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domingo, 20 de novembro de 2011

Terra boa;
Renato Rebelo, presidente do PC do B, alega que o Orlando Silva foi vítima de armação. Como armação?
Do PSDB, do DEM ou da mídia?
Será que Álvaro Dias ou Magalhães Neto queriam o ministério?
A Dilma Rousseff pensava em ceder o mesmo para Veja, Folha, Época, e etc?
Não sr. presidente do PC do B, provas o Sr. já admite e diz que foram plantadas, mas se "pegou/vingou" é por que o terreno e fértil.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

PCdoB e UNE, sócios no negócio da carteirinha.
Dono de impressionante máquina de arrecadação de dinheiro, o PCdoB controla há décadas a União Nacional dos Estudantes (UNE), onde suprimiu eleições diretas, e por meio dessa entidade estabeleceu o monopólio na emissão de carteirinhas de estudante no País. O cartório é repassado a empresas ligadas a dirigentes e militantes do partido. UNE e PCdoB não divulgam o faturamento com o monopólio.
Faça as contas.
Estima-se que a UNE emita cerca de 300 mil carteirinhas estudantis por ano em todo o País, ao preço que varia de R$ 10 a R$ 30 cada.
Meta empresarial.
Como não existe lei que discipline o assunto, a UNE S/A planeja emitir pelo menos um milhão de identidades estudantis, em 2012.
Importante é faturar.
A UNE embolsa também uma “comissão” de 25% sobre carteirinhas emitidas por entidades regionais, na maioria ligadas ao PCdoB
Tentativa inútil
Certa vez o então vereador paulistano Carlos Giannazzi (ex-PT, hoje no PSOL) tentou derrubar o monopólio da carteirinha. Não conseguiu.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

EM DEFESA DO BRASIL E DOS PEQUENPOS CAMPONESES

Editorial, Portal Vermelho.
Código Florestal: em defesa do Brasil e dos pequenos camponeses.
Finalmente se encerrou na madrugada de terça (24) para quarta-feira a batalha legislativa em torno do Código Florestal no âmbito da Câmara dos Deputados. Agora a matéria será tema de debate e deliberação no Senado. Houve renhida batalha, idas e vindas, adiamentos, acordos, rompimentos e reconciliação de posições. Mas no final revelou-se ampla maioria a favor do novo Código Florestal, que garantiu esmagadora vitória das forças que defendiam o Relatório, elaborado com rara competência política pelo deputado comunista Aldo Rebelo.
Além de defender justas posições, Aldo valeu-se da sua profícua experiência parlamentar, no exercício da qual ocupou o mais alto cargo da Câmara dos Deputados, para conduzir com sobriedade, firmeza e flexibilidade as negociações que, em determinados momentos, pareciam ter chegado a um impasse.
Uma peça legislativa não é o alfa e o ômega dos problemas, nem de sua solução. Assim, não se pode depositar na lei aprovada as expectativas de solução das contradições do modelo agrícola brasileiro nem das questões ambientais. A agricultura, como o meio ambiente no Brasil, não sofre as agruras da existência ou não de leis. Ambos padecem as injunções do sistema capitalista e em especial do modelo agrícola vigente no país. Malgrado isso, a existência de um Código Florestal moderno estabelece um importante marco legal e ajuda a disciplinar as ações dos agentes econômicos e sociais e de indivíduos isolados. O país, que se modernizou nas últimas décadas, não pode ser regido por leis anacrônicas, como era o anterior Código, ainda mais quando estas tornam ilegal a ação produtiva de milhões de pequenos e médios agricultores.
Entre outros, o novo Código Florestal tem dois grande méritos: uma visão equilibrada entre desenvolvimento econômico e defesa ambiental e a defesa dos interesses do agricultor familiar, do pequeno e médio produtor rural, num país de enorme concentração da propriedade da terra.
A ideologização no debate entre o que se convencionou chamar de “ruralistas” e “ambientalistas”, com uma visível instrumentalização de argumentos funcionais a interesses antinacionais e antissociais, foi um fator negativo e mais confundiu que esclareceu. A mídia e políticos folclóricos, falsos esquerdistas e demagogos, fizeram seu jogo no sentido de aumentar a confusão.
Foi o próprio Aldo Rebelo quem se encarregou de evidenciar a questão social envolvida na polêmica, ao demonstrar que são os pequenos e médios agricultores e aqueles dedicados à agricultura familiar os mais prejudicados com os condicionamentos existentes no anterior código à produção agrícola.
Os latifundiários capitalistas, um dos setores mais reacionários das classes dominantes brasileiras, dedicados ao grande agronegócio exportador, estes já depredaram à vontade o meio ambiente, tão impunemente como dilapidam a economia nacional. Não estão preocupados nem com a segurança alimentar do povo brasileiro, para a qual a pequena agricultura dá importante contribuição, nem com a soberania nacional do país, nem com o equilíbrio ambiental. Seus superlucros estão vinculados a um modelo econômico dependente. Estão ligados por mil e um fios não só aos ciclos de demanda internacional, como também ao capital financeiro.
Um dos principais entraves a que o Brasil seja um país plenamente desenvolvido continua sendo o latifúndio. O modelo agrícola prevalecente, voltado principalmente para a exportação de commodities, cada vez mais entrelaçado com o capital financeiro internacional, os grandes produtores mundiais de insumos, implementos, sementes transgênicas, etc., contribui enormemente para manter o país dependente e põe em risco a segurança alimentar do povo brasileiro.
O engajamento a favor do novo Código Florestal de entidades corporativas dos latifundiários, ideologicamente de direita, com forte influência política e posições destacadas nos grandes partidos das classes dominantes, nada tem a ver com aliança de interesses, opiniões, orientações e estratégias com as forças políticas progressistas que apoiaram o novo Código. Tais entidades, assim como políticos herdeiros da famigerada UDR, continuam sendo figadais inimigos dos camponeses, dos trabalhadores agrícolas em geral e do povo brasileiro.
Por outro lado, muita especulação foi feita durante os debates do Código Florestal, sobre o ambientalismo. Aqui as posições variavam entre o pitoresco, o oportunismo, a hipocrisia e o entreguismo.
Não cabem dúvidas de que o problema ambiental se tornou um dos mais agudos em todo o mundo. A maioria dos críticos não tem coragem de dizer por quê. Está na essência do sistema capitalista-imperialista o produtivismo predador. Hoje interessadas em conter o desenvolvimento dos países que se mantiveram no atraso econômico e social e no controle das suas riquezas naturais, incluindo a biodiversidade, as potências capitalistas querem descarregar sobre os países chamados emergentes a responsabilidade pela solução dos – insanáveis sob o sistema capitalista – problemas ambientais.
Por isso, acionam suas agências de diversionismo e provocação que se escondem sob o disfarce de organizações não governamentais de “defesa do meio ambiente”, financiadas com o dinheiro do capital financeiro internacional. Tais ONGs não só não ajudam a vincar um pensamento correto sobre a defesa do meio ambiente no nosso país, como atuam na direção contrária aos interesses nacionais.
O movimento popular brasileiro e as forças progressistas não podem dividir-se entre latifundiários capitalistas e “ambientalistas” a serviço das estratégias do imperialismo. Têm uma plataforma de luta, entre as quais se inclui a reforma agrária antilatifundiária e a soberania alimentar do povo brasileiro.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

EM DEFESA DO BRASIL E DOS PEQUENOS CAMPONESES ?

"O engajamento a favor do novo Código Florestal de entidades corporativas dos latifundiários, ideologicamente de direita, com forte influência política e posições destacadas nos grandes partidos das classes dominantes, nada tem a ver com aliança de interesses, opiniões, orientações e estratégias com as forças políticas progressistas que apoiaram o novo Código. Tais entidades, assim como políticos herdeiros da famigerada UDR, continuam sendo figadais inimigos dos camponeses, dos trabalhadores agrícolas em geral e do povo brasileiro" (editorial do site Vermelho, órgão do PCdoB, em apoio a seu filiado, deputado Aldo Rebelo, com o título: 'Código Florestal: em defesa do Brasil e dos pequenos camponeses') (Carta Maior; 5º feira 26/05/ 2011)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O CÓDIGO DE ALDO REBELO E A EXPECTATIVA DA IMPUNIDADE

 A expectativa da impunidade embutida no projeto do novo Código Florestal, de autoria do relator, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP),  está por trás dos 1.848 km2 de floresta derrubados na Amazônia entre agosto de 2010 e abril deste ano. O  aumento de 27%  foi concentrado no Mato Grosso e em áreas privadas, sugere uma ofensiva movida pela expectativa de impunidade para desmatadores, embutida nas promessas da nova lei florestal. Foram destruídos 733 km2 nos últimos nove meses no Mato Grosso, um acréscimo de 47% em relação ao total anterior.
Só nos meses de março e abril, quando se intensificou o debate sobre o Código Florestal, os satélites detectaram 593 km2 de novos desmatamentos no estado: 475% a mais que nos mesmos meses de 2010. O projeto do relator Aldo Rebelo legitima todas as áreas cultivadas até julho de 2008, perdoa multas a quem regularizar a área e permite a soma de áreas de preservação (APP) com a reserva legal (RL).
A compensação para desmatamentos poderá se dar em áreas fora do Estado da derrubada original, desde que no mesmo bioma. O relator também desobriga a recomposição de RLs em propriedade de até quatro módulos fiscais (de 20 a 400 hectares, segundo o município), além de regularizar, temerariamente, o cultivo em encostas, topos de morro, áreas "salgadas", defendendo a redução de áreas de proteção intocáveis  nas margens de cursos d'água. 
(Carta Maior; 5º feira, 19/05/ 2011)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

NÓS PERDEMOS


Por Moisés Diniz, do Blog Altino Machado
Toda a imprensa brasileira, todos os analistas, os políticos de modo geral, os padres e os pastores, os milionários, a sempre assustada classe média e os pobres de todas as favelas.
Todos aplaudem a ação vigorosa e mortal das Polícias do Rio de Janeiro e das Forças Armadas contra a bandidagem dos morros. Quem seria "doido" de ficar contra a ação para prender esses criminosos que estavam aterrorizando a bela cidade do Rio, sede da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016?
Eu também sou a favor da ação, só não fico no time daqueles perversos brasileiros que defendem a morte dos bandidos e aplaudem de pé o "Tropa de Elite". Eu defendo prisão perpétua para esses bandidos de alto grau e seus crimes hediondos. Assassinato não. Minha alma não permite.
Eu também concordo com a ação do Estado brasileiro, mas lamento que o Brasil tenha permitido chegar a isso. Lamento que a miséria humana tenha chegado a tão elevado patamar, num país rico e gigantesco em terra, água e biodiversidade.
As elites falharam. As elites do Brasil pecaram e nenhum confessionário curará as suas feridas. Elas acumularam riqueza demais. A concentração de renda chegou a limites absurdos.
Tem gente demais passando fome, tem jovens demais disponíveis para viver do tráfico de drogas, tem prostituição demais. Tem político omisso demais, magistrados, jornalistas, líderes populares. Todos nós temos culpa.
Nós perdemos. Nós perdemos para nós mesmos. Não vencemos os bandidos, derrotamos o Brasil, derrotamos a nossa honestidade e capacidade política, nossas energias de cinco séculos. Fracassamos.
Perdemos para a bandidagem que se tornou referência dos pobres dos morros, no lugar dos líderes da esquerda, dos líderes populares, que só querem saber de superávit primário e commodities para exportação.
A esquerda deixou de enfrentar as elites, aliou-se a ela e não distribuiu renda com a energia que deveria ter feito. A reforma agrária, inacreditável, mesmo sendo uma bandeira capitalista, continua como se estivéssemos na metade do século passado.
Os mortos dos morros do Rio são brasileiros que a elite os transformou em bandidos. Nessa hora tem gente, em inúmeras mansões, bebendo whisky e comemorando indiretamente as mortes.
Nós perdemos a capacidade de amar os pobres das favelas do Rio, de São Paulo, da Amazônia, porque aqui também têm pobres, jovens discriminados com o potencial mortífero de se tornar um bandido do porte daqueles do Rio.
Eu não quero levar para o túmulo essa culpa. Eu quero mudar, ser menos egoísta e mais fraterno, ouvir mais as pessoas e menos o poder do qual faço parte.
Quero voltar a viver como um ser humano normal, que seja capaz de chorar e de pedir perdão. E, acima de tudo, de mudar meus procedimentos políticos, para que eles sejam mais democráticos, mais livres, mais honestos e mais populares.
Quero lutar para que as minhas filhas não tenham também que dizer, no futuro, que elas também foram derrotadas na sua honestidade e no seu humanismo. Que elas também não precisem dizer:
Nós perdemos.
Moisés Diniz é autor do livro o "Santo de Deus" e deputado estadual do PCdoB do

terça-feira, 14 de setembro de 2010

EFEITO TIRIRICA

Tiririca e as Florentinas desesperadas.
"Florentina, Florentina, Florentina de Jesus,
Não sei se tu me amas, pra quê tu me seduz?"
A grita é generalizada contra um tal “Efeito Tiririca” na campanha eleitoral de 2010. Generalizada e inovadora, já que o tal “efeito”, no Brasil, é mais velho que andar pra frente: Enéas, Dra. Havanir, Agnaldo Timóteo, Clodovil… A lista é extensa.
Agora, talvez movidos por um sentimento de vingança contra o palhaço que está fazendo muita gente de bobo (e não são seus eleitores, explicarei), muitos são os que se insurgem AGORA contra o sistema eleitoral brasileiro, suas coligações e proporcionalidade pura. Mas tudo tem uma BOA explicação, não?
Via de regra, os chamados “candidatos-Cacareco” estão em partidos e coligações inexpressivas. Conclusão: é ele e mais nada puxando voto pra legenda. Quando muito, levam com eles mais um ou dois (tá, mais cinco no caso do Enéas), pois o quociente atingido só permite isso. Mas, este ano, com o super-Tiririca, a jiripoca pia, e pia ALTO: Tiririca é candidato pelo PR, coligado com o PT, PCdoB – partidos que já têm bom eleitorado – e mais dois partidecos (PRB e PTdoB). Ao contrário dos outros candidatos folclóricos em eleições passadas, o “Efeito Tiririca”, ESTE ANO, não vai levar para a Câmara dos Deputados aqueles dois ou três caras inexpressivos com 500 votos cada (tipo a Dra. Patrícia do PRONA), e sim pesos-pesados em votação, a maioria do PT e do PCdoB. Alguns do PR (tem uma galera forte nos meios evangélicos), mas nem tantos quanto se apregoa. Até o fantasma do Waldemar Costa Neto estão tentando ressuscitar.
Ou seja, a grita oculta, no caso, é constatar que votar no Tiririca é igualzinho a votar só na legenda do PT (ou do PCdoB)!! A maioria que pretende votar nele não sabe disso, e o pessoal que “forma opinião” não pode falar abertamente, seria muita bandeira.
Portanto, não é bem a palhaçada que o pessoal anda querendo combater, e sim a chance de Dilma ser eleita e o PT contar com uma bancada paulista na Câmara bastante expressiva. Se Tiririca fosse do PSTU, ninguém estaria nem aí com ele.