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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

ROMPIMENTO

PT poderá romper com PSB em 2014.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou que o partido poderá romper com o PSB do governador Eduardo Campos em 2014. Para ele, há uma sinalização do PSB em lançar candidatura própria em 2014 e se aliar aos tucanos. “Acho que há uma disposição do PSB de se fortalecer, colocando na ordem do dia a possibilidade de disputar 2014 fora do nosso bloco”, disse em entrevista concedida na semana passada, antes que o deputado João Paulo Cunha (PT) desistisse de concorrer à prefeitura de Osasco após ser condenado pelo mensalão - Falcão trabalhava então com a hipótese de absolvição.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

NO CEARÁ . . .

PT rebate Luizianne e se nega a fazer oposição a Cid Gomes.

Os deputados petistas do Ceará, Camilo Santana e Nelson Martins - ex-secretários do governo de Cid Gomes (PSB-CE) - rebateram as declarações da prefeita Luizianne Lins, presidente estadual do PT, sobre a sigla fazer oposição ao governador, caso houvesse rompimento da aliança para a sucessão em Fortaleza. "A prefeita não decide nada só. Existe um partido para discutir. Se ela deu essa declaração, é um equívoco dela. Não podemos olhar só para Fortaleza", disse Camilo Santana. "Mesmo que saiam duas candidaturas no primeiro turno (uma do PT e outra do PSB), podemos ter aliança no segundo turno", acrescenta Nelson Martins. 
Os dois ex-secretários destacaram que PT e PSB têm alianças formadas e a caminho da formalização em diversos municípios cearenses, como Sobral e Juazeiro do Norte, além de integrarem a coligação que detém o poder estadual e federal.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

OS PARTIDOS NA CRISE QUE ATINGE O PC DO B

Por Carlos Chagas.
Debaixo das cinzas tem brasa. Até fogo. Fala-se da situação do ministro dos Esportes, Orlando Silva. Na última sexta-feira ele recebeu da presidente Dilma uma espécie de licença provisória para seu estabelecimento  continuar funcionando, como deixou claro o ministro Gilberto Carvalho. Jamais um certificado permanente, muito menos  uma carta de alforria. Como as denúncias continuam, menos envolvendo o ministro, mais a lambança praticada  no ministério através de ONGs fajutas ligadas ao PC do B, a conclusão surge desfavorável para Orlando Silva. Por quanto tempo suportará a pressão do Congresso, da mídia e do próprio governo?
Nessa novela de trapalhadas, todos os grandes partidos, menos um, posicionam-se contra a permanência do ministro: o PT, de olho na importância dada aos Esportes, pelas vultosas verbas agora descobertas em suas estruturas e pela Copa do Mundo de 2014; o PSDB, pela obrigação de fazer oposição; o DEM, vendo no episódio forma de   recuperar-se, como tem deixado claro o líder ACM Neto; até o PDT, sequioso de ver queimada a casa do vizinho,  imaginando salvar a sua.
Mas o PMDB, por  que se mantém em respeitoso silêncio? Solidariedade do vice Michel Temer para com a hesitação da presidente?  Malandragem para aspirar a um novo ministério?  Demonstração de desconforto  diante de Dilma, por conta da falta de nomeações para o segundo  escalão?
Na realidade, os partidos assistem a fritura de um ministro isolado como se assistissem ao ensaio de um ato isolado da peça que em poucos meses vai estrear: a reforma ministerial. Cada  legenda tem suas ONGs e suas empreiteiras atuando mais ou menos como o PC do B tinha as suas. A  hora é de reforçarem as defesas, porque a tempestade vem aí.
NHAMBÚS E JACUS.
Diz-se em Minas que em briga de nhambú, jacu não entra.  Fica de lado, no outro galho, assistindo as bicadas entre os primos. Vale a imagem para a equipe econômica brasileira diante  da  crise que parece longe de terminar na Europa. A Grécia pega fogo, Portugal também. Na França, Espanha e Itália movimenta-se especialmente a classe média,  para impedir a adoção da receita do FMI e da União Européia,  de aumento de impostos, reduções salariais, demissões em massa e cortes nos investimentos sociais.  Protesta-se, naqueles países, contra a blindagem estabelecida por seus líderes em torno dos  lucros da especulação financeira. Aliás, nos Estados Unidos também, através da ocupação de Wall Street. Por enquanto, escapamos dos efeitos da confusão vivida pelas economias daqueles países. A presidente Dilma deu sucessivos sinais de que não adotaremos as soluções da ortodoxia das elites. Até quando?
TIRO PELA CULATRA?
Invadiram o Iraque, depuseram e mataram Saddam Hussein e agora vão embora,  em choque com o novo governo títere que, em Bagdá, pretende cada vez mais enquadrar-se na lei islâmica. No Egito, incentivaram a queda desonrosa  de Hosny Mubarack e assistem a população inclinar-se pelo estabelecimento de um estado teocrático, mais próximo do Irã e afastado de Israel. Agora, é o governo provisório da Líbia que anuncia a prevalência da lei islâmica na organização do novo estado, depois de uma guerra civil financiada e dirigida pelo Ocidente, coadjuvante no assassinato de Muhamar Kadaffi.    Quer dizer: livraram-se de ditadores com os quais, mesmo a contragosto,  mantinham relações comerciais e econômicas. Poderão encontrar surpresas.
MAIS UM GALO NO TERREIRO.
Engana-se quem supõem o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, disposto a esperar  a reeleição de Dilma Rousseff  ou a nova eleição do Lula.  Ele faz parte do rol dos novos políticos  dispostos a suplantar os avôs. Neto de Miguel Arraes, que tinha tudo para ser presidente da República e não foi, Eduardo Campos está próximo de Aécio Neves, neto do presidente Tancredo Neves, que não pode assumir. Uma disputa entre os dois seria fascinante, mas há quem suponha uma conjunção explosiva para o PT: porque não Aécio para presidente e Campos para vice?  Pernambuco, é claro,  pensa na equação ao contrário. Afinal, PSDB e PSB devem ter mais identidades do que a vã filosofia pode supor.