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terça-feira, 7 de junho de 2011

A DESPEDIDA DO FENÔMENO


BLOG DO DENI MENEZES - O Repórter de oito Copas do Mundo.

A noite de esplendor e festa desta terça-feira 7 de junho de 2011 marca a despedida de Ronaldo do futebol. Por isso, o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, na região quase central do Pacaembu, na capital de São Paulo, estará lotado e tributará a um dos grandes atacantes a homenagem que merece pela história bonita que soube fazer em todos os clubes de sua carreira.
Ronaldo Luiz Nazário de Lima, carioca, nascido em Bento Ribeiro, subúrbio da Zona Norte do Rio, em 22 de setembro de 1976, começou pouco antes de completar 16 anos no time juvenil do São Cristóvão, onde foi descoberto por Jairzinho, seis anos antes artilheiro da seleção na Copa de 70 no México. No estádio da Rua Figueira de Melo há uma inscrição: “Aqui nasceu o Fenômeno”.
Ronaldo tornou-se profissional no Cruzeiro, em 1993, campeão mineiro. No ano seguinte foi negociado com o PSV Eindhoven e ganhou a Copa da Holanda. Com atuações de alto nível e gols notáveis, veio a projeção que lhe valeu a transferência para o FC Barcelona, onde foi campeão da Copa do Rei da Espanha. Um ano depois, uma nova mudança, para a Internazionale de Milão, e a seguir para o Milan.
Ronaldo conseguiu, com simpatia e simplicidade, ser querido em quatro clubes importantes que nutrem grande paixão e rivalidade entre os torcedores. Foi ídolo no Barcelona e no Real Madrid, relembrando Evaristo - outro supercraque brasileiro que também vestiu as duas camisas nos anos 50 – e depois na Inter e no Milan, com exibições e gols que deixaram saudade no estádio de San Siro.
Reserva na Copa de 94, apesar da insistência de D. Geni – mãe de Parreira -, que pedia “Põe o Ronaldinho”, vice-campeão em 98, quando quase não disputou a final com a França por causa de uma convulsão que sofreu no hotel, horas antes do jogo, só conseguiu a consagração em 2002, afinal campeão do mundo. Fez oito gols, incluídos os dois da decisão (2 a 0) com a Alemanha, em Yokohama, no Japão.
Ronaldo estreou na seleção em 94, em Recife, substituindo Bebeto nos onze minutos finais do amistoso com a Argentina, no estádio do Arruda. Marcou 67 gols em 104 jogos, com 73 vitórias, 9 derrotas, 22 empates. Não fez gol em 13 jogos, como na final da Copa de 98 que o Brasil, vice-campeão do mundo pela segunda vez, depois de onze Copas, perdeu (3 a 0) para a França, no estádio de Saint Denis.
Ele ganhou ontem um relógio de ouro com a inscrição “Obrigado, Ronaldo” e o escudo da Confederação Brasileira de Futebol. Confessou estar emocionado e ansioso: “Não consigo deixar de ficar nervoso e, sinceramente, eu estou tremendo de medo”. Disse que gostaria de se despedir fazendo um gol: “Já pedi aos companheiros: caiam na área porque se o árbitro marcar pênalti eu vou bater”.
Ronaldo admite que “todos os jogadores devem estar aprontando alguma surpresa”. Segundo ele, não é fácil controlar a emoção, mesmo com tanta experiência. Ele disse que tomou antiinflamatórios para suportar os 15 minutos finais do primeiro tempo em que vai jogar. E provocou uma gargalhada geral na sala de entrevistas,ontem, quando perguntou aos jornalistas: “Vocês não estão me achando mais magro, não?”

sexta-feira, 8 de abril de 2011

"Não me olhe como a se polícia andasse atrás de mim, cale a boca e não cale na boca notícia ruim..."

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

TEM CADA BABACA

"Enquanto teve velocidade, foi um ótimo jogador, mas nada de fenômeno". Até ia tecer um comentário sobre isso que você falou, mas, como você não entende porra nenhuma de futebol, não vou perder meu tempo.
Só pra constar: RONALDO FENÔMENO foi o melhor camisa 9 de todos os tempos do futebol mundias. Assim como nunca mais veremos um 10 como Pelé, nunca mais veremos um 9 como Ronaldo.
Se o meu tico e teco não estiver pregando uma, você quer ver coisas pequeninas onde foram maiores, todos que você citou e mais uma dúzia deles foram ótimos, mas os diferenciados são poucos, desculpe-nos pela sua infelicidade.
E mais uma vez você abra sua boca pra falar merda, fico pasmo como um jornalista, se é que posso qualificar um profissional assim, falar tanta merda, realmente é o reflexo, fraco e inútil, pede pra sair, você não merece essa caneta preta !

A DESPEDIDA

Por Carlos Eduardo Navaes, do Jornal do Brasil.
Nosso Ronaldo despediu-se dos gramados com uma frase de nuance poética: “Perdi para meu corpo”.
Sinto-me tentado a repetir a expressão usada pelos assaltantes: “Perdeu, cara!”. Sentado no banco do vestiário, Ronaldo procurou pelo seu corpo e só viu a alma. O corpo desaparecera, levado pela dor, carregando seus pertences, seu talento, suas chuteiras, suas conquistas deixando apenas – para ele e para nós – suas lembranças. Não é pouco. Foram 18 anos de uma trajetória esportiva que nunca seguiu em linha reta, pontuada por transferências, prêmios, amores, cirurgias e “otras cositas más”. A partir da última segunda-feira, no entanto, ao reconhecer a luta perdida para seu corpo, Ronaldo deixou os verdes campos para entrar na História dos vitoriosos.
Ronaldo perdeu para seu corpo, é verdade. Um corpo que de uns tempos para cá parecia saciado, desinteressado pelo futebol, obrigando seu dono a dobrar – triplicar! – os esforços para botá-lo na linha. Ronaldo até pensou que poderia vencê-lo, pois como diziam os gregos antigos: uma mente sã – como a sua – não combina com um corpo insano. Seu corpo, porem, reagia como um potro selvagem mostrando-se difícil de ser domesticado. O desencontro entre corpo e mente foi se acentuando ao longo do tempo – mais ou menos como ocorreu com Roberta Close, por outras razões – e Ronaldo, sem forças para controlar a rebeldia de seu corpanzil, acabou por jogar a toalha. Quando um não quer, dois não jogam futebol. Em uma última tentativa de reconciliação, Ronaldo trocou o tamanho de sua camiseta no Timão – de G para GG – para deixar o corpo mais à vontade. Depois da última partida, porém, perguntou-se: “A quem estou enganando?”
A derrota de Ronaldo para seu corpo, contudo, não foi o que se poderia chamar de acachapante. Pelo contrário: resistiu o quanto pôde, caiu em pé e saiu de cabeça erguida. A cada cirurgia, quando o corpo imaginava que iria largar o futebol, Ronaldo dava a volta, virava o jogo e continuava a encantar as plateias. Foi um duelo de titãs! Ronaldo somente se entregou no instante em que o corpo convocou a dor para entrar em campo.Aí a luta ficou desigual e não deu para suportar. Guga que o diga! Nosso tenista maior também abandonou as quadras empurrado pelo mesmo sofrimento.
Lembro então do alemão Schopenhauer – o filósofo, não o zagueiro do Bayern – que no século 19 declarou que a vida é um constante combate contra a dor (de qualquer espécie). Disse mais: só a dor é positiva. Sentimos a dor, mas não a ausência de dor. Por que você acha que as horas custam a passar ao sentarmos na cadeira do dentista? Se nosso corpo funciona à perfeição, às vezes nem nos damos conta de que ele existe. Mas basta enfiar uma farpinha no dedo mindinho para soar o sinal de alerta.Acrescente-se a isso – continua o filósofo – que, em geral, as alegrias ficam abaixo de nossas expectativas (a não ser que você ganhe a mega-sena) enquanto nossas dores são sempre maiores do que esperávamos sentir. Talvez isso explique por que no momento as muitas alegrias que o futebol de Ronaldo me concedeu estejam menores do que a tristeza de vê-lo pendurar as chuteiras.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

OBRIGADO, RONALDO !

No CT do Corinthians, Ronaldo 'Fenômeno' reuniu a imprensa para anunciar a sua prematura aposentadoria. Embora tenha começado a entrevista aparentemente calmo, o Fenômeno deixou a emoção correr em alguns momentos, principalmente quando abordou as dores que sentia e a descoberta de uma doença no seu metabolismo.
Ronaldo começou a coletiva explicando que o fim antecipado da carreira se devia a alguns motivos importantes. Ele revelou que a sequência de lesões que tem tido nos últimos dois anos e as dores que sente pesaram na decisão, que foi tomada na quinta-feira. ‘Refleti muito em casa e decidi que era hora. Já tinha dado o máximo. Quando tomei a decisão, parecia que estava na UTI em estado terminal’, revelou o craque sobre o momento crucial.
O ‘Fenômeno’ contou que todas as pessoas próximas a ele também sofreram e que ele sentia dores até para subir uma escada. Aliás, a parte física, mais do que as pressões externas, foi o fator determinante para o fim. O próprio jogador reconheceu e declarou ‘Perdi para o meu corpo’, pois além da série de contusões, uma revelação surgiu: o hipotireoidismo. Segundo Ronaldo, ele descobriu a doença há quatro anos, ainda no Millan, e afirma que ela foi a responsável pela sua dificuldade em perder peso e que não pode tratá-la para não ser pego no doping. Nesta hora, ele aproveitou para alfinetar os críticos: ‘Deve ter muita gente agora arrependida de ter feito chacota com meu peso’.
Ronaldo aproveitou também para agradecer a todos os seus patrocinadores e a todos os clubes pelos quais passou, do São Cristóvão ao Corinthians. Aliás, para o Timão, foram dedicadas as palavras mais carinhosas, principalmente em relação à torcida, que, de acordo com o craque, é a mais apaixonada e entregue a um time que ele já viu.
O agora ex-camisa 9 do Timão afirmou que irá continuar ligado ao clube da maneira que o presidente quiser, contou que fez questão de se despedir de todos os jogadores, agradecendo a cada um cada minuto e segundo que esteve com eles e ainda anunciou a criação da ‘Fundação Criando Fenômenos’.
Num momento de descontração, Ronaldo brincou, dizendo que já estava sentindo falta da concentração e elegeu os dois momentos mais importantes de sua carreira: ‘Em primeiro, a Copa de 2002, que foi o título mais importante e em segundo, foi ter conhecido esse bando de loucos’, em referência a torcida do Corinthians.
Em alguns momentos, Ronaldo aproveitou para deixar mensagens no Twitter e para brincar com dois dos seus filhos que estiveram presentes durante toda a entrevista. Ronaldo se despediu do futebol, mas seu legado de conquistas e de recuperações espetaculares permanecerá para sempre na história do esporte mundial.
'Refleti muito em casa e decidi que era a hora', revela o Fenômeno, visivelmente emocionado.
Ouça a despedida de Ronaldo na íntegra.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

É bom o Corinthians abrir o olho desde já. Tem a pré-Libertadores…
Por Antero Greco
Não sou da turma dos alarmistas nem vejo desgraça em cada esquina. Mas é bom o Corinthians abrir o olho logo, como se dizia no meu velho e querido Bom Retiro. Bairro, aliás, onde nasceu o glorioso alvinegro 100 anos atrás. É só começo de temporada, porém os resultados não entusiasmam. Mais do que isso, o desempenho do time preocupa, sobretudo agora que se aproximam os duelos com o Deporte Tolima, pela pré-Libertadores.
O corintiano ficou com a pulga atrás da orelha, depois do empate por 1 a 1 com o Noroeste, no final da tarde deste domingo. Nem é pra menos. Assim como havia acontecido no meio da semana, diante do Bragantino (também 1 a 1), a equipe mostrou limitação na parte física (o fôlego acabou logo), vários jogadores continuam a carecer de melhor preparo e o equilíbrio do conjunto fica muito aquém do desejado. Por isso, velhos fantasmas voltam a assombrar.
O temor da Fiel não se limita ao Campeonato Paulista. Na verdade, o torneio estadual permite reação, até com várias derrapadas, porque o regulamento é muito generoso. Como se classificam oito para as quartas de final, o Corinthians só se complicará se tiver incompetência inédita. O que não será o caso. A questão é a competição sul-americana. O Tolima não é muito melhor do que um Noroeste, mas a pressão será infinitamente maior.
O Corinthians ensaiou apenas enquadrar o rival de Bauru, sobretudo no primeiro tempo, quando Jorge Henrique, Dentinho, Roberto Carlos, Moacir e Bruno César tinham gás para ir à frente. Enquanto essa turma estava bem de pulmões e pernas, deu para animar a torcida. E a vantagem, no gol de Dentinho, foi consequência do domínio.
No segundo, porém, o time desabou. Parecia ter colocado o pé no freio, como estratégia, mas faltou mesmo melhor preparo. Os jogadores que antes se destacaram diminuíram o ritmo, Ronaldo passou em branco mais uma vez e o Noroeste cresceu. Chegou ao empate por falha de Roberto Carlos (perdeu a bola no meio-campo) e, se apertasse mais um pouco, poderia ter provocado estrago maior. Por sorte, também é limitado e se contentou com o pontinho ganho.
Não está aceso o vermelho lá pelas bandas do Parque São Jorge – nem é o caso. Ainda. Mas está na hora de o time acordar, de preferência a partir de quarta-feira. Cochilos na Libertadores não serão permitidos.