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domingo, 7 de agosto de 2011

ATIVIDADES INIMIGAS !?

Equipe de Seals morre em queda de helicóptero.
Taleban reivindicou o ataque contra aeronave, no centro do Afeganistão.
Tropas especiais foram responsáveis por morte de Bin Laden; total de baixas é o maior dos EUA no país desde 2001.
13.out.2011-S. Sabawoon/Efe
Helicóptero Chinook, do Exército dos EUA, no Afeganistão.
DA ASSOCIATED PRESS.
Vinte e dois integrantes dos Seals, grupo de forças especiais da Marinha americana, morreram ontem na queda de um helicóptero da Otan na província de Wardak, região central do Afeganistão.
Segundo o jornal "The New York Times", parte desses 22 é da mesma equipe responsável pela morte de Osama bin Laden, em maio os EUA dizem, porém, que nenhum dos Seals envolvidos diretamente na ação contra Bin Laden está entre os mortos.
Ao todo, 38 militares morreram no acidente, sendo 30 americanos e oito afegãos. É o maior número de baixas de tropas americanas desde o início da guerra, em 2001.
Por meio de um porta-voz, o grupo fundamentalista islâmico Taleban declarou ter sido o responsável pela derrubada do helicóptero.
O ataque, segundo o Taleban, ocorreu no momento em que os militares preparavam uma incursão numa casa onde insurgentes estariam reunidos. A versão foi dada também pela polícia de Wardak.
A Otan confirmou a queda do helicóptero e a existência de "atividade inimiga" na região, porém não comentou o suposto ataque. Disse que as causas serão investigadas.
O presidente Barack Obama lamentou as mortes dos e elogiou os "sacrifícios extraordinários" dos militares.

terça-feira, 12 de julho de 2011

MERCADOS TOCAM O TERROR NA ZONA DO EURO

BELLUZZO: "A COISA ESTÁ MAIS PARA URUBÚ DO QUE PARA COLIBRI" Testemunha ocular da zorra do euro, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo assiste, de Paris, ao tratoramento das instituições pelos mercados financeiros desregulados. Suas palavras: "Os ministros da Fazenda só conseguem fazer genuflexão para os mercados. A cada gesto de submissão os ditos mercados apertam as cravelhas. A última sugestão dos banqueiros: o Fundo Europeu de Estabilização deve comprar a dívida grega pelo valor de face (ou seja, os credores tiram o seu capital limpinho e na íntegra e o setor público afunda num mar de títulos podres). E a farra não cessa. Nesta 3º feira de trégua para a Itália e a Espanha, que registraram perdas brutais no dia anterior com a fuga de investidores e exigências de spreads maiores, os mercados decidiram exercitar a mira em um novo alvo: a cambaleante Irlanda. A Moody's, agencia de classificação de risco, anunciou que os títulos da dívida irlandesa decairam à categoria junker --'lixo'. Na semana passada, a mesma Moody's já havia jogado os papéis de Portugal no mesmo limbo, que elimina a chance de financiamento a mercado e afasta investidores como o diabo da cruz. A desordem financeira mundial cobra um preço alto e desmoralizante das autoridades da UE. Sem freios institucionais nem disposição ideológica para enquadrar as criaturas dos mercados desregulados, elas literalmente dançam na zona do euro, à reboque dos impulsos destrutivos das manadas especulativas. Os próximos dias prometem: depois de meses de hesitação, idas e vindas, a Comissão Européia anuncia uma cúpula de emergencia para sexta-feira. A intenção, até onde se sabe, é sancionar o calote de parte da dívida da Grécia, encalacrada entre a resistência dos credores privados --como observa Belluzzo, em realizarem perdas-- e a exigência da Alemanha, de que os beneficiário da festa grega ajudem a pagar a conta, depois de quebrados os pratos. Na mesma sexta-feira, ao final da tarde, será divulgado o diagnóstico sobre a saúde financeira da banca européia ('o teste de stresse'). Saberemos então a capacidade que tem o sistema privado de suportar um calote em sua carteira -- grego, por exemplo. A velha Europa range e ruge do assoalho econômico ao telhado político. Não é só o imbróglio financeiro, confirma Belluzzo: "... Além da crise dívida soberana, os europeus estão aparvalhados com o episódio do 'News of the World, o semanário do meliante Rupert Murdoch,que grampeou políticos, jogadores de futebol. O Guardian, o Independent e o próprio New York Times estão fazendo um cobertura digna do melhor jornalismo. No Brasil, os donos da imprensa estão escondendo o affair..."  A razão é simples: tudo soa familiar, demasiado familiar... (Carta Maior; 3º feira 12/07/ 2011)

terça-feira, 7 de junho de 2011

BIOPIRATARIA

Empresa dos EUA vende amostras de sangue de índios brasileiros por US$ 85.

Foto
A empresa norte-americana Coriel Cell Repositories, sediada em Camden Nova Jersey, mantém à venda em seu site amostras de sangue de índios brasileiros, por US$ 85 (R$ 134,13). A oferta do sangue ocorre há mais de uma década. No ano 2005 o caso veio à tona. À época, a CPI da Biopirataria pediu explicações à Fundação Nacional do Índio, que anunciou ter acionado a Polícia Federal e o Itamaraty para solicitar ao governo dos EUA a suspensão da venda. Mércio Pereira da Silva, então presidente da Funai, anunciou no dia 13 de abril de 2005, que todas as medidas haviam sido adotadas no sentido de coibir o comércio. Seis anos se passaram e o sangue dos índios do Brasil e de outros países ainda é oferecido. O jornal The New York Times destaca o assunto em primeira página, na edição do dia 20 de junho de 2007. A reportagem mostra que o material, supostamente obtido sem o consentimento dos índios, foi coletado sem que as autoridades brasileiras soubessem que procedimentos científicos estavam sendo realizados nas tribos protegidos por lei federal. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar o caso. Porém, nenhum dos suspeitos foi preso. Informações da Agência Amazônia

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Chineses querem controlar produção de soja no interior do Brasil.

O jornal The New York Times publicou nesta sexta (27) uma matéria sobre a imigração de chineses para o Brasil. No texto, a publicação americana fala sobre como ao chegar ao país e não encontrar terra o suficiente para compra, os chineses passaram a financiar a produção de fazendeiros brasileiros para que ao crescer fosse enviada à China. De acordo com um produtor entrevistado, o país do continente asiático precisa de muita soja e os plantadores de incentivo financeiro, o que segundo ele, seria “um novo começo para os fazendeiros de Uruaçu”, cidade no interior de Goiás.  O que a matéria diz em seguida é ainda mais preocupante, segundo o jornal, os chineses pretendem controlar a produção de forma direta sem depender dos produtores ou de algum tipo de associação e “trazer o fervor pela agricultura auto-suficiente de sua nação para o outro lado do mundo”.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Os EUA autorizaram missões secretas na Líbia para ajudar rebeldes contra o ditador Muammar Gaddafi.
O serviço secreto britânico MI6 também está envolvido.
As informações foram divulgadas pelo jornal "The New York Times" e pela agência Reuters.
A Casa Branca e a CIA (agência de inteligência dos EUA) não se manifestaram.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

LEVEM AO MENOS UMA MULHER, PEDE DAVOS

A fim de "incentivar a diversidade de gênero", o Fórum Econômico Mundial está solicitando aos seus "parceiros estratégicos" que, dentre os cinco convidados a que têm direito, convidem ao menos uma mulher. Pedir aos parceiros "ao menos uma mulher" é uma confissão do embrete civilizatório em que esses patifes estão.
Que o Fórum Econômico de Davos está mal das pernas ninguém questiona. A novidade do Fórum que não é mais só do Norte, embora siga frio e dos muito ricos e riquíssimos, está num pequeno detalhe: os organizadores estão consternados com a falta de diversidade de gênero dentre os participantes do encontro na cidade suíça.
É claro, a consternação fundamental segue sendo outra, embora não transparente enquanto agenda. Trata-se do enigma de como continuar mandando no mundo, nesta conjuntura e com as mudanças em direção da multipolaridade em curso. Vale dizer que essas decisões importantes não ocupam conferências, por mais fechadas que estas venham a ser. Para cada conferência há algum acadêmico “prêt-à-penser”, como disse o professor da Universidade de Barcelona, Toni Domènech e outros macacos de auditório do gênero, como ex-governantes, periféricos ou não, dos anos 90 e grande elenco de sumidades, do porte de um Paulo Coelho, Bono Vox e coisas assim. Eles são auditório, isso mesmo. Porque as conferências e os acordos, as decisões e os debates, em Davos, não são públicos.
Nem a bagatela do preço dos ingressos dá acesso ao que o Fórum Econômico Mundial estabelece como agenda. Para esta não há bilhete premiado. Poder global não cai do céu nem se compra em paraíso fiscal, unicamente.
O colunista Andrew Ross Sorkin do New York Times fez uma bem humorada crônica (24/01/2001) sobre o custo Davos para os seus participantes. Na crônica, traduzida abaixo, constam não somente os dados relativos à organização do FEM e os relatos de alguns participantes com grande expressão no encontro anual e demais atividades da área.
Ross Sorkin refere um detalhe interessante. A fim de incentivar a diversidade de gênero, o Fórum Econômico Mundial está solicitando aos participantes de nível mais alto (ver no texto do NYT os vários níveis de associação ao WEF, conforme os títulos de sócio oferecidos) que, dentre os cinco convidados a que têm direito, convidem ao menos uma mulher. Em números, os associados com carteirinha de “Parceiro Estratégico” pagam 522 mil dólares (um milhão de reais, em média) para poderem participar do evento de uma semana na cidadela, fora os ingressos individuais, no valor de 19 mil dólares cada um e os demais custos de viagem.
Do outro lado do mundo, em termos quase verticais, ocorrerá o Fórum Social Mundial, em Dakar, no Senegal, pouco depois do encontro dos ricos e muito ricos. Os seus organizadores costumam dizer que o caráter de contraponto a Davos foi superado e que o Fórum Social Mundial é muito maior do que um embate contra os donos do mundo poderia ser. É claro, essa não é uma posição imune a críticas e bem se sabe que o FSM tem um aspecto babilônico gratuito.
Dada a gravidade da crise econômica e financeira no mundo, há quem fale, e não são poucos, em crise civilizatória. O Fórum de Davos não tem, como é sabido e ressabido, autoridade para apresentar uma agenda para o mundo pós-crise ou mesmo de transição que conte com políticas globais para o seu enfrentamento. O Fórum Social Mundial, por outro lado, tem mais do que autoridade para debater uma agenda, aliás em gestação há mais de dez anos, entre os sujeitos objetificados pelos donos do mundo de Davos, e entre os movimentos sociais que ajudaram e estão ajudando a mudar ao menos a América Latina.
Quando a escumalha a ser reunida em Davos apresenta uma regra para quantificar a participação feminina não está adotando mais um expediente de absorção da agenda civilizatória. Pedir “ao menos uma mulher” aos mais ricos dentre o maior encontro dos mais ricos do mundo é um pouco mais que uma confissão de culpa, porque não é errado apenas moralmente, coisa que de resto em nada incomodaria a um Fórum com aquele perfil moral.
Pedir aos bilionários ao menos uma mulher é uma confissão do embrete civilizatório em que esses patifes estão. Ao menos no Senegal há gente, e haverá muitas mulheres. Não será um Fórum somente do Sul, mas também dos do Norte empobrecido e embrutecido pelas políticas brindadas em Davos e impostas ao resto do mundo. E será na África, o continente credor da orgia de Davos, lá onde os “perdedores” e os “mal sucedidos” estarão. Parte deles, inclusive, descerá das ruas geladas para o continente africano, porque outro mundo é possível, ao menos por isso.
A seguir, a crônica de Andrew Ross Sorkin:
Um preço alto para entrar em Davos.
Qual o preço do ingresso para ser um Davos Man?
Executivos, governantes, lideranças e acadêmicos ao redor do mundo estão a caminho de Davos, Suíça, para o encontro anual do Fórum Econômico Mundial nesta semana – uma reunião de poderosos que mistura negócios, políticas e Champanhe nos Alpes Suíços.
Trata-se de um evento que pauta uma vasta agenda dos tomadores de decisão, de Jamie Dimon, o executivo-chefe do JPMorgan Chase, ao Primeiro Ministro George A. Papandreou da Grécia ao vocalista da U2, Bono, voltados ostensivamente para contemplar como resolver os problemas do mundo.
É claro, muito do que ocorrerá na semana girará na verdade em torno de uma coisa: networking. Como o autor de “Cisne Negro”, Nassim N. Taleb o descreveu a Tom Keene, da Bloomberg Televisão, o evento está “buscando gente de sucesso que queira ser vista com outras pessoas de sucesso. Este é o jogo”.
Todo convite para o evento é para ser considerado uma honra exclusiva. Mas para os executivos das

quarta-feira, 3 de novembro de 2010


Apple aposta em nova era da computação.

Por The New York Times.
Post publicado no:

Por Nick Bilton, Tradução de Celso M. Paciorni.
Lembram do disquete? Aposto que Steve Jobs lembra. Também aposto que ele  lembra de quando o matou.Foi em 1998, para ser preciso, e a arma do crime foi o novo iMac, um computador que não tinha o leitor de disquete que era padrão nos computadores da época.No mês passado, Jobs assinou a sentença de morte para outra peça de tecnologia: os discos ópticos como DVDs e CDs.Para essa execução, sua arma escolhida foi o novo MacBook Air, com uma ajuda extra da loja do iTunes, é claro.Durante o anúncio da nova linha MacBook Air, Jobs disse que esses computadores eram laptops da próxima geração. Isso foi reiterado nos comerciais dos computadores, em que uma narração em off os chama de “a próxima geração de Macbooks”.
A versão do Mac em 1984 ainda incluia leitor de disquete. FOTO: PAUL SAKUMA/AP
Em outras palavras, não esperem um slot de DVD em seu próximo laptop Mac, ou em seu próximo computador desktop, aliás. A Apple espera substituir esses discos por um iCloud branco felpudo em que software, vídeo e seu próprio conteúdo pessoal esvoaçam em torno no ar como gaivotas felizes numa praia.
A Apple tem muita coisa em jogo com sua iniciativa rumo a essa nova era de computação.O desastroso lançamento do MobileMe, que oferece armazenamento online e sincronização entre dispositivos, foi um dos maiores fiascos da empresa nos últimos anos. Embora o serviço funcione relativamente bem agora, ele ainda é muito caro, ao preço de US$ 100 por ano, e o software de armazenamento iDisk é muito mais lento  que produtos de terceiros como ZumoCast e Box.net. Para aumentar a pressão, a Apple também está enfrentando o Google, uma companhia que cresceu basicamente na computação em nuvem e construiu alguns serviços bem-sucedidos para esta nova era de software.Nada disso é novo para Steve Jobs. Na semana passada, um relatório observou que o centro de processamento de dados de 500 mil metros quadrados e US$ 1 bilhão em que a companhia vem trabalhando há anos está ficando pronto para entrar em operação. E Peter Oppenheimer, diretor financeiro da Apple, disse recentemente que o centro de processamento de dados abriria “a qualquer momento”. Quando o centro na Carolina do Norte estiver pronto, as pessoas podem esperar todo tipo de serviço baseado em nuvem em seus computadores Mac.
Fotos e música poderiam começar a fluir entre computadores sem a necessidade de fios incômodos, e pode-se até imaginar um tempo em que o sistema operacional de seu computador não é simplesmente um desktop, mas um “cloudtop”, onde todo tipo de arquivo salvo em sua máquina é automaticamente emitido para o espaço virtual, tornando-se acessível em iPads, iPhones e outros dispositivos Apple. Mas a companhia ainda não está com pressa de mudar cada um e todos para a computação em nuvem. A Apple quer fazer a coisa certa desta vez, e os consumidores provavelmente verão essas mudanças ocorrerem lentamente.Uma coisa é certa, porém: preparem-se para guardar todos os velhos DVDs e CDs numa caixa junto com seus videoteipes e disquetes.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

AS VUVUZELAS.

Equipes de transmissão se "armam" contra as vuvuzelas.
Vuvuzelas dividem opiniões na Copa.
GEORGE VECSEY.
As vuvuzelas não estão nem mesmo na lista dos 10 mais, quando se trata de irritar os torcedores que assistem a jogos em estádios modernos.
Todo mundo está falando sobre as vuvuzelas, mas ninguém faz coisa alguma a respeito: Mark Twain, aquele grande jornalista americano de futebol, é que disse. Ou não. Até agora, as longas cornetas plásticas vêm rugindo por toda a África do Sul, irritando a todos exceto aqueles que as tocam. Minha posição pessoal é a de que as vuvuzelas não constam de minha lista pessoal de 10 maiores irritações - mas isso não significa que, se pudesse eliminá-las, eu não o faria.
Agora, uma novidade: nossa maravilhosa sociedade, que é incapaz de resolver o problema de um imenso vazamento de petróleo criado por ela mesma, aparentemente dispõe da tecnologia necessária a reduzir o ruído das vuvuzelas. O que representa alguma forma de progresso.
A companhia que transmite os sons e imagens da Copa do Mundo a assinantes de todo o mundo, a Host Broadcast Services, anunciou na terça-feira que havia dobrado o número de filtros sonoros a fim de reduzir o ronco lamurioso das vuvuzelas.
As cornetas vêm sendo tratadas como um ícone da cultura da África do Sul, e a Fifa, a organização que comanda o futebol mundial, se recusou a tomar medidas para que sejam proibidas.
No entanto, os telespectadores de todo o mundo, para os quais não há vantagem em adotar a visão politicamente correta quanto a algo que soa como um esquadrão de caças a jato decolando de suas salas, não param de se queixar do zumbido irritante que escapa de seus televisores. Dizem que está arruinando a experiência da Copa do Mundo, para eles.
Ao que eu respondo, bem, eles podem simplesmente assistir aos jogos sem som. E os torcedores nos estádios vêm redescobrindo a utilidade do humilde protetor de ouvido.
Ao longo dos primeiros cinco dias de jogos, minha impressão foi a de que o som estava mais baixo este ano do que foi na Copa das Confederações do ano passado, também realizada na África do Sul, quando as redes de TV pareciam ter microfones instalados dentro das vuvuzelas.
Na verdade, as redes têm trabalhado de maneira a reduzir o volume. John Skipper, vice-presidente sênior e diretor geral do site ESPN.com, disse na terça-feira que a ESPN estava empregando em suas transmissões um sistema de mixagem de áudio semelhante ao que adota para transmitir as corridas da Nascar e os jogos de basquete da NBA.
Skipper, que já viveu no exterior e sempre defendeu que a ESPN transmitisse mais futebol, não demorou a acrescentar que não havia feito lobby junto à Fifa pela proibição das cornetas nas partidas, afirmando que eram "parte da experiência".
Ele também apontou para o fato de que muitos torcedores holandeses vêm usando cornetas - cor de laranja, claro.
Alguns torcedores têm se queixado do nível de ruído nos estádios. Robin Van Peirse, atacante e um dos astros da seleção holandesa, quase recebeu um segundo cartão amarelo ao continuar um lance por não ter ouvido o apito de impedimento. Ryan Nelsen, o capitão da seleção da Nova Zelândia, brincou que não conseguia nem ouvir o seu técnico gritando da lateral do campo, e acrescentou que isso talvez nem fosse assim tão desvantajoso.
Para os telespectadores de todo o mundo, as redes de TV tomaram medidas de redução do ruído.
"Caso a vuvuzela continue a influenciar a diversão da audiência, consideraremos que outras opções existem para reduzir ainda mais o volume", afirmou a BBC em comunicado. É possível que os responsáveis pela transmissão criem um canal vuvuzela e um canal vuvuzela light.
Será que as cornetas se tornarão moda em todo o mundo? A casa de apostas britânicas William Hill começou a aceitar apostas sobre a proibição ou não às cornetas na próxima temporada do futebol inglês.
"A vuvuzela certamente polariza as opiniões, e suspeitamos que alguns clubes possam adotar regras que permitam proibi-las, caso ameacem se generalizar", disse Graham Sharpe, porta-voz da William Hill.
Quanto a assistir sem som, é algo que faço há anos a fim de evitar os clichês dos comentaristas e narradores de futebol. E, para os torcedores nos estádios, os protetores de ouvido se tornaram um item procurado na África do Sul.
Mas a verdadeira questão é determinar onde se enquadram as vuvuzelas na lista do que mais irrita dos esportes. Não estou certo de que sejam mais irritantes que o bombardeio incessante de comerciais em alto volume que os torcedores têm de ouvir em estádios de beisebol, especialmente os de Nova York. No Yankee Stadium, a música e som são tão altos entre os arremessos que o objetivo parece ser impedir que os torcedores conversem sobre o esporte. As apresentações que abrem os jogos de basquete no Madison Square Garden são um insulto aos sentidos.
No entanto, uma vez mais, enquanto eu digitava esta coluna em minha casa, ouvia o esquadrão local de vuvuzelas rugindo pelo bairro - o estrondo diário dos aparadores de grama. Estranhamente, os cortadores de grama que uso no meu gramado não parecem fazer assim tanto barulho. Os aparelhos de ar condicionado rugem. A pista de golfe vizinha parece enviar a 136ª Divisão Mecanizada para reparar os gramados às sete da manhã. Boa parte da vida moderna constitui um ataque incessante aos nossos sentidos.
As partidas da Copa do Mundo costumavam ser tão discretas, se comparadas à cafonice do espetáculo nos esportes americanos, que Alexi Lalas sentiu que faltava alguma coisa quando ele entrou em campo em sua primeira partida de Copa do Mundo, no Silverdome, em Michigan, no torneio de 1994. Sentiu falta do rugido amplificado pelos alto-falantes a que se acostumara ao assistir esportes pela TV. Agora a Copa do Mundo está recuperando o terreno perdido. Mas pelo menos os canais de TV sabem como filtrar as vuvuzelas. Melhor notícia dos últimos meses.
The New York Times - Foto: Reuters.