para todos, o que necessariamente deve estar articulado ao processo de digitalização da TV e do rádio em curso no país.
Em tempos de convergência digital, uma Telebrás amarrada à lógica privatista, incapacitada pelos sucessivos cortes de recursos, e, pelas recentes declarações do ministro Paulo Bernardo de que “não é tarefa da Telebrás disputar mercado com as teles. Ela vai sair da disputa para ser uma articuladora de ações”, é tudo o que não precisamos. Pois é tudo o que as teles querem, para que nada mude.
Na nossa compreensão, isso seria mais do que uma capitulação do governo diante dos interesses do capital estrangeiro, representaria um verdadeiro crime contra o desenvolvimento nacional, já que comprometeria o presente e o futuro de gerações, que ficariam à mercê dos interesses dos monopólios privados. É um cartel que atua tão somente nas “áreas atrativas”, inferior à metade do nosso território, onde vivem 58% da população, excluindo, antes de mais nada, 42% dos brasileiros. Conforme a Telebrasil, associação das teles, existem no país apenas 10 milhões de usuários da banda larga. Como alertou o ex-presidente da Telebrás, Rogério Santana, “90%, 95% dos acessos de Internet vendidos no país estão na mão de cinco empresas, sendo que 85% na mão de três – a Telefónica, a Oi e a Net/Embratel”.
Todos sabemos o que representa, na nossa vida prática, no bolso, esse controle das teles: desembolsamos preços exorbitantes por serviços de péssima qualidade, onde se dão ao luxo de poder nos oferecer somente 1/16 do contratado, ao que se soma um rol de abusos, incapacidade permanente de atendimento e péssimos serviços. Não por acaso, elas estão entre os campeãs de reclamação no Procon, com recordes sucessivos.
Só para lembrar: em 2008, o faturamento da Telefónica, Embratel, Oi, Vivo, TIM, Brasil Telecom e Claro foi de US$ 58,1 bilhões, mais da metade dos US$ 110 bilhões de

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Para Lula, mídia inventa crise, exagerando sobre inflação.
Na abertura do 8º Congresso da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT), na quarta-feira, o presidente Lula foi recebido com o grito “olê, olê, olá, Lula, Lula”… e mostrou-se afiado no discurso e nas declarações:
Imprensa de “namorico” com Dilma para semear divergências.
“Um setor da imprensa está de ‘namorico’ com o governo Dilma para causar divergência entre eu e ela… Não existe divergências, porque o dia que eu e ela discordarmos, ela está certa”.
Contra noticiário terrorista, firmeza em Dilma e Mantega no controle da inflação
“Estão inventando inflação. Eu ontem vi um pronunciamento da Dilma e do Guido Mantega (ministro da Fazenda), e sinto toda a firmeza. Nós não vamos permitir que a inflação volte. Nós, não só eles; como consumidores somos responsáveis para que não volte”, insistiu.
Fusão demo-tucana é que nem carrapicho.
Peguntado, Lula evitou aprofundar sobre a possível fusão do DEMos com o PSDB, preferindo responder em tom de brincadeira, que ser de oposição é mais fácil de crescer, sem ter que gerar resultados no governo: – “Já fui oposição… é que nem carrapicho, cresce sem ninguém precisar plantar.”
Ex-presidente tem que deixar o sucessor trabalhar… viu FHC?
Bem humorado, Lula brincou: “Ainda não ‘desencarnei’ (da Presidência) totalmente, como vocês podem ver. Não é uma tarefa fácil a ‘desencarnação… Assumi compromisso com a Dilma de que é preciso manter o processo de ‘desencarnação’ para não comprometê-la”.
Apesar disso, Lula declarou que seu gradual afastamento da presidência deveria servir de exemplo: “Queria ensinar a alguns ex-presidentes para que se mantenham como eu e deixem a Dilma exercer o mandato dela”, provocou. A referência velada teve como alvo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Nunca antes na história desse país…
Ele foi além nas críticas à oposição e foi ovacionado por isso. “O ‘nunca antes na história deste país’ era para provocar a oposição, porque eu sei o tanto que já falaram de mim, com discursos cheios de preconceito. (Eu) me determinei a provar que eu seria mais competente que eles para governar o país”, orgulhou-se.
Valorização dos trabalhadores.
O ex-presidente ressaltou ainda, em diversos momentos de seu discurso, a proximidade do governo com o movimento sindical. “Duvido que, na história da humanidade, tenha (havido) um governo que executou a democracia como o Brasil. Nunca houve tantas conferências sindicais. Em outros países, sindicalista é visto como inimigo do governo.”
Governo para todos.
Ele também celebrou o que considera ser uma ação de inclusão social implantada em seus dois mandatos e mantida na gestão de Dilma. “No Palácio do Planalto, que antes só recebia príncipes e banqueiros, agora continua recebendo príncipes e banqueiros, mas também os moradores de rua e deficientes físicos. É pra mostrar que eles podem entrar em uma igreja, num metrô ou num shopping center”, disse.
Postura firme dos trabalhadores nas negociações com empresários
Dirigindo-se aos sindicalistas que participavam do evento, o ex-presidente cobrou postura firme dos representantes dos trabalhadores em negociações com empresários. “A conquista do respeito é a condição básica para ter respeito”, disse. “Se você entrar numa mesa de negociação de cabeça baixa, sem se respeitar, nenhum empresário vai ter dó de vocês”, recomendou.
Dedicação à África.
Em relação a futuros compromissos, o ex-presidente revelou que, apesar de sentir vontade de “sair em caravana e reuniões com a CUT (Central Única dos Trabalhadores)”, precisa ter autocontrole para não ter comprometimento político. “Vou me dedicar à África. A experiência brasileira pode ajudar o continente africano e este será o meu trabalho daqui pra frente”, disse.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A FARSA DO SALÁRIO MÍNIMO

Por Carlos Chagas
Marcado para hoje o encontro do secretário-geral da presidência da República, Gilberto Carvalho, com os representantes das centrais sindicais, a impressão é de que encenarão uma farsa. Enxugarão gelo ou irão ensacar fumaça. Porque qualquer que seja o resultado, pela aceitação ou não  do salário-mínimo em 545, 550 ou até 560 reais, sindicalistas e governo estarão penalizando o trabalhador. Fazendo o jogo das elites sob o rótulo  da proposta de reduzir os desníveis sociais.
Não dá para aceitar  a campanha desenvolvida pelo andar de cima, de que cada real de aumento do salário-mínimo determinará um rombo de 286,4 milhões nas contas públicas.  Ou de que mesmo fixado em 545 reais, o impacto será de 1 bilhão e 400 milhões.
Começa que não é rombo nem impacto. Trata-se de investimento naquilo que o governo do  país deveria ter como mais sagrado, no caso, fazer justiça ao trabalhador.  Aliás, que não será feita através de nenhum dos números anunciados. Porque, pela Constituição, o salário-mínimo deveria bastar para o trabalhador e sua família enfrentarem despesas com habitação, alimentação, vestuário, transportes, educação, saúde e até lazer. Não será com 545, 550, 580 reais e nem com mil. Nenhum líder sindical, muito menos nenhum ministro, alto funcionário ou dirigente de empresas estatal sobreviveria com essa merreca.
A meta anunciada pelo popularíssimo Lula era de elevar o salário-mínimo a 100 dólares. Uma piada, acrescida do fato de que o dólar despencou de valor. Pior ficou a tramóia de atrelar-se o reajuste do salário mínimo ao crescimento do Produto Interno Bruto no ano anterior. Quer dizer, se diminuem os lucros do empresariado e dos banqueiros, quem paga é o trabalhador.
Está o país há mais de oito anos governado pelo Partido dos Trabalhadores. Que partido é esse que não cuida de seus supostos integrantes? Nem se fala de CUT, Força Sindical e penduricalhos. Retoricamente, podem rotular de nefasta a oferta  do governo, de compensar o baixo nível do salário mínimo com mínimo refrigério nas declarações do imposto de renda, cujos beneficiários serão os melhor favorecidos. Nefastos são os que estarão sentados à mesa das negociações, hoje.

sábado, 1 de maio de 2010

LULA CHORAR.

Lula, hoje em São Bernardo do Campo (SP) em manifestação da CUT.

“É com muito orgulho que, quando eu deixar a Presidência, vou continuar morando no mesmo apartamento, na mesma distância do sindicato que me projetou para a política e das empresas onde fiz as greves mais maravilhosas desse País. E o que mais vai me dar orgulho é que vou poder levantar de manhã, encontrar qualquer trabalhador e dizer para ele: bom dia, companheiro. Porque eu fui leal”, disse, para, em seguida, começar a chorar.