Mostrando postagens com marcador LULA MIRANDA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LULA MIRANDA. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

TRIBUTO AOS MILITANTES

Esse texto é para louvar e agradecer à militância. Para tanto, escolhi um dos nossos “paradigmáticos”. Um militante que nessa luta foi extraordinário: José de Abreu. O cidadão, não o ator. Foi estimulante, comovente testemunhar a dedicação, a entrega desse homem à nossa causa.
Nós vencemos. Eles perderam. Simples assim. Aproveitemos à exaustão o deleite e as delícias dessa sagrada vitória. Não lhes daremos “o gosto” de um suposto e extemporâneo “terceiro turno”. Não tripudiaremos, decerto, pois não é da nossa índole. Porém tampouco aceitaremos/permitiremos que tentem macular nossa alegria, nossa folia, novamente, com suas infâmias, com esse abjeto racismo e separatismo que agora nos oferecem em sua bandeja de misérias. Não. Esse lixo não nos serve. Esse lixo não serve ao Brasil que ora, como muito zelo, construímos. Vivemos num Estado de Direto. As instituições darão conta desses infames.
Para que fique bem claro, de uma vez por todas: quem somos “nós”, quem são “eles”. Nós somos os “militantes da utopia”, os “justos”, generosos, fraternos, humanistas; somos os guardiões e militantes de uma causa que preconiza mais distribuição de renda, mais Bolsa Família, mais empregos, Luz para Todos, mais Minha Casa Minha Vida,uma maior presença do Estado na economia, mais investimentos em infra-estrutura e saneamento básico, saúde, educação e segurança, mais cidadania.
Repito, mais uma vez, para que fique cristalino: nós vencemos. O nosso projeto foi aprovado pela maioria esmagadora dos brasileiros, de Norte a Sul; do Nordeste ao Sudeste. Dilma Vana Rousseff foi eleita a primeira mulher presidente da República do Brasil. Dará continuidade e, mais que isso, aperfeiçoará o legado de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente-operário.
Já eles, os perdedores, em sua esmagadora maioria, são/representam a “vanguarda do atraso”, o fundamentalismo religioso, o ódio, todo tipo de preconceito, o separatismo, a privatização, ou seja, a entrega do Estado a interesses privados, o cruel “higienismo” contra os desassistidos. Representam, pois, o destampatório de todo mal, a Pandora inesgotável – como bem registrou em artigo o meu valoroso conterrâneo Leandro Fortes. Eles simbolizam os “bichos escrotos” que solertes saíram dos esgotos, das sombras com a pretensão de arruinar a nossa festa e, por conseguinte, o nosso projeto de um país para todos os brasileiros.
Mas não conseguiram. A esperança venceu o medo, novamente; a verdade venceu a mentira, com altivez e galhardia. A catequese amorosa, que é inerente a nossa natureza, e que aperfeiçoamos com Leonardo Boff, Fei Betto e tantos outros, venceu sobejamente a pregação odienta dos nossos antagonistas. Nós vencemos – nunca é demais reiterar. Nós vencemos!
Vencemos [palavra saborosa], sobretudo, graças a nossa militância: fraterna, valente, aguerrida, desinteressada, pois idealista, amorosa. Foi emocionante rever/reconhecer os companheiros nas ruas de todo o país, panfletando, agitando as bandeiras da Dilma com fervor cívico, como há muito não se via. Como - ou melhor, por quê?! - não chorar diante daquela histórica manifestação de apoio dos artistas e intelectuais no teatro Casagrande no RJ? Ou na manifestação dos juristas e professores na PUC-SP ou dos intelectuais e professores no campus da USP, por exemplo? E os cem mil com Lula em Pernambuco?! Como segurar as lágrimas ao ouvir a declaração de apoio de Marilena Chauí? Como não vibrar com o discurso flamejante de Luiza Erundina? Não tenho dúvida: os melhores estavam (e sempre estarão) do nosso lado. Caminharemos juntos, sempre em frente, buscando um auspicioso/generoso porvir.
Mas esse texto é para louvar e agradecer à militância. Para tanto, escolhi um dos nossos “paradigmáticos”. Um militante que nessa luta foi extraordinário: José de Abreu. O cidadão, não o ator. Foi estimulante, comovente testemunhar a dedicação, a entrega desse homem à nossa causa. Vê-lo nas ruas, em sua pregação afetuosa no twitter ou mesmo no 1º Encontro dos Blogueiros Progressistas. Não à toa esteve no palco na noite da vitória em Brasília – chorava copiosamente –, não simplesmente na condição de “papagaio de pirata” da presidente eleita, mas nos representando, militantes que fomos/somos . O Zé ali era “nós na fita”. Ah, o Zé Bigorna foi sensacional, singular.
Os blogueiros progressistas [prefiro, você bem o sabe, “de esquerda”] também tiveram um papel fundamental – assim como seus leitores e comentaristas. Alguns jornalistas também se recusaram a se associar aos infames sabujos da velha mídia e não se omitiram. Cito aqui alguns deles, jornalistas, blogueiros, leitores/comentaristas, como uma forma de registrar o nosso agradecimento e homenagem: Rodrigo Vianna (fundamental!), Altamiro Borges (grande Miro!), Luis Carlos Azenha (a sagacidade em pessoa), Eduardo Guimarães (incansável), Paulo Henrique Amorim (um guerreiro!), Luis Nassif, Brizola Neto, Renato Rovai (o que mais “furou”, digo, deu em primeira mão,resultados de pesquisas), Deputado Paulo Teixeira, Miguel do Rosário, Maringone, “Seu Cloaca”, André Lux, Jorge Furtado, Idelber Avelar, Celso Lungaretti, Conceição Oliveira, Argemiro Ferreira, Izaías Almada, Marcelo Sales, Flávio Aguiar, Palhares, Emir Sader (o nosso “emir”), Gilson Caroni Filho (um virtuose da “logopéia”), Antônio Martins (outro virtuose), Venício Lima, Laurindo Leal Filho, Mino Carta, Bob Fernandes, Marco Aurélio Mello, Luis Favre, Maurício Thuswohl, Maria Frô, “Na Maria”, Marco Weissheimer, Leonardo Sakamoto, Francisco Carlos Teixeira, Luis Carlos Lopes, Maria Inês Nassif, pessoal do blog Amigos do Presidente, Grupo Beatrice, equipe do Observatório da Imprensa, pessoal da Rede Brasil Atual, pessoal da Caros Amigos, Stanley Burburinho, Gunter Zibell, Professor Hariovaldo, Malu Marcondes Ferreira, Guimarães s v, Messias Franca (de Feira de Santana, Bahia)...
São tantos os nomes/talentos que se irmanaram nessa nossa vitória que dá um orgulho danado de estar ao lado dessa gente tão valorosa. Não dá não? 
São tantos os nomes desse nosso aguerrido “exército”. Mas certamente faltou elencar o seu, estimado leitor. Portanto, caso seu nome ainda não conste dessa minha imperfeita lista [na verdade, um rascunho inicial], é só subscrever abaixo, pois, ao final, complementarei esse elenco de nomes/talentos e farei um poema-objeto (um cartaz virtual, algo assim) com o registro de todos que, de alguma maneira/forma, contribuíram para essa vitória da cidadania; seja como militante nas ruas, seja como jornalista, articulista, blogueiro (“sujo” ou “limpinho”), como leitor, comentarista etc. Qualquer maneira de entrega/dedicação valeu a pena - literalmente. 
Se você é um dos nossos, um dos vitoriosos, subscreva abaixo.
Parabéns! Você ajudou a vencer a infâmia, o ódio, a maledicência. Parabéns! Você ajudou a eleger aprimeira presidente do Brasil!
Receba os meus/nossos sinceros cumprimentos e agradecimentos. Celebre bastante até o dia da posse. Não se deixe incomodar pelos desmancha-prazeres [os que, insanos, clamam por um 3º turno]. Certamente nos encontraremos novamente em Brasília.
A luta, porém, sabemos, não acaba nunca. Afinal, nunca é demasiado lembrar, militamos em nome da utopia.
Viva a Dilma! Viva Lula! Viva o Brasil!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

PEGA O LADRÃO

Quando o meliante grita: “Pega o ladrão!”
A grande imprensa se comporta hoje tal qual o meliante que, durante um furto, age de forma “malandra”, gritando a plenos pulmões: “Pega o ladrão! Pega o ladrão!” Porém, muitos já estão se dando conta de quem é o ladrão da história.
Lula Miranda.
Reflitamos um pouco sobre a confusão que pode ficar na cabeça do cidadão comum, do trabalhador, da dona de casa, do estudante, do aposentado acerca dessa falsa polêmica propagandeada nos dias que correm, com alarde e estridência, pela grande imprensa. A saber: somos nós “do lado de cá” (das esquerdas) que somos “antidemocráticos”, “chavistas” e tentamos “controlar”/ “tutelar” [sic] a mídia ou é, em verdade, essa mesma mídia dos grandes veículos, que é, ela sim, antidemocrática, oligopolizada, parcial, “de direita” e a serviço de um “golpismo” despudorado ora em curso; somando esforços e cumplicidade com a oposição conservadora, e se utilizando, inclusive, de meios espúrios para tentar vencer o presente pleito “no tapetão”, “no grito”? Qual das duas versões tem respaldo na realidade e compromisso fidedigno com a tal verdade factual? Que “versão” prevalecerá? Existem nuances? A verdade vencerá. A verdade nos libertará dos que hoje tentam, como em tempos idos, nos subjugar.
Relato a seguir um episódio ocorrido comigo para ilustrar e lançar um pouco de luz sobre esse caso e assim facilitar a compreensão do cidadão comum do que está por detrás dessa bem urdida ambigüidade lógica (não seria o velho “duplipensar”?), agora estrategicamente plantada em manchetes tão alarmistas e exageradas quanto destituídas de sentido. À falta da chibata, com essa grita pretendem nos calar pelo hálito quente e pestilento da intimidação da “autoridade”? Pelo medo? Não mais nos intimidarão com o simples estalido do couro; não nos calarão.
Passeava ao entardecer, tranqüilamente, com minha mulher pelas ruas arborizadas do bairro onde resido, ouvindo o canto dos sabiás, quando, de repente, o cantar dos pássaros deu lugar aos gritos desesperados de uma senhora: “Roubou meu celular! Socorro! Ele roubou meu celular!”. Num átimo, fomos retirados, abruptamente, da nossa realidade idílica e tranqüila por aquele pedido de socorro.
Ao direcionar meu olhar e atenção para aquela nova realidade que me/nos engolfava, avistei a senhora, mas também percebi um jovem que passava bem próximo a mim correndo e também gritando: “Pega o ladrão! Pega o ladrão”! Pude perceber, à distância, sua fisionomia crispada (a lhe trair e denunciar a culpa?), e