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segunda-feira, 18 de julho de 2011

CNN comete gafe e chama Corinthians de pequeno clube de São Paulo.
Por Rafael Vergueiro.
Em um artigo publicado nesta segunda-feira sobre o crescimento da economia brasileira, o site da CNN cometeu uma gafe e classificou o Corinthians como clube pequeno do Brasil.
“Você irá se surpreender com quem está tentando contratar Tevez. Não são sheiks nem oligarcas, mas um pequeno clube de São Paulo, o Corinthians. Estão oferecendo US$ 55 milhões (cerca de R$ 86 mi) para contratar a estrela. E a quantia é somente para a compra”, diz o texto assinado por Fareed Zakaria (clique aqui e leia na íntegra, em inglês).
O deslize da CNN já causa polêmica. No próprio site, vários brasileiros comentam a matéria – os corintianos, indignados com a frase, e os adversários aproveitam para provocar o rival.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O ESPETÁCULO DA MESMICE

A morte de Osama Bin Laden é mais um espetáculo a demonstrar que, nos EUA, não há nada melhor para a agenda republicana do que um democrata no poder. Tudo vai bem no país onde esquecer o povão é, há muitos anos, o principal programa de governo de ambos os partidos. 
Por Antonio Lassance, Carta Maior.
O assassinato de Osama Bin-Laden foi planejado há quase uma semana, quando já havia informações seguras do paradeiro do terrorista saudita que aprendeu muito do que sabia, em termos militares, graças ao treinamento que recebeu da CIA, quando era um guerrilheiro lutando no Afeganistão ao lado dos Mujahideen, contra a ocupação soviética.
Após um “breaking news” (“notícia de última hora”) da TV comercial mais oficial do Planeta, a CNN (a preferida por Obama, que trava guerra com a emissora rival, Fox News, reduto da ultradireita), seguiu-se um imediato pronunciamento do Presidente. Poucas horas depois, o corpo do terrorista já estava debaixo d’água.
O furor causado pela morte de Bin Laden pode ofuscar o essencial: trata-se apenas de mais um ponto na longa lista de tarefas que Obama herdou da agenda republicana, e que a tem cumprido de bom grado.
Analistas de todas as áreas de políticas públicas apontam para a falta de uma agenda distinta, do governo Obama, capaz de honrar o compromisso de mudança apregoado em 2008. Paul Krugman, economista laureado com o Nobel, desde 2009 reclama da obsessão do atual governo com o tamanho do déficit público, a seu ver, exagerada, contraproducente e inadministrável no curto prazo. Não que a dívida não seja grande, mas em 2009 e 2010 ela esteve longe de ser o principal problema, diante da crise que se atravessava e suas consequências mais graves, como o desemprego em massa e o aumento extraordinário da pobreza naquele país.
Mesmo em termos da regulação econômica sobre o mercado financeiro se fez pouco. Apesar de toda a ousadia do discurso de campanha, feito sob medida para Obama conquistar fatias do eleitorado desesperadas com a crise, o que se fez saiu a fórceps, sob pressão da opinião pública. Há indícios de que o mercado financeiro continua cheio de novidades vendidas com a promessa de ganhos fáceis e rápidos.
Na saúde, sua reforma aprovada é um avanço em relação ao governo Bush, mas, cá entre nós, se Obama estivesse em coma, já estaria em vantagem quanto a Bush. O plano de saúde organizado pelo Governo Federal funciona com base nas mesmas regras do sistema privado. O cidadão norte-americano passa agora a ser obrigado a ter um plano de saúde, quer queira, quer não, e terá auxílios ou descontos no imposto de renda para mantê-los. A obrigação é fixa. O apoio do governo, variável, conforme o presidente de plantão.
Parece ótimo quando se vê que o custeio desta ampliação da cobertura de saúde está previsto para ser feito com impostos sobre “os mais ricos”. Mas os ainda mais ricos podem se beneficiar bastante. Lembre-se que a General Motors, um dos símbolos da crise recente, gasta mais com planos de saúde para seus funcionários do que com a compra de chapas metálicas para a fabricação de seus carros. Enquanto isso, a questão mais importante, que é a ausência de um sistema público de saúde, continua fora do debate.
Na educação, meio-ambiente, energia, dentre tantas outras, Obama tem seguido duas estratégias fundamentais. A primeira é priorizar agendas que por lá são chamadas de “bipartidárias”, ou seja, que podem contar com apoio também dos republicanos. A segunda, mesmo quando não há consenso, é enfrentar o debate com os conservadores com argumentos feitos para liberal algum botar defeito, ou seja, utilizando-se de soluções orientadas pelo mercado.
Com isso, Obama tem aprofundado uma tendência crucial no quadro político dos EUA. Os republicanos, para se diferenciarem, tornam-se cada vez mais ultradireitistas, ultraelitistas, ultramoralistas, ultranacionalistas e mais uma série de atributos começados com “ultra” e terminado com “istas”.
O partido se apegou aos extremamente ricos, que financiam o núcleo duro do movimento de ultradireita (“Tea Party”), e à classe média alta, que está insatisfeita em ter que pagar as cortesias feitas por Obama. Os republicanos têm se valido inclusive da ajuda de empresas que intimidam seus empregados a votarem em candidatos por ela indicados, como recentemente a revista “The Nation” reportou, em acusação às Indústrias Koch .
Os Democratas se fixam na classe média que luta para se manter enquanto tal, ou na ex-classe média, que viu sua renda despencar e quer retornar à posição que ostentava antes da crise. Tudo isso sem desagradar aos muito ricos que financiam suas campanhas eleitorais. Tornaram-se, como se tem dito, republicanos moderados, cumpridores da agenda que seus adversários deixaram pelo meio do caminho.
O debate político gira em torno de quem consegue fazer mais do mesmo.
Neste sentido, Obama acaba de ganhar um belo troféu no quesito “guerra ao terror”, com a morte de Bin Laden. O alerta sobre possíveis atentados que se podem seguir recoloca o tema no centro das preocupações dos americanos, o que minimiza os resultados pífios da administração Obama em várias áreas. E tudo aconteceu no momento certo para aumentar o favoritismo do presidente para as próximas eleições. Tudo com uma ajuda involuntária dos candidatos da oposição, que são pouco competitivos, se metem em encrencas banais, e seu discurso muitas vezes assusta, de tão raivoso.
Ou seja, tudo vai bem no país onde esquecer o povão é, há muitos anos, o principal programa de governo de ambos os partidos.

domingo, 20 de março de 2011

A rede de televisão CNN classificou a viagem de Obama ao Brasil de awkward, ou seja, inábil e desajeitada, por ocorrer dias depois da abstenção brasileira nas Nações Unidas e de o governo Obama ter anunciado na Casa Branca que estava formando uma coalizão forte para enfrentar a Líbia.

sábado, 19 de março de 2011

CONTRA O USO DA FORÇA

Caças franceses sobrevoam a Líbia e Obama deverá falar da intervenção.
Caças franceses já estão em ação na Líbia, anunciou hoje o presidente francês Nicolas Sarkozy, "impedindo ataques do exército líbio contra a população". A ação militar segue a determinação do Conselho de Segurança da ONU, de criação de uma zona de exclusão aérea para impedir a matança indiscriminada de civis pelo ditador líbio, no poder há 42 anos. Ele anunciou um cessar-fogo, mas os rebeldes dizem que continuam sendo massacrados pelas forças leais a Kadafi. Sarkozy disse, após a reunião em Paris, "decidimos aplicar todos os meios necessários para garantir a execução da resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU. Os aviões franceses querem impedir ataques à cidade de Bangazi, bastião da oposição a Kadafi e, segundo Saekozy, estão preparados para neutralizar ação de blindados. A rede de TV CNN informou há pouco que o presidente Barack Obama, que está em Brasília numa reunião com a presidenta Dilma, deverá falar ao vivo sobre a intervenção militar na Líbia. O Brasil se absteve na ONU, por ser "contra o uso da força.