Mostrando postagens com marcador JK. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador JK. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de julho de 2011

PAUSA PARA UM TEMA SÉRIO

Por Carlos Chagas.
Nos idos de janeiro de 1972, recém-chegado a Brasília para assumir a direção de "O Estado de S. Paulo" na capital federal, ouvi de um amigo que havia passado por aqui o ex-presidente Juscelino Kubitschek, embora proibido pelo governo militar. Ele comprara uma fazendinha lá para os lados de Luziânia e nela costumava refugiar-se com frequência. Mas não podia desembarcar no aeroporto comercial, nos limites da cidade. Obrigava-se a chegar e utilizar um aeroclube na cidadezinha de Formosa, do outro lado do Distrito Federal. Claro que num precário teco-teco.
Telefonei para o presidente, então com gabinete no Banco Denasa, no Rio, que um ex-genro depois fez questão de expulsá-lo, num gesto de ingratidão digno de ficar para a História. JK narrou-me todo o episódio.
Naquela oportunidade, retornando à antiga Capital, como sempre tendo que contornar Brasília, ia na cabine de um caminhão, conduzido por um amigo. Era de tarde, chovia a cântaros. Ele estava sem paletó, de chapéu de palha.
Teve uma tentação, que transmitiu ao amigo: em vez de dar a volta, porque não cortariam caminho passando pelo centro de Brasília? Desde sua cassação em 1964, não podia ver a cidade por ele criada.
Entraram pela avenida do Catetinho, primeira residência para ele desenhada por Oscar Niemayer, nos tempos em que a Capital repousava nas pranchetas. Uma construção de madeira, transformada em museu. Estacionaram defronte e, apesar da água que caia, desceu da viatura. A memória começara a funcionar, trazendo-lhe imagens daquele período desafiante e feliz da construção da cidade. O zelador de plantão, abrigado da chuva, contou haver feito uma promessa, quando se deparou com JK parado, com as mãos na cintura: deixaria de beber naquele momento mesmo! Era um fantasma que estava vendo, apesar de sem gravata e de chapéu de palha...
O caminhão tomou o rumo da cidade e entrou pela Avenida W-3 - Sul, naquela época centro do comércio local. Nem dava para ver direito as lojas e restaurantes, tamanho o aguaceiro, mas ficou impressionado com o número de bancos lá instalados.
Dobraram à direita e entraram na Esplanada dos Ministérios. Diante da catedral, outra parada. Não conhecia o monumento, erigido depois de sua cassação. O motorista foi primeiro, para verificar se havia muita gente na igreja. Se houvesse, não desceria. Sorte: só duas ou três beatas rezando o terço.
Extasiou-se com mais aquela "obra do Oscar". Entendeu de pronto a mensagem das colunas de cimento reunindo-se e tomando o rumo do infinito, como numa oração eterna. Ajoelhou-se, rezou e sentiu o primeiro nó na garganta.
Dali, ainda debaixo do temporal, foram à Praça dos Três Poderes. À direita o Supremo Tribunal Federal, à esquerda o Palácio do Planalto, atrás o Congresso. Diante dele, o pequeno museu da criação da Brasília, com seu rosto gravado em bronze na parede externa. Não se conteve. Suas lágrimas misturavam-se às que caíam do céu. Tinha valido à pena, pensou, sem mágoas para o general de plantão que devia estar no terceiro andar do Planalto.
A saída pela W-3-Norte, ainda incompleta, e um sentimento que, relatou-me pelo telefone, deveria ter sido o mesmo de um súdito das Gálias que pela primeira vez entrasse em Roma. Não falou, mas aquela era a sua Roma, que havia erigido tijolo por tijolo, e que agora negavam-lhe a presença.
Anos depois um ex-agente do SNI revelou que o presidente não passara sozinho por Brasília. Fora acompanhado de longe por arapongas, numa viatura encarregada de vigiá-lo permanentemente. O agente contou não ter tido coragem de abordá-lo, exigindo que se retirasse de imediato ou conduzindo-o a um quartel.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

NENHUMA NOVIDADE !!

Para quem estuda História, não há novidades! É um momento parecido o New Deal de Roosevelt (que lhe deu quatro mandatos consecutivos), assim como as ações econômicas de Getúlio mas não sejamos injusto com JK.
Ele tirou o Brasil do Rio de Janeiro e o interiorizou finalzando uma ação proposta lá trás no período pombalino por isso também a histeria de Lacerda e outros neo-aristrocatas.
Afora Brasília e outas coisas notáveis a sua visão de futuro incluiu a criação da SUDENE, tão combatida pelo “mitológico” Farol de Alexandria, que aliás, é carioca… As questões socio-econômicas do Brasil não estão ligadas à origem de cada um.
Elas já foram muito bem colocadas por Caio Prado (paulista), Sergio Buarque (paulista), e Darcy Ribeiro (mineiro)

domingo, 25 de abril de 2010

GOLPE.

Povo Brasileiro,
No video fica evidente que não têem o menor escrupulo em expor a sobrernia e os interesses do país para atingirem seus objetivos pessoais de poder.
Vejam a realidade nua e crua do passado e do pretenso futuro do Brasil, se a mesma classe politica nas proximas eleições retornarem ao poder em nosso país.
Isso é uma vergonha (mas acreditem, que ainda aparecerá gente que defende essa traição à pátria e buscando denegrir a autenticidade do video).Os americanos tramam apoio a golpe de 64
Conversa entre George Ball e o presidente Lyndon Johnson sobre o apoio dos USA ao golpe de 64, no Brasil.
De um ponto de vista puramente analitico, sem raiva e ideologia, o golpe de 64 e todo o regime militar foi maléfico para o desenvolvimento nacional. O florescimento cultural, a pleno vapor desde JK, foi interrompido, houve um brutal desinvestimento na educação e nas políticas sociais, e hoje a gente vê o resultado na falta generalizada de capacitação. O Brasil, antes, tinha uma das administrações públicas mais modernas do mundo, e tudo foi por agua abaixo.
E para terminar informamos que o Brasil do presente, recebe noticia como essa que acaba de sair na Folha de São Paulo: Brasil terá que lidar com "dificuldades do sucesso", diz FMI
Para o FMI, o Brasil é o exemplo perfeito do país "que terá que saber lidar com as dificuldades associadas ao sucesso e a ser considerada uma economia promissora".
Esse é o Brasil do presente e queremos que ele continue sendo assim também no futuro, o país do ``SUCESSO´´.

terça-feira, 20 de abril de 2010

DISTRITO FEDERAL

Foi construída com a vinda de brasileiros das cinco regiões para erguer Brasília. A construção desta cidade promoveu a união de todo um país em torno do sonho de JK. Aqui, os candangos fincaram raízes e adotaram a cidade como berço de uma nova esperança.

TOM JOBIM, VINÍCIUS.

A história de “Presidente Bossa Nova" e da visita que Juca Chaves fez ao canteiro de obras da capital a convite do presidente Juscelino. As circunstâncias que deram origem à música ”Água de Beber”, de Vinicius e Tom.