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sábado, 9 de outubro de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
A natureza política do caos na campanha de Serra.
Os problemas envolvendo a composição da chapa de José Serra não se resumem à biografia política do deputado Índio da Costa. Não se trata exatamente de ausência de programa. Serra e o PSDB têm um programa político e ele pode ser visto na maneira como governam estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. No entanto, diante do êxito das políticas do governo Lula, interna e externamente, e da comparação com o que foi feito no governo FHC, Serra ficou sem espaço. A necessidade de esconder a agenda do PSDB e de inventar um discurso é uma das causas políticas reais das incríveis confusões da candidatura tucana.
Do jeito que a coisa vai, a candidatura de José Serra (PSDB) à presidência da República não precisa de adversários. O fogo amigo, as indecisões e trapalhadas que se avolumaram nos últimos dias estão atingindo a fronteira do surreal. O episódio da escolha do vice na chapa de Serra já ingressou nas páginas do anedotário da política nacional. Quem achava que já tinha visto tudo com as reações iradas de aliados de Serra contra a escolha de Álvaro Dias (PSDB-PR) deve ter ficado sem ar nesta quarta-feira com o anúncio de que o deputado paranaense não seria mais o candidato a vice, mas sim o deputado Índio da Costa (DEM-RJ). Quem? – foi uma pergunta muito repetida logo após o anúncio do nome. Logo começaram a surgir informações sobre o vice de Serra.
E, nova surpresa, as mais duras críticas vieram da vereadora Andréa Gouvêa Vieira (PSDB-RJ), que detonou a indicação do deputado do DEM para a chapa presidencial de Serra. Ex-colega de Índio da Costa na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Andréa Gouvêa resumiu: escolheram um “ficha suja” para ser vice de Serra. A vereadora foi relatora de uma CPI na Câmara do Rio que investigou irregularidades nos contratos de merenda escolar na cidade na época em que Índio ocupou a Secretaria de Administração (2001-2006). No relatório da CPI, Andréa Gouvêa apontou indícios de formação de cartel e de direcionamento de licitação e pediu a quebra do sigilo fiscal dos envolvidos ao Ministério Público Estadual. “O que eu penso do candidato Índio da Costa está refletido neste relatório da CPI. Houve ”.
direcionamento no resultado da merenda escolar. A conduta dele não é uma conduta de Ficha Limpa
Mas os problemas envolvendo a composição da chapa de José Serra não se resumem à biografia política do deputado Índio da Costa. A lambança ocorrida nos últimos dias foi mais um capítulo na acidentada trajetória do candidato que afirma ter se preparado a vida inteira para ser presidente da República. A julgar pelos últimos acontecimentos envolvendo sua campanha, essa preparação parece estar repleta de lacunas. Não é só o fato de que Serra tenha declarado publicamente que desejava ter ao seu lado na chapa o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e, após uma indicação atropelada de Álvaro Dias, rechaçada pelo DEM, tenha se contentado com o nome de um deputado desconhecido no cenário nacional e contestado no cenário estadual do Rio. A questão mais importante aqui não reside nos nomes, mas sim no método de escolha de um nome para o segundo cargo político mais importante do país e na qualidade da articulação política. E tanto o método quanto a qualidade da articulação foram marcados pela falta de preparo, pela truculência e pelo desrespeito aos próprios aliados. Essas não são exatamente virtudes de alguém que se preparou a vida inteira para a presidência da República.
É sintomático que algumas das declarações mais duras dirigidas ao ex-governador paulista tenham partido de aliados seus. “O poder do Serra de desorganizar as coisas é fora do comum. O Álvaro Dias não acrescenta nada e desagrega muito”, escreveu o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) no twitter, logo após ter ficado sabendo, pela imprensa, da indicação de Dias para ser vice de Serra. “O DEM não poderia saber da indicação do vice pela imprensa. Que tipo de parceria é esta?”, acrescentou o
quarta-feira, 16 de junho de 2010
O SILÊNCIO DAS VUVUZELAS
Pela primeira vez nesta copa ouviu-se o silêncio, que foi quase absoluto quando Forlan fez o segundo gol do Uruguai em Pretória, eliminando, na prática, a África do Sul do Mundial, depois ainda veio o 3 x 0, foi um alívio para os tímpanos, mas uma tristeza para a Copa, claro, uma seleção anfitriã cair logo na primeira fase é chato, ainda mais se o país anfitrião é tão alegre e musical, em que pesem as vuvuzelas, como tem mostrado ser a África do Sul.
Só que Uruguai é Uruguai. Especialista em silenciar estádios, que o digam os 2 milhões de brasileiros que estavam no Maracanã em 1950 — brincadeira clássica, se todos que disseram que estavam lá naquele dia realmente estiveram, o público seria dez vezes maior que o anunciado na época.
Gosto do Uruguai e das uruguaias, fazem uma boa carne, são civilizados e educados, é um país minúsculo, mas orgulhoso e brigado, na primeira metade do século passado, era a maior potência futebolística do planeta, ouro nos Jogos Olímpicos de 1924 e 1928 e bicampeões mundiais em 1930 e 1950, a primeira Copa foi lá.
Portanto, que se lamente a derrocada sul-africana, vá lá, dá pena, ainda mais depois de ver os caras entrando no estádio cantando, felizes da vida, mas, para o bem do futebol, é bem melhor ver o Uruguai avançar do que os vuvuzelentos do Parreira.
Ninguém mandou dispensarem o Joel Santana.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
CODIGO FLORESTAL
Você é a favor ou contra o projeto de Código Florestal proposto pelo deputado do PC do B Aldo Rebelo.
Sou contra, a redução é um profundo desrespeito a todos os esforços de Dorothy Stang e Chico Mendes para a preservação do que conhecemos por Floresta Amazônica, e os modos tradicionais de se viver em seus entornos e até em seu interior, é o início do fim da imensidão da mata verde, e daí pra frente só irá piorar, isso é garantido, o primeiro passo rumo à devastação, jamais vem desacompanhado.
O agronegócio já escraviza seus trabalhadores, dão calotes no Banco do Brasil e, agora, pasmem, conseguiu um farsante esquerdista para desmontar uma indispensável garantia de nossa sustentabilidade. O pior, pode aindar aconter, o Lula, sancionar o projeto, porque todos aqueles vindos da elite, ele os atentendeu, nossa democrácia declina a olhos vistos!
quarta-feira, 2 de junho de 2010
MUDANÇA DE CONSUMO.
Chupado da Folha de São Paulo.
CLAUDIA ROLLI
Consumo de classes C, D e E crescerá 7% ao ano até 2012.
CLAUDIA ROLLI
Consumo de classes C, D e E crescerá 7% ao ano até 2012.
Estudo da Fecomercio diz que ritmo de crescimento de consumo de emergentes é o dobro das classes A e B
Gastos com habitação vivem expansão e há novas prioridades; regiões Norte e Nordeste lideram expansão.
O consumo de produtos e serviços nas classes C, D e E deve crescer em um ritmo que é o dobro do esperado para as classes A e B, segundo estudo feito pela Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).
A projeção considera que o crescimento do consumo das famílias de faixas de renda até dez salários mínimos (R$ 5.100) deve se manter entre 7% e 8% ao ano no período de 2010 a 2013.
Entre as famílias com renda superior a dez mínimos, o ritmo de expansão do consumo deve ser de 4% ao ano até 2013. Os cálculos levam em conta previsões de crescimento do PIB.
A dinâmica do consumo na classe média tem passado por mudanças nos últimos anos e deve se sofisticar cada vez mais, avalia Fabio Pina, economista da Fecomercio.
A alimentação representa 17% nas despesas de todas as famílias, que chegaram a R$ 93,2 bilhões, segundo dados do IBGE atualizados para 2006. Nas classes C e D, esse peso é maior - chega a 23% e 27%, respectivamente.
Cerca de 30% das despesas totais das famílias foram destinadas para a habitação - os gastos com esse item em todas as faixas de renda chegaram a R$ 27,8 bilhões.
MUDANÇA DE CONSUMO.
“Esses padrões devem mudar nos próximos anos, tanto por região como por itens de consumo. O consumo nas regiões Norte e Nordeste deve crescer mais proporcionalmente do que no Sul e no Sudeste. Mas haverá uma mudança significativa no que se consome”, diz Pina.
“O consumo de arroz e feijão não vai mudar. Mas itens como habitação devem ter ganho de espaço entre as famílias, especialmente as de menor renda, que têm mais acesso a crédito e podem se beneficiar de empreendimentos mais econômicos.”
Para a Fecomercio, mantido o ritmo de expansão de consumo das famílias, a questão que deve ser debatida é como se pretende sustentar esse crescimento. O estudo projeta que o consumo das famílias pode atingir R$ 2,42 trilhões até 2013 e R$ 3,29 trilhões em 2020.
“Como a tendência é de os gastos do governo e os investimentos privados crescerem acima do PIB, pode haver deficit internacional, já que o país terá de recorrer a financiamento externo para se financiar ou haverá aumento da inflação.” (CLAUDIA ROLLI)
sábado, 29 de maio de 2010
O CONGRESSO NO PAÍS DAS MARAVILHAS.
ROBERTO LUIS TROSTER.
A proposta de um reajuste da Previdência de 7,72% é um desatino que não pode ser acatado pelo presidente. Obviamente que quanto maiores forem os proventos dos aposentados, melhor.
É aceito por todos que eles merecem velhice digna. A questão é que o momento atual exige responsabilidade. Aceitar a emenda é ser conivente com populismo anacrônico.
O acordo entre a equipe econômica e as centrais sindicais foi de uma elevação de 6,14%, portanto, acima da inflação, com ganho real e inserido em Orçamento que engloba a saúde, a segurança, a educação, enfim, o país e seu futuro.
A emenda do Legislativo, elevando o percentual, está fora de contexto e tumultua a gestão fiscal.
A atuação dos representantes lembra o conto de Alice, em que a percepção do mundo é distorcida e contrária ao bom senso.
Relatos de mordomias, funcionários fantasmas e atos administrativos secretos mostram que a visão da realidade no Congresso é outra, criando falsos paradigmas, como este: se o aumento não for dado, os aposentados ficarão "na mão".
Usando esse tipo de raciocínio mágico, deveria dar-se um aumento aos beneficiários do Bolsa Família, pois ganham menos que os aposentados, aos enfermeiros que os amparam e aos policiais que os protegem, que também não podem ficar "na mão". A lista é extensa, mas quem não pode ficar "na mão" mesmo é o futuro do país.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
FICHA LIMPA IV
Senadores e entidades comemoram aprovação do "Ficha Limpa"
O Projeto Ficha Limpa foi aprovado por unanimidade no Senado com 76 votos. O texto deve agora ir direto a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem precisar voltar para a Câmara dos Deputados pois não sofreu alterações de mérito. O projeto estabelece inelegibilidade para candidatos que tenham sido condenados pela Justiça, mesmo que ainda haja a possibilidade de recurso. A legislação atual prevê que apenas candidatos condenados em última instância ficam inelegíveis.

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